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quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Amizades


Pensei em deixar essa crônica de lado, e deixar a vida seguir. Contudo, novos fatos ocorreram neste final de semana do feriado da Independência.
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Estava pensando em divagar sobre a amizade ou coisa do tipo.
Sábado anoite (01/09), e um narguile com o meu famigerado extrato da maldade. Ou seria verdade? Mein lieb schwarz cola já regou alguns dos meus laivos de sanidade, enquando isso a agulha de metal extrai do baquelite as notas de Lili Marleen. Sim, música da primeira Grande Guerra.  Guerra... Sempre tive a convicção de que isso é a maior estupidez humana. Mas a amizade também pode ser. Segundo o adagiário popular: "Deus me defenda dos amigos, pois dos inimigos me defendo eu". Detalhe: como a coca é zero, nada de álcool. Logo estou estupidamente sóbrio. Assim sendo, já vou diantando que sou adepto da filosofia de Deus: ou você me ama (no sentido ágape), ou vai por inferno!

Está a cada dia mais excruciante aturar esse tormento chamado amigos. Já que o tema pode ser amplo, resolvi consultar um dicionário lusitano, afinal, portuguezes sabem bem ser literais. Amizade: n. f. 1 - afeição, afeto, bem-querer, benquerança, dileção, estima, dedidação, desvelo, ternura, carinho, amor, favor, graça, apego, simpatia, predileção, atração, inclinação, benevolência. 2 - acordo, aliança, ligação, união. 3 - camaradagem, companheirismo, cumplicidade, comadrio. 4 - cordialidade, familiaridade.

Será que muitos, que figuram resplancecentes no meu rol de amizades do facebook são mesmo amigos verdadeiros? Ousaria fazer uma lista com dez, só não os numerarei para não correr o risco de ser eventualmente injusto. Agora, se você não está bem, e um amigo se importa, você deve prontamente atende-lo, caso contrário não passa de drama, charme, pirraça mesmo. Fazer o que, as pessoas gostam mesmo de teatro e incenso.

Outras, simplismente, somem, sem dar satisfação, afinal, você não é útil para elas naquele momento. Mas tenha meu leitor, certeza de uma coisa, quando elas necessitarem de algo bem específico, elas vão lembrar que você existe e vão reaparecer como um passe de mágica no seu talk, no seu celular, email, mural do facebook... ou mesmo na sua porta. Tudo isso para ir logo pedindo um favor.

É nessas horas que me falta presença de espírito para tocar um "phoda-se symphônico sem dó em cima de si" e vociferar entre os dentes "que diabos você quer de mim agora?" Ou aquele velho bolero que cantava uma personagem de Caio Fernando Abreu: "que queres tu de mim?"

Tenho esse defeito incorrigível de ser coração mole mesmo sendo um mal-humorado nato, e acabo acolhendo a "infeliz" criatura, quando na verdade deveria enxotá-la feito um cão leproso de minha porta. Uma pessoa assim é um nojo. Hoje, falando sozinho sobre isso, soltei em alto e bom som algo que fiquei rindo comigo mesmo: "Pai, matai-as, pois elas sabem o que fazem." Sim, as pessoas para mim tem a mais plena e divina consciência de que só aparecem novamente quando querem algo. Como cantaria Cris Nicolotti "vai tomar no c*!"

Outra muito interessante vem do adagiário popular (livro que não me farto de ler), é o seguinte: "amigo de mesa, não é firmeza." E quantos são assim? Desses ao longo dos anos fui conhecendo o âmago de cada um. Uma horda de imprestáveis mesmo. Aláis, fiat justitia, esses, dotados de um farisianismo ímpar servem mesmo é de mau exemplo e são muito caras de pau. Se ralar a cara de uns, vai sair um excelente lote de óleo de peroba!

Parece até uma lei do universo, quando você está bem, há muitos amigos a sua volta! Já quando você não esté bem,  parece que eles o evitam de propósito. Propósito... Alguns definitivamente não compreendem que na vida tudo em sua razão, seu propósito.

Mas tudo isso meremete à Parábola do Filho Pródigo. Enquanto ele tinha dinheiro oriundo da antecipação de sua legítima, ele vivia rodeado de infindos amigos; contudo, quando ele viu-se completamente desprovido do vil metal, todos sumiram. Com o passar dos séculos, alguma coisa nessa história mudou, ou melhor, foi acrescentada. Hoje, os amigos somem por não te acharem mais interessante, ou por terem coisas melhores para fazer. Bem, coisas da vida e do nosso globalizado e capitalista planeta. Mas quando necessitarem...

Porém, amigo que se preza não vai lembrar de você somente naquele momento que necessita de algo. Foi o que me ocorreu semana passada. Eu estava um dia  anoite conversando com uma amiga e comentando o então rascunho do que vos escrevo, e fiquei pensando nessas amizades. Curiosamente no dia seguinte, meu telefone toca pela manhã, olho para o identificador, penso dez vezes, mas, resolvi atender. E advinhem o que era? Afinal, como já tive que ouvir "as pessoas desmerecem sua amizade", mas são elas que desmerecem, e não eu. O que vale lembrar aqui é que há muito essa pessoa não falava mais comigo.

Vou continuar tratando como sempre tratei (ou não tão bem para não ficar abusando da minha quase inexistente paciência), mas vou ser como todos os membros dessa vil sociedade. Porém, com um diferêncial, não vou ser falso tão pouco hipócrita, mas vou me afastando e se perguntar o que não deve, vai ouvir o que não quer.

No fundo, quem fica chateado sou eu, afinal, ninguém mais se importa com ninguém hoje. Tão pouco com uma amizade que parecia prosperar.

Ah, mais uma coisa que me deixa profundamente irritado é: marque um compromisso comigo e não apareça e tão pouco dê explicações.  Mas, em breve farei isso. Deve ser tão bom quanto brincar com as pessoas, com os sentimentos, dos outros. Bem, veja meu caro leitor! Deve mesmo ser algo muito saboroso, um néctar que não encontramos nem no Nivana, Céu, Campos Elíseos, Valhalla ou Olimpo. Caso não fosse, então alguém me responda o motivo pelo qual uma pessoa brinca com a outra? Só pode ser bom mesmo! Assim como não compreendo o motivo pelo qual um juiz sempre ganhou absurdamente bem! Afinal, tem tanta gente julgando de graça por aí.

Ao que consta, Ernesto Rafael Guevara de la Serna também discorreu, mesmo que brevemente sobre tais amizades. Quem quiser, que procure.

N.D.E. 12 de setembro de 2.012.


Post Scriptum: Como li em uma rede social, não adianta o mundo se ofender com uma indireta. Se ofendeu? Sim? Então o barrete lhe serviu muito bem. E não é um barrete qualquer, é aquele infame, vermelho e frígio barrete. Ná próxima, serei direto com a qualificação completa: Nome, naturalidade, estado civil, residente e domiciliado(a) a rua, inscrito(a) no Cadastro de Pessoas Físicas sob o número, portador(a) do RG número... Para alguns só desenhando mesmo! Kkk.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Cor Privata Spe

Tempos estranhos, complicados. Tempos em que temos verdadeiros regimes ditatoriais, afinal “ditadura é quando você manda em mim, e democracia é quando eu mando em você”. Quem tem uma generalíssima em casa que se vire.

Mas não é sobre tal causo que quero discorrer hoje, mas sim sobre algumas noites tomadas por densas trevas que insistem em não se dissipar... há quem espere a vinda do astro rei para trazer algumas coisas de volta, a luz o astro o vivificará. Mas, as noites podem ser eternas, a saudade fere como a lança de Longinus o cor privata spe. Cada um é o artífice do seu destino, sorte e por extensão a felicidade.

Hoje negligenciam-se as coisas do céu em nome das coisas terrenas. Tolos, sic transit gloria mundi, S. Terezinha afinou uma vez: “a vida é um breve instante entre duas eternidades”. Mas, creio que a eternidade posterior está atrelada ao efêmero momento terreno. Tão límpido, mas alguns ainda não compreenderam “tudo o que desligardes sobre a terra será também desligado no céu (Mt. 18:18).”

Há sempre um masoquista, afinal, aprecia muito dos grilhões da ignorância. A humanidade, de uma certa forma, está assim, ainda na caverna mítica, caminhando no reino de sombra e de caos, onde a noite faz as vezes de claridade (Jó 10:22).

E o ouro de tolo? Nem tudo que reluz é ouro.

Coma excrementos, se desejar, mas por obséquio, não tente eructar diamantes aos quatro ventos!

N.S.D., 20 de fevereiro de 2012.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Mais Skavurska

Não consegui escrever sobre o Luau do dia 30/04 na Barra da Lagoa e o Trio Skavurska já se juntou e saiu novamente. Pois bem, seguindo a cronologia dos fatos, inicio com os do Luau. Sempre após a meia-noite, o Trio sai do centro para algum lugar, desta vez um luau na Barra, confesso que me perguntei ao chegar à praia: “Onde está a fogueira? E o violão?” Eu não encontrei uma coisa, tão pouco a outra. Encontrei algumas caixas que guardavam com toda a segurança possível o Precioso Líquido, este deve ser bem cuidado mesmo. Já pensou se vira ele na areia? Le fin du temps! Aí, só nos resta taxidermizar o infeliz que fez isso ainda vivo...

Lá pelas tantas o Nemo colocou seu carro na areia e o som foi rolando, e as caixas sendo esvaziadas... Entre um narguile e outro, o papo ia rolando hora com um, hora com outro, com o Nemo, com o Doug, com o Fê e mais uma penca que eu na lembro (afinal éramos em 15 pessoas). Por problemas pessoais, eu passei boa parte do tempo coma cabeça em outro local, imersa em meus problemas, assim sendo cheguei cedo em casa. Porém, mesmo saindo cedo do luau, certas conversas, cenas e piadas merecem seu lugar nestas poucas linhas.

Uma conversa que deve ser registrada aqui foi quando o Doug veio fumar um narguile... Ele me contou o comentário de uma amiga dele em relação a mim. Como o comentário foi deselegante, e ele não pestanejou e vociferou a sua interlocutora: “Ele é meu amigo, e se você não o respeita, você também não me respeita”. Confesso que não me recordo da lata da guria, tão pouco falei com ela, e muito menos perderei meu tempo. Quanto ao interlocutor, acho que ele ganhou um amigo para sempre. Outros dois fatos dignos de nota foram com o Fê. O primeiro deles foram as brincadeiras dele com uma cadela na praia (quadrúpede hein), ele arranjou um galho (só não tinha para a fogueira kkk) e o arremessava a distância, e ela mais educada que muitos, o buscava sempre. O segundo fato-hilário da noite foi “um tango no inferno” do Fê com o Nemo na praia. Indubitavelmente a coisa mais engraçada da noite. Fê valeu amigo, você me fez esquecer muitos problemas nesse dia.

Isso resume o Luau, porém ainda falta a noite de quinta-feira. Ontem passei no Doug e no Fê após um compromisso, depois de um narguile e um pouco de conversa jogada fora resolvemos ir até a beira mar, afinal, ao menos o prefeito conseguiu revitalizar um pouco a Av. Beira Mar. Depois do caso do famigerado Pinheirinho de Natal era o mínino a ser feito. Sob um gazebo desfrutamos dos ares da Arábia Saudita e é claro, poucas latinhas (afinal, era quinta-feira). Assim nesse clima agradável, a conversa estendeu-se por horas a fio, sem que ninguém sentisse o peso das horas da madrugada. Lá pelas tantas nem sei quem tirou do porta-malas uma bola; como eu não sei jogar esse tipo de coisa, fiquei sentado num dos bancos do gazebo assistindo. Eu deveria ter previsto no que isso poderia dar e cantado “Eu falei que isso ia dar merda”. E deu. A bola do Fê foi ofertada à Iemanjá dali mesmo. Ele correu até um pequeno píer, ia até mergulhar, mas devido ao frio acabou não fazendo. Tentamos então um escaler que havia ali, porém este estava preso... Pois é, tchau Bolinha...

Para a nossa sorte, o Japa chegou, e nem sei como ele nos encontrou, só sei que ele estava num outro plano, em muito diferente do nosso. Do mesmo do, não sei o porquê levei uma dentada do Fê... Acho que ele pesou ser o Ferdinand Cullen pra sair mordendo assim sem mais nem menos. E eu vou fazer corpo de delito, está roxo!

Quando puxei o relógio da algibeira constatei que já eram três da madrugada... Hora de ir.

Depois dessas experiências tão divertidas, desgastantes e antropofágicas, só me resta perguntar: “alguém tem aí um quartinho de lexotan pô?”

N.S.D., 06 de maio de 2011.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Uma Comunidade...

Vagando pelo velho Orkut, encontrei uma comunidade, e resumindo seu nome e sua descrição, resultou em algo no mínimo curioso:

"E sou fluente em 3 idiomas: português, Sarcasmo e Palavrões. Só é lamentável que eu não possa colocar essa porra no meu currículo. ;)"

Sinais dos tempos! kkkk

N.S.D., 11 de Abril de 2011.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Abapurú Paulistano

Segundo Narcisa Tamborindeguy viajar é uma aventura, uma loucura. E só me resta concordar, pois o abapurú começa no aeroporto quando eu fui despachar duas espadas, todos os meus amigos tinham uma espada exatamente igual, alguns conseguiram despachá-la na mala e outros embalaram no balcão e despacharam também. Mas como Deus é bom, Nossa Senhora uma baita, e me deram um pouco de paciência (acho que para não usar as espadas) e eu tive que fazer o procedimento de objetos retidos aqui no aeroporto Hercílio Luz. Essa parte foi tranqüila, mas chegando a São Paulo, a caixa com as minha espadas foi para na caixa-prego, fui até o departamento de “achados e perdidos” e esperei mais ou menos uma hora. No fim das contas eles ainda pedem desculpas, sendo que a última coisa que eu gostaria de ouvir era a voz de alguém da empresa aérea “Gol-Contra”. É sim, Gol-Contra, com uma vitória acachapante da ignorância e do descaso no trabalho.

Bem, ao menos cheguei ao hotel com minhas crianças de aço. Depois de deixar as malas no hotel, os meus colegas de viagem resolveram passear na Rua 25 de Março. Valha-me Deus! Mas como eu mesmo disse, em São Paulo tem que se viver como um paulistano, sentir a cidade (e ficar no meio da plebe ignota). Mas tamanho sacrifício para cruzar a Rua 25 de Março é recompensando no Mercadão (ou como chamamos aqui, Mercado Público), tem de tudo um pouco lá, e é claro, não tem como passar por lá e não comer bacalhau e presunto! Fora de sério. Outra coisa fora de sério foi a recepção calorosa que recebemos dos membros do Priorado, pela qual somos muito gratos.

Nesta ida ao Priorado, houve alguns fatos deveras interessantes como a união que pude notar entre todos, indubitavelmente algo incrível. Mas, como em todos os lugares existe a “ovelha” negra, desgarrada, tosca, burra, e sem noção. Não vou chamar de inútil, pois aprendi durante a minha instalação como KM... Aprendi que "todos ali são irmãos, porém nem todos são amigos". É lamentável, mas é a mais pura verdade! Acho que foi nesse mesmo diapasão, o da amizade verdadeira que tive a grata surpresa de ter um padrinho que eu não esperava: o Caju. Você é um irmão e amigo, coisa que muitos jamais serão. Muito obrigado Dindão! kkk.

Ah, antes que eu me esqueça, para a ovelha negra: vá cuidar da cloaca da galinha de sua mãe que o cagou neste mundo! Kkk. Os ingleses dizem: se você não tem nada de bom para falar de um irmão, então não fale nada. Como eu não sou inglês... toco o Phoda-se, symphônico obviamente.

Agora chega de KM. No outro dia, a turma debandou e ficaram os Irmãos (e amigos) Caio e Clóvis, quero registrar aqui o meu muito obrigado por me esperarem no hotel. Algum tempo depois, já no avião, algo sensacional e maravilhoso num avião: uma criança! Bem, em outra crônica eu disse que lugar de criança não é numa noite lírica num teatro, e sim num reformatório. No caso de um avião, o lugar dela não deveria ser no banco na frente do meu, e sim no porão com as malas. Enfant terrible! Passou a viajem tagarelando e falando em alto e bom som: o avião vai cair! Errr! Que vontade de dizer que se cair ela morre e ainda vai ficar sem TV, vídeo game e todas as porcarias que ela gosta! Quisera eu ter uma câmera fotográfica para registrar o momento em que essa peste ficava de pé no banco olhando para mim, ou quando ele colocou sua mão pela fenda dos bancos. Mais hilária foi a cara do Caio esquivando-se dessa peste.

Quando o teco-teco da Gol-Contra aterrissou no Hercílio Luz, havia alguns tratores na pista, e eu ouvi algo assim num tom de voz muito preocupado: “quantos tratores na pista, eles podem atropelar uma criança!” kkkkkkkkkkkkkk. Brincadeira e palhaças a parte, a Gol-Contra Linhas Aéreas fez mais uma das suas: reteram a minha caixa com minhas espadas. Buta que Bariu! Espadas sem ponta e sem fio, usadas somente para ritualística. A “bandejeira” me chamou pediu meus documentos, e ficou com a minha caixa. E eu já ralhando, pois essa bagaça não tem um procedimento padrão para esse tipo de coisa. E o que a bandejeira fez? Pegou o “raidinho” e perguntou para sei-lá-quem qual era o procedimento a ser adotado. E eu disse: te mostro o documento e você me dá a caixa. Pasmem, ela saiu correndo pelo HL e foi falar com outra badejeira que pediu meu RG e me entregou a caixa. Por isso que eu tenho que concordar com a Narcisa, viajar é uma aventura.

NªSªD. 10 de Dezembro de 2010.

domingo, 14 de novembro de 2010

Mein reich für ein bunker!

Sim meus amigos teutos, estou deveras necessitado de um bunker para me abrigar da plebe ignota com sua cultura rudimentar. Em outras palavras, esse Folianópolis está sendo algo excruciante! Axé? Misericórdia! Ao que parece ninguém tem pena dos meus pobres nervos, e é claro, meus ouvidos! Como se não bastasse o lixo que se toca em tal evento, a bagunça tem ido até uma 04:00hs, bem, todos sabem que o carnaval de rua vai até as 02:00hs. Então, rico pode extrapolar? É o que parece.

No mais, essa festa poderia ser onde é realizado o Planeta Atlântida (no fim do mundo mesmo!). Que falta me faz um acachapante Caterpillar desgovernado! Rsrs. Bem o mundo não é perfeito.

Não, não, o mais interessante disso tudo é quando você mora em um edifício que fica ao lado de um hotel, assim temos o desgosto de presenciar a vil escumalha se divertindo, da seguinte forma: berrando, eructando pela janela, bebendo de tudo, e ainda chamando a vizinha de gostosa (se bem que era outra coisa...). Garanto que Darwin não teve tal experiência, como tão pouco conseguir prever isso a sua teoria da evolução das espécies.

Ah... Esse tipo de dente selvagem, não me acrescenta em nada! Na mesma proporção, há um inglês muito desocupado que destruiu um piano de 115 anos para usar a madeira marchetada para fazer a cabeceira de uma cama. Pior mesmo, são os que queimam pianos... Acho que queimá-los não seria má idéia

E diante de tamanha pusilanimidade cultural do povo, só resta-me sentar ao meu piano e alimentar a minha alma.

N.S.D. 14 de Novembro de 2010.

sábado, 21 de agosto de 2010

Tatoo

Como a vida é estranha mesmo, aí vai uma boa tatoo para um diabético:Desterro, 21 de Agosto de 2010.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Carpe Noctem

Em meio ao tédio descomunal, passo mais uma noite em claro, a coisa só não é pior, pois desta vez não escrevo sobre os mortos na fila do banheiro em Palermo... Nesse clima tétrico fiquei absorto em algumas conversas e em alguns livros. Folheando um livro cujo título prefiro ignorar (ou não comentar) deparo-me com a seguinte história:
Uma vila em Avignon onde havia um convento carmelita denominado Saint-Hilaire, assentado no cimo de uma montanha, onde mesmo para as cabras era difícil de pastar; esse pequeno sítio onde se localizava tal convento de carmelitas, segundo o livro era como a cloaca de todas as comunidades vizinhas. De imediato junto as gargalhadas (que somente são possíveis lendo o texto integral) lembrei-me do aglomerado de vilarejos de Susan Boyle o que me faz rir mais ainda pela madrugada afora.
Como estava lendo em voz alta ouvi o seguinte comentário:
“Qual será a comunidade-cloaca da região? Biguaçú ou Palhoça? Sim, pois decidir isso vai ser um pário que vo ti pariu”. Kkkkkkkk
Tal comentário não saiu da caixa de Pandora, e sim da cloaca de Pandora... O que não faz a velha Quilmes, se bem que eu achei que a Quilmes era mais leve que a Diabólica 6,66.
Imagino eu, que muitos não hão de encontrar graça neste desdito comentário, porém, às 4 da manhã foi realmente impagável, nem máster card paga algo destas proporções.
Outro comentário pra lá de hilariante foi quando remexíamos em uma das pilhas de livros que estava a cair:
“Ahhh! Esta desmoronando! Parece o Morro do Bumba”. Kkkk
E para fechar a noite, nada como ver Jean Baptiste Lully acertando o próprio pé com o rolo de condução durante a execução do Te Deum Du Roi. Vejam o trecho do filme: http://www.youtube.com/watch?v=mkMMNq7r2Zo
Enfim, são essas pequenas coisas que deixam a vida menos desditosa.

Desterro, 27 de Julho de 2010.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Palermo - Onde os mortos nunca dormem...

E o que não faz o tédio aliado com o ócio com um Çay e uns narguiles, claro...
Duas fotos muito curiosas, tiradas nas Catacumbas de Palermo. Com as fotos seguem os comentários segundo Karla Sommariva e Narguileiro.
Fila do banheiro em Palermo, e derrepente um deles grita: "lá vem o Vesúvio!" E olha que a lava vem de longe, mesmo assim o velho vulcão não perdeu a sua potência e eficiência em mumificá-los. Detalhe no mapa: a rota do vulcão! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk...
No mais, vejam o que o Google recomenda: ir de Nápolis até Palermo a nado, como é excruciante sem calçadas! kkkkkkkkk... Vou iniciar um abaixo-assinado para aterrar e calçar a rota do Vesúvio mar a fora. Pois não dá, demora muito fazer esse pequeno percurso em 7h e 21 min.

Por fim, a última foto:

Uma múmia pergunta a outra: "Heiiin?! De quem ele estava falando mal? Sabe como é a idade, ficamos meio surdos...".
No mais, use o campo "comentar" para dar a sua opinião de como eles morreram.
:p

NB.: O objetivo aqui é a pura descontração, e não o desrespeito. Caso alguém se sinta ofendido, peço desculpas. 

Desterro, 22 de Julho de 2010.

domingo, 13 de junho de 2010

Hãn? Hain?


Queria poder entender por que raios alguém que chega lá pelas três da manhã em casa põe dinheiro na frente da porta de casa (no lado de dentro).
A explicação que ouvi é a seguinte:
“Pagar pros perturbados não entrarem”.
Isso é claro, é uma explicação do próprio, que inclusive tirou fotos e tudo.
Nada como um belo registro para a posteridade...
Por fim, viva a tecnologia... E o delirium nocturnum tremens...

Desterro, 13 de Junho de 2010.