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domingo, 5 de dezembro de 2010

Rindo com Música

Caríssimos leitores, ontem eu tive a graça de poder acompanhar ao vivo o programa online do pianista Gustavo Veríssimo no seu twitcam (e a anta aqui nem sabia que isso lá existia). A transmissão começou lá pela meia-noite e o repertório foi algo indescritível!

O repertório foi caprichado, ia desde Odeon de Nazareth, Velha Modinha de Lorenzo Fernandes, Bis du Bei Mir atribuída a Bach (essa foi pedido meu kkk), Clair de Lune, e pasmem: Bad Romance da Lady Gaga!

Algo muito curioso mesmo, Lady Gaga não era nem a última coisa que eu imaginava ouvir num piano, mas conhecendo meu amigo Gustavo, e recordando bem das nossas crises musicais no velho Essenfelder da escola... Bem, não é de todo estranho. Villa-Lobos sofreu muito naqueles saudosos anos, e a monitora do Laboratório do piano, a Ivonete também.

Sinceramente, mais estranho que Lady Gaga é ouvir o que eu acabo de ouvir enquanto escrevo esta crônica: meu pai cantando “la Donna è móbile, a outra é fixa”. Que Bach me ajude!

Enfim, Deus sabe o que faz! No mais, foi uma experiência impar, e lamento profundamente de não poder ter tido a oportunidade de dividir essa experiência com vocês. Quem sabe quando eu conseguir usar o twitcam... kkk.

Por fim, Gus, parabéns pela iniciativa e pelo repertório!

N.S.D. 05 de Dezembro de 2010.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Frase do dia

"Ligaram a porra do Sol no 220V!!! Quero o frio..."

L. S. Moldero.

São Paulo, 04/12/2010.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Furie Terribili!!!

Agora sei o que Armida cantava no atto primo da ópera Rinaldo de Handel (Londres, 1711).

O calor de quase 40 graus de hoje está me levando à beira da loucura, e vai piorar com o carnaval, pois com o calor a cidade vai parecer um urinol gigante. E pra ajudar, ainda não chove! Argh!

Falando em Londres, o clima lá está mais que agradável 46 Fahrenheit (aproximadamente 8 graus da escala do astrônomo sueco Anders Celsius). Essa é a temperatura ideal para um bom vinho branco ou um champagne, para lííítros de vinho como diria AA Campos. Para mim qualquer coisa acima de 14 ºC é quente, e como diria a Sheila do Terça Insana, “esse país é um verdadeiro matadouro pra uma pessoa fina”.

Suar como um condenado em sua marcha ao suplício é tão desagradável quanto ouvir os grandes hits de Angola; ou como presenciar um grande farofada na Lagoa do Peri(go).

Realmente, não me dou com calor, mas como não posso manipular o clima o jeito é se resignar e juntar dinheiro para o conserto do ar condicionado que fez a gentileza de falecer hoje. Prantear-lhe-ei em sua eça, juntamente com meu bolso! Ser pobre é phoda!

Chega de calor excruciante! Agora é a hora do resfriamento global! Onde está a Era do Gelo? rsrsrsrs. Falando em gelo, vou por umas boas pedras na banheira, e espero que ninguém leve meus rins. kkk

Saudações suadas,

Narguileiro.

Nª.S.ªD. 4 de fevereiro de 2010.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

A Lagoa do Peri(go)

Nª.Sª.D. 10 de janeiro de 2010
Hoje resolvi relatar uma experiência que eu não vivenciava há pelo menos uma década. Ir à Lagoa do Peri! Tudo bem que com o passar de dez anos as coisas com certeza iriam mudar, mas eu não imaginei como isso mudaria. O lugar físico mudou diversas árvores cortadas, faixa de areia ampliada, vendedores ambulantes, inclusive com uma máquina de moer cana-de-açúcar.
Mas essa não foi a principal mudança. Não mesmo, os freqüentadores não são mais os de outrora, a coisa caiu ao nível de “piscinão de ramos”. Quando parei por alguns instantes em um banco semelhante ao de uma praça, olhei ao meu redor, e o que vi foi mais que suficiente para me deixar completamente absorto em meus pensamentos. Perguntava-me “o que é isso?”, “o que houve com esse lugar?”, “Que gente é essa?”. Cansei das perguntas retóricas e olhei para mim e meus amigos, parecíamos mais um trio de lordes ingleses em um safári ou uma expedição. Arfei algumas vezes, e pensei comigo mesmo: “C'est la vie”. Hora do narguile! Era uma boa maneira de me distrair de uma forma em meio aquele cenário da Comédia de Dante.
Flanqueado por meus amigos no banco, começamos a recordar as mais hilárias piadas de acreanos (e tantas outras), incomuns, porém muito divertidas. Esse era o único modo de sobreviver na Savana do Peri. Tentei por algumas vezes fitar a bela paisagem, porém não deu muito certo, uma vez que vez por outra um torpor excruciante tomava conta de mim. Tamanha era a antítese da elegância que resolvi ir para o Caldeirão do Diabo, uma praia bem próxima de onde estávamos.
Chegando ao Caldeirão, tudo foi mais tranqüilo, uma vez que eu consegui me sentir uma pessoa comum novamente, muito embora esta praia não tenha grandes multidões. O velho Confúcio já dizia, não tenha amigos diferentes de você. Mesmo não tendo amizades naqueles lados, me sentir melhor por não ser tão diferente. Fazia algum tempo que eu não ia a uma praia de mar grosso, mas gostei de recordar o passado. Lembrei-me dos caldos e resolvi ficar em um locar seguro, só na quebrada das ondas. Não sei por que o mar puxa tanto lá, Yemanjá não ia querer nada disso...
Ao entardecer regressamos e fiquei em silencio com um sorriso torto nos lábios enquanto eu recordava a Lagoa do Peri(go). Cuidado nunca é o bastante!