sexta-feira, 24 de junho de 2011

A Fervenças da Carne

Já escrevi sobre muitas coisas, mas não me recordo de já ter escrito algo que por muitas vezes anda de mãos dadas com o relacionamento amoroso entre as pessoas: a infidelidade. Quem sou/somos eu/nós para julgar? Bem, esta é uma pergunta retórica, embora para muitos eu tenha que desenhar . Mas voltando, mesmo não podendo e nem devendo julgar, isso não me impede de discorrer sobre este tema tão divertido por vezes, trágico sempre, e um tanto quanto perigoso. Esse mesmo tema aborda um outro tema, muito mais abrangente, e do qual deleito-me em minhas lucubrações noturnas: a ética.


Este ato totalmente despido de sentimentos , impudicado baseado e revestido em hediondez humana é lamentavelmente tão antigo quanto ela própria. Seguir o nono mandamento do decálogo (e olha que o próximo não estava tão próximo assim) tem se mostrado uma tarefa hercúlea ao longo de séculos , e desde a antigüidade o tema têm sido levado ao esgotamento. Se no período medieval e renascentista o amor (que é uma das três virtudes teologais – Amor ou Charitas) foi tratado como uma patologia, o que dizer então das fervenças da carne?

Exorto-o para que cortes do seu convívio esta jaca podre, e sempre reflita sobre o fruto da árvore envenenada.

Este é um doa grandes ardis do “demônio”, seduzir muitos com o simples intento causar-lhes dor e sofrimento, e é claro, obter alguns benefícios mundanos. Assim sendo, não entendo como abres tuas portas para isso.


Em local por mim ignorado, 24 de junho de 2011.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Um fato em foto

Uma nistura do aniversário do Marcelo com o meu no dias 3, 4 e 5 de Junho de 2011.

Na foto em sentido horário: Deco, Gabi, Neno e Splip.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

O que mais devia ter feito por ti e não o fiz?

Nesta fria noite me deparei com a seguinte frase: “O mais importante na vida - e acima de qualquer problema que tenhamos - é poder compartilhar uma alegria com aqueles que mais gostamos!” Então vou expor a você, meu caro leitor, a seguinte situação hipotética: seu afilhado é aprovado numa prova da mesma magnitude da prova de medicina da UFSC, e não fala nada para você, logo você é importante para ele?

Alegar falta de tempo em nossos dias, com tanta tecnologia é inaceitável, pois, com apenas um mísero minuto e a paupérrima quantia de cinqüenta centavos pode-se enviar um torpedo via celular e assim dividir um pouco as suas alegrias. Tão simples como um tolo cálculo de adição no primário. Durante o Popule Meus entoado na Paixão há um trecho que devo transcrever: “o que mais devia ter feito por ti e não o fiz, responde-me”.

A vida nos ensina a não esperar muito das pessoas que amamos. O grande dramaturgo inglês Shakespeare nos lembra “E aprende que não importa o quanto você se importe,
algumas pessoas simplesmente não se importam…
E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa,
ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso.
”

Ele mesmo nos adverte: “Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer
mesmo a longas distâncias... Aprende que não temos que mudar de amigos
se compreendemos que os amigos mudam,
percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa,
ou nada, e terem bons momentos juntos.”

O tempo é um personagem implacável, responsável por apagar tudo. Não sei o que por ventura ele possa ter apagado. Para mim, ele não apagou nada, mas só podemos falar por nós mesmos, jamais pelos outros.

N.S.D., 02 de Junho de 2011.