domingo, 29 de novembro de 2009

O Miau - LSM

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Tantus labor non sit cassus. Requiem aeternum! Domine, suscipe deprecationem meam...

Creio que somos cegos, ou melhor, que queremos ver algo que já não existe, ou que nunca existiu. Indícios não são nada, mesmo as palavra mais certas nunca foram.

A vida é um interminável “ensaio sobre a cegueira”, onde não sabemos onde pisamos.

O que parecia, veja bem, parecia certo se tornou definitivamente incerto e duvidoso.

O que um dia fora apalpável, dissolveu-se como um feixe de fumaça em um golpe de ar. Da mesma forma são os castelos na areia... Não saber olhar além do físico, ao meu ver é um pecado mortal, que vai mais além da ignorância e dos desejos mundanos. Porém cada um evolui em seu devido tempo. Mas quero que saibas que a recíproca é verdadeira, e creio que não vai desaparecer como fumaça. Ela vai ao menos por mim, perdurar até o fim de minha vida.

Concordo com Sir Laurence Oliver, “tenho uma opinião singela sobre a vida: mantenha os olhos abertos e siga em frente.” O caminho até as colinas de Gólgota é amargo e árduo... Mas é pra isso que viemos a este mundo.

Labor meum sit cassus, finis est.


Exilium, 26 ex November ex 2009 Anno Domine.

sábado, 14 de novembro de 2009

Finalmente um dia decente!

Hoje estou me sentindo em Londres, só falta o chá! A temperatura está bem mais agradável, e tendo em vista os últimos dias, dos quais posso dizer sem sofismas que eu me senti dentro da boca do diabo. Que saudades do inverno, pois este país é um verdadeiro matadouro! Em todos os sentidos, pois além das temperaturas estarem bem elevadas, tem os transtornos do calor, a saber, engarrafamento, impaciência e irritabilidade (nessas duas eu sou um verdadeiro douto), falta de energia e água.

Ah, claro e os problemas de saúde, que não são poucos. É muito frustrante acordar e olhar pela janela e ver aquela “lua” com todo seu esplendor! Está na hora de para com o aquecimento global, e iniciarmos “o resfriamento global” rssrrs. Chego a pensar que as repartições públicas na África estão certas, uma vez que lá existe o terno de verão, e não o padrão europeu que temos aqui. Outra coisa que passa por minha cabeça, natal...

É complicado ver um papai Noel com toda aquela roupa pesada com pele de arminho, e mais a ceia, digna de um dia na Sibéria. Depois haja engov, olina e sei lá mais o que para amenizar os estragos das promiscuidades gastronômicas do natal.

Já que aqui as coisas são sempre aos avessos, não seria ruim se o natal fosse em julho. Como não é, fico com o peru e a olina... Vinhos com essas temperaturas só em uma câmara frigorífica, panetone então só se vier com recheio de soverte! Bem ao menos os biscoitos com sal amoníaco não são tão pesados quanto as outras receitas da Vovó Panzer. Esses eu como sem o medo de ficar empanzinado...

Nª.Sª.D. 14 de novembro de 2009

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Um dia desses...

Por vezes é bom

deixar este mundo e ir para outro. O mundo de que falo é um mundo muito pequeno, com pouco de 4.000 habitantes; São Pedro de Alcântara. E neste finado como é um hábito antigo meu de ir ao cemitério, e acabei aproveitando o dia nestas plagas abençoadas por Deus. Nada que boas companhias, narguile e uma majestosa cachoeira em um locar que nem sinal de celular tem.

Só tenho uma palavra para descrever tão belo dia: perfeito. No mais só posso dizer a vocês, lamento por serem preguiçosos e não quererem ir junto. Por fim, deixo uma pe

rgunta no ar, o que é melhor, um dia desses ao ar livre, ou ficar em casa com o vídeo-game? Acho que você leitor, sabe bem a resposta. Neste dia adorável, conheci uma nova amiga... a Su, foi muito bom te conhecer menina! Bjs.

Nª.Sª.D., 03 de novembro de 2009.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Viagem à vista

Depois de muitos preparativos fomos a São Paulo a trabalho (tio em visita oficial kkk). Parecia um verdadeiro arrastão pelo bairro da Liberdade... sempre em bando corremos São Paulo no tempo livre que tínhamos. Liberdade, 25 de Março, Sé, MASP (com a feira de domingo), São Bento, Brás. E ainda teve lugares onde eu não conseguir chegar, uma pena mesmo. Mas mesmo não conseguindo tempo pra esses lugares, reservei algum tempo para três amigos muito especiais lá da terra dos bandeirantes: Léo, Mari e Caju. O povinho divertido.

No Tatuapé, tratei de ir a uma pizzaria com o Léo, a Mari e o Caju que estava em Santa Cecília. Meu pai amantíssimo! Quanta besteira eu escutei e disse naquela noite! Risadas até ficar sem ar e com dor de cabeça. Divertido também foi conhecer o pai da Mari, e seu aquário. Eu quero agora ter um desses em casa também! Assim como o hamburger gigante que tinha em uma estação pro Brás, digno de Itú.

Depois, indo pela radial senti o aroma de uma maravilha da natureza (humana), o Tietê. Realmente, não é nada semelhante ao batedor de merda que temos aqui no Desterro (Não é Léo?!). Que sonho mesmo! O mais estranho é que os paulistas acham graça de tudo que eu falo (porque será não é mesmo? kkk).

Visitas oficiais são assim, dá pra fazer muitas coisas, mas temos que deixar de fazer outras que por vezes são mais importantes. E no mais fico muito contente em ter a graça de rever os amigos.

Por vezes fico rindo comigo mesmo de quando estava no metrô, muito divertido mesmo. Afinal, turista é turista. For fim, ao trio citado, obrigado por tudo.

Sem mais,

Nª.Sª.D. 28 de setembro de 2009.


*Na fotografia: Caio, Silvana, João, Pedro, Rejane, Marcos, Deco e Caju.

domingo, 20 de setembro de 2009

Sai da freeeente!

Neste final de semana resolvi justificar a existência de meu porte de arma (CNH), afinal, desde que o DETRAN me deu a carteira eu não havia usado.

Com uma amiga no carro (que não sabe dirigir) eu fui até a Carvoeira, alguns me perguntaram por que logo uma que não sabe dirigir... E eu digo dirigir nem eu sei, mas é só pra dar apoio moral mesmo.

Ser motorista de direito e não de fato é bastante complicado, mas Deus sabe como consegui chegar ao meu destino, e numa BMV 1975 (Brasília Muito Velha) a coisa não é fácil não. E ainda pra ajudar ela é amarela como a que os Mamonas tinham, ou seja, um barbeiro num carro desses é a atração do dia. Depois de rezarmos e ela manifestar seu último pedido em uma mensagem no MSN para uma amiga fomos. Para conseguir tirar o carro da garagem foi um parto daqueles, quase uma cesariana com eclampsia e tudo mais que se tinha direito, só faltou fórceps pra arrancar a “brasuca” do lugar.

Foi tudo tranqüilo até lá no Saco dos Limões um infeliz sair na contramão, pois queria todo o custo ultrapassar um ônibus que parou. E agora? Um barbeiro num carro velho que tem uma baita folga no volante... Como não vi ninguém na calçada fui oras, dos males o menor. Pois a brasuca é herança do vovô, se quebrar fu... Entre mortes e ressuscitações do carrinho consegui chegar incólume. A volta foi um tanto mais fácil, mas mesmo assim complicada, pois na Rua Romualdo de Barros eu estava procurando uma placa de limite de velocidade quando notei que o velocímetro marcava o zero km/h. Mas com o jeitinho brasileiro, sou seja, batendo ele volta a marcar direitinho. Nem me arrisquei em pegar o túnel Antonieta de Barros, vim pela Prainha mesmo, menos trânsito.


Definitivamente, o coisinha complicada! É mais fácil tocar Bach no piano que andar por aí. Por fim agora eu posso dizer que eu sei dirigir Brasília, mas o Lula não sabe...


NSD, 19 e 20 de setembro de 2009.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

07 de Setembro - Hino Nacional


Estou pensando muito sobre uma das últimas execuções do Hino Nacional, sobretudo sobre como a cantora Vanusa o interpretou. Nosso Hino foi executado, literalmente. Na noite de 20 de janeiro 1890, o então Presidente da República proferiu as seguintes palavras: “prefiro o Velho!” Faço minhas as palavras de Deodoro.
Deodoro referia-se ao Hino do Império que deveria permanecer o mesmo, uma vez que o concurso para escolha de um novo hino foi um verdadeiro fracasso.
Vanusa conseguiu uma proeza de proporções homéricas, porém não é algo que devemos aplaudir, e sim censurar com veemência. Alguns dizem que essa “coisa” (não tenho outra palavra a não ser coisa mesmo) que deu na cantora Vanusa foi decorrente de uma labirintite.
Sendo bem franco, ouvi dizer que era outra coisa...
Para a nossa grande estrela: EIN PROSIT!
Desterro, 15 de Setembro de 2009.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Antes que a luz se apague...

Lendo algumas coisas e ouvindo tantas outras, refleti muito, sobretudo nesta madrugada... Afinal, acho que Morfeu está de greve, só pode. A débil luz que esparge dos faroletes não se apagará, não permitiremos que se apague, no mais há sempre um rochedo que misteriosamente acompanha vossos passos, um rochedo que está disposto a ir a Gólgota se assim for. Mas creio que isto não será necessário, e talvez impossível; afinal o rochedo é grudento e não será fácil desvencilhar dele.
Confesso que ser um “Cirineu” não é fácil, tão pouco agradável, porém faço isso por vontade própria, pois vejo um leproso como um ser humano que necessita de amparo. E é sempre assim, naquele em que esperamos algo, um ouvido ao menos para podemos falar nossas angústias... de repente vemos que esta pessoa não era quem pensávamos ser. E por tantas vezes, vemos naquele em quem não esperaríamos nada ser o mais leal amigo.
Quanto aos cristais quando se quebram, por vezes podemos fundi-lo novamente, mas a questão é como fazê-lo. Mas a disposição para tanto já ajuda muito, pode ser 50% da questão.
Por fim lhe espero hoje, como amanhã esperarei, e depois e depois...
“...Plagas, sicut Thomas, non intueor
Deus tamen meum te confiteor
Fac me tibi semper magis credere
In te spem habere, te diligere...”

Desterro, 04 de Setembro de 2009.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Ecce Sacerdos

Fico me perguntando por que as pessoas me falam tantas coisas, na verdade, por que elas me “confessam” tanto. Terei eu cara de padre? Hoje mesmo, na escadaria do coro da catedral, do qual faço parte uma coralista perguntou-me: “já estais quase padre?” Donde raios ela tirou isso? Em outro momento outra coralista, já falecida pôs a mão em meu ombro e disse o seguinte: “Será que tu não serás um sacerdote?” Respondi que não sabia ao certo a resposta àquela pergunta. E ela retrucou: “Pergunte à sua Mãe Maria, ela lhe saberá responder.” Bem, o fato de ser filho único esta idéia não agradou de forma alguma a meu pai. Resumo do libretto: estou em uma faculdade de direito e o mundo não é perfeito. Modéstia às favas, eu seria um bom padre, porém o mais doido e polêmico de todos eles, a ponto de deixar o arcebispo de cabelos brancos.
As pessoas me procuram para contar suas histórias, chorar suas mazelas, confessar seus “pecados” a mim que já ouvi cada "coisa do arco da velha" como diria a minha avó. Meu MSN tornou-se um confessionário de casos cabeludos, um mais que o outro. E nesses casos há de tudo um poço, como por exemplo: problemas econômicos, casamentos que afundam, namoros que uma das partes não sabe o quer, abortos, ciúmes, doenças, brigas, enfim tantos tipos de angústias que é bom não pensar muito, pois a lista é grande.
E o grande campeão de angustias qual é? O amor. E dentro do amor estão os relacionamentos, e um pior que o outro. O que mais me espanta é um amigo que entrava várias vezes no MSN para queixar-se de sua namorada e perguntava o que deveria fazer (logo pra mim que não namoro? risos). Detalhe, a criatura mora em São Paulo! No fim do mundo! Agora como sou jovem e religioso da forma tradicional, gosto até da missa em latim (coisa rara esses dias), o povo deve achar que sou padre mesmo, ou ao menos seminarista. E assim sendo desabafam muito. É bom que o façam sempre, não só comigo, mas com quem julgarem aptos para ouvi-los.
Depois da tempestade vem a calmaria, e pondo os problemas pra fora é mais fácil de se chegar em tal calmaria. Assim ela fica de bem consigo e com o mundo ao seu redor.
Por fim devo dizer o seguinte: a característica que mais se espera de um amigo é um ouvido acessível (Maya Angelou).

Desterro, 26 de Agosto de 2009.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Livros e mais livros


Tenho tanto espaço para escrever e estou sem idéias (publicáveis), e é claro, também confesso que há um pouco de preguiça. Ultimamente tenho passado meu tempo livre em casa, quando não estou na internet estou com um livro, o último que li, ou melhor, devorei é “Papisa Joana”, de autoria da americana Donna Woolfolk Cross. Este é um livro que prende o leito a cada pagina, com suas infindas intrigas, maquinações, brigas, amores, desamores, conspirações e batalhas sangrentas (lógico que tem que ter sangue, caso contrário não há muita graça srsr). Embora seja uma ficção, esta é uma história que mostra de forma muitíssimo clara de como era a vida no longínquo século IX.
A idade das trevas não é nada agradável, mas sempre é bom sabermos como foi o passado para sabermos como nossas vidas são boas, e o quanto reclamamos. No livro há uma série de costumes tais como a ignorância imposta às mulheres, coisa que não é tão estranha para nós hoje. Outra coisa que me chamou a atenção foi uma lei que não proibia a agressão física por parte do marido, mas sim regulamentava o tamanho do porrete que o marido usava pra espancar sua esposa. São apenas alguns horrores medievais.
Atualmente estou lendo “Memórias” de Lorenzo da Ponte, o libretista do compositor Wolfgang Amadeus Mozart. Suas aventuras estão sendo interessantes, pois é uma figura que só se metia em confusões, como em uma ocasião que ele queria despojar duas irmãs ao mesmo tempo. Assim que terminar de ler eu contarei mais alguma coisa.
N.S.D., aos 21 de Agosto de 2009.

sábado, 1 de agosto de 2009

Os Palhaços da R. Felipe Schmidt

São 05:04, horário de Brasília. Estou passando a noite a rua Felipe Schmidt em Florianópolis, e não consigo dormir devido a uma turba de pândegos e ainda por cima bêbados que estão saindo de uma formatura no Lira Tênis Clube (espero que seja uma formatura de radiologia, pois assim ao menos alguns morrerão de câncer). Aliás, esses idiotas resolveram devido à chuva ficar em frente ao clube (um clube mercenário que não toma atitude alguma frente essa barbárie que é deixar que eles perturbem a vizinhança).
Berram, urram, utilizam um linguajar de tarimba, buzinam, e por aí vai. Ligar para a polícia não adianta muito, uma vez que os políticos estão soltos, e assim sendo não darão importância alguma para um bando de ébrios. E quanto a esses jovens, já que estão bêbados, poderiam bem pegar seus carros e sair passeando pela Av. Beira Mar, e de preferência com o pé no fundo.
Muitos fazem isso, e estes deveriam fazer e se matarem! Invés de meter a mão na buzina, metam na po. da mãe deles!! Desculpem o palavreado, mas é isso que penso. Minha paciência bem como educação têm limites, e ambas em relação aos babacas da formatura já acabou. Bando de delinqüentes, transviados. Acham que é muito sábio tomar todas e gritar no meio da rua assim sem mais nem menos. Eles que vão fazer isso na casa do capeta! E não na minha janela.

Desterro, 01 de Agosto de 2009.

terça-feira, 14 de julho de 2009

14 de Junho - A Queda da Bastilha

Hoje a França comemora o “dia da pátria”, ou a “queda da bastilha”. Há exatos 220 anos os franceses derrubaram a monarquia, instauraram um novo regime com base do famigerado lema “Liberté, Egalité, Fraternité”. Após este fato muitos outros fatos ocorreram, tais como a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão. Agora fico pensando no que mudou (não só na França) desde o absolutismo até os nossos dias.
Ontem lembrei-me de um amigo francês e de pais portugueses, os franceses não o consideram francês, e os portugueses idem. Então supostamente ele seria um apátrida.

E assim sendo onde está os princípios da revolução? Dois séculos depois e o primeiro estado conseguiu acabar com alguma coisa. Sempre no 14 de julho há inúmeras manifestações nos subúrbios de Paris, onde os imigrantes das antigas colônias da França querem seu reconhecimento como cidadãos. Durante anos a França, e não somente ela colonizou e explorou outras povos, outras nações. E hoje esses imigrantes só querem ser reconhecidos, e é o mínimo que a França deveria fazer depois de colonizar e extrair o que lhe interessava. Esses “cidadãos” vivem hoje em uma espécie de bastilha onde não há muitos direitos, mas apenas deveres.

E isso seria igualdade? Iguais já não são e nunca foram. E a única liberdade que parece haver nesse contexto é a liberdade do governo francês (e demais governos) de fazer o que quer, ou seja, nada de direitos aos imigrantes. E quanto à fraternidade, certamente que não há, pois tendo em vista que eles se entendem superiores e assim sendo não são irmãos de ninguém. Meu amigo francês hoje se considera brasileiro e eu também o considero como tal. E no Brasil também temos a nossa “bastilha”, e muito mais ampla, contendo até um Senado, uma Câmara... Não será a hora de derrubar mais uma bastilha?

N.S.D., 14 de Julho de 2009.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Memórias em uma Segunda-feira

Que preguiça! Que tédio! Não sei o que é pior, se é o domingo (pois é o único dia de folga que tenho) ou se é a segunda-feira (o dia que começa tudo outra vez). Mas o pior é a música que vai tocar o dia todo! Isso sim é um martírio! Mas tirando a rave da era do gelo, o dia está agradável, gostoso. Foi muito bom sentir o sol quentinho em minha face outra vez.

Por isso gosto do inverno, as noites são frias, e as vezes temos dias como esse... Dias estes bons para irmos a um campo ou um parque, como eu fiz ontem. Fui até o Córrego com uns amigos, em meio a arguiles e chás o papo ia, e os namoricos também. Agora faça isso no verão, é sofrível! Bom mesmo é esse tempinho frio, no qual nos abraçamos no sofá com uma coberta para ver um filme. Dividimos a cama para espantar o frio, e outras coisas que não vou ficar escrevendo - meu blog é para todas as idades hauhauhau. Uma coisa que gosto de fazer o no trabalho nessas manhas de inverno, é ficar observando o sol que entra pela clarabóia... ver seu movimento pela loja, ver ele cobrindo lentamente planta por planta... é muito gostoso esse lado simples de viver.

Final da tarde, chegando o anoitecer passei na casa de minha avó materna no Estreito e comi uma pizza que estava uma coisa do outro mundo. A pizza da Vovó Panzer...é melhor para de falar em comida, ainda é cedo e nem tomei café. Aliás é o que eu daqui a pouco devo fazer, mas na oitava maravilha da SC401 não tem strudel de queijo! Nem nada decente para se comer... fazer o que... "é a vida moderna."

N.S.D., 13 de Julho de 2009.

sábado, 11 de julho de 2009

As Memórias de um Antiquário II

Mais uma manhã no antiquário, manhã calma, lúgubre... Com aquela atmosfera londrina. Tudo perfeito, ou melhor, quase perfeito, pois nas proximidades da loja há uma pista de gelo para patinação e a música que vem de lá é algo como algo deprimente. Bem gosto não se discute, se lamenta – Tragam uma solingen urgentemente!

Minha Nossa Senhora do Ó, o péssimo gosto do povo parece desconhecer toda e qualquer fronteira! Sei que não sou o exemplo de erudição, mas toca cada coisa por lá, até Michael Jackson (e quanto a este me desculpem os fãs, mas sou vacinado contra MJ). Mas tirando o inconveniente da “rave do calvário na era do gelo” é muito bom ficar aqui ouvindo Samuel Barber (Adágio para cordas) e observando o movimento na rua. Nesses dias em que estive aqui vi pessoas de todo o tipo, algumas coisas bem cômicas quando a turba resolve entrar na loja.

É engraçado (ao menos pra mim) ver uma mulher perguntar:

Senhora: - O que é isso?
Vendedor: - Uma salivadeira senhora. Uma peça da segunda metade do século XIX. Confeccionada em vidro azul ornada com pinturas Mary Gregory.
Senhora: - Desculpe, mas não entendi a serventia desta peça.
Vendedor: - A senhora talvez conheça por outro nome, o nome de “escarradeira”.
Senhora: - Ui ui, que coisa nojenta!

Acho essas passagens muito engraçadas. Também já exclamaram:
- Nossa que penico bonito!
E eu disse:
- Senhora, isso é uma sopeira. Afinal ela faz parte deste jogo de pratos.

Outra coisa interessante de se notar e muito irritante: quando alguém fica querendo algo que não conhece! Um exemplo disse é quando o cliente busca poltronas no estilo “Luiz Felipe”, e não tem a menor idéia das características do móvel em questão. Pior é quando tentam enganar o antiquário. Certa vez ligaram para a loja querendo vender uma vitrine (conhecida por alguns como cristaleira) e diziam que seus vidrinhos eram de cristal baccarat. Se for vidrinho não é cristal e no mais eu perguntei se estava assinado e ela me perguntou “como?” Essas coisas sempre acontecem, e no fim de tudo acabo me divertindo. Por isso gosto tanto do que faço.


A. Carpes
NSD, 11-VII-2009

segunda-feira, 6 de julho de 2009

As Memórias de um Antiquário I

Está ocorrendo dos dias 02 a 19 de Julho no Floripa Shopping a 1ª Mostra de Antiguidades de Florianópolis. E como todos bem sabem eu já estou aqui trabalhando!Não perco uma coisa envolvendo antiguidades. Estou na mostra de segunda a sábado, das 10:00 até as 14:30 - Lembrando que o horário da mostra é o mesmo do shopping. Então gostaria poder encontrar aqui meus amigos... Venham prestigiar, vale a pena! E aos leitores postarei em breve uma crônica sobre a mostra.
N.S.D. 06 de Julho de 2009.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Alguns Laivos de Esperança

Ontem foi um dia muito divertido, e muito produtivo! Fiz novos amigos, e dei muitas gargalhadas devido a um pedido de um amigo. Tal pedido foi ir ao GOB e buscar 10 processos pré-formatados, detalhe, esse amigo, um crânio da informática criou um sistema onde esses processos podem ser obtidos on-line.

E a pessoa a qual eu solicitaria tais papéis era hilária – a tal ponto que eu só ria e não lembro do nome da criatura, e ainda descobri o “chuchu” e o “aprendiz de chuchu”. Mas agora eu sei por que EU tive de ir até lá para buscar a papelada srsrsr... Vocês não existem meus amados irmãos. E nos mais, uma cópia impressa nunca é demais.

No mais, nossas esperanças e futuro estão depositados nesses processos. Gostaria também de falar mais sobre outra coisa que me ocorreu também ontem, porém as mazelas alheias não são publicáveis e o que é dito no confessionário é segredo de confissão. Mas o que posso dizer é conte comigo. E esta afirmação não é tão somente um laivo de esperança, mas sim um compromisso... Pois temos que ajudar uns aos outros! Lembro-me de Goethe que dizia: “A amizade é como os títulos honoríficos: quanto mais velha, mais preciosa”.

E como cultivamos e mantemos uma amizade?
Para uns é uma coisa tão complicada como fórmulas matemáticas, mas essa fórmula é muito simples: companheirismo e fidelidade.

N.S.D., 19 de Junho de 2009.
Com o coração repleto de alegrias e esperanças,

André Carpes



quinta-feira, 4 de junho de 2009

Os (des)Arranjos do Coral S. Cecília

Hoje estive recordando os tempos em que cantei no Coral Santa Cecília da Catedral de N. S. do Desterro. Sem dúvida alguma foram bons tempos! E em meio a todas essas lembranças me recordei de algumas brincadeiras que os coralistas mais extrovertidos faziam. Abaixo uma pequena amostra do que ouvi bastante e ri mais ainda.
“Es ist ein Ros’entsprungen” música de Praetorius (1571 - 1621) virou “Es ist ein roszen istiprunguen”. Meu pai amantíssimo!! “Istipunguem oh ixtepô!!”
O salmo “os nossos olhos estão fitos no Senhor” foi entoado com pompa e circunstância da seguinte forma: “Os nossos olhos estão fritos no Senhor”.
J. Haydn (1732 -1809) escreveu “A Criação” oratório baseado na criação descrita no primeiro livro do pentateuco. E o “Hino da Criação” do mesmo oratório foi chamado de “Hino da Malcriação”.
A antífona Salve Regina com seu belo “et Iesum” (da parte “et Iesum benedictum fructum ventris tuis”), tornou-se “É Tia Zú” Em homenagem a Zuleima Laus, coralista do S. Cecília.
No Te Deum do Padre Besen na parte que diz respeito a voz dos profetas, “É a voz” ficou no final daquela salada “É avó”.
O Cântico a Nossa Senhora das Dores “Oh Quanto é Grande” foi grandiosamente chamado de “Oh como era grande”.
Salve dia bendito no qual Deus se encarnou, da música Um anjo a Virgem Santa, que estava escrito “Salve dia bendito no qual D. se encarnou”. E era cantado por um coralista: “salve dia bendito no qual desencarnou”.
Algumas mulheres não cantavam no Cordeiro o "dai-nos a paz" mas sim "dai-nos rapaz!"
Há também na Missa Pastoril para a Noite de Natal, do Pe. José Maurício Nunes Garcia (1767 -1830), o Hosana in Exelcis tornou-se Rosana e a Jécia - Outras duas coraliastas. Minha prima (mesmo não sendo coralista, e muito menos católica), cantava "Bendito o avião que vem em nome de Alláh! Osama nas Alturas!"
Da ladainha de Nossa Senhora, o Regina Patriarcharum (Rainha dos patriarcas) tornou-se Regina parte a cara!
E por fim, a mais hilária das pérolas que eu no momento lembro. Uma missa cantada em latim, onde a invocação ao cordeiro dizia “Agnus Dei qui tollis peccata mundi” (Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo). Bem, eu ouvi claramente “Agnus Dei clitóris peccata mundi”.

N.S.D., 04 de Junho de 2009.

terça-feira, 26 de maio de 2009

As Bizarrices da minha vidinha e outras coisinhas...

Ainda estou convalescente devido a desgastante experiência de passar por um abapurú em (18/05/09), mas as coisas parecem estar tomando o seu devido rumo.
Estes três últimos dias (23, 24 e 25 de maio) foram demasiadamente agradáveis! Há tempos não me sentia tão bem, e ainda uns dizem que eu estou ranzinza. ainda não entendi e deixo um “como assim” no ar. Como este me é muito caro e eu estou em um período muito divertido não tenho nada dizer, exceto que esses três últimos dias foram de música tocada e cantada, narguiles, bate papo animado até tarde, e um "red", pois ninguém é de ferro.

Essas são as coisas boas da vida, é o que realmente importa: amigos. Gustavo Veríssimo, gostei de lhe encontrar. Karla, você entrou no período de hibernação?
As coisas estão indo muito bem, pois até os desaparecidos estão aparecendo aos poucos.
Putz, e na segunda-feira 25 por pouco que eu não passei por um mau bocado. Estava eu e um amigo caminhando pela rua e uma mulher andando a nossa frente, e este meu amigo por pouco que não disse “gostosa”. Ainda bem que ele não disse, pois quando eu comecei a conversar com ele, ela reconheceu minha voz e voltou-se para traz e disse: "Oi André!" E eu gelei, pois era a irmã de minha mãe! kkkkk Meu Pai Amantíssimo! Dessa eu me safei! Pois se isso me ocorresse não saberia onde enfiar a minha cara roxa de vergonha!

Esse tipo de coisa só acontece comigo, e depois dizem, ou melhor, não dizem, pois não conhecem a síndrome do Barão de Münchhausen, mas é verdade sim. E quando eu estava cantando a missa para D. Gastão de Orleans e Bragança, chefe da casa Imperial do Brasil, e lá pelas tantas entrou na igreja uma pomba branca. E um outro amigo desmunhecou e bravejou em um tom de voz similar a um si bemol menor “ai, por isso que eu não gosto de pomba!” Tive um colapso, adeus aos circulos monarquicos pra mim.Fazer o que, afinal passo por cada uma que só rindo mesmo.

E assim nossa vida segue entre um "red" e outro, uma ária e outra e uma e outra história bizarra!

Desterro, 26 de maio de 2009.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

A Música do Silêncio

Manhã tão calma, uma tranqüila manhã de outono. Tudo tão sereno, num silêncio que só deveria ser quebrado com um canto gregoriano, este entoando um tríplice aleluia melismático em louvor ao Deus que tudo criou. Esse silêncio obsequioso no centro da cidade deve-se a greve os motoristas e cobradores de ônibus. Quando eles param tudo para, e assim posso desfrutar até do canto dos pássaros sem ter que me desdobrar e tentar deixar de ouvir os ruídos dos carros e das inúmeras pessoas que por aqui passam.

Gosto da vida assim, nesse silêncio podemos ver o mundo e as pessoas que nos rodeiam. Podemos ver e ouvir o que elas têm a nos dizer, e elas também podem assim nos ouvir melhor. Há também coisas que não necessitam ser ditas, mas sim sentidas, é muito bom quando temos uma pessoa do mesmo nível pra conversar e assim apenas jogar palavras o ar e saber que elas foram compreendidas.

Nada como em meio ao silêncio sepulcral das madrugadas ficar jogando conversa fora com os amigos por horas a fio, isso realmente não tem preço. Outra coisa que também não tem preço e gosto de fazer em meio ao silêncio é ouvir meu compositor favorito, Beethoven. Ponho um LP pra tocar algumas de suas sonatas tais como: “Patética” (1798), “Ao Luar” (1801) e “Appassionata” (1806).

Estas três sonatas falam por si e são dignas de quebrarem o silêncio (de nossos corações). Acho que nem meio ao silêncio que eu tanto aprecio nada deve ocorrer, exceto uma música capaz de elevar nosso espírito, de nos deixar mais leves e libertos de nossas preocupações mundanas. Fora isso prefiro o silêncio absoluto, pois assim só escutaremos os nossos corações.


Desterro, 21 de Maio de 2009.

domingo, 17 de maio de 2009

Um dia em meio as Alfaias

Resolvi passar o dia de hoje em Santo Antônio de Lisboa, assim fico um pouco longe do meu claustro, e assim sendo deixo os meus pensamentos mais soltos. Há muitos anos que eu não visitava tal localidade com seu ar melancólico, ruas estreitas, casarios coloniais dos tempos das provisões régias no longínquo século XVIII.

Ah e é claro, a Feira das Alfaias, onde sempre encontramos rendas e outros artesanatos locais, sempre acabo comprando algo (e dando uma de turista), e todos perguntam de onde eu sou... S. Antônio parou no tempo assim como outros lugares como São Pedro de Alcântara, assim que é bom! Sua simpática freguesia é encantadora, a brisa que vem do mar é refrescante, pura. O silêncio de tal lugar é reconfortante, isso com meu narguile ao lado, claro.

Tudo isso nos traz uma profunda paz de espírito que não sei bem ao certo como descrever, somente vivendo tal momento o leitor saberá de que eu estou tentando escrever nestas poucas linhas. Ao entardecer fui com uns amigos até um pequeno restaurante na orla e fiquei como se diz empanzinado com tantas ostras.

Pôr-do-sol, ostras, narguile na frente do mar não é para qualquer um não (Não é Luiz? kkk quem manda morar onde não tem ostras). Tem que saber apreciar o momento tão perfeito como este. Hoje fico por aqui, o sol já se foi e eu tenho de ir, uma pena... Mas qualquer hora eu volto para barbarizar os ribeirinhos com meu narguile na praça da matriz.

Distrito de Santo Antônio de Lisboa, 16 de maio de 2009.

domingo, 10 de maio de 2009

Tipos de Fobias

N.S.D., 10 de Maio de 2009.

Nesta noite estive varrendo a internet e cheguei na wikipédia no termo fobia. A lista é longa, e tem cada coisa. Vamos a ela:

Abissofobia – Fobia de abismos;

Acarofobia – Fobia de ácaros;

Acrofobia – Fobia de lugares altos;

Aerofobia – Fobia de estar ao ar livre ou exposto a correntes de ar. Este é a definição médica do termo "aerofobia". No entanto algumas vezes também é usado para designar especificamente o medo de voar de avião;

Afefobia – Fobia de ser tocado sexualmente ou não. O termo tmbém é usado para fobia de carinho;

Agorafobia – Fobia de estar em espaços abertos ou no meio de uma multidão. Em realidade, o agorafóbico teme a multidão pelo medo de que não possa sair do meio dela caso se sinta mal e não pelo medo da multidão em si.

Agrafobia – Fobia e aversão ao abuso sexual (estupro). Essa patologia é mais frequente em mulheres que em homens, e suas causas podem estar relacionadas à eventos ocorridos na infância;

Ailurofobia – O mesmo que galeofobia, gatofobia, catufobia, que é a fobia de gatos;

Algofobia – Fobia de se submeter a dor, em especial nos tratamentos odontológicos;

Androfobia - consiste no medo doentio de pessoas do sexo masculino. A terminologia, apesar de formada com radicais gregos (andros = homem e phobos = medo) é de origem recente, e serve para designar os distúrbios psicológico, com raízes possíveis em algum trauma, em geral nas pessoas do sexo feminino, havidos com a figura masculina, gerando assim uma incontrolável aversão e medo de contato com qualquer homem;
Anginofobia – É a fobia de morrer ou ver morrer alguém engasgado. Esse tipode pessoa teme aspinhas de peixes, capsulas, comprimidos ect;
Apifobia – Fobia de abelhas e marimbondos;
Aracnofobia – Fobia de aranhas;
Automatonofobia – Fobia de bonecos, ventríloquos, estátuas de cera e criaturas animadas. Tudo que imite um ser vivo.
Belonofobia - Também conhecida como aiquimofobia, é o medo mórbido de todos os instrumentos que possam picar ou causar perfurações;
Bifobia - É um termo usado para descrever o medo de, aversão à, ou discriminação contra bissexualidade ou pessoa LGBT que é bissexual ou percebe ser bissexual;
Brontofobia – É a aversão e o medo mórbido, irracional, desproporcional e persistente de trovões, relâmpagos, astros ou do espaço celeste, das estrelas, do céu estrelado etc;
Cinofobia – É o medo irracional de cães;
Claustrofobia – Fobia de lugares fechados como elevadores, aviões e trens;
Coulrofobia – Fobia de palhaços;
Emetofobia – Fobia de vomitar;
Entomofobia – Também conhecida como insetofobia, é o medo ou a aversão a insetos e artrópodes semelhantes, e até outros "insetos", como vermes;
Ergasiofobia – Fobia do trabalho;
Fonofobia – Horror à sua própria voz e pavor de falar alto;
Fotofobia – É a sensação de medo, sensibilidade ou aversão a qualquer tipo de luz;
Frigatriscaidecafobia – Fobia da seta-feira 13.
Gefirofobia – É o medo irracional de pontes ou viadutos;
Ginofobia – Também conhecida como ginefobia ou ginecofobia, é o medo irracional de mulheres, ou a aversão e/ou repugnância pelo sexo feminino;
Hedonofobia – O Medo de sentir prazer, em sua forma mais aguda, é conhecido como hedonofobia, uma patologia que se desenvolve na mente, e controla as sensações do corpo;
Heterofobia - é um termo utilizado para definir a aversão a pessoas ou atos heterossexuais.
Hexacosioihexecontahexafobia – Nome dado ao medo do número 666. O temor vem da crença nas implicações malignas do Número da Besta, citado no Apocalipse de São João 13:16a18. Devido às implicações proféticas do livro, muitos vêem como algo a ser evitado, uma superstição;
Hidrofobia – Fobia da água. Sua causa pode ser psiquiátrica ou virótica. Quando ocorre na forma virótica é também conhecida como raiva (doença);
Hipopotomonstrosesquipedaliofobia – É uma doença psicológica que se caracteriza pelo medo irracional (ou fobia) de pronunciar-se palavras grandes ou complicadas;
Homofobia – É um termo utilizado para identificar o ódio, aversão ou a discriminação de uma pessoa contra homossexuais ou homossexualidade, ou genericamente de modo pejorativo, qualquer expressão de crítica ou questionamento ao comportamento homossexual;
Ictiofobia – É um termo que designa as fobias ou medos relacionados a peixes, tanto à fobia específica ao próprio animal como qualquer tipo de medo a ele relacionado, como o medo de comer a sua carne, ou o medo de peixes mortos;
Malaxofobia – Do grego malakós = suave, brando e phobía = medo, aversão, ou Sarmassofobia do latim Sarmatia - Sarmácia, em português - antiga região próxima ao Mar Morto) é o nome que se dá, em Psiquiatria, para a aversão doentia aos jogos amorosos, à sedução;
Misofobia – Termo usado para descrever o medo patológico do contato com a sujeira, evitar contaminação e germes. Alguém que tem tal medo muitas vezes é tratado como um "misofóbico". O termo foi introduzido por William A. Hammond em 1879 descrevendo um caso de desordem compulsória obsessiva em lavar frequentemente as mãos;
Murofobia – Fobia de ratos;
Nictofobia – Medo do escuro ou da noite;
Nosofobia – O medo mórbido de contrair uma doença;
Octofobia – Fobia ao número 8;
Ofidiofobia – Fobia de cobrar e serpentes;
Orientalofobia – É o medo doentio de pessoas de feições orientais, tais como japoneses, chineses e coreanos, entre outros povos asiáticos;
Ornitofobia – É um tipo especial de fobia: um medo anormal e irracional de pássaros;
Pantofobia – É a união de todas as fobias em uma só;
Pedofobia - Séria aversão, repulsa, horror e medo mórbido irracional, considerado como algo desproporcional persistente e repugnante às crianças;
Pirofobia – Fabia do fogo.
Tafofobia – Ou tafefobia é uma fobia que se caracteriza pelo medo mórbido de ser enterrado vivo e acordar preso dentro de um caixão sob o solo, sem poder sair. Pessoas com tafofobia geralmente pedem para serem cremadas ao invés de enterradas após sua suposta morte;
Tanatofobia – Essa fobia é uma determinada sensação de extremo medo da morte, pessoas com essa patologia, tendem a não sair de casa, evitam falar em morte, e têm pavor de participar de um funeral;
Tecnofobia – Medo da tecnologia moderna. Extremizada em obras de ficção, como o livro Frankenstein ou o filme Blade Runner, no quotidiano manifesta-se como o receio em utilizar um computador ou um caixa eletrônico.
Tetrafobia – Fobia ao número quatro. Muito comum em paises orientais como o Japão e Coréia, uma vez que o número 4 nos seus respectivos idomas é a palavra morte;
Tonitrofobia – É o medo mórbido de trovões. Por serem tão fortes e altos, as pessoas pensam que o trovão irá provocar alguma tragédia no próprio corpo;
Transfobia – refere-se à aversão ou discriminação contra pessoas trans (transexuais, transgêneros ou travestis), baseada na expressão de sua identidade de gênero;
Triscaidecafobia – Fobia ao número 13. Comum tmabém nos países orientais assim como a fobia ao número 4;
Triscaidecafobia – É um medo irracional e incomum do número 13;
Urifobia – É a fobia relacionada a fenômenos paranormais;
Xenofobia – É o medo (fobia, aversão) que o ser humano normalmente tem ao que é diferente (para este indivíduo). É também um distúrbio psiquiátrico ao medo excessivo e descontrolado ao desconhecido ou diferente. Xenofobia é ainda usado em um sentido amplo (amplamente usado mas muito debatido) referindo-se a qualquer forma de preconceito, racial, grupal (de grupos minoritários) ou cultural. Apesar de amplamente aceito, este significado gera confusões, associando xenofobia a preconceitos, levando a crer que qualquer preconceito é uma fobia;
Zoofobia – Medo de animais não humanos.

sábado, 9 de maio de 2009

As Línguas

Estou muito pensativo com algo que ouvi de um amigo no dia 07 de maio sobre algo completamente... bem não tenho palavras para descrever o que ouvi, mas creio que a palavra mais adequada no momento seja odioso ou até repugnante. Chegou aos meus ouvidos de uma fonte mais que fidedigna que alguns andaram se esquecendo dos artigos 138, 139 e 140 do CPB.

Não me darei ao trabalho de lembrar tais artigos, mas me darei ao trabalho de transcrever alguns poucos versículos do Livro das Sagradas Escrituras:

Tu te assentas para falar contra teu irmão, cobres de calúnias o filho de tua própria mãe. Salmo 49:20.

Exterminarei o que em segredo caluniar seu próximo. Não suportarei homem
arrogante e de coração vaidoso. Salmo 100:5

Quisera eu entender estas mentes dementes (sim, dementes, pois estão vendo chifres em cavalos), mas talvez nem o bom D’us os entenda.
Bem, no mais se isso continuar não serei o único afetado por tal crime. Pois não será o meu nome que irá para a lama.

E o livro da lei continua num tom áspero:

Cada palavra de seus lábios é um pecado. Que eles, surpreendidos em sua arrogância, sejam as vítimas de suas próprias calúnias e maldições. Salmo 58:13.
Sendo mais franco ainda diante de ato tão abominável, não sei como tenho tanto sangue de barata, talvez seja porque eu use uma britadeira para acertar umas arestas que possuo... Outros desconhecem o maço e o cinzel. Só sei que eu deveria receber meus cem siclos de prata em reparação da calúnia (cf. Deuteronômio 22,19).

Não me importo mais quem foi, o que me importa agora é encontrar um meio de superar esta tremenda decepção que tive com estes de modo quase que geral, salvo por um ou outro.

E por fim, ainda nas sagradas escrituras há algo muito interessante, no livro de Tobias, capítulo 13 versículo 16, onde diz:

Maldito seja quem te desprezar; desonrado, quem te caluniar; bendito seja quem te reconstruir!
Com profunda mágoa e uma memória invejável,

André.

N.S.D., 09 de Maio de 2009.

terça-feira, 5 de maio de 2009

As Pérolas de um Jurista

Desterro, 05 de Maio de 2009.

Hoje estava eu “organizando” os meus livros e alguns papéis que mais parecem colunas salomônicas de tão altas. E dentre tão grande quantidade de papéis e documentos de toda a espécie encontrei algo curioso do meu primeiro ano de faculdade. São pequenas pérolas, porém creio eu que sejam de Maiorca (Maiorca é a maior ilha do arquipélago das Ilhas Baleares localizado a leste da Espanha, esta ilha é famosa pelas suas pérolas negras), devido à qualidade de algumas. Sei perfeitamente que não sou em exegeta em português, mas assim também não. Eis as pérolas com alguns comentários:

“Se o falecido morre...”.
Ué... já não estava morto não? Tens certeza?
“Viúvo é mais chique”.
Essa foi podre!
“Ele é de menor”
Um clássico “probrema”

“Analizamos o caso da exprosão lá em Criciúma”.
Eu acho que deverias ir em um analista... da divisão anti-bombas! Pois isso sim é uma bomba!

“Lesões corporais gravíssima”.
Tamanha era a fome e o pobre “s” foi devorado.

“Atropelação”.
Essa fica boa assim: “Se o falecido morre por atropelação há uma lambança no asfalto”.

“Não foi os pais da menina que cometeram o crime”. (caso Nardoni)
Foram o quem mesmu??

“Não é admissível que tenha um elevador desses... a vigilância sanitária deveria interditá-lo”.
Nossa! Tinha um barzinho lá e eu nem sabia...

“Se eu passar em uma loja, e na vitrine tiver um objeto sem preço, eu posso entrar pegar e levar?”
Essa além de loira é uma porta! Se fizer isso ela nunca mais vai esquecer o que é furto!

“Enquanto a vítima estiver de posse do seqüestrador, o crime está se consumando”.
A vítima seqüestrou o seqüestrador!!!

“Lei n. 8213, trata da aposentadoria por morte”.
É por isso que a previdência vive falida! Ela paga aposentadoria até para os mortos. Vou me matar e pedir aposentadoria também!

"Foi ele que tentou primeiro me atirar com a arma".
Com uma catapulta?

segunda-feira, 4 de maio de 2009

A Ignorância Triunfou!

Nesta noite eu estive assistindo inúmeros vídeos em diversos sites da internet como o youtube e tantos outros. Pude assistir a vídeos de “mensagens subliminares”, para aqueles que não sabem tais mensagens são as que possuem um conteúdo oculto, uma mensagem que não é captada pelos sentidos humanos.

Os principais vídeos abordam os desenhos da Disney, as músicas da Xuxa e até de uma afamada banda evangélica. E por fim, a mais atacada de todas, a maçonaria. Quanta coisa infundada se tem dito a respeito da maçonaria, e para iniciar meu texto devo lembrá-los do Grande Arquiteto do Universo. Arquiteto? O que faz um arquiteto? Cria! E quem teria criado o universo? Deus! Logo o Grande Arquiteto é o Deus todo poderoso, fonte de infinita bondade e misericórdia.

Pergunto-me incessantemente porque uma instituição como a maçonaria glorificaria o Deus Criador? A maçonaria não era satanista? Muitos homens apoiados nos pilares da ignorância dizem aquilo que desconhecem totalmente.

Que tal uma pequena sugestão: acessem o site do google e escrevam a palavra “maçonaria”, e creio que o primeiro link que irá aparecer é a maçonaria do site wikipédia. E lá neste site está escrito in ipsis literis: “A maçonaria é uma associação de carácter universal, cujos membros cultivam a filantropia, justiça social, aclassismo, humanidade, os princípios da liberdade, democracia e igualdade, aperfeiçoamento intelectual e fraternidade, é assim uma associação iniciática, filosófica, filantrópica e educativa”. E lendo o texto certamente encontrarão o termo “Grande Arquitecto do Universo, ” cliquem e leiam.

Ou procurem saber quem é o padroeiro da maçonaria, garanto que não são demônios. Os únicos demônios que eu vejo são líderes de algumas religiões que se aproveitam do povo sofrido e pouco instruido para ter algum, ou melhor, muito lucro. Estas religiões pregam que tudo é culpa do diabo, bem creio eu que é muito fácil por a culpa pelos flagelos que sofremos no capeta e assim se eximir de toda e qualquer culpa.

Outra coisa que me chama muito a atenção é uma amiga de minha avó materna, esta “amiga” sempre disse a minha avó: “eu tenho tanta pena de ti, tu não irás te salvar!” Creio que não seja necessário dizer que esta amiga de minha avó professa outro credo. Credo este que prega que somente o seu rebanho será salvo. Só este será salvo? Porque? Porque faz contribuições em espécie? E quem eles acham que são para dizer se alguém será salvo ou sofrerá a danação eterna?

Deus é um só! E cabe a ele julgar, e assim decidir quem será salvo! E eu não serei julgado pela igreja que eu freqüentei em vida, mas sim pelos atos que eu pratiquei no decorrer de dela.

Isso tudo me lembra de uma parte da missa católica:

“Confesso a Deus todo-poderoso e a vós, irmãos e irmãs, que pequei muitas vezes por pensamentos e palavras, atos e omissões...”

Então ninguém é satanista ou vai pro inferno por assistir os desenhos da Disney ou por ser maçom ou professar um outro credo. Isso tudo é intriga da oposição, querem se aproveitar da ignorância alheia e angariar mais “fiéis” para suas “igrejas.” Afinal, é muito fácil controlar dos ignorantes!
Cabe lembrar aos "fiéis":
Multi autem sunt vocati pauci vero electi! - Evangelium secundum Matthaeum 22:14

Desterro, 03 de maio de 2009.

sábado, 2 de maio de 2009

Você já abraçou alguém hoje?

Um dia tranqüilo, pacato, parecia um dia em que nada aconteceria. Já era bem mais de meio-dia quando eu estava almoçando nos jardins de uma amiga quando reparei que em um bosque próximo havia uma movimentação nada habitual. Tal movimentação nada mais era que um beija-flor construindo seu ninho em uma pequena árvore do jardim, e no bosque por mais incrível que pareça havia três faisões e um casal de sagüis. Coisa bem incomum de se avistar no perímetro urbano. Fiquei horas fumando meu inseparável narguile e observando o convívio de tais animais.

Os sagüis nos galhos juntinhos, amáveis uns com os outros, e o beija-flor construindo seu pequeno ninho para a família que tão logo virá. É a beleza do amor. No nosso mundo globalizado não nos damos conta dessas pequenas belezas do dia-a-dia. Contemplar a beleza de um pôr-do-sol, apreciar o balé de um punhado de dentes de leão ao vento. Neste mundo moderno nós somos menos amorosos.

A nossa tecnologia tem nos afastado do contato humano, há quanto tempo não fazemos uma carícia para alguém que nos é caro? Ou um simples amplexo para os mais frios? Em nossos tenebrosos dias de hoje o mais banal abraço se torna por certas vezes tão raro quanto um diamante azul como o Wittelsbach (tal diamante foi leiloado pela famígera casa de leilões inglesa Christie’s pelo montante de £ 16.393.250 algo em torno de R$ 50 milhões).

Então, abraçando mais e parando vez por outra para uma carícia deixamos de ser secos e insensíveis, e conseqüentemente poderemos parar e contemplar com um sorriso o beija-flor construir seu ninho no jardim. Vamos abraçar e sorrir mais, há quem diga que com um abraço e um sorriso podemos conquistar o mundo inteiro.

Desterro, 28 de Abril de 2009.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

O Amor para com o Próximo

Há tantos significados para o amor que creio ser impossível escrever todos eles. O amor pode ser uma simples afeição, uma compaixão para com o próximo, um ato de misericórdia, uma mera atração, uma paixão avassaladora, um querer bem uma pessoa, um desejo secreto ou só libido.

Quem já não amou e foi amado? Estes sabem bem o que irei dizer: ruim com ele e pior sem ele! Mas mesmo com seus prós e contras da vida, o amor é algo celestial, divino, pois é paciente, não pede nada em troca e tudo perdoa. Essa pequena palavrinha de quatro míseras letras faz com que mudemos muitas coisas em nossas vidas, desde a forma de pensar até nossos atos e palavras. O primeiro contato que não é lá essas coisas, pois as pernas não obedecem, o coração dispara, temos falta de ar, boca seca e a língua trava.

É horrível, mas ainda bem que isso passa e vem a parte boa. O amor faz que nos tornemos seres melhores, repletos de carinho e complacência, fazemos tanto quando amamos que por vezes somos como Simão Cirineu que carrega a cruz alheia em suas costas.

Mas amar, independentemente do sentido deste amor é isso, é ajudar, compreender e zelar. Por isso estou tão encantado por você, você conseguiu algo muito difícil nesses tempos tenebrosos, que é a busca por algo sério. Por isso que eu te amo.

Por fim em um post scriptum digo que o amor e não apenas um nobre sentimento, mas uma virtude sem medida. Por isso ame a todos a sua volta. Pois o amor embeleza o mundo inteiro.


Desterro, 22 de Abril de 2009.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Um Ensaio sobre a Fraternidade

Já se faz tarde e as benditas idéias e pensamentos diversos estão pipocando em minha mente inquieta. Estou pensando em uma longa conversa que tive com um amigo esses dias, aliás, uma conversa que eu tive com até então um colega que vejo todas as semanas. No coleguismo ainda temos certas reservas, pois ainda não nos conhecemos o suficiente para revelar certos pontos de nossas vidas. Em certo momento, e não sei por que cargas d’água começamos a conversar e nos entender. Aquele de quem temos temores e receios muitas vezes infundados se mostra um grande amigo quando deixamos de ser beligerantes e baixamos a guarda. Desta forma obtemos o nosso brevet para ir às alturas do firmamento e assim chegar à liberdade, à igualdade e à fraternidade.

Notamos que essa pessoa pode ser mais próxima, mais amiga, e por vezes mais humana. É estranho quando mudamos a forma que vemos alguém, especialmente quando há toda uma formalidade em certas ocasiões; se abrir é se expor. Neste momento vemos o quanto estamos errados, o quanto somos temerosos e o quanto nos enganamos em relação aos outros. Seria muito bom se não houvesse nada disso, nada de medos e preconceitos, mas o mundo não é perfeito.

Mas o jeito é tentar mudar isso aos poucos, afinal como disse Lavoisier no século XVIII, “nada se perde e nada se cria tudo se transforma!” E nessa transformação vamos evoluindo, nos desbastando. Nesse processo nos conhecemos melhor e assim sendo conhecemos melhor o nosso próximo, o nosso irmão. Você um dia fora meu “algoz”, e hoje um verdadeiro amigo, um irmão consangüíneo. Isso é a fraternidade! Muito obrigado maninho.


Desterro, 20 de abril de 2009.

Testamento de Heilingenstadt



Ó homens que me tendes em conta de rancoroso, insociável e misantropo, como vos enganais. Não conheceis as secretas razões que me forçam a parecer deste modo. Meu coração e meu ânimo sentiam-se desde a infância inclinados para o terno sentimento de carinho e sempre estive disposto a realizar generosas ações; porém considerai que, de seis anos a esta parte, vivo sujeito a triste enfermidade, agravada pela ignorância dos médicos. Iludido constantemente, na esperança de uma melhora, fui forçado a enfrentar a realidade da rebeldia desse mal, cuja cura, se não for de todo impossível, durará talvez anos! Nascido com um temperamento vivo e ardente, sensível mesmo às diversões da sociedade, vi-me obrigado a isolar-me numa vida solitária. Por vezes, quis colocar-me acima de tudo, mas fui então duramente repelido, ao renovar a triste experiência da minha surdez!
Como confessar esse defeito de um sentido que devia ser, em mim, mais perfeito que nos outros, de um sentido que, em tempos atrás, foi tão perfeito como poucos homens dedicados à mesma arte possuíam! Não me era contudo possível dizer aos homens: “Falai mais alto, gritai, pois eu estou surdo”. Perdoai-me se me vedes afastar-me de vós! Minha desgraça é duplamente penosa, pois além do mais faz com que eu seja mal julgado. Para mim, já não há encanto na reunião dos homens, nem nas palestras elevadas, nem nos desabafos íntimos. Só a mais estrita necessidade me arrasta à sociedade. Devo viver como um exilado. Se me acerco de um grupo, sinto-me preso de uma pungente angústia, pelo receio que descubram meu triste estado. E assim vivi este meio ano em que passei no campo. Mas que humilhação quando ao meu lado alguém percebia o som longínquo de uma flauta e eu nada ouvia! Ou escutava o canto de um pastor e eu nada escutava!
Esses incidentes levaram-me quase ao desespero e pouco faltou para que, por minhas próprias mãos, eu pusesse fim à minha existência. Só a arte me amparou! Pareceu-me impossível deixar o mundo antes de haver produzido tudo o que eu sentia me haver sido confiado, e assim prolonguei esta vida infeliz. Paciência é só o que aspiro até que as parcas inclementes cortem o fio de minha triste vida. Melhorarei, talvez, e talvez não! Mas terei coragem. Na minha idade, já obrigado a filosofar, não é fácil, e mais penoso ainda se torna para o artista. Meu Deus, sobre mim deita o Teu olhar! Ó homens! Se vos cair isto um dia debaixo dos olhos, vereis que me julgaste mal! O infeliz consola-se quando encontra uma desgraça igual à sua. Tudo fiz para merecer um lugar entre os artistas e entre os homens de bem.
Peço-vos, meus irmãos (Karl e Johann) assim que eu fechar os olhos, se o professor Schimith ainda for vivo, fazer-lhe em meu nome o pedido de descrever a minha moléstia e juntai a isto que aqui escrevo para que o mundo, depois de minha morte, se reconcilie comigo. Declaro-vos ambos herdeiros de minha pequena fortuna. Reparti-a honestamente e ajudai-vos um ao outro. O que contra mim fizestes, há muito, bem sabeis, já vos perdoei. A ti, Karl, agradeço as provas que me deste ultimamente. Meu desejo é que seja a tua vida menos dura que a minha. Recomendai a vossos filhos a virtude. Só ela poderá dar a felicidade, não o dinheiro, digo-vos por experiência própria. Só a virtude me levantou de minha miséria. Só a ela e à minha arte devo não ter terminado em suicídio os meus pobres dias. Adeus e conservai-me vossa amizade.
Minha gratidão a todos os meus amigos. Sentir-me-ei feliz debaixo da terra se ainda vos puder valer. Recebo com felicidade a morte. Se ela vier antes que realize tudo o que me concede minha capacidade artística, apesar do meu destino, virá cedo demais e eu a desejaria mais tarde. Entretanto, sentir-me-ei contente pois ela me libertará de um tormento sem fim. Venha quando quiser, e eu corajosamente a enfrentarei.
Adeus e não vos esqueçais inteiramente de mim na eternidade. Bem o mereço de vós, pois muitas vezes, em vida, preocupei-me convosco, procurando dar-vos a felicidade.
Sede felizes!
Helligenstadt, 6 de Outubro de 1802.
Ludwig van Beethoven.
Obtido em "http://pt.wikisource.org/wiki/Testamento_de_Heilingenstadt"

*Obra: Beethoven em 1803, por Christian Horneman (1765-44) pintor dinamarquês, conhecido principalmente para retratos.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

O Medo

Quisera eu realmente poder entender o medo. O medo nada mais é do que o receio de algo, por vezes algo que aconteça ou não, ou o medo de alguém. Esse medo que nos paralisa diante de certas situações (ou incertas) faz que não consigamos alcançar o bem desejado. Porque paramos tanto para refletir e pesar nossos atos quando temos em mente o que queremos e sabemos as conseqüências de tais atos? Sabemos por vezes que a conseqüência final é o que realmente queremos e mesmo assim não fazemos nada para mudar esse quadro torpe. Por que o ser humano quer colher o que nunca plantou? E se lamenta por anos, se tortura por que não fez absolutamente nada para mudar. Só será findo tal calvário quando decidirmos o que queremos! Vontade e ação, eis a chave do enigma. Qual medo de tentar? Porque não ir adiante? Muitas vezes não temos o que perder, outras vezes simplesmente iremos ouvir um “não”, e mesmo assim ficamos indiferentes ao mundo a nossa volta. Já dizia o sábio Raul Seixas, “tente outra vez”.

Pombas¹! Vá! Ouse! Veja como é bom sentir a brisa na face num dia de primavera, veja como é bom tentar e conseguir! Não é difícil, basta querer! E já dizia Goethe, o gênio alemão: “seja ousado, e forças ocultas o ajudarão”. No fim de nossas vidas essa ousadia será o que vai pesar na balança de nossa vida. Dependendo do resultado saberemos se vivemos ou não. Saberemos se nossa existência terrena foi proveitosa ou não. Nesta vida só há duas opções: tentar e talvez desfrutar aquilo que buscamos, ou se lamentar no futuro de nunca ter tentado e assim não saber o que poderia ter acontecido. Mais uma vez repito a chave desse enigma: vontade e ação. Vamos tentar?

Faltou dizer: Se podes alguma coisa, tudo é possível ao que crê. Mar. 9:23

Desterro, 16 de abril de 2009.


¹ Elói Girardi, meu querido professor em 2005 no IEE.

domingo, 12 de abril de 2009

Amor Vincit Omnia

Aproveitando o feriado de sexta-feira santa para aproveitar a vida. A vida a dois. Como se tem tempo de sobra nestas datas, nada como poder ver o ser que amamos. Pequenos momentos, pequenos prazeres fazem toda a diferença. A boa companhia faz a diferença. Ontem foi um momento assim, noite de lua cheia, perfeita, alva, pura. A noite era um belo convite a um passeio à beira do mar, para assim contemplarmos a bela simplicidade do mar iluminado naquela noite. A dois tudo é mais divertido (e mais gostoso), até um simples jogo de damas se torna mais prazeroso. Nada como uma boa companhia para um bom jantar à luz de velas, um vinho chileno e uma música para se chegar no clima certo. Alias, com uma boa companhia o clima é certo. Acho que eu estou me apaixonando, e ao menos desta vez estou sendo correspondido. Se D’us em sua infinda sapiência criou algo melhor que o amor este ficou com ele no mais alto do firmamento. Hoje durante a nossa despedida no aeroporto percebi que correra uma lágrima em seu rosto, tristeza pela despedida, porém esta lágrima também será derramada de alegria em breve no nosso reencontro.

Desterro, 12 de Abril de 2009. Dia da ressurreição do Senhor.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Ecce Lignum Crucis! – Eis o lenho da cruz!



Hoje é um dia santo, especial. Pois neste fatídico dia celebramos a paixão e morte de Nosso Salvador. Cristo se humilhou e tornou-se obediente até a morte na cruz (Fl. 2:8).
Neste dia, luto e consternação se fazem presentes em nossos corações. Mas há ainda na parte mais insondável de nossos corações, onde habita a esperança da ressurreição do Senhor. Esperança esta que devemos mesmo com o peso da dura cruz ter todos os dias dentro de nós. Quem dentre nós não tem o seu lenho, seu fardo a carregar dentre caminhos escuros e tortuosos? Creio que seja a fé a chave disto tudo. Pois penso que sem ela não vamos a lugar algum, nada sabemos e nem nada somos. Devemos hoje meditar sobre as XIV Estações do Caminho do Calvário, aliás, para mim são XV Estações na Via Crucis, sendo esta décima quita a ressurreição de Xto. A ressurreição que todos nós esperamos, a vida que tanto buscamos junto à luz da face do Criador. Por isso meus irmãos em Cristo, hoje é o dia de refletirmos sobre a paixão do Senhor, hoje é o dia também de fazermos uma minuciosa reflexão sobre nós mesmos, sobre o que somos e o que devemos ser.

Com mão rude e um coração repleto de infindas esperanças aguardando a vinda do Senhor.
S.D.G.
Desterro, Sexta-Feira Santa de 10 de Abril de 2009. A.D.

*Obra: El Cristo crucificado, ca. 1632, por Diego Velázquez (1599-60), pintor espanhol. 

sábado, 4 de abril de 2009

Credo in Bach



Um curioso credo que eu encontrei na internet.



Creio em Bach, o músico, Criador de harmonias celestes; e na sua arte da fuga , sua grande obra; que foi concebida pelo poder da sua mente magistral; nasceu da musa eterna, padeceu sob Leipzig, foi injuriado, sua música quase morta e sepultada, desceu à mansão dos esquecidos, ressuscitou ao toque de Felix Mendelssohn Bartholdy; subiu aos céus, donde há de vir a julgar os seus interpretes . Creio em Bach, na sua música celeste, na comunhão dos intérpretes, na remissão dos pecados da orquestração barroca, na música eterna. Amém.

N.S.D., 04 de Abril de 2009.


O Retrato



Nesta simples noite (Noite para se ouvir “Intermezzo de Sonho de uma noite de verão” de Mendelssohn). Coisas diferentes me passaram pela minha inquieta mente. Sobre tudo ao ver um retrato de um amigo. Era algo, claro, como se fosse a imagem gravada no papel fotográfico de um velho lambe-lambe. Este retrato me passou por alguns instantes uma serenidade, algo angelical. Era tudo branco e imaculado como o Sacré Coeur.
E ao mesmo tempo esse branco me recorda formas alvas, claras, divinas, a pureza lirial, o sublime dom da criação, a inocência e a pureza, de não dadas como crianças passeando alegres sobre o sol da primavera, é insondável. Eis a graça que pedimos ao Soberano, poder um dia chegar ante ele com as mãos puras como a face do homem do retrato. Seu olhar era tocante, distante, indescritível... Ao mesmo tempo que nos passa serenidade e tranqüilidade, há também no fundo um ar triste e incompreensível mesmo aos mais letrados. Esse retrato parece mudar de forma conforme o ângulo do qual o contemplamos. Gostaria de ser puro tal como o que vi em tal retrato. Ele me fez transcender a visão deste mundo, e ver como as coisas mais simples são as mais belas.

N.S.D., 04 de Abril de 2009.

*Obra: Study for The Quarrel of Oberon and Titania, ca. 1849 por Joseph Noel Paton (1821-01), pintor e escultor escocês.

domingo, 29 de março de 2009

A Simplicidade e as Aparências

Nesta noite do dia 28 de março fui à procissão de N. S. Jesus dos Passos com uma amiga. Um tocante momento de fé. Ver aquela multidão pelas ruas no mais profundo silêncio que só era quebrado por cânticos e orações, é indubitavelmente algo tocante. Mas acredito que mais tocante, ou melhor, surpreendente foi um simples sorriso que eu recebi de uma pessoa que me é completamente estranha. Não cabe aqui descrever a situação que aconteceu para que este simples sorriso me iluminasse a noite, mas o que quero dizer é que com um sorriso nos sentimos bem por nada.

Vi esta pessoa duas vezes nesta noite, e na segunda vez houve este sorriso. De imediato eu não dei bola e nem achei que nela houvesse algo de especial, mas depois constatei que estava enganado. E isso acontece muito, nos enganamos com as pessoas, aquelas que achamos simpáticas (por achamos também ser uma pessoa reta) não passa de uma reles escória humana.
E por outro lado outras nos parecem seres de um caráter duvidoso (ou somente emburrados por natureza) são verdadeiros humanos, são pessoas amáveis, simpáticas e queridas por todos embora incompreendidas (às vezes pelos ossos do ofício).

Será que quanto mais conhecemos uma pessoa mais nos decepcionamos? A questão é que não conhecendo ficamos em uma relação superficial, mas por outro lado menos vínculos menos dor. E agora o que fazer? Como esta no lema de episcopal de Dom Eusébio (como musicado pelo Pe. Ney Brasil) “Oh Mestre, o que devo fazer?”.

N.S.D., 28 de Março de 2009.

sexta-feira, 27 de março de 2009

Tio Deco, O Pensador?

Hoje acordei com um humor ácido, porém muito divertido. Hoje falei coisas do tipo: “Vê se me erra,” “dá licença,” e “te liberta”. Hoje formulei um conceito (e não sei se alguém não disse algo semelhante antes de mim), mas aí vai. “O direito nada mais é do que a vontade daquele que possui mais dinheiro”. E infelizmente isso é verdade, uma lástima não? Hoje eu também disse que “todos os iguais são iguais perante a lei”, e “há várias formas de se fazer justiça, mas indubitavelmente o direito não é uma delas”. Nesta noite meu pai me recordou algo que um de seus professores disse quando ele ainda estudava na UFSC. Esse professor disse: “quem não rouba, ou não herda vive na rima (mer*)”. Bem Tim Maia disse uma vez: “o Brasil não pode dar certo, um país em que puta goza, gigolô sente ciúmes e traficante se droga”. Pois é, mesmo amando esse meu Brasil, é complicado viver nele. Mas mesmo assim tento na medida do possível fazer minha pequena parte para fazer um Brasil e um mundo melhor... e você o que vai fazer?


Post Scriptum: para os Bodes, uma definição minha datada de ontem (26-03-09) "M.'. é moral e N.'.A.'.R.'. é religioso".

N.S.D., 27 de Março de 2009. 

Caminhos

Nesta noite ouvi muitas coisas de muitas pessoas em uma animada reunião. Saiu de tudo um pouco, desde risos por situações inusitadas até lágrimas pela inevitável dor que a morte eminente de um ente querido nos causa. Assim sendo é então hora de refletir sobre uma coisa: para onde eu vou? Por que eu vou e como será? Não estou aqui escrevendo sobre a morte, pois esta não me assombra, uma vez que “contra a morte não há reza forte”. Mas o que eu quero dizer é algo que devo fazer, um lugar que devo ir para assim evoluir... Não sei como chegar, mais muitos querem que eu chegue. Mas acho (apenas acho, é só uma conjetura) que vou encarar essa etapa (VM). Bem, mais um passo para isso eu dei hoje, ou melhor, iniciei esse passo (1Vig). Essa “renca” toda eu penso que será em 2011 ou mais pra frente. Mas acredito que é nos percalços da vida que evoluímos! Ninguém evolui sentado confortavelmente em uma confortável poltrona em casa ouvindo Bach e bebendo “twings.” Para tanto devemos nos mexer e fazer coisas novas, enfrentar o desconhecido. Vai que ser o “maestro” e conduzir com a batuta não é tão complicado assim... E se for se dá um jeito! Pra isso eu tenho um antigo ditado: o que é ruim de passar é bom de lembrar.


Ilha dos Desterrados, aos 26 (27) de março de 2009 A.D.

Relógios Russos


























Esses raros e interessantíssimos relógios foram construídos inteiramente em madeira e marfim, à exceção da espiral, de alguns "pivots" (metálicos), e de alguns apliques decorativos em madrepérola nos mostradores.
São todos frutos dos trabalhos horológicos da família Bronnikov, estabelecida em Vjatka, na Rússia. Essa família tem uma história curiosa. O primeiro membro dela a produzir relógios foi Ivan Bronnikov. (1770 - 1860). Em 1837, lhe foi solicitado que exibisse algumas peças suas na feira de exposições que o Conselho Industrial da sua cidade, realizaria. Recusando esse convite, Ivan argumentou que já estava bastante velho para tal, mas que seu filho Semyon Ivanovitch (1800-1875) iria ali mostrar algumas "coisas pequenas". Para o espanto de todos, foi então exibido um relógio de bolso totalmente confeccionado em madeira, que diz a história não oficial, logo após o evento foi adquirido pelo futuro Czar Alexandre II







Tal fato, diz-se, encorajou Semyon a continuar a produção desses objetos, que passaram a ser construídos também em marfim.
Semyon teve sete filhos, desses, Mikhail Semyonovitch e Nicolai Semyonovitch continuaram esse trabalho, que passou à terceira geração pelas mãos do filho de Mikhail, Nicolai Mikhailovitch.
Tais relógios eram vendidos no mercado local e também em Moscou, por preços que custavam pelo menos 30% a mais que os relógios convencionais de ouro. Para a época, funcionavam com relativa perfeição.




Ao todo, se presume, foram construídos 500 desses relógios, dos quais apenas a metade ainda existe.
Relógios Bronnikov foram laureados em diversas exposições de relógios internacionais, entre as quais, nas exposições de Viena, em 1896 e de Paris, em 1902.
Coleções do Kremlin, do "Moscow Clock Industry Research Institute" e do "Tbilisi Museum of People's Art" abrigam algumas dessas peças assaz curiosas.
No Antiquorum (conhecida casa de leilões de relógios), alguns Bronnikov em madeira e marfim foram vendidos respectivamente por 29.900 e 34.500 francos suíços.


Fonte de informações: "The Bronnikov Dynasty", por Theodore R. Crom, em "The National Association of Watch and Clock Collectors, Inc." (NAWCC) "Bulletin" Vol. 43, Nº 335, Dezembro de 2001.)
Fotos dos relógios por Antiquorum.
Fonte: http://ffamora.sites.uol.com.br/bronnikov.html em 26-03-09

N.S.D., 27 de Março de 2009.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Dudley Watch - Uma máquina perfeita




Dudley Watch Co. Lancaster, PA.19 Jewels (rubis), fabricado por volta de 1915 ou 20.


Em seu mecanismo encontramos diversos símbolos, tais como o esquadro, o compasso, o nível, o prumo, a bíblia, a trolha e outros... Sem Dúvida uma Obra de Arte!

N.S.D., 26 de Março de 2009.

sexta-feira, 20 de março de 2009

Os Amores de Darlla

Um pequeno trecho do Blog “Cinta Liga da Justiça” que é escrito por uma amiga.

“...por isso parei de ouvir minha música de apaixonada (sim, ainda estou apaixonada, a retardada) e resolvi ouvir type o negative tocando beatles.”

“Darlla”, quem não é retardado? Todos nós padecemos desse retardo mental do qual uns comecem por amor. “Quem me dera ser retardado ao ponto de ser internado na UP do IHC.” Padecer de amor, é isso que nos atormenta e ao mesmo tempo nos alimenta a alma como um maná celestial. E no mais minha caríssima amiga, seu amor está no máximo a 30 km de sua casa, vá até lá. Já eu não sei se vou sequer ver esse amor tão cedo, mas estou disposto a mudar isso. Afinal vocês não me chamam de “camelinho?” Vou pra SP nem que seja andando! Bjs Darllinha...

N.S.D., 20 de Março de 2009.

quarta-feira, 18 de março de 2009

Grata Surpresa

Desterro, 18 de março de 2009.

Nesta cretina manhã (sei lá, o tempo está estranho, nem frio nem quente, não gosto disso), eu no intervalo da faculdade me pus a vagar pelos corredores e parei na sala 503. Lá eu encontrei o Prof. Gustavo, o qual me deve uma ida ao Irish Pub (e eu vou cobrar, tenha certeza disso! ssrrsrs). Mas o que me leva a escrever nesta estranha manhã não são as dívidas do Gustavo, mas sim algo que me passou pela cabeça e o coração naquele dado momento. Como é bom rever os amigos que há tempos não vemos! E que bom também seria termos tempo para um logo café para por o papo em dia. Não é somente este amigo que eu pouco vejo que me é caro, quantas pessoas nos são? Todos nos são caros! Mesmo aquelas que pouco convivemos, sempre estimamos, e assim sendo devemos ser sempre amáveis com todos (e isso é difícil). Fortes são os vínculos que não se dissolvem com o personagem implacável e irredutível que é o tempo. Ele apaga tudo, ou quase tudo... A verdadeira amizade não se vai com o tempo, ela perdura para sempre. Por isso Gustavo lhe digo que me foi uma grata surpresa lhe ver novamente! O amigo mais novo que eu fiz foi o Caju, nos conhecemos dia 28.02, e creio que tão cedo não nos encontremos mais. Mas mesmo assim eu o perturbo vez por outra com um e-mail ou MSN com minhas dúvidas “jurídicas”. Já tenho alguma coisa para te agradecer. Outra pessoa especial é a Karla, afinal “o que seria de nós sem nós mesmos?” Amizade é isso, correr atrás do amigo e atende-lo quando ele vem ao nosso encontro. Além de ouvir, um amigo deve ajudar sempre que possível, seja diretamente quando ele nos pede ajuda para levantar, ou indiretamente quando o defendemos quando falam pelas suas costas. Enfim amigo é uma das melhores invenções que eu já vi.