quinta-feira, 27 de maio de 2010

Memórias


Por vezes lembramos do Espírito do natal passado...Que por vezes é presente...;)

sábado, 22 de maio de 2010

Alguns Espíritos dos Natais

Já deveria ter escrito algo faz algum tempo, mas, por vezes é bom deixar as coisas acalmarem um pouco. Nada como um pouco de paciência para vencermos algumas paixões e submetermos algumas vontades. Não sei bem como começar, mas acho que curiosamente devo começar pelo espírito do natal presente, tendo em vista que sua última visita faz umas duas semanas.

Tudo iniciou nos fins de abril para o início de maio, confesso que eu tive uma série de preconceitos em relação a alguém, e igualmente por confissão digo contritamente que me arrependo. Mas diante de um preconceito, temos uma idéia errônea pré-concebida, mas a questão é quando essa idéia pré-concebida por conta de alguns temores é a mais pura verdade, sem um único laivo sequer. Então o que fazer? Não sei.

Apenas sei, que não sou uma pessoa fácil de se lidar, porém não briguei com os “irakitans”, nada como uma boa analogia musical para fazer uma identificação sem revelar as verdadeiras identidades.

Creio que uma das questões que me levam a divagar em algumas linhas escritas com mão rude é a pusilanimidade do caráter. Então o que adianta ter um pouco de cultura, quando há uma lacuna descomunal como um abismo? Há tão somente duas teorias quanto ao caráter de alguém, vamos a elas:

Prima – O caráter pode mudar com o passar do tempo, assim como alguns valores mudam no decorrer de nossas vidas;

Secunda – o caráter de alguém jamais muda ou se deteriora. É simples, há caráter ou não.

Reservo-me aqui ao direito de não revelar o que penso, porém aos que me conhecem fica indubitavelmente claro qual é a corrente moral-filosófica que sigo.

Quando ouvimos em dado momento “amo-te muito”, isso obriga a outra parte a algo?

Não! Isso e tantas outras coisas não obrigam ninguém a nada, lembro das minhas primeiras aulas de Introdução ao Estudo do Direito, magistralmente ministradas pela Professora Dilsa Mondardo. Ela dizia: “ninguém é obrigado a fazer ou deixar de fazer algo senão por força de lei”. E como não há e nunca haverá um codex para isso, jamais haverá essa obrigatoriedade.

Então já sabemos que nutrir e exteriorizar sentimentos em a outrem não obriga a uma recíproca, mas, como fica isso em um “flerte” continuado? Algumas coisas indicavam que a coisa ia de vento em popa, já outras tantas não... Porém, dias depois esta criatura de Deus está namorando. Então o que pensar disso? Que no mínimo andava com dois ao mesmo tempo, tendo em vista que não se inicia um namoro da noite para o dia.

Isso demonstra claramente a falta do caráter, vejam bem, é a falta que eu me refiro, e não um simples desvio. Para ter-se o desvio deve-se, antes de mais nada, ter caráter.

Já disse aqui que sinto um enorme pejo do meu preconceito quando a conheci, porém, as conjeturas que fiz eram na verdade fatos que a vida se encarregou de ensinar-me com extrema perfeição. Naquele tempo, resolvi deixar isso de lado, pois comecei a individualizar os indivíduos invés de generalizá-los em uma fossa comum.

Não quero aqui fazer uma apologia aos preconceitos, mas, devemos sempre levar em conta as experiências que já tivemos, e através de uma analogia estudar cada caso.

Se houver entre nossas experiências algo que nos recorde a música “Eu falei que isso ia dar merda” de Cris Nicolotti, é bom abstrair e cantar outra música da mesma cantora...

“♫Vai tomar no cú...♪”.

Não tenho nada contras os “irakitans”, e não vejo nada que empeça o cultivo de uma verdadeira amizade com todos. Mas, fico impressionado com o fato de que quando era conveniente conversavam até madrugada adentro comigo. Realmente curioso.

Recordo-me de um filósofo incompreendido, Arthur Schopenhauer, que na obra “O Mundo como vontade e representação” há no capítulo XLIV, que é a “Metafísica do Amor”, lá consta o seguinte: “Assim que o gozo é obtido, o amante experimenta uma estranha decepção; espanta-se que aquilo que desejou com tanto ardor apenas lhe proporcione um prazer fugaz, seguido de um rápido desencanto, e nada mais”.

Esse gozo é simplesmente um objetivo que por vezes não é uma conjunção carnal. Esse gozo pode ser a obtenção de uma massagem no ego de indivíduo com pouca auto-estima. Sugiro apenas terapia e um pouco de decência.

Já sobre o espírito do natal passado, ele sempre volta de alguma forma para nos assombrar e nos impor mais uns bons passos de nossa via crucis.

Nunca entendi muito bem esses retornos repentinos, e muito menos quando escuto a palavra “saudade”. Só posso dizer que nada impede de se matar as saudades entre duas pessoas em moram na mesma ilha, por isso que essa palavra foi como um punhal enterrado em meus ouvidos. Lamento, mas não sou uma bengala para que alguém se apóie nos momentos de carência. Fico imaginando como isso deve fazer bem ao espírito do natal passado, pois é muito bom desprezar alguém e partir para outra. E esta outra empreitada não dando certo, volta-se como um filho pródigo em busca de apoio, pois saber que alguém lhe estima muito a ponto de tudo perdoar é muito cômodo.

Então quebra a cara e pensa: “ele ainda está lá”. Então um pouco de vergonha na cara e maturidade é o que falta ao espírito no natal passado.

Não podemos jamais dizer que desta água não beberei, mas alguns são como espermatozóides, têm a chance de um em um milhão de um dia tornarem-se seres humanos. Se este momento um dia chegar, poderemos enfim conversar, e apenas isso.

Sem mais.

N.S.D. aos 22 de Maio de 2010.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Os Mandamentos de Schopenhauer


Sempre é bom lembrar...
-Não conte a um amigo o que seu inimigo não pode saber
-Considere todos os assuntos pessoais como segredos, e mantenha-se distante até de amigos próximos. Se os fatos mudarem, e eles souberem de algo, por mais inofensivo, a seu respeito será desvantagem para você.
-Metade da sabedoria consiste em não gostar nem odiar, Ficar calado e não acreditar em nada é a outra metade.
-A segurança é a mãe da desconfiança (provérbio francês, que ele endossava).
-Esquecer os defeitos de um homem é como jogar fora dinheiro que se custou a ganhar. Devemos nos proteger da familiaridade e da amizade idiotas.
-A única forma de um homem se manter superior aos demais é mostrar que não depende deles
-Desconsiderar é ganhar consideração
-Se temos alguém em alta consideração, devemos esconder tal fato como se fosse um crime.
-Melhor deixar que os homens sejam como são do que acreditar no que não são
-Jamais devemos demonstrar raiva e ódio, a não ser nas ações. Os animais de sangue frio são os mais venenosos.

N.S.D., 19 de Maio de 2010. 

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Tenebrae Fact Sunt

Já que esses dias eu estava escrevendo analogias com a Seqüência do Dies Irae, hoje neste cinzento dia, penso em outra parte: O Confutatis, e uma determinada parte dele me chama a atenção:

Oro supplex et acclinis, cor contritum quasi cinis: gere curam mei finis.

Algumas coisas, mesmo sendo ruins e desagradáveis, podem ser benéficas. Há males que vem para o bem reza o adagiário popular. Vivi nesses meses uma alternância de trevas e luz, e hoje cedo encontrava-me nas trevas do abismo. Mas creio que essa estadia no abismo profundo fez-se necessária, pois quando estamos nas trevas buscamos a luz.

É nas trevas das dificuldades, provações e demonstrações de falta de caráter que paramos para uma reflexão: a de como chegar até à luz.

Estando nessa luz, ficamos estagnamos, e nada mais fazemos. Por isso por vezes prefiro as trevas das provações. Quando estamos com a dura cruz às costas nos concentramos no caminho à Gólgota, pois queremos que logo acabe, e o único modo de se ver esse fim do caminho, é chegar até lá.

Na nossa Via Crucis, ou melhor Vita Crucis, encontramos de tudo um pouco, desde os membros da guarda pretoriana, até um Simão Cirineu. Hoje cedo cruzei com dois pretores implacáveis, o do desgosto, e o do mau caratismo, porém já encontrei um Simão Cirineu, e este me disse: "não vale a pena".

William Shakespeare escreveu que há mais mistérios entre o Céu e a Terra do que sonha a nossa vã filosofia. E é a mais pura e nua verdade, sendo que os nossos corações detém muitos desses mistérios que só Deus conhece. Depois de chegar no “Oro supplex et acclinis” num misto com o Antíphona de N. Senhora, onde lá pelas tantas nos deparamos com “ad te suspiramus, gementes et flentes in hac lacrimarum valle,” chego na Lux Perpetua! e já sei que vou fazer tudo novamente...

Não há mal que sempre dure, nem bem que seja eterno. Mas por hora meditarei o Sl. 129 (130).

Por fim, duas coisas.

Primeira:

"Lembrar é fácil para quem tem memória. Esquecer é difícil para quem tem coração." William Shakespeare.

Segunda:

Compus-lhe uma bela música, num andamento alla marcia, chamada Phoda-se Symphonico em cima de Si e sem Dó.

N.S.D. 10 de Maio de 2010.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

2012 e a Definição de Hecatombe

Ontem resolvi assistir o tão comentado filme 2012. Não o assisti antes, pois tenho alguns problemas com cinemas. Em especial que, para mim ficar muito tempo sentado sem movimento me causa muitas dores nas pernas, e sempre termino o filme me arrastando para fora como o Quasímodo de Notre Dame de Paris, de Victor Hugo.

No mais uma pequena definição proferida por mim ontem no meio do filme:

“Hecatombe: Uma tragi-tragédia de proporções desproporcionais no planeta.”

Essa foi sem noção mesmo, mas sem noção foi o suspiro no meio do Cannon de Pachelbel. Quem assistiu o filme Amadeus, sabe da cena onde Mozart toca Salieri e suspira pela facilidade da música. Coisas do Tio Deco mesmo... rsrssr

N.S.D., 05 de Maio de 2010.