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terça-feira, 14 de julho de 2009

14 de Junho - A Queda da Bastilha

Hoje a França comemora o “dia da pátria”, ou a “queda da bastilha”. Há exatos 220 anos os franceses derrubaram a monarquia, instauraram um novo regime com base do famigerado lema “Liberté, Egalité, Fraternité”. Após este fato muitos outros fatos ocorreram, tais como a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão. Agora fico pensando no que mudou (não só na França) desde o absolutismo até os nossos dias.
Ontem lembrei-me de um amigo francês e de pais portugueses, os franceses não o consideram francês, e os portugueses idem. Então supostamente ele seria um apátrida.

E assim sendo onde está os princípios da revolução? Dois séculos depois e o primeiro estado conseguiu acabar com alguma coisa. Sempre no 14 de julho há inúmeras manifestações nos subúrbios de Paris, onde os imigrantes das antigas colônias da França querem seu reconhecimento como cidadãos. Durante anos a França, e não somente ela colonizou e explorou outras povos, outras nações. E hoje esses imigrantes só querem ser reconhecidos, e é o mínimo que a França deveria fazer depois de colonizar e extrair o que lhe interessava. Esses “cidadãos” vivem hoje em uma espécie de bastilha onde não há muitos direitos, mas apenas deveres.

E isso seria igualdade? Iguais já não são e nunca foram. E a única liberdade que parece haver nesse contexto é a liberdade do governo francês (e demais governos) de fazer o que quer, ou seja, nada de direitos aos imigrantes. E quanto à fraternidade, certamente que não há, pois tendo em vista que eles se entendem superiores e assim sendo não são irmãos de ninguém. Meu amigo francês hoje se considera brasileiro e eu também o considero como tal. E no Brasil também temos a nossa “bastilha”, e muito mais ampla, contendo até um Senado, uma Câmara... Não será a hora de derrubar mais uma bastilha?

N.S.D., 14 de Julho de 2009.

domingo, 15 de março de 2009

Um 15 de Novembro qualquer...

Desterro, 15 de novembro de 2008.

Em primeiro lugar ao ler a data alguém com certeza deve estranhar o Desterro no lugar de Florianópolis. Bem eu gosto de N. S. do Desterro, pois acredito que o decreto datado de 1894 do então governador Hercílio Luz alterando o nome da cidade foi no mínimo arbitrário, e proporcionou uma humilhação para a cidade. Mas não estou pensando em escrever sobre o finado governador e muito menos Floriano Peixoto. Hoje quero lembrar que é o dia da Proclamação da República, lembrar do Hino do Leopoldo Miguez e o Medeiros Albuquerque que no refrão tem “Liberdade! Liberdade! Abre as asas sobre nós!” A palavra liberdade me lembra independência, coisa que já havia em 1889. Agora pergunto, quem hoje se lembrou da República com seu governo cleptocrácio?
Não vou pregar aqui que a monarquia seria a solução de todos os nossos problemas, mas penso que seria algo bem melhor. Atualmente temos pelo orbe terrestre 1 Império, 33 Reinos, 1 Grão-Ducado, 3 Principados, 2 Sultanatos, 3 Emirados e a Monarquia Absolutista e Eletiva da Santa Sé. Tudo isso perfaz 44 países sem contar as monarquias sub-nacionais que são monarquias situadas dentro de Estados reconhecidos.
Mas o que quero propor é uma reflexão dos 119 anos de República no Brasil, e os 35 presidentes de nossa história. Eu penso que república (do latim Res Publica) a coisa pública é o que todos põem a mão, e assim sendo não dá certo! Imagine carro de auto-escola, que ninguém quer, pois só dá problemas... Porque será? Pois onde todos põem a mão não dá certo!