Mais uma manhã no antiquário, manhã calma, lúgubre... Com aquela atmosfera londrina. Tudo perfeito, ou melhor, quase perfeito, pois nas proximidades da loja há uma pista de gelo para patinação e a música que vem de lá é algo como algo deprimente. Bem gosto não se discute, se lamenta – Tragam uma solingen urgentemente!
Minha Nossa Senhora do Ó, o péssimo gosto do povo parece desconhecer toda e qualquer fronteira! Sei que não sou o exemplo de erudição, mas toca cada coisa por lá, até Michael Jackson (e quanto a este me desculpem os fãs, mas sou vacinado contra MJ). Mas tirando o inconveniente da “rave do calvário na era do gelo” é muito bom ficar aqui ouvindo Samuel Barber (Adágio para cordas) e observando o movimento na rua. Nesses dias em que estive aqui vi pessoas de todo o tipo, algumas coisas bem cômicas quando a turba resolve entrar na loja.
É engraçado (ao menos pra mim) ver uma mulher perguntar:
Senhora: - O que é isso?
Vendedor: - Uma salivadeira senhora. Uma peça da segunda metade do século XIX. Confeccionada em vidro azul ornada com pinturas Mary Gregory.
Senhora: - Desculpe, mas não entendi a serventia desta peça.
Vendedor: - A senhora talvez conheça por outro nome, o nome de “escarradeira”.
Senhora: - Ui ui, que coisa nojenta!
Acho essas passagens muito engraçadas. Também já exclamaram:
- Nossa que penico bonito!
E eu disse:
- Senhora, isso é uma sopeira. Afinal ela faz parte deste jogo de pratos.
Outra coisa interessante de se notar e muito irritante: quando alguém fica querendo algo que não conhece! Um exemplo disse é quando o cliente busca poltronas no estilo “Luiz Felipe”, e não tem a menor idéia das características do móvel em questão. Pior é quando tentam enganar o antiquário. Certa vez ligaram para a loja querendo vender uma vitrine (conhecida por alguns como cristaleira) e diziam que seus vidrinhos eram de cristal baccarat. Se for vidrinho não é cristal e no mais eu perguntei se estava assinado e ela me perguntou “como?” Essas coisas sempre acontecem, e no fim de tudo acabo me divertindo. Por isso gosto tanto do que faço.
A. Carpes
NSD, 11-VII-2009
Minha Nossa Senhora do Ó, o péssimo gosto do povo parece desconhecer toda e qualquer fronteira! Sei que não sou o exemplo de erudição, mas toca cada coisa por lá, até Michael Jackson (e quanto a este me desculpem os fãs, mas sou vacinado contra MJ). Mas tirando o inconveniente da “rave do calvário na era do gelo” é muito bom ficar aqui ouvindo Samuel Barber (Adágio para cordas) e observando o movimento na rua. Nesses dias em que estive aqui vi pessoas de todo o tipo, algumas coisas bem cômicas quando a turba resolve entrar na loja.
É engraçado (ao menos pra mim) ver uma mulher perguntar:
Senhora: - O que é isso?
Vendedor: - Uma salivadeira senhora. Uma peça da segunda metade do século XIX. Confeccionada em vidro azul ornada com pinturas Mary Gregory.
Senhora: - Desculpe, mas não entendi a serventia desta peça.
Vendedor: - A senhora talvez conheça por outro nome, o nome de “escarradeira”.
Senhora: - Ui ui, que coisa nojenta!
Acho essas passagens muito engraçadas. Também já exclamaram:
- Nossa que penico bonito!
E eu disse:
- Senhora, isso é uma sopeira. Afinal ela faz parte deste jogo de pratos.
Outra coisa interessante de se notar e muito irritante: quando alguém fica querendo algo que não conhece! Um exemplo disse é quando o cliente busca poltronas no estilo “Luiz Felipe”, e não tem a menor idéia das características do móvel em questão. Pior é quando tentam enganar o antiquário. Certa vez ligaram para a loja querendo vender uma vitrine (conhecida por alguns como cristaleira) e diziam que seus vidrinhos eram de cristal baccarat. Se for vidrinho não é cristal e no mais eu perguntei se estava assinado e ela me perguntou “como?” Essas coisas sempre acontecem, e no fim de tudo acabo me divertindo. Por isso gosto tanto do que faço.
A. Carpes
NSD, 11-VII-2009

