Brutus abraçou,
Judas beijou, e
Iago foi amigo.
A. F. Carpes
Quantos Judas, Brutus e Iagos existem por aí?
É a proximidade que permite a felonia, e é essa mesma
proximidade que a torna tão abominável e hedionda.
Nada como um falso amigo.
Nada como aquele que só lembra de você nos momentos de
necessidade!
Nada como um idiota que fala mal de você para um dos seus
amigos, imaginando (delirando mesmo) que seu amigo jamais irá te contar tudo.
Ou será que imagina que o amigo vai contar? Se for, além de idiota, é covarde,
frouxo para se valer de um garoto de recados!
Dizem, que a pior coisa que se pode sentir de alguém é pena.
E nem isso eu sinto.
Sei que sempre tem um desses “amigos” que chafurdam hoje na
merda. Não deleito-me com isso. Mas, tão pouco me perturbo, e consigo pôr minha
cabeça tranquilamente no meu travesseiro todas as noites, afinal, eu fui amigo
e nada de mal eu fiz. Uns que outros que não são “amigos da onça”.
Eu não crio pantomimas para lesar os outros. Não busco
denegrir para tentar subir. Vivo apenas minha vida.
Pessoas, como essas, deixam um rastro de destruição por onde
passam, e assim sendo, quem as quer por perto?
Realmente! Com efeito! Efetivamente! Este, veio apenas para
roubar, matar e destruir[1]!
Afinal, quem torce por Golias?
Nª Sª do Desterro, 08 de fevereiro de 2016.
