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segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Um filme, e uma felicidade

Nossa Senhora do Desterro, 04 de agosto de 2014.

Hoje vi um filme, e depois de muito tempo sem escrever nada, senti uma súbita vontade de fazer a velha pena percorrer mais uma vez o alvo papel.

É desta maneira que deixo os sentimentos mais felizes fluírem plenamente, e desta mesma maneira que os mais nefastos também vêm à tona.

O filme? Importa? Título? Ao leitor importa que assisti um filme que me tirou da casinha (ou me pôs lá, é o mais certo) por alguns momentos deixei o tártaro passando pelo érebo, e depois cheguei ao mundo dos vivos bem en passant para chegar no paraíso (penso eu que era lá). Enfim, pouco importa, mas me era bem melhor que o tal Salão de Odim (Valhalla?), Nivana, Campos Elíseos, e o que mais tiver... Todos juntos!!

Sentir-me novamente vivo e com esperanças novamente, mesmo ante minhas desventuras. Por alguns momentos esqueci-me da sacolinha com um quilo de trufas que comprei para manter a serotonina em níveis decentes.

Afinal, sabemos bem que o chocolate é o que tem umas “ínas” da vida, mas uma tola “incapacidade” não que ajuda a encontrar outros meios que ter minhas serotoninas...

Phoda-se! Se tenho ou não, phoda-se! Consegui sair um pouco do mundo onde todos querem e sempre exigem algo de mim! Saí por alguns momentos do mundo de falsos que de auto intitulam de amigos, de inimigos “justos” (ai é querer demais também né?) e de onde parece que o diabo tem mais a perder do que Deus tem a ganhar. Eis meu mundinho, de dois ou três cantos.

Por quase quinze anos busquei das mais variadas formas essa tal felicidade, mas quando ela estava na minha frente, a poucos passos, ela simplesmente desaparecia, sempre me pregando uma peça. O tempo foi passando, e eu fui experimentando outros golpes do destino, até que eu resolvi por em pratica também as minhas artimanhas, e me parece, até hoje, algo bem simples: deixar a vida encarregada de tudo, que aconteça... É deixar a felicidade chegar quando ela quiser, e não procura-la incansavelmente como uma fera busca sua presa.

Acho que vou ficar mais um pouco aqui, divagando comigo mesmo sobre a minha felicidade, mesmo que nada mude, mesmo que eu continue a me decepcionar com os amigos (que terão muitos limites e restrições de hoje em diante), mesmo que a vida pare... Sonhar, mesmo que acordado é bom.

Não importa, vou ser feliz, mesmo que muitos não queiram.

Cansei dos esquemas ardilosos da vil politicagem, dos falsos, creio que em especial me fartei dos que desmerecem minha amizade, meu amor e a pouca paciência que eu tenho.

Deixei um amigo que pensei que jamais pensei em deixar, e que jamais me deixou só: meu narguilé. Sempre estaremos juntos, mesmo que eu não fume mais. Mesmo sendo apenas um objeto qualquer para alguns, e é claro, um vício, mesmo assim, ele foi melhor que muitos amigos.

Então, hoje eu sou feliz. Escrevo, dedilho meu velho piano onde escrevo algumas notas, bebo meu chá (afinal, hoje me chamaram de “Duque de York”), afinal, o chá e o champagne têm que sem bom.
Serei feliz, sem oportunistas, sem aqueles que só pensam em seus próprios problemas, sem os imbecis que acham que sabem tudo, e os frouxos que só acham que eles são os “valentões”.

Serei feliz, em meu mundinho, feito de livros, chás, piano, música, e por vezes uma sabrage para “agregar” valor. Afinal, o Duque tem que ter um pouquinho de lazer.

Sejam, vocês, felizes, como num filme desconhecido, e phoda-se o mundo! Chegaremos ao padrão plenitude!
  


domingo, 5 de dezembro de 2010

Rindo com Música

Caríssimos leitores, ontem eu tive a graça de poder acompanhar ao vivo o programa online do pianista Gustavo Veríssimo no seu twitcam (e a anta aqui nem sabia que isso lá existia). A transmissão começou lá pela meia-noite e o repertório foi algo indescritível!

O repertório foi caprichado, ia desde Odeon de Nazareth, Velha Modinha de Lorenzo Fernandes, Bis du Bei Mir atribuída a Bach (essa foi pedido meu kkk), Clair de Lune, e pasmem: Bad Romance da Lady Gaga!

Algo muito curioso mesmo, Lady Gaga não era nem a última coisa que eu imaginava ouvir num piano, mas conhecendo meu amigo Gustavo, e recordando bem das nossas crises musicais no velho Essenfelder da escola... Bem, não é de todo estranho. Villa-Lobos sofreu muito naqueles saudosos anos, e a monitora do Laboratório do piano, a Ivonete também.

Sinceramente, mais estranho que Lady Gaga é ouvir o que eu acabo de ouvir enquanto escrevo esta crônica: meu pai cantando “la Donna è móbile, a outra é fixa”. Que Bach me ajude!

Enfim, Deus sabe o que faz! No mais, foi uma experiência impar, e lamento profundamente de não poder ter tido a oportunidade de dividir essa experiência com vocês. Quem sabe quando eu conseguir usar o twitcam... kkk.

Por fim, Gus, parabéns pela iniciativa e pelo repertório!

N.S.D. 05 de Dezembro de 2010.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

2012 e a Definição de Hecatombe

Ontem resolvi assistir o tão comentado filme 2012. Não o assisti antes, pois tenho alguns problemas com cinemas. Em especial que, para mim ficar muito tempo sentado sem movimento me causa muitas dores nas pernas, e sempre termino o filme me arrastando para fora como o Quasímodo de Notre Dame de Paris, de Victor Hugo.

No mais uma pequena definição proferida por mim ontem no meio do filme:

“Hecatombe: Uma tragi-tragédia de proporções desproporcionais no planeta.”

Essa foi sem noção mesmo, mas sem noção foi o suspiro no meio do Cannon de Pachelbel. Quem assistiu o filme Amadeus, sabe da cena onde Mozart toca Salieri e suspira pela facilidade da música. Coisas do Tio Deco mesmo... rsrssr

N.S.D., 05 de Maio de 2010.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Sandro e o seu Violão

Nesta jocunda noite o Sandro veio da sua aula de violão falando que no violão com cordas feitas de nylon, os acordes menores são extremamente semelhantes aos maiores.

Já utilizando cordas de aço, a diferença é ululante.

Logo após ele me dizer isso, sentei ao piano e toquei alguns acordes, maiores e menores. Isso só pra saber se ele consegue perceber a diferença entre um e outro.

Toquei um “Dm” (ré menor) e ele me disse: “MAIOR”.

Como a resposta soou de forma dissonante aos meus pobres ouvidos eu toquei em seguida o “D” (Ré Maior). E ele respondeu o seguinte: “ESSE É MAIOR AINDA”.

Ai, como eu sofro.

Não, não, pior é ele cantando na frente de um diapasão digital pra saber que nota é... quando for possível postarei essa pérola no youtube.com.

Aguardem as próximas notas dessa música, antes que eu resolva tocar um phoda-se symphônico dando em cima de sí, sem dó.

NSD. 14 de Abril de 2010, data do naufrágio do RMS Titanic, o que explica muita coisa.

terça-feira, 17 de março de 2009

Uma Curiosa Gravura




Uma curiosa gravura de Willian Hogarth (1697-1764), pintor, gravador e ilustrador inglês.

N.S.D., 17 de Março de 2009.