domingo, 29 de março de 2009

A Simplicidade e as Aparências

Nesta noite do dia 28 de março fui à procissão de N. S. Jesus dos Passos com uma amiga. Um tocante momento de fé. Ver aquela multidão pelas ruas no mais profundo silêncio que só era quebrado por cânticos e orações, é indubitavelmente algo tocante. Mas acredito que mais tocante, ou melhor, surpreendente foi um simples sorriso que eu recebi de uma pessoa que me é completamente estranha. Não cabe aqui descrever a situação que aconteceu para que este simples sorriso me iluminasse a noite, mas o que quero dizer é que com um sorriso nos sentimos bem por nada.

Vi esta pessoa duas vezes nesta noite, e na segunda vez houve este sorriso. De imediato eu não dei bola e nem achei que nela houvesse algo de especial, mas depois constatei que estava enganado. E isso acontece muito, nos enganamos com as pessoas, aquelas que achamos simpáticas (por achamos também ser uma pessoa reta) não passa de uma reles escória humana.
E por outro lado outras nos parecem seres de um caráter duvidoso (ou somente emburrados por natureza) são verdadeiros humanos, são pessoas amáveis, simpáticas e queridas por todos embora incompreendidas (às vezes pelos ossos do ofício).

Será que quanto mais conhecemos uma pessoa mais nos decepcionamos? A questão é que não conhecendo ficamos em uma relação superficial, mas por outro lado menos vínculos menos dor. E agora o que fazer? Como esta no lema de episcopal de Dom Eusébio (como musicado pelo Pe. Ney Brasil) “Oh Mestre, o que devo fazer?”.

N.S.D., 28 de Março de 2009.

sexta-feira, 27 de março de 2009

Tio Deco, O Pensador?

Hoje acordei com um humor ácido, porém muito divertido. Hoje falei coisas do tipo: “Vê se me erra,” “dá licença,” e “te liberta”. Hoje formulei um conceito (e não sei se alguém não disse algo semelhante antes de mim), mas aí vai. “O direito nada mais é do que a vontade daquele que possui mais dinheiro”. E infelizmente isso é verdade, uma lástima não? Hoje eu também disse que “todos os iguais são iguais perante a lei”, e “há várias formas de se fazer justiça, mas indubitavelmente o direito não é uma delas”. Nesta noite meu pai me recordou algo que um de seus professores disse quando ele ainda estudava na UFSC. Esse professor disse: “quem não rouba, ou não herda vive na rima (mer*)”. Bem Tim Maia disse uma vez: “o Brasil não pode dar certo, um país em que puta goza, gigolô sente ciúmes e traficante se droga”. Pois é, mesmo amando esse meu Brasil, é complicado viver nele. Mas mesmo assim tento na medida do possível fazer minha pequena parte para fazer um Brasil e um mundo melhor... e você o que vai fazer?


Post Scriptum: para os Bodes, uma definição minha datada de ontem (26-03-09) "M.'. é moral e N.'.A.'.R.'. é religioso".

N.S.D., 27 de Março de 2009. 

Caminhos

Nesta noite ouvi muitas coisas de muitas pessoas em uma animada reunião. Saiu de tudo um pouco, desde risos por situações inusitadas até lágrimas pela inevitável dor que a morte eminente de um ente querido nos causa. Assim sendo é então hora de refletir sobre uma coisa: para onde eu vou? Por que eu vou e como será? Não estou aqui escrevendo sobre a morte, pois esta não me assombra, uma vez que “contra a morte não há reza forte”. Mas o que eu quero dizer é algo que devo fazer, um lugar que devo ir para assim evoluir... Não sei como chegar, mais muitos querem que eu chegue. Mas acho (apenas acho, é só uma conjetura) que vou encarar essa etapa (VM). Bem, mais um passo para isso eu dei hoje, ou melhor, iniciei esse passo (1Vig). Essa “renca” toda eu penso que será em 2011 ou mais pra frente. Mas acredito que é nos percalços da vida que evoluímos! Ninguém evolui sentado confortavelmente em uma confortável poltrona em casa ouvindo Bach e bebendo “twings.” Para tanto devemos nos mexer e fazer coisas novas, enfrentar o desconhecido. Vai que ser o “maestro” e conduzir com a batuta não é tão complicado assim... E se for se dá um jeito! Pra isso eu tenho um antigo ditado: o que é ruim de passar é bom de lembrar.


Ilha dos Desterrados, aos 26 (27) de março de 2009 A.D.

Relógios Russos


























Esses raros e interessantíssimos relógios foram construídos inteiramente em madeira e marfim, à exceção da espiral, de alguns "pivots" (metálicos), e de alguns apliques decorativos em madrepérola nos mostradores.
São todos frutos dos trabalhos horológicos da família Bronnikov, estabelecida em Vjatka, na Rússia. Essa família tem uma história curiosa. O primeiro membro dela a produzir relógios foi Ivan Bronnikov. (1770 - 1860). Em 1837, lhe foi solicitado que exibisse algumas peças suas na feira de exposições que o Conselho Industrial da sua cidade, realizaria. Recusando esse convite, Ivan argumentou que já estava bastante velho para tal, mas que seu filho Semyon Ivanovitch (1800-1875) iria ali mostrar algumas "coisas pequenas". Para o espanto de todos, foi então exibido um relógio de bolso totalmente confeccionado em madeira, que diz a história não oficial, logo após o evento foi adquirido pelo futuro Czar Alexandre II







Tal fato, diz-se, encorajou Semyon a continuar a produção desses objetos, que passaram a ser construídos também em marfim.
Semyon teve sete filhos, desses, Mikhail Semyonovitch e Nicolai Semyonovitch continuaram esse trabalho, que passou à terceira geração pelas mãos do filho de Mikhail, Nicolai Mikhailovitch.
Tais relógios eram vendidos no mercado local e também em Moscou, por preços que custavam pelo menos 30% a mais que os relógios convencionais de ouro. Para a época, funcionavam com relativa perfeição.




Ao todo, se presume, foram construídos 500 desses relógios, dos quais apenas a metade ainda existe.
Relógios Bronnikov foram laureados em diversas exposições de relógios internacionais, entre as quais, nas exposições de Viena, em 1896 e de Paris, em 1902.
Coleções do Kremlin, do "Moscow Clock Industry Research Institute" e do "Tbilisi Museum of People's Art" abrigam algumas dessas peças assaz curiosas.
No Antiquorum (conhecida casa de leilões de relógios), alguns Bronnikov em madeira e marfim foram vendidos respectivamente por 29.900 e 34.500 francos suíços.


Fonte de informações: "The Bronnikov Dynasty", por Theodore R. Crom, em "The National Association of Watch and Clock Collectors, Inc." (NAWCC) "Bulletin" Vol. 43, Nº 335, Dezembro de 2001.)
Fotos dos relógios por Antiquorum.
Fonte: http://ffamora.sites.uol.com.br/bronnikov.html em 26-03-09

N.S.D., 27 de Março de 2009.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Dudley Watch - Uma máquina perfeita




Dudley Watch Co. Lancaster, PA.19 Jewels (rubis), fabricado por volta de 1915 ou 20.


Em seu mecanismo encontramos diversos símbolos, tais como o esquadro, o compasso, o nível, o prumo, a bíblia, a trolha e outros... Sem Dúvida uma Obra de Arte!

N.S.D., 26 de Março de 2009.

sexta-feira, 20 de março de 2009

Os Amores de Darlla

Um pequeno trecho do Blog “Cinta Liga da Justiça” que é escrito por uma amiga.

“...por isso parei de ouvir minha música de apaixonada (sim, ainda estou apaixonada, a retardada) e resolvi ouvir type o negative tocando beatles.”

“Darlla”, quem não é retardado? Todos nós padecemos desse retardo mental do qual uns comecem por amor. “Quem me dera ser retardado ao ponto de ser internado na UP do IHC.” Padecer de amor, é isso que nos atormenta e ao mesmo tempo nos alimenta a alma como um maná celestial. E no mais minha caríssima amiga, seu amor está no máximo a 30 km de sua casa, vá até lá. Já eu não sei se vou sequer ver esse amor tão cedo, mas estou disposto a mudar isso. Afinal vocês não me chamam de “camelinho?” Vou pra SP nem que seja andando! Bjs Darllinha...

N.S.D., 20 de Março de 2009.

quarta-feira, 18 de março de 2009

Grata Surpresa

Desterro, 18 de março de 2009.

Nesta cretina manhã (sei lá, o tempo está estranho, nem frio nem quente, não gosto disso), eu no intervalo da faculdade me pus a vagar pelos corredores e parei na sala 503. Lá eu encontrei o Prof. Gustavo, o qual me deve uma ida ao Irish Pub (e eu vou cobrar, tenha certeza disso! ssrrsrs). Mas o que me leva a escrever nesta estranha manhã não são as dívidas do Gustavo, mas sim algo que me passou pela cabeça e o coração naquele dado momento. Como é bom rever os amigos que há tempos não vemos! E que bom também seria termos tempo para um logo café para por o papo em dia. Não é somente este amigo que eu pouco vejo que me é caro, quantas pessoas nos são? Todos nos são caros! Mesmo aquelas que pouco convivemos, sempre estimamos, e assim sendo devemos ser sempre amáveis com todos (e isso é difícil). Fortes são os vínculos que não se dissolvem com o personagem implacável e irredutível que é o tempo. Ele apaga tudo, ou quase tudo... A verdadeira amizade não se vai com o tempo, ela perdura para sempre. Por isso Gustavo lhe digo que me foi uma grata surpresa lhe ver novamente! O amigo mais novo que eu fiz foi o Caju, nos conhecemos dia 28.02, e creio que tão cedo não nos encontremos mais. Mas mesmo assim eu o perturbo vez por outra com um e-mail ou MSN com minhas dúvidas “jurídicas”. Já tenho alguma coisa para te agradecer. Outra pessoa especial é a Karla, afinal “o que seria de nós sem nós mesmos?” Amizade é isso, correr atrás do amigo e atende-lo quando ele vem ao nosso encontro. Além de ouvir, um amigo deve ajudar sempre que possível, seja diretamente quando ele nos pede ajuda para levantar, ou indiretamente quando o defendemos quando falam pelas suas costas. Enfim amigo é uma das melhores invenções que eu já vi.

terça-feira, 17 de março de 2009

Uma Curiosa Gravura




Uma curiosa gravura de Willian Hogarth (1697-1764), pintor, gravador e ilustrador inglês.

N.S.D., 17 de Março de 2009.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Por que Beber

Recebi este e-mail em outubro de 2005, e acho no mínimo interessante. Mas gostaria de deixar claro que não tenho a intenção de fazer apologia alguma! N.S.D., 16 de Março de 2009.

“Nada substitui a delícia de viver on the rocks”

Por Ailin Aleixo – Revista VIP – Outubro de 2005

Quando alguém sentencia “você precisa relaxar”, a primeira imagem que me vem à mente não é uma praia de areias brancas nem uma sessão de shiatsu, muito menos um laguinho de águas e patos calmos acompanhados por cânticos e mantras. Quando precioso relaxar, penso numa só coisa: uma mesa de bar.
Eu bebo, não nego. E digo mais: bebo melhor que muito macho porque não passo do meu limite para bancar a durona, não dou trabalho aos outros, não fico insistindo em assuntos que só interessam quem já venceu a barreira do décimo chope, não viro vítima do copo que me consola e nem entôo, num tom meloso pra lá de patético: ”Sabia que eu te considero pra caramba?”.
Eu bebo para ficar melhor do que eu sou não pior. Bebo para superar minha timidez natural, porque gosto do sabor de um bom vinho, a ardência de uma cachaça pura, da pegada forte de um amaro. Bebo porque viver é um troço complicado e precisa, vez por outra, da simplicidade mental trazida pela graduação alcoólica.
“Bebo para empatar com o mundo”, como diria Paulo Mendes Campos.
Todos nós prescisamos da embreaguez. Alguns conseguem rezando, jogando futebol, fazendo sexo, pintando. Tudo é a mesma coisa: necessidade de sair da realidade, dar um pause na roda incessante dos pensamentos. Por isso a mesa de bar é tão mágica: ela nos transporta para outra dimensão em questão de minutos, alivia o peso do cotidiano, dos problemas e prazos, reúne amigos que vivem enjaulados em suas existências. A mesa de bar é a grande responsável pela dose certa de irresponsabilidade de seus freqüentadores, é a redentora da happy hour, a testemunha de amores pós-escritório, de lagrimas disfarçadas, xingamentos lavados de alma, risadas arrastadas ao passado ou surgidas de desejos bizarros para o amanhã. A mesa de bar é a terapia mais divertida que existe.

ABSTÊMIA CHATICE

Também do Paulo Mendes: “A embreaguez é religiosa, e o altar das religiões antigas inventou de certo modo a mesa de bar. Aí, o homem punha-se em comunicação com o espírito divino, ligava o céu e a terra, transcendia-se”.
Por isso não tenho paciência com abstêmios. Não consigo entender quem não se dá o direito de perder as estribeiras vez por outra, que supõe ficar sob controle em período integral (presunção bem irreal, aliás). Que chato deve ser viver ao lado de quem não compreende o prazer do primeiro gole de chope cremoso, a delicia de esquecer as calorias, brigas e tempo ruim e largar-se a sociabilizar sem preocupações pessoais nem gramaticais. Não entra na minha cabeça quem prefere dormir cedo a curtir um animado papo bem regado até mais tarde.

Quem é certinho o tempo inteiro é chato o tempo todo...


O ESTUDANTE DE DIREITO

Este texto eu recebi por email advinha de quem? Leo Moldero, só podia srsrs...E decidi compartilhar com os amigos acadêmicos...



Estudante de Direito não copia: Compila.

Estudante de Direito não fala: Defende idéias.

Estudante de Direito não tem professores: Tem colega que aplica a matéria.

Estudante de Direito não dorme: Concentra-se.

Estudante de Direito não faz sexo: Pratica conjunção carnal.

Estudante de Direito não se distrai: Analisa a inter-relação simbiôntica dos insetos a sua volta.

Estudante de Direito não falta à faculdade: É solicitado em outros lugares.

Estudante de Direito não faz putaria: Pratica ato libidinoso.

Estudante de Direito não cola: Tem código comentado por ele próprio.

Estudante de Direito não diz besteiras: Defende uma outra corrente.

Estudante de Direito não fica lendo seu e-mail em serviço: Pesquisa jurisprudência.

Estudante de Direito não lê revistas em sala de aula: Informa-se sobre acontecimentos da sociedade.

Estudante de Direito não fica bêbado no bar da faculdade: Socializa-se com a comunidade.

N.S.D., 16 de Março de 2009.

Inquisição e Preconceito

Ontem dia 15/03 fiquei pasmo com uma idéia, ou melhor, com uma resposta dada em um tópico de discussão. O tema era se haveria uma inquisição em certos lugares, lugares estes que prefiro não nominar.
Recordo-me ter dito que sim, pois somos todos humanos e não estamos completamente despidos de nossos preconceitos, tais como preconceitos religiosos, racistas e sexuais.
Segundo o dicionário Melhoramentos (1977), o termo “inquisição”, além de relatar o contexto histórico do Sanctum Officium, nos mostra claramente que este termo está fortemente atrelado ao verbo inquirir. Ou seja, indagar, perguntar, interrogar e tomar informações.
No sistema inquisitório não há contraditório e ampla defesa, só há torturas físicas e psicológicas assim como no preconceito. E quanto ao preconceito? Formamos um pré conceito sobre algo, e na escuridão da ignorância tomamos decisões muitas vezes desumanas, e assim fazendo uma perseguição, uma inquisição. Esse comportamento sobreviveu aos séculos desde a Inquisição da Idade Média até os nossos dias no século XXI. E é sempre abordado pela mídia. E quando temos poder nas mãos é muito mais fácil julgar, perseguir, ser o inquisidor. Não era preconceito uma mulher ser “purificada pelas chamas” só porque gostava de gatos? Ou por ter feito um simples chá para uma indisposição? Era magia! Feitiçaria! Queimem a bruxa! Agora eu pergunto existe inquisição sem preconceito?

N.S.D., 16 de Março de 2009.

domingo, 15 de março de 2009

Definitivo

Definitivo, como tudo o que é simples. Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram. Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos,por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos. Por todos os beijos cancelados, pela eternidade. Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar. Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender. Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada. Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar. Por que sofremos tanto por amor? O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável,um tempo feliz. Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um verso: Se iludindo menos e vivendo mais!!! A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento,perdemos também a felicidade. A dor é inevitável. O sofrimento é opcional...

Carlos Drummond de Andrade

Um 15 de Novembro qualquer...

Desterro, 15 de novembro de 2008.

Em primeiro lugar ao ler a data alguém com certeza deve estranhar o Desterro no lugar de Florianópolis. Bem eu gosto de N. S. do Desterro, pois acredito que o decreto datado de 1894 do então governador Hercílio Luz alterando o nome da cidade foi no mínimo arbitrário, e proporcionou uma humilhação para a cidade. Mas não estou pensando em escrever sobre o finado governador e muito menos Floriano Peixoto. Hoje quero lembrar que é o dia da Proclamação da República, lembrar do Hino do Leopoldo Miguez e o Medeiros Albuquerque que no refrão tem “Liberdade! Liberdade! Abre as asas sobre nós!” A palavra liberdade me lembra independência, coisa que já havia em 1889. Agora pergunto, quem hoje se lembrou da República com seu governo cleptocrácio?
Não vou pregar aqui que a monarquia seria a solução de todos os nossos problemas, mas penso que seria algo bem melhor. Atualmente temos pelo orbe terrestre 1 Império, 33 Reinos, 1 Grão-Ducado, 3 Principados, 2 Sultanatos, 3 Emirados e a Monarquia Absolutista e Eletiva da Santa Sé. Tudo isso perfaz 44 países sem contar as monarquias sub-nacionais que são monarquias situadas dentro de Estados reconhecidos.
Mas o que quero propor é uma reflexão dos 119 anos de República no Brasil, e os 35 presidentes de nossa história. Eu penso que república (do latim Res Publica) a coisa pública é o que todos põem a mão, e assim sendo não dá certo! Imagine carro de auto-escola, que ninguém quer, pois só dá problemas... Porque será? Pois onde todos põem a mão não dá certo!

Um dia Qualquer...

Ontem passei horas e mais horas lá nos lados da Ufsc... Há muito verde por lá, e assim eu esqueço dos problemas, do pelejar da vida. Tudo fica mais leve, os campos mais verdes e o céu mais azul. Como é bom contemplar a beleza infinda da criação de D'us. E hoje eu acordei bem por nada, feliz com tão pouco. Quando acordei hoje, enquanto tomava meu chá fiquei fitando pela janela as árvores (acredito que sejam Ipês) floridas, rosadas nas montanhas logo adiante, fiquei vendo a suave a dança dessas árvores rosadas ao bel prazer da brisa. Passei um bom tempo contemplando o céu de brigadeiro.

É tão bom se sentir assim, bem por nada, e com tão pouco. Acho que é esse o sentido que procuramos tanto em nossas vidas. É tão bom deixar as rédias e ver onde podemos ir... Este é o verdadeiro caminho, o da plenitude da felicidade!

Beijos fraternos a todos... e um bom domingo e uma santa semana!

N.S.D., 15 de Março de 2009.

Mas uma memória perdida no tempo

Certa vez me disseram que “o amor vence tudo”. Chego a pensar que isto é um disparate, uma tolice. O amor é traiçoeiro, e por vezes vingativo... Já senti isso em minha própria pele. A quem diga que pensando assim eu nunca amei, e a estas pessoas eu digo que se não tivesse amado, não teria sido enxotado como um cão leproso. Por vezes julguei que o amor que eu um dia senti por esta criatura era impossível, platônico. Mas a vida me ensinou com maestria que os amores possíveis começam a morrer no dia em que se concretizam. Também aprendi com certa dor que o amor nem sempre anda de braços com a razão.
Ainda me sinto convalescente diante de tudo, diante de pessoas e novas oportunidades. Creio ter perdido a capacidade de amar, sinto uma repulsa insondável de novos relacionamentos, o máximo que consigo pensar de alguém é “que criatura de apetite”. Até o trabalho (confissão) de D’us um dia me negaram, e sem ele não posso receber os inúmeros bálsamos que me seriam de direito.
Hoje eu já não amo mais (não como antes), e governo os meus sentimentos em relação aos outros, todos os sentimentos, inclusive os fraternos. E no mais, creio que amar intensamente é para os insensatos, e é próprio destes cavar a sua desgraça. Nesta noite li pela enésima vez “Desejos”, de Victor Hugo, e constatei que é um sonho e uma utopia. Amei uma perfeita obra da criação Divina, e terminei na danação eterna. E está escrito nas Sagradas Escrituras, em Jô 10:”Minha alma está triste até a morte”.

Notre Dame de L’Exil, 06-03-008

O Que Não Se Pode Explicar Aos Normais

Certa vez meu sobrinho, Leonardo me enviou esse letra quando tentava explicar que estava apaixonado por sua Mary, agora também minha querida sobrinha. Eu como estava ''um pouquinho revoltado'' no dia comentei a letra:

O Que Nao Se Pode Explicar Aos Normais.

Sobre o amor e o desamor, sobre a paixão,
Isso lá existe? Se existe sei não...
Sobre ficar, sobre desejar, como saber te amar,
Ficar não é coisa de gente séria. Desejo, NEVER é pecado! Saber me amar, ninguém sabe.. kkkkk

Sobre querer, sobre entender, sem esquecer,
Querer e depois esquecer? Entender, se entendesse a relação não terminaria, sem esquecer? As mágoas não se vão com o tempo.
Sobre a verdade e a ilusão,
A ilusão, a projeção da pessoa amada termina segundo Freud, então não é verdade!!
Quem afinal é você,
Sou a projeção que se vai com o tempo, e sobram só os defeitos, por isso tudo termina...
Quem de nós vai mostrar realmente o que quer,
Eu não! Toda vez que iniciei uma relação, a coisa não durou nada! srsrsrsrs
Um coração nesse furacão, ilhado onde estiver,
Coração ilhado é o meu, pois moro um uma ilha! kkkkk
O meu querer é complicado demais,
Se é complicado, vá a um analista!!!! Você deve ser gay!
Quero o que não se pode explicar aos normais,
de fato, você não é normal, vá ao analista!
Sobre o porque de tantos porquês,E responderEntre a razão e a emoção eu escolhi você!
Bem seu psiquatra deve ser escolhido a dedo!!!! Pois seu caso está perdido!

No IML - Texto antigo, publicado quase post-mortem

Utilizarei do orkut para desabafar e liberar essa profunda tristeza que eu sinto nesta noite...
Dia 1° deste mês eu fiz de tudo para ficar mais perto de você, mais foste indiferente comigo. Passei horas daquela fatídica noite ao seu lado lhe fazendo afagos e mimos, mas não tomaste uma posição, um “sim” ou um “não” teria resolvido muita coisa em minha mórbida existência. Naquele mesmo dia durante a manhã estive no IML em aula prática, e posso afirmar sem medo algum que o cadáver daquela necropsia me deu mais atenção do que vós. Segunda, dia três, enquanto eu conversava você em uma atitude surpreendente me acariciou a nuca... e eu lhe respondi “não me induzas a tentação”. E hoje dia 9 de setembro eu achei que algo poderia ser diferente, mas não.

Mais uma vez com profunda mágoa e consternação eu posso dizer que o cadáver e deu mais atenção. Mesmo que não tomes uma posição diante do que ocorreu na noite do dia 1°, eu só gostaria de lhe dizer algo... Mesmo que não me ames, eu sempre te amarei! A minha vida não passa de uma célere e frígida procela ululante, mas mesmo com o mais impetuoso vento eu não deixarei de ir à diante. Vivo em um mundo módico e lúgubre, e mesmo mergulhado nesse abismo impenetrável eu ainda estou vivo e com fé, perseverança e sacrifício eu vou chegar onde eu tanto almejo... Mas mesmo assim eu tenho a sã consciência de que a felicidade não é para todos.

N.D. de E’xil, 09 de Setembro de 2007.

Tio Deco fala sobre Sexo.

Acredito que antes de mais nada seja necessário definir o que é o sexo. Segundo Aurélio Buarque de Hollanda Ferreira, o sexo é “conformação especial que distingue o macho da fêmea nos animais e nos vegetais; conjunto de pessoas com a mesma conformação física...” Meu dicionário é puritano, eu sei... Afinal era o ano de 1943. Além desta definição, o sexo pode ser retratado como a conjunção carnal, e os atos libidinosos contrários a ela; como por exemplo, o sexo oral, cunilíngue e sedal ou sodomia. Sexo é ao meu entender nada mais é que uma conseqüência de amar alguém, amar de verdade, e não simplesmente gostar. Amar é uma coisa relativa, uns amam mais, outro menos e outros acreditam que amam. Amar é se importar com o próximo, é ajudar, compreender, ser carinhoso, enfim, zelar pelo ser amado. Claro que eu seria hipócrita se falasse que não existe também aquele sexo de supetão, por apenas tesão.

Tem sim, e é bom. Mas ao mesmo tempo em que é bom é vulgar, uma coisa vil, nos rebaixam aos seres mais irracionais, animais que só fazem sexo por instinto de preservação da espécie. Será que Darwin previu isso? Sendo bem franco, eu não sei, uma vez que sou criacionista (é, sou católico, conservador e monarquista). Em minhas lucubrações diárias fico refletindo sobre essas duas palavras (amor e sexo) e o contexto que elas têm em minha vida. Neste momento me vem à cabeça um antigo namoro (primeiro e único, por mais incrível que pareça), neste namoro efêmero eu amei com todas as minhas forças... Era realmente algo sincero. E eu não tive sexo, sim era amor eu tinha 20 anos... Mas o ato não consumou-se por outros motivos, alheios a vontade deste que lhes escreve.

Quando o amor e o sexo andam juntos é algo divino, por isso que eu discordo da Rita Lee quando ela cantava “amor é cristão, sexo é pagão”. Não é pagão, pois uma mãe ao dar a luz e retratar Maria Santíssima, ela deve fazer sexo e amar (ao menos deveria, pois só Maria mesmo que não fez) . Mas o sexo deve ter amor, mesmo que amor entre bons amigos (amor e amigos verdadeiros heim! Nada de libertinagem nessas fornicações!). É bem melhor assim, mesmo os solteirões em caráter praticamente ad æternum possuem necessidades sexuais, e também possuem sentimentos. E estes amam mais que todos e sofreram mais que todos também. Criaturas irracionais e desprovidas de todo e qualquer sentimento se aproximam, fazem o que querem e depois desaparecem como um pequeno feixe de fumaça em uma breve brisa do ar. Acredito que por isso certas pessoas preferem ficar sozinhas e ao mesmo tempo almejam amar e consumar esse amor reprimido, às vezes por anos. Já o sexo com os amigos que amamos, os amigos fieis é mais simples, não mais prazeroso, porém muito mais divertido.

Acredito que certas “fantasias sexuais” assustam o/a consorte (ou com azar!) e devem ser confiadas aos nossos amigos, nossos cúmplices. Não quero fazer apologias ao adultério, pois sou contra, mas certas coisas eu não me permito fazer com pessoas que eu não tenho compromisso formal como um enlace. Eu me sinto a mosca com síndrome de down que rodeia a merda do cavalo coxo do bandido cego! Mas mesmo assim é bom... Acho que mais um pouco, eu estarei falando de sadomasô (risos) uma hora eu escrevo as conversas que eu tenho com uma amiga que também gosta disso... Mas antes que algum engraçadinho já pense besteira saibam que ela é como uma irmã para mim. E família é sagrada! Amor com sexo também... E se não temos ambos esperamos o amor. Pena que são 700 km de distância, mas não dizem por aí que o amor supera tudo? Vamos lá...

N.S.D., 15 de Março de 2009.