terça-feira, 27 de julho de 2010

Carpe Noctem

Em meio ao tédio descomunal, passo mais uma noite em claro, a coisa só não é pior, pois desta vez não escrevo sobre os mortos na fila do banheiro em Palermo... Nesse clima tétrico fiquei absorto em algumas conversas e em alguns livros. Folheando um livro cujo título prefiro ignorar (ou não comentar) deparo-me com a seguinte história:
Uma vila em Avignon onde havia um convento carmelita denominado Saint-Hilaire, assentado no cimo de uma montanha, onde mesmo para as cabras era difícil de pastar; esse pequeno sítio onde se localizava tal convento de carmelitas, segundo o livro era como a cloaca de todas as comunidades vizinhas. De imediato junto as gargalhadas (que somente são possíveis lendo o texto integral) lembrei-me do aglomerado de vilarejos de Susan Boyle o que me faz rir mais ainda pela madrugada afora.
Como estava lendo em voz alta ouvi o seguinte comentário:
“Qual será a comunidade-cloaca da região? Biguaçú ou Palhoça? Sim, pois decidir isso vai ser um pário que vo ti pariu”. Kkkkkkkk
Tal comentário não saiu da caixa de Pandora, e sim da cloaca de Pandora... O que não faz a velha Quilmes, se bem que eu achei que a Quilmes era mais leve que a Diabólica 6,66.
Imagino eu, que muitos não hão de encontrar graça neste desdito comentário, porém, às 4 da manhã foi realmente impagável, nem máster card paga algo destas proporções.
Outro comentário pra lá de hilariante foi quando remexíamos em uma das pilhas de livros que estava a cair:
“Ahhh! Esta desmoronando! Parece o Morro do Bumba”. Kkkk
E para fechar a noite, nada como ver Jean Baptiste Lully acertando o próprio pé com o rolo de condução durante a execução do Te Deum Du Roi. Vejam o trecho do filme: http://www.youtube.com/watch?v=mkMMNq7r2Zo
Enfim, são essas pequenas coisas que deixam a vida menos desditosa.

Desterro, 27 de Julho de 2010.

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