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sexta-feira, 6 de maio de 2011

Mais Skavurska

Não consegui escrever sobre o Luau do dia 30/04 na Barra da Lagoa e o Trio Skavurska já se juntou e saiu novamente. Pois bem, seguindo a cronologia dos fatos, inicio com os do Luau. Sempre após a meia-noite, o Trio sai do centro para algum lugar, desta vez um luau na Barra, confesso que me perguntei ao chegar à praia: “Onde está a fogueira? E o violão?” Eu não encontrei uma coisa, tão pouco a outra. Encontrei algumas caixas que guardavam com toda a segurança possível o Precioso Líquido, este deve ser bem cuidado mesmo. Já pensou se vira ele na areia? Le fin du temps! Aí, só nos resta taxidermizar o infeliz que fez isso ainda vivo...

Lá pelas tantas o Nemo colocou seu carro na areia e o som foi rolando, e as caixas sendo esvaziadas... Entre um narguile e outro, o papo ia rolando hora com um, hora com outro, com o Nemo, com o Doug, com o Fê e mais uma penca que eu na lembro (afinal éramos em 15 pessoas). Por problemas pessoais, eu passei boa parte do tempo coma cabeça em outro local, imersa em meus problemas, assim sendo cheguei cedo em casa. Porém, mesmo saindo cedo do luau, certas conversas, cenas e piadas merecem seu lugar nestas poucas linhas.

Uma conversa que deve ser registrada aqui foi quando o Doug veio fumar um narguile... Ele me contou o comentário de uma amiga dele em relação a mim. Como o comentário foi deselegante, e ele não pestanejou e vociferou a sua interlocutora: “Ele é meu amigo, e se você não o respeita, você também não me respeita”. Confesso que não me recordo da lata da guria, tão pouco falei com ela, e muito menos perderei meu tempo. Quanto ao interlocutor, acho que ele ganhou um amigo para sempre. Outros dois fatos dignos de nota foram com o Fê. O primeiro deles foram as brincadeiras dele com uma cadela na praia (quadrúpede hein), ele arranjou um galho (só não tinha para a fogueira kkk) e o arremessava a distância, e ela mais educada que muitos, o buscava sempre. O segundo fato-hilário da noite foi “um tango no inferno” do Fê com o Nemo na praia. Indubitavelmente a coisa mais engraçada da noite. Fê valeu amigo, você me fez esquecer muitos problemas nesse dia.

Isso resume o Luau, porém ainda falta a noite de quinta-feira. Ontem passei no Doug e no Fê após um compromisso, depois de um narguile e um pouco de conversa jogada fora resolvemos ir até a beira mar, afinal, ao menos o prefeito conseguiu revitalizar um pouco a Av. Beira Mar. Depois do caso do famigerado Pinheirinho de Natal era o mínino a ser feito. Sob um gazebo desfrutamos dos ares da Arábia Saudita e é claro, poucas latinhas (afinal, era quinta-feira). Assim nesse clima agradável, a conversa estendeu-se por horas a fio, sem que ninguém sentisse o peso das horas da madrugada. Lá pelas tantas nem sei quem tirou do porta-malas uma bola; como eu não sei jogar esse tipo de coisa, fiquei sentado num dos bancos do gazebo assistindo. Eu deveria ter previsto no que isso poderia dar e cantado “Eu falei que isso ia dar merda”. E deu. A bola do Fê foi ofertada à Iemanjá dali mesmo. Ele correu até um pequeno píer, ia até mergulhar, mas devido ao frio acabou não fazendo. Tentamos então um escaler que havia ali, porém este estava preso... Pois é, tchau Bolinha...

Para a nossa sorte, o Japa chegou, e nem sei como ele nos encontrou, só sei que ele estava num outro plano, em muito diferente do nosso. Do mesmo do, não sei o porquê levei uma dentada do Fê... Acho que ele pesou ser o Ferdinand Cullen pra sair mordendo assim sem mais nem menos. E eu vou fazer corpo de delito, está roxo!

Quando puxei o relógio da algibeira constatei que já eram três da madrugada... Hora de ir.

Depois dessas experiências tão divertidas, desgastantes e antropofágicas, só me resta perguntar: “alguém tem aí um quartinho de lexotan pô?”

N.S.D., 06 de maio de 2011.

domingo, 4 de julho de 2010

Um diálogo inusitado

Ontem em uma festa junina do Coral S. Cecília fiquei conversando com dois amigos.
Papo vai e vem e chegamos ao seguinte tema: bebidas. E um deles (sei lá por que cargas d’água) disse:
- Eu já tomei um litro de Absolut e fiquei em pezinho
E meu outro amigo ouvindo tal declaração não pestanejou em dizer:
- Estaquiado, né nego! Se desse em peteleco tu tombava!
Rsrsrs... Realmente, nada como uma resposta espirituosa, e no mais, depois de um litro de vodka não há como ficar “em pezinho”.
Com essa ganhei o dia, vou guardar essa para as minhas pérolas.

N.S.D., 04 de Julho de 2010.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Por que Beber

Recebi este e-mail em outubro de 2005, e acho no mínimo interessante. Mas gostaria de deixar claro que não tenho a intenção de fazer apologia alguma! N.S.D., 16 de Março de 2009.

“Nada substitui a delícia de viver on the rocks”

Por Ailin Aleixo – Revista VIP – Outubro de 2005

Quando alguém sentencia “você precisa relaxar”, a primeira imagem que me vem à mente não é uma praia de areias brancas nem uma sessão de shiatsu, muito menos um laguinho de águas e patos calmos acompanhados por cânticos e mantras. Quando precioso relaxar, penso numa só coisa: uma mesa de bar.
Eu bebo, não nego. E digo mais: bebo melhor que muito macho porque não passo do meu limite para bancar a durona, não dou trabalho aos outros, não fico insistindo em assuntos que só interessam quem já venceu a barreira do décimo chope, não viro vítima do copo que me consola e nem entôo, num tom meloso pra lá de patético: ”Sabia que eu te considero pra caramba?”.
Eu bebo para ficar melhor do que eu sou não pior. Bebo para superar minha timidez natural, porque gosto do sabor de um bom vinho, a ardência de uma cachaça pura, da pegada forte de um amaro. Bebo porque viver é um troço complicado e precisa, vez por outra, da simplicidade mental trazida pela graduação alcoólica.
“Bebo para empatar com o mundo”, como diria Paulo Mendes Campos.
Todos nós prescisamos da embreaguez. Alguns conseguem rezando, jogando futebol, fazendo sexo, pintando. Tudo é a mesma coisa: necessidade de sair da realidade, dar um pause na roda incessante dos pensamentos. Por isso a mesa de bar é tão mágica: ela nos transporta para outra dimensão em questão de minutos, alivia o peso do cotidiano, dos problemas e prazos, reúne amigos que vivem enjaulados em suas existências. A mesa de bar é a grande responsável pela dose certa de irresponsabilidade de seus freqüentadores, é a redentora da happy hour, a testemunha de amores pós-escritório, de lagrimas disfarçadas, xingamentos lavados de alma, risadas arrastadas ao passado ou surgidas de desejos bizarros para o amanhã. A mesa de bar é a terapia mais divertida que existe.

ABSTÊMIA CHATICE

Também do Paulo Mendes: “A embreaguez é religiosa, e o altar das religiões antigas inventou de certo modo a mesa de bar. Aí, o homem punha-se em comunicação com o espírito divino, ligava o céu e a terra, transcendia-se”.
Por isso não tenho paciência com abstêmios. Não consigo entender quem não se dá o direito de perder as estribeiras vez por outra, que supõe ficar sob controle em período integral (presunção bem irreal, aliás). Que chato deve ser viver ao lado de quem não compreende o prazer do primeiro gole de chope cremoso, a delicia de esquecer as calorias, brigas e tempo ruim e largar-se a sociabilizar sem preocupações pessoais nem gramaticais. Não entra na minha cabeça quem prefere dormir cedo a curtir um animado papo bem regado até mais tarde.

Quem é certinho o tempo inteiro é chato o tempo todo...