Hoje a França comemora o “dia da pátria”, ou a “queda da bastilha”. Há exatos 220 anos os franceses derrubaram a monarquia, instauraram um novo regime com base do famigerado lema “Liberté, Egalité, Fraternité”. Após este fato muitos outros fatos ocorreram, tais como a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão. Agora fico pensando no que mudou (não só na França) desde o absolutismo até os nossos dias.
Ontem lembrei-me de um amigo francês e de pais portugueses, os franceses não o consideram francês, e os portugueses idem. Então supostamente ele seria um apátrida.
E assim sendo onde está os princípios da revolução? Dois séculos depois e o primeiro estado conseguiu acabar com alguma coisa. Sempre no 14 de julho há inúmeras manifestações nos subúrbios de Paris, onde os imigrantes das antigas colônias da França querem seu reconhecimento como cidadãos. Durante anos a França, e não somente ela colonizou e explorou outras povos, outras nações. E hoje esses imigrantes só querem ser reconhecidos, e é o mínimo que a França deveria fazer depois de colonizar e extrair o que lhe interessava. Esses “cidadãos” vivem hoje em uma espécie de bastilha onde não há muitos direitos, mas apenas deveres.
E isso seria igualdade? Iguais já não são e nunca foram. E a única liberdade que parece haver nesse contexto é a liberdade do governo francês (e demais governos) de fazer o que quer, ou seja, nada de direitos aos imigrantes. E quanto à fraternidade, certamente que não há, pois tendo em vista que eles se entendem superiores e assim sendo não são irmãos de ninguém. Meu amigo francês hoje se considera brasileiro e eu também o considero como tal. E no Brasil também temos a nossa “bastilha”, e muito mais ampla, contendo até um Senado, uma Câmara... Não será a hora de derrubar mais uma bastilha?
N.S.D., 14 de Julho de 2009.
Ontem lembrei-me de um amigo francês e de pais portugueses, os franceses não o consideram francês, e os portugueses idem. Então supostamente ele seria um apátrida.
E assim sendo onde está os princípios da revolução? Dois séculos depois e o primeiro estado conseguiu acabar com alguma coisa. Sempre no 14 de julho há inúmeras manifestações nos subúrbios de Paris, onde os imigrantes das antigas colônias da França querem seu reconhecimento como cidadãos. Durante anos a França, e não somente ela colonizou e explorou outras povos, outras nações. E hoje esses imigrantes só querem ser reconhecidos, e é o mínimo que a França deveria fazer depois de colonizar e extrair o que lhe interessava. Esses “cidadãos” vivem hoje em uma espécie de bastilha onde não há muitos direitos, mas apenas deveres.
E isso seria igualdade? Iguais já não são e nunca foram. E a única liberdade que parece haver nesse contexto é a liberdade do governo francês (e demais governos) de fazer o que quer, ou seja, nada de direitos aos imigrantes. E quanto à fraternidade, certamente que não há, pois tendo em vista que eles se entendem superiores e assim sendo não são irmãos de ninguém. Meu amigo francês hoje se considera brasileiro e eu também o considero como tal. E no Brasil também temos a nossa “bastilha”, e muito mais ampla, contendo até um Senado, uma Câmara... Não será a hora de derrubar mais uma bastilha?
N.S.D., 14 de Julho de 2009.

