quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

A Disparidade no Carnaval - O Cultural e o Povão

Há alguns dias recebi um convite do qual eu não poderia sob hipótese alguma declinar, integrar juntamente com virtuosíssimos músicos a “Orchestra Philarmônica Destherrense”. Creio que a Philarmônica é única, devido a uma filigrana muito própria: a arte de tal orquestra é desafinar, sempre! E quanto mais, melhor! Há algumas questões históricas que devo relatar aqui, nos idos anos de 1950, o governo proibiu a população de vestir-se de mulher, em especial de mulher grávida, pois era algo muito indecoroso para os padrões da época. Devo também salientar que o carnaval de rua sempre satirizou e trouxe a baila questões e problemas de seu tempo, como podemos constatar nas ruas com o grande número de pessoas fantasiadas como a cantora britânica Amy Winehouse, falecida em julho p. p.. Também podemos ver nas ruas de carnaval personagens de destaque no Brasil, tinha até Dilma Rousseff com a faixa presidencial desfilando pelas ruas. Como o governo baixou a proibição do uso de trajes femininos, um grupo de amigos resolveu munir-se de alguns acessórios não muito usuais no carnaval, tais como, casaca, gravata borboleta e por vezes uma lustrosa cartola.

Os amigos reunidos e dignamente trajados valeram-se de alguns instrumentos comuns das grandes orquestras e saíram pelas ruas da capital tocando fervorosamente. Um pequeno detalhe, que na verdade é fundamental aqui: o músico para ser aceito deve saber desafinar como ninguém! Assim, por tradição e fraternidade esse protesto histórico se perpetua na capital catarinense há mais de meio século. Outro hábito muito difundido à época era o tradicional bigode, era algo austero... coisas dos anos dos acordos do ‘’fio de bigode”.

Mas, por hora basta das histórias transcorridas há mais de cinqüenta anos, vou relatar o presente. Compareci ao clube – sim, carnaval de clube, muitos não devem saber o que é isso, mas já fui a alguns – com o instrumento escolhido, terno preto e gravata borboleta. Lá houve uma confraternização entre os músicos. Nada de música estranha. Na frente de onde estávamos, transcorria o baile infantil com as tradicionais marchinhas. No churrasquinho só um bom papo de alto nível com pessoas realmente excepcionais. Isso tudo me incute na mente uma reflexão que poucos devem fazer no período do carnaval: a qualidade dos festejos.

Um carnaval de clube e com um bloco como a Philarmônica, é algo muito diferente do que estamos habituados a ver nas ruas nos tempos de folia. Hoje vemos somente uma verdadeira falta de educação, pessoas quem usam as vias como urinóis fossem; as pessoas andam seminuas, completamente embriagadas, entorpecidas, foras da casinha mesmo. E chamam isso de festa. Não houve uma inversão de valores, mas sim uma subtração destes. Hoje só há tempo para orgias alcoólicas – e não só estas – e é claro, sangue. Se um infeliz destes fosse sozinho para os braços do velho deus Tanatos, seria um favor para a humanidade.

Hoje a população passa por um processo de estupidificação, e isso vem de longa data. Estúpidos latu sensu mesmo, só é bom o rapaz que “passa o rodo”, bebe todas e pega o carro, como o infeliz de 18 anos que atropelou 17 pessoas no carnaval em Bal. Quintão, RS. Já quanto às garotas de “família”, bem, um neologismo: “piriguete”, valores morais que é o bom, nada, algumas já são ''mães; e ambos na balada escutam Michel Teló. Não posso concordar com o artista plástico Veronese que diz que o povo consome o que lhe é oferecido. As bibliotecas estão abarrotadas com as obras de Victor Hugo, Alexandre Dumas, Julio Verne, Machado de Assis, Clarice Lispector, Cecília Meireles, Manuel Bandeira. No campo musical, bem, quem não tem um computador para acessar hoje uma rede social como o facebook... (para não dizer do fuckbook, sim, descobri isso essa semana e ao que parece, essa porcaria é obra de um brasileiro). O povo consome o que quer, eis a verdade, nua e crua.

N.S.D., 22 de fevereiro de 2012.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Cor Privata Spe

Tempos estranhos, complicados. Tempos em que temos verdadeiros regimes ditatoriais, afinal “ditadura é quando você manda em mim, e democracia é quando eu mando em você”. Quem tem uma generalíssima em casa que se vire.

Mas não é sobre tal causo que quero discorrer hoje, mas sim sobre algumas noites tomadas por densas trevas que insistem em não se dissipar... há quem espere a vinda do astro rei para trazer algumas coisas de volta, a luz o astro o vivificará. Mas, as noites podem ser eternas, a saudade fere como a lança de Longinus o cor privata spe. Cada um é o artífice do seu destino, sorte e por extensão a felicidade.

Hoje negligenciam-se as coisas do céu em nome das coisas terrenas. Tolos, sic transit gloria mundi, S. Terezinha afinou uma vez: “a vida é um breve instante entre duas eternidades”. Mas, creio que a eternidade posterior está atrelada ao efêmero momento terreno. Tão límpido, mas alguns ainda não compreenderam “tudo o que desligardes sobre a terra será também desligado no céu (Mt. 18:18).”

Há sempre um masoquista, afinal, aprecia muito dos grilhões da ignorância. A humanidade, de uma certa forma, está assim, ainda na caverna mítica, caminhando no reino de sombra e de caos, onde a noite faz as vezes de claridade (Jó 10:22).

E o ouro de tolo? Nem tudo que reluz é ouro.

Coma excrementos, se desejar, mas por obséquio, não tente eructar diamantes aos quatro ventos!

N.S.D., 20 de fevereiro de 2012.

domingo, 29 de janeiro de 2012

Do Fundo do Baú do Tio

Essa é das antigas mesmo!




Valsa da Despedida.

Compositor: Robert Burns - Versão: Alberto Ribeiro e Braguinha (João de Barro)



Adeus, amor, eu vou partir

Ouço ao longe um clarim

Mas, onde eu for, irei sentir

Os teus passos junto a mim

Estando em luta, estando a sós

Ouvirei a tua voz



A luz que brilha em teu olhar

A certeza me deu

De que ninguém pode afastar

O meu coração do teu

No céu, na terra, aonde for

Viverá o nosso amor.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Insanæ Et Vanæ Curæ


Nas palavras de Ney Brasil: “É um pensamento sem dúvida salutar!”

Nas correspondências trocadas com o pe Ney, eu fui um pouco mais além: “uma verdade inquestionável e salutar.”


Insanæ et vanæ curæ invadunt mentes nostras.

Sæpe furore replent corda, privata spe.

Quid prodest, O mortalis, conari pro mundanis, si cœlos negligas?

Sunt fausta tibi cuncta, si Deus est pro te.


Insanas e vãs preocupações invadem nossas mentes, muitas vezes a loucura toma conta dos nossos corações, que são destituídos de esperança. Que aproveitará a você, ó mortal, a luta pelas coisas terrenas, se você negligenciar as do céu? Todas as coisas lhe são favoráveis, se Deus está com você.

O texto latino acima foi musicado por Joseph Haydn em uma data entre 1805 e sua morte em 1809. Deleitem-se: http://www.youtube.com/watch?v=PSYK5JHgRnA.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Estado de Graça

Estou em de um modo que eu classifico como estado de graça. Afinal, descobri que as pessoas são descartáveis, sim, li isso em 2009 no blog não meu irmão Caju e só agora que a porcaria da ficha caiu. Talvez dentre os meus poucos leitores, alguém se interpele “por que são as pessoas descartáveis”, ou “qual o motivo pelo qual ele escreveu isso?” A reposta por deveras simplória, são as masmorras do vício, sempre revestidas de hediondez e leviandade e em que nada acrescentam a nada e tão pouco a alguém.

Sendo assim, quando pomos de lado o escudo, quando baixamos as máscaras, abrimos o véu, finalmente damos margem a quem realmente prova seu valor; o mundo gira, nada como um dia após o outro, estas são as verdadeiras vicissitudes da nossa vida.

Vicissitudes estas que nos mostram que sempre se pode caminhar para frente, e assim sendo, nada melhor que se libertar dos laços dos vermes vis e cair nos braços do redentor. Só para constar, um velho adágio: “os canalhas envelhecem e os vermes também procriam”, creio que isso está colaborando e em muito para o meu estado de graça. Pois, creio que não há nada de mais gratificante em ver os tolos caírem na mais profunda desgraça quando conduzidos pela cegueira da própria ignorância... Sobretudo quando foi devidamente admoestado não só por mim sobre seu tragicômico fim.

Mas voltando à graça que me alça aos Campos Elísios, como foi bom poder sentir novamente o doce néctar da liberdade mais uma vez, depois de tantos anos. Confesso que espero um bis e muito mais daqueles olhos azuis. Saberei mais alguma coisa hoje após o poente.

Nª.Sª.D., 10 de dezembro de 2011.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Avaliação Crítica – EMA

Avaliar a si mesmo sempre foi um grande problema para qualquer pessoa, afinal, elogio em boca própria nada mais é que um vitupério próprio dos tolos. Pensamos que não se trata bem disso, uma vez que, não há uma só pessoa que passe pelo Escritório Modelo de Advocacia de qualquer faculdade, sem aprender algo extraordinário com a prática jurídica tão protelada ao longo do curso, ou que não se sensibilize com os casos que nos são apresentados semanalmente. De certo modo, compartilhamos as dores de nossos clientes, tentamos viver as suas tristes vidas, e por vezes acumulamos juntamente com a função de advogado para o auxilio nos meios legais, o papel de sacerdote para a alma angustiada e psicólogo para acalmar e oferecer conforto.

Conforto este que é oferecido a pessoas humildes, cada uma com sua história, temos desde problemas trabalhistas, passando por inventários e a dor da perda, e chegando finalmente na mãe aflita por si e, sobretudo, seu filho e os pedidos de alimentos no delicado momento em que ela se vê sozinha no mundo.

Com o passar do semestre, aos poucos começamos a entender e nos habituar com a rotina do EMA, bem como a rotina de um advogado, ou seja, problemas dos clientes, petições a serem redigidas, pesquisar a serem feitas, audiências a serem marcadas e assistidas. Confessamos que essa é uma rotina puxada, e por muitas vezes entediante, porém, no fim das contas notamos que é gratificante. Gratificante, pois não interpretamos a lei de forma puramente seca, mas sim pensando e analisando através de um prisma social, uma vez que o direito é uma ciência social e por conseqüência deve ser humanista.

Acreditamos que o EMA tem desempenhado um papel de escola no sentido aristotélico do termo, pois ali tem sido um ambiente onde aprendemos de tudo um pouco, como tolerância, companheirismo e uma nova visão do mundo jurídico bem como o mundo humano como um todo. Com o passar do tempo, aprendemos também que devemos mudar o nosso tolo pensamento de que todo cliente é um problema, um chato que vem roubar-nos a paz e a tranqüilidade, aprendemos que devemos em nosso papel de futuros operadores jurídicos, contribuir cada um com sua parcela para um mundo mais justo e até menos beligerante.

Por fim, e não por isso menos importante, devemos agradecer a oportunidade que só se faz possível através de nossos pais, e nossos professores, em especial a nossa orientadora, Profª Emiko Liz Pessoa Ferreira que com sua paciência e carisma nos cativou para desempenharmos essa nobre profissão.

Deixemos então o esplim, descruzemos os nossos braços e lutemos por uma sociedade mais justa, isso é o direito, isso é ser advogado.

N.S.D., 25 de novembro de 2.011.

sábado, 19 de novembro de 2011

Provas de todas as naturezas

Hoje resolvi tentar compreender o destino, ou melhor, as coincidências que a vida nos traz. Nos dias 16 e 17 do corrente mês resolvi de modo muito prático e célere chutar literalmente o pau da barraca, afinal, até onde alguém vale à pena? Como uma amiga me convidou para ir até as fortalezas de barco, nada melhor que fazer algumas analogias com a nobre arte naval. Depois que eu embarquei em um escaler imundo, furado e com um rudimentar maquinário a vapor resolvi mudar um pouco os ares e deixar esse barquinho de “estivador” que consumia muitas “pedras” de carvão, e partir para algo mais moderno, no mínino um iate que há algum tempo tem me chamado a atenção.

No dia 18, sexta-feira, fui como sempre para o escritório modelo da faculdade para o atendimento ao público, sim, fazemos a caridade, mas com o chapéu da instituição que leva a fama de instituição cidadã... Chegando lá com uma lancinante enxaqueca e louco para dilacerar uma jugular como pescoço de galinha em dia de molho pardo, me vem a minha orientadora e pede para corrigir algumas provas da graduação. Acho divertido, porém, mesmo com dor de cabeça era melhor que ouvir as mesmas histórias de sempre no atendimento. Aceitei, afinal, não custa ajudar a minha orientadora, pela qual nutro muita estima e prece.

Com quarenta e sete avaliações a serem corrigidas, lá fui eu para minha mesa, munido com uma caneta vermelha, impávido para distribuir algumas notas, até umas vermelhas se fosse o caso, afinal, gabarito é gabarito. E a orientadora diz: “não seja cruel!”. E eu disse: “e essa prova aqui, ele rasurou, mas acertou e a nota dele não vai ser boa, considero a questão como certa (mesmo querendo considerar, as provas não eram minhas)”? Ela afirmou que sim, que eu poderia considerar, e assim fui, corrigindo prova a prova. Lá pelas tantas, resolvi ler o conteúdo da avaliação. Era uma prova de civil da sexta fase, coisa pela qual já passei faz um ano mais ou menos, depois de um tempo, reparei que a prova tivera sido aplicada naquela manhã, até então tudo normal. Até o momento em que me deparei com uma avaliação em específico, uma cujo nome fora escrito com letras de forma, de modo que não havia de se duvidar da identidade de quem a fez, ao contrário de outras que mais pareciam cartas de Chico Xavier. Para essas últimas, recorri ao meu copo de café que eu havia conseguido na copa, dava sempre uma espiada na borra do café pra ter uma luz quanto ao nome na prova.

A prova diante dos meus olhos e pronta para um canetaço de 7,5 era da lavra da segunda “embarcação”, a qual, no início desta crônica eu rotulei como um iate mais moderno. A grande questão é que como eu disse, nos dias 16 e 17 eu havia me interpelado até onde esse passeio marítimo pudesse ser interessante e válido; e eu havia constatado que seria muito interessante ampliar os horizontes e buscar novos mares. Porém, dia 18 lá estava ela, a bendita prova! Seria apenas uma infeliz (ou feliz) coincidência? Confesso que fiquei e ainda estou muito confuso com isso tudo. Será que ainda merece uma primeira chance? Sim, pois depois das pedras de carvão, quero deixar as navegações para quem realmente queria se arriscar demais nos mares.

Todo esse papo naval e marítimo me lembrou uma canção do Pe. Zezinho: “... junto a Ti, buscarei outro mar”. E essa prova, viria a provar alguma coisa? Viria a mudar meu pensamento?

N.D.E., 19 de Nov. de 2011.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Pensamento do Dia

Aquele que de nós nasceu com o talento de General não é permitido que seja apenas em sargento.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Ampulheta

Há sempre quem acrescenta, e sempre há e haverá quem apenas subtrai. Parece até uma máxima, não? Muito embora soe como um bordão, essa frase é de minha lavra, afinal eu ainda penso. Comodismo não pode ser a base de nada, a não ser do próprio comodismo. Em nome deste se tem feito verdadeiras atrocidades e burrices desmedidas. E o lamentável desta situação é que podemos usar um outro bordão, bem oportuno aqui:quem ama, cuida”. Creio que é absolutamente incompatível o “cuidar” e amar” se você sufoca e não deixa a pessoa “amada” trabalhar e estudar.

E diante do fracasso latu sensu – lalu talvez de latindo mesmo, gritando – o amor sempre acaba na geladeira vazia. Pessoas deslumbradas e sonhadoras têm esse problema: o amor basta... até a fatídica briga oriunda de uma situação inevitável que se originou lá no início de uma vida profissional medíocre. Quem ama como o “amor de moela – eu amo ela, eu amo ela, eu a‘moela’” não acrescenta nada, muito pelo contrário, suga tudo o que pode como um parasita imundo que destrói completamente o hospedeiro.

Então, não vejo como um relacionamento cômodo e parasitário pode ser benéfico. Muito pelo contrário, é um fardo para ambos que se deixar levar por essa tolice. E outra coisa que me intriga, como se pode viver com alguém que vive em função de outra pessoa? Sim, pois uma das partes não tem vida própria, vive em função da outra (como parasita); o que acontece quando o ser intruso põe termo ao hospedeiro? No caso dos “humanos”, o parasita descarta o hospedeiro como um lenço pustulento. E para as chagas decorrentes desta lancinante dor não há bálsamos nem ungüentos que reparem o mal que foi impiedosamente desfraldado outrora.

Meu pai, no auge de sua maturidade nos traz um pensamento cristalino: “só é usado quem se permite”. É isso que o uso demasiado de máscaras pode fazer com o indivíduo que não assume sua verdadeira condição de ser pensante, estudioso e trabalhador. A vida é deveras efêmera, a juventude é breve e a beleza se esvai como os grãos de areia em uma ampulheta.


N.S.D., 17 de agosto de 2011.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

As Voltas da Vida

Veja só, como são engraçadas as pessoas, elas simplesmente somem de nossas vidas, e do nada ressurgem como a fênix... E o quanto isso me fez alegre. Ontem, o dia começou cinza, e só haviam palavras mordazes, mas com uma boa conversa com muitos risos, com Natasha e o Pau do Índio, este último traficado pelo frater Joannem Petrus, um pianinho, uns narguiles e um filme para fechar com chave de ouro uma noite coroada de alegrias para todos. Quase um final feliz, não para todos, claro, afinal há sempre quem fique em casa se mordendo em uma síncope lancinante. Ah! Recadinhos, patético.

Enfim, voltando... Ontem pude ver um pouco mais por debaixo dos véus e conhecer um pouco mais de uma criatura até então insondável. Já sei, vai ter quem pense merda, errr, mas não vou me estressar não. Eles não valem a pena, afinal, nem amigos eles possuem.

Bem sei como a sociedade, o mundo e tudo mais pode fustigar uma alma e torná-la muito diferente do que ela sempre foi; como eu sempre disse, somos muito diferentes, e ao mesmo tempo totalmente idênticos. Por vezes até no pensar... Nós mesmos mudamos com os acontecimentos dos últimos anos.

Viu como não dói, e não custa nada? E ainda é muito bom, tranqüilo e o melhor de tudo é saudável por que não existem todos aqueles excessos. Desnecessário dizer o que quanto mais fores moderado mais aproveitarás.

Por fim, agradecer ao amigo desaparecido por ter se lembrado de mim. E para terminar, uma coisa que parece tola, mas creio que para nós não é: eu tenho muito o que aprender com você, e você têm muito o que aprender comigo. Você ensinou-me o que é pedir desculpas, e eu ensinei-lhe um pouco de moderação alla in media virtus est!

Nós assim vamos longe, e com jäger! Kkk.

Ósculos e amplexos fraternais,

Tio Deco

N.S.D., 25 de Julho de 2011.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

A Fervenças da Carne

Já escrevi sobre muitas coisas, mas não me recordo de já ter escrito algo que por muitas vezes anda de mãos dadas com o relacionamento amoroso entre as pessoas: a infidelidade. Quem sou/somos eu/nós para julgar? Bem, esta é uma pergunta retórica, embora para muitos eu tenha que desenhar . Mas voltando, mesmo não podendo e nem devendo julgar, isso não me impede de discorrer sobre este tema tão divertido por vezes, trágico sempre, e um tanto quanto perigoso. Esse mesmo tema aborda um outro tema, muito mais abrangente, e do qual deleito-me em minhas lucubrações noturnas: a ética.


Este ato totalmente despido de sentimentos , impudicado baseado e revestido em hediondez humana é lamentavelmente tão antigo quanto ela própria. Seguir o nono mandamento do decálogo (e olha que o próximo não estava tão próximo assim) tem se mostrado uma tarefa hercúlea ao longo de séculos , e desde a antigüidade o tema têm sido levado ao esgotamento. Se no período medieval e renascentista o amor (que é uma das três virtudes teologais – Amor ou Charitas) foi tratado como uma patologia, o que dizer então das fervenças da carne?

Exorto-o para que cortes do seu convívio esta jaca podre, e sempre reflita sobre o fruto da árvore envenenada.

Este é um doa grandes ardis do “demônio”, seduzir muitos com o simples intento causar-lhes dor e sofrimento, e é claro, obter alguns benefícios mundanos. Assim sendo, não entendo como abres tuas portas para isso.


Em local por mim ignorado, 24 de junho de 2011.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Um fato em foto

Uma nistura do aniversário do Marcelo com o meu no dias 3, 4 e 5.

Na foto em sentido horário: Deco, Gabi, Neno e Splip.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

O que mais devia ter feito por ti e não o fiz?

Nesta fria noite me deparei com a seguinte frase: “O mais importante na vida - e acima de qualquer problema que tenhamos - é poder compartilhar uma alegria com aqueles que mais gostamos!” Então vou expor a você, meu caro leitor, a seguinte situação hipotética: seu afilhado é aprovado numa prova da mesma magnitude da prova de medicina da UFSC, e não fala nada para você, logo você é importante para ele?

Alegar falta de tempo em nossos dias, com tanta tecnologia é inaceitável, pois, com apenas um mísero minuto e a paupérrima quantia de cinqüenta centavos pode-se enviar um torpedo via celular e assim dividir um pouco as suas alegrias. Tão simples como um tolo cálculo de adição no primário. Durante o Popule Meus entoado na Paixão há um trecho que devo transcrever: “o que mais devia ter feito por ti e não o fiz, responde-me”.

A vida nos ensina a não esperar muito das pessoas que amamos. O grande dramaturgo inglês Shakespeare nos lembra “E aprende que não importa o quanto você se importe,
algumas pessoas simplesmente não se importam…
E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa,
ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso.

Ele mesmo nos adverte: “Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer
mesmo a longas distâncias... Aprende que não temos que mudar de amigos
se compreendemos que os amigos mudam,
percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa,
ou nada, e terem bons momentos juntos.”

O tempo é um personagem implacável, responsável por apagar tudo. Não sei o que por ventura ele possa ter apagado. Para mim, ele não apagou nada, mas só podemos falar por nós mesmos, jamais pelos outros.

N.S.D., 02 de Junho de 2011.


terça-feira, 31 de maio de 2011

Fondue e Rave

Na sexta-feira finalmente saiu o famigerado fondue. É engraçado quando nos reunimos para preparar algo para o jantar, porém por mais divertido que sejam os outros encontros, essas promiscuidades gastronômicas são de veras especiais. Lamentavelmente, que por uma série de fatores, tais encontros não podem ser tão freqüentes quanto nós gostaríamos. Com uma boa conversa, fomos lentamente revirando a panelinha e rindo muito, e se a minha memória não está me pregando peças, eis os presentes: Deco, Doug, Neno, Fê, Lu, Bruno PT (que não é petista), Marcelo, Gabi, Slip... Só faltou a Lady Laura Regina! Phoda né loira...

Já no outro dia, entramos um pouco no tema “festa junina”, pois resolvemos fazer cachorro-quente. Como uma ou outra alteração o grupo de sábado era igual ao de sexta-feira. O curioso desse grupo é que ele não para de crescer, sempre tem mais um chegando. Mas os melhores relatos seriam sobres às conversas da noite, que por vezes ocorrem no escritório, na sala, e no mais das vezes na cozinha mesmo. Nesses locais ouvimos das piadas copiosas e cômicas, ao choro sem par e medida oriundo de um relacionamento que findou. Voltando as piadinhas, bem, essas vão das clássicas (e por vezes chatas) até as mais específicas, tão específicas que são compreendidas apenas pelo grupo, ou menos, um bom exemplo disso é uma piada para três pessoas, Deco, Neno e Laura: Onde está meu vick?

No sábado também tivemos uma pequena rave graças ao nosso amigo Bruno PT, que trouxe-nos uma “pequena” caixa de som, pc, mesa de som, máquina de fumaça, luzes e strobo. Mesmo sem gostar muito do som “baixo”, mesmo assim foi incrível. Só depois que o Bruno PT se foi, que a conversa voltou.

Por isso identifiquei-me com esse grupo, ou seria eles comigo? Kkk. Não sei. Só sei que gosto muito deles, afinal, não são de baladas, e sim de um bom papo em casa com um jägermeister né Neno... wo ist mein bitter?

N.S.D., 30 de maio de 2.011.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Ninguém muda ninguém

Ninguém muda ninguém; ninguém muda sozinho; nós mudamos nos encontros. Simples, mas profundo, preciso. É nos relacionamentos que nos transformamos.

Somos transformados a partir dos encontros, desde que estejamos abertos e livres para sermos impactados pela idéia e sentimento do outro. Você já viu a diferença que há entre as pedras que estão na nascente de um rio, e as pedras que estão em sua foz? As pedras na nascente são toscas, pontiagudas, cheias de arestas.

À medida que elas vão sendo carregadas pelo rio sofrendo a ação da água e se atritando com as outras pedras, ao longo de muitos anos, elas vão sendo polidas, desbastadas. Assim também agem nossos contactos humanos. Sem eles, a vida seria monótona, árida.


A observação mais importante é constatar que não existem sentimentos, bons ou ruins, sem a existência do outro, sem o seu contacto. Passar pela vida sem se permitir um relacionamento próximo com o outro, é não crescer, não evoluir, não se transformar. É começar e terminar a existência com uma forma tosca, pontiaguda, amorfa.


Quando olho para trás, vejo que hoje carrego em meu ser várias marcas de pessoas extremamente importantes. Pessoas que, no contacto com elas, me permitiram ir dando forma ao que sou, eliminando arestas, transformando-me em alguém melhor, mais suave, mais harmônico, mais integrado.

Outras, sem dúvidas, com suas ações e palavras me criaram novas arestas, que precisaram ser desbastadas. Faz parte... Ninguém muda ninguém; ninguém muda sozinho; nós mudamos nos encontros. Simples, mas profundo, preciso. É nos relacionamentos que nos transformamos.


Somos transformados a partir dos encontros, desde que estejamos abertos e livres para sermos impactados pela idéia e sentimento do outro. Você já viu a diferença que há entre as pedras que estão na nascente de um rio, e as pedras que estão em sua foz? As pedras na nascente são toscas, pontiagudas, cheias de arestas. À medida que elas vão sendo carregadas pelo rio sofrendo a ação da água e se atritando com as outras pedras, ao longo de muitos anos, elas vão sendo polidas, desbastadas. Assim também agem nossos contactos humanos. Sem eles, a vida seria monótona, árida.


A observação mais importante é constatar que não existem sentimentos, bons ou ruins, sem a existência do outro, sem o seu contacto. Passar pela vida sem se permitir um relacionamento próximo com o outro, é não crescer, não evoluir, não se transformar. É começar e terminar a existência com uma forma tosca, pontiaguda, amorfa.


Quando olho para trás, vejo que hoje carrego em meu ser várias marcas de pessoas extremamente importantes. Pessoas que, no contacto com elas, me permitiram ir dando forma ao que sou, eliminando arestas, transformando-me em alguém melhor, mais suave, mais harmônico, mais integrado.

Outras, sem dúvidas, com suas ações e palavras me criaram novas arestas, que precisaram ser desbastadas. Faz parte...

Reveses momentâneos servem para o crescimento. A isso chamamos experiência. Penso que existe algo mais profundo, ainda nessa análise.

Começamos a jornada da vida como grandes pedras, cheia de excessos. Os seres de grande valor percebem que ao final da vida, foram perdendo todos os excessos que formavam suas arestas, se aproximando cada vez mais de sua essência, e ficando cada vez menores, menores, menores...

Quando finalmente aceitamos que somos pequenos, ínfimos, dada à compreensão da existência e importância do outro, é que finalmente nos tornamos grandes em valor. Reveses momentâneos servem para o crescimento. A isso chamamos experiência. Penso que existe algo mais profundo, ainda nessa análise. Começamos a jornada da vida como grandes pedras, cheia de excessos. Os seres de grande valor percebem que ao final da vida, foram perdendo todos os excessos que formavam suas arestas, se aproximando cada vez mais de sua essência, e ficando cada vez menores, menores, menores...

Quando finalmente aceitamos que somos pequenos, ínfimos, dada à compreensão da existência e importância do outro, é que finalmente nos tornamos grandes em valor.

Autor desconhecido

sexta-feira, 13 de maio de 2011

E alguém aprendeu a lição

Ao que parece sim, afinal, sempre encontramos aquele que faz às vezes de Cristo e carrega a cruz, e por vezes até a do próximo para dar uma mãozinha.

Porém, neste caso, nosso amigo JC não tinha um Simão Cirineu para lhe ajudar... E semana passada, Cirineu conversou com Jesus no Cachorro do Afonso, e sentou-lhe a lenha, pois amigo que se presa, divide o peso da cruz. A buta que bariu! Deixe, uma hora ele vai refletir sobre o tema, e quem sabe mudar de opinião.

Pensou, a coisa apertou, e ele soube nesse momento o que é ter Amigo-Irmão e com ele dividir as angústias , aflições e o lenho da cruz.. . Já não era sem tempo... srsrsr.

Ah, para o Jesus (que é avaiano) dessa historieta, em verdade vos digo, o trecho das Sag. Escrituras que lhe deu conforto e luz é da epistolo de SÃO PAULO, então chega de chacota! Kkk.

Falando sério, conte sempre comigo.


N.S.D. 13 de maio de 2011.

sábado, 7 de maio de 2011

Mais uma...

Tanto para escrever, e pouca memória para armazenar todos os fatos ocorridos num determinado período. Acho que vou começar a sair com um bloco de notas, afinal, ando ouvindo tantas tirinhas hilárias, a ponto de chorar de tanto rir.

Confesso que ainda estou confuso com os fatos, mas pelo que recordo, na sexta-feira dia 06/05 fomos a uma festa da agronomia, num dos campi da UFSC. Resolvido os problemas das pulseirinhas (nada como ter amigos, não é mesmo guris? kkk), entramos e lá no meio daquela selva, havia uma banda que tocava umas músicas que não sei por que me recordavam reggae e Bob Marley (Ao menos não tinha aquela marofa tão característica) e lá ficamos um bom tempo.

Não sei por que, mas acabou cedo, camba para a Lagoa, abastece a caixa, e para onde para onde? Trapiche! Tem, fotos, mas, o Fê ainda não mandou J srsrsr...

Isso que eu chamo de Via Sacra numa noite, de lugar em lugar vamos procurando um cantinho apropriado para nos reunir e rir um pouco.

N.S.D. 07 de Maio de 2011.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Mais Skavurska

Não consegui escrever sobre o Luau do dia 30/04 na Barra da Lagoa e o Trio Skavurska já se juntou e saiu novamente. Pois bem, seguindo a cronologia dos fatos, inicio com os do Luau. Sempre após a meia-noite, o Trio sai do centro para algum lugar, desta vez um luau na Barra, confesso que me perguntei ao chegar à praia: “Onde está a fogueira? E o violão?” Eu não encontrei uma coisa, tão pouco a outra. Encontrei algumas caixas que guardavam com toda a segurança possível o Precioso Líquido, este deve ser bem cuidado mesmo. Já pensou se vira ele na areia? Le fin du temps! Aí, só nos resta taxidermizar o infeliz que fez isso ainda vivo...

Lá pelas tantas o Nemo colocou seu carro na areia e o som foi rolando, e as caixas sendo esvaziadas... Entre um narguile e outro, o papo ia rolando hora com um, hora com outro, com o Nemo, com o Doug, com o Fê e mais uma penca que eu na lembro (afinal éramos em 15 pessoas). Por problemas pessoais, eu passei boa parte do tempo coma cabeça em outro local, imersa em meus problemas, assim sendo cheguei cedo em casa. Porém, mesmo saindo cedo do luau, certas conversas, cenas e piadas merecem seu lugar nestas poucas linhas.

Uma conversa que deve ser registrada aqui foi quando o Doug veio fumar um narguile... Ele me contou o comentário de uma amiga dele em relação a mim. Como o comentário foi deselegante, e ele não pestanejou e vociferou a sua interlocutora: “Ele é meu amigo, e se você não o respeita, você também não me respeita”. Confesso que não me recordo da lata da guria, tão pouco falei com ela, e muito menos perderei meu tempo. Quanto ao interlocutor, acho que ele ganhou um amigo para sempre. Outros dois fatos dignos de nota foram com o Fê. O primeiro deles foram as brincadeiras dele com uma cadela na praia (quadrúpede hein), ele arranjou um galho (só não tinha para a fogueira kkk) e o arremessava a distância, e ela mais educada que muitos, o buscava sempre. O segundo fato-hilário da noite foi “um tango no inferno” do Fê com o Nemo na praia. Indubitavelmente a coisa mais engraçada da noite. Fê valeu amigo, você me fez esquecer muitos problemas nesse dia.

Isso resume o Luau, porém ainda falta a noite de quinta-feira. Ontem passei no Doug e no Fê após um compromisso, depois de um narguile e um pouco de conversa jogada fora resolvemos ir até a beira mar, afinal, ao menos o prefeito conseguiu revitalizar um pouco a Av. Beira Mar. Depois do caso do famigerado Pinheirinho de Natal era o mínino a ser feito. Sob um gazebo desfrutamos dos ares da Arábia Saudita e é claro, poucas latinhas (afinal, era quinta-feira). Assim nesse clima agradável, a conversa estendeu-se por horas a fio, sem que ninguém sentisse o peso das horas da madrugada. Lá pelas tantas nem sei quem tirou do porta-malas uma bola; como eu não sei jogar esse tipo de coisa, fiquei sentado num dos bancos do gazebo assistindo. Eu deveria ter previsto no que isso poderia dar e cantado “Eu falei que isso ia dar merda”. E deu. A bola do Fê foi ofertada à Iemanjá dali mesmo. Ele correu até um pequeno píer, ia até mergulhar, mas devido ao frio acabou não fazendo. Tentamos então um escaler que havia ali, porém este estava preso... Pois é, tchau Bolinha...

Para a nossa sorte, o Japa chegou, e nem sei como ele nos encontrou, só sei que ele estava num outro plano, em muito diferente do nosso. Do mesmo do, não sei o porquê levei uma dentada do Fê... Acho que ele pesou ser o Ferdinand Cullen pra sair mordendo assim sem mais nem menos. E eu vou fazer corpo de delito, está roxo!

Quando puxei o relógio da algibeira constatei que já eram três da madrugada... Hora de ir.

Depois dessas experiências tão divertidas, desgastantes e antropofágicas, só me resta perguntar: “alguém tem aí um quartinho de lexotan pô?”

N.S.D., 06 de maio de 2011.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Frohe Ostern

Acordei tarde no Domingo da Ressurreição, deve ter sido o vinho, só pode. Depois de uns oito anos, ao despertar olhei para o lado e O vi. Mas segundo as Sagradas Escrituras Ele após sair andando do sepulcro de Arimatéia passou pouco tempo aqui nesse mundo, e logo se foi.

Sempre foi assim. Parece que a salvação plena e a glória do paraíso vai vir à prestação ao longo da vida.

Na missa catamos o salmo 117: “A mão direita do Senhor fez maravilhas, o mão direita do Senhor me levantou”.

N.D.S. 25 de abril de 2011.

domingo, 24 de abril de 2011

Sabbato Sancto

Neste Sábado santo, não malhei o Judas, acho que ele merece uma folga, afinal, até ele é filho de Deus. Foi um dia muito tranqüilo, reservado a meditação. Durante o dia a Elsa fez-me companhia, e ao anoitecer fui à Santa Missa, afinal, além de ser um dia Santo, é quando cantamos o Gloria da Missa Kaiser Jubiläumsmesse Op. 105, de Joseph Gruber. Durante o Sábado Santo o Gloria é cantado em coro misto, com órgão e com o dobrar de sinos cum jubilo. Neste mesmo dia é feita a Profissão de Fé ou Renovação das Promessas do batismo, constantes no Ritual de Exorcismos e Outras Súplicas.

Renunciei ao pecado para viver na liberdade dos filhos de Deus, renunciei ao demônio como princípio do pecado, as todas as suas obras, a todas as suas seduções, a tudo que pode nos desunir como irmãos e irmãs.

Durante essa pompa litúrgica do Gloria e toda essa profissão de Fé, meu telefone tocou (sorte que ele vive no silencioso), era meu amigo-irmão Diego (que veio me trazer uma proposta para sairmos). Como sua mãe havia sofrido um pouco com um mal-estar resolvi atender. Mas, não são apenas as más notícias que chegam rápido, durante a breve e inaudível ligação (devido ao órgão do coro e os sinos, eu o atendi na torre), consegui combinar que faríamos algo. Nesses momentos, não é o demônio, mas sim Deus, que deseja que intervimos e auxiliamos os amigos que necessitam de uma palavra de conforto.

Na verdade eu não tinha a menor idéia do que poderíamos fazer, porém o mais acertado foi ficar em casa, pedir uma pizza e tomar um vinho, ao menos essa foi a única opção que agradou a mim, ao Diego e a Elsa. Claro que a ocasião pedia um filme, então falei com os meninos da locadora e trouxe um filme que eu particularmente já tinha visto, porém muito divertido: A Proposta (fica aqui a dica rsrsrs).

O que mais posso dizer? Abra os olhos, siga em frente e lembre-se que estamos sempre aqui.

N.S.D., 23 de Abril de 2011.

sábado, 23 de abril de 2011

Relatos de uma Sexta-feira Santa

Como é tradição em minha casa, na Sexta-feira Santa convido sempre alguns amigos para o almoço. Neste ano fizeram-se presentes Elsa Nuñes, Caio Fabrício, Diego Martins, e posteriormente Raquel Martins. Confesso que para uma Sexta Santa, o almoço foi muito farto e muito aminado, mas, não há mal em confraternizar com os que amamos.

No cardápio, peixe como manda os antigos costumes, porém um toque há mais: salmão na manteiga negra, especialidade de Doña Elsa e bacalhau a Deco e Caio... srsrsr. Para beber, vinhos brancos e frisantes. São em momentos assim que podemos conversar com um pouco de decência, sem as futilidades e tolices do dia a dia, afinal, são pessoas que acrescentam sempre. Ora, quem gosta de uma conversa vazia? Creio que ninguém.

Após os cânticos próprios da Liturgia do Dia muito bem tocados pelo Caio, fomos à procissão, sempre o grupinho, André, Raquel e Caio, e neste ano com uma novidade, meu amigo Diego foi a Procissão do Senhor Morto. Confesso que foi uma gratíssima surpresa, porém como minha irmã Raquel é a Verônica, eu devo acompanhá-la a frente do esquife de N.S. Jesus Cristo, não pude fazer companhia ao nobre amigo, então fica aqui o meu pedido de desculpas por não poder lhe fazer companhia.

Minha irmã, como sempre, foi perfeita na sua interpretação no Cântico de Verônica, algo que orgulharia nosso amigo Nivaldo Goulart, que acredito piamente que nos fez companhia nos passos da procissão. Lembro também que eu disse ao Diego que a banda toca vários dobrados, e em especial Marchas Fúnebres. E acompanhando o Senhor rumo ao sepulcro, temos nesse tempo a visão de nossa vida diante de nós, em muito semelhante a aquela história de quem o filme de nossa vida passa para nós quando partimos. No fim da procissão, ele me confirmou isso. Amigo, espero que esta experiência tenha sido de grande valia para você!

Devo relatar aqui um fato curioso, algumas pessoas perceberam que eu rezava o terço durante o caminho, porém como músico, a banda mexe muito comigo (e eu gosto muito dessas músicas) então não consigo me concentrar para rezar, logo só há uma saída: o latim.

Como soprano e historiadora, a Raquel conhece bem os textos latinos, assim tive companhia para minhas orações diárias, feitas de uma forma hoje incomum. Mas o Bom e Eterno Deus aceita todo clamor, e em qualquer língua, desde que ele venha do coração.

Para terminar, a Raquel e o Caio foram ao Barzinho do Salvador, e eu com a Elsa fui no Guacamole para a despedida da minha querida amiga Ana Luisa. Estava tão bom quanto o Barzinho do Salvador de todos os anos, mas faltou uma coisa, o amigo Diego. Ano que vêm, na Sexta-santa se o Bom Deus permitir estaremos todos juntos para celebramos a Paixão do Senhor e o amor incondicional Dele para conosco e nosso para com os outros!

N.S.D., 22 de Abril de 2011 do Ano de NSJC.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Uma Comunidade...

Vagando pelo velho Orkut, encontrei uma comunidade, e resumindo seu nome e sua descrição, resultou em algo no mínimo curioso:

"E sou fluente em 3 idiomas: português, Sarcasmo e Palavrões. Só é lamentável que eu não possa colocar essa porra no meu currículo. ;)"

Sinais dos tempos! kkkk

domingo, 10 de abril de 2011

Трио Skavurska - Trio Skavurska

Depois de ter sido arrastado para a mais profunda perdição pelos meus dois novos amigos, Fê e Doug, houve o Stammtisch, que mesmo sendo algo muito bom, acaba com qualquer cristão.

Meus zelosos amigos, incansáveis no que diz respeito à diversão não me pouparam – ainda bem! Kkk. Quando eles puderam ver o estrago causado pela stammtisch logo soltaram “tas com uma cara destruída.” E eu estava mesmo. Na mesma hora um deles: “vamos sair?”

Bem, mesmo mortificado, fui, e não me arrependi. Ainda mais quando eu posso rir das piadas feitas, e quem paga o pato , ou o galinho, é o pobre Chicken Little que está se valendo de uma tipóia por conta de um tendão problemático. Mas, penso eu que, não há um bom submarino não resolva...srsrsr.


O melhor de tudo, é poder conversar com mentes pensantes, é debater interagir. Isso não tem preço meus amigos. Quando não falamos de futebol, falamos de política, regimes, religião, que foi a último tema, e digo que temos que continuar essa prosa.

Caríssimos Companheiros, muitíssimo obrigado, e até a próxima!

N.S.D. 09 de Abril de 2011.


*Na foto: Um alvinegro e dois avaianos! kkk.

Stammtisch 2011

Como tradição de todos os anos, em abril, a Associação Cultural Deutsche Welt realizou uma extraordinária edição do tradicional Stammtisch na Rua Pe. Reus (Róis...rsrssr).

As confrarias e grupos folclóricos trataram de animar a festa juntamente com uma banda típica. Enquanto o velho bandoneon nos inebriava com os sons dos séculos passados, Frau Raquel tratou de nos encantar com sua bela voz e com seus deliciosos strudells.

Desta vez convidei alguns amigos como o Marcondes e Edson... E adoraram a Stammtisch, na verdade todos que vão, se encantam. Acaso ou não, encontrei lá alguns amigos que eu não esperava ver lá, como o Yader; foi realmente uma grata surpresa vê-lo.

Esta Stammtisch é muito peculiar pela forma lúdica que as brincadeiras ocorrem, sempre muito alegres, espontâneas e sadias. O clima é tão calmo que os pais levam seus filhos pequenos para a festa, como foi o caso do mano Edson que levou o Fernandinho que se deliciou com uma apfeltorten.

Abaixo uma foto para marcar o post.

No mais, teremos a 12ª Deutsches Fest (Jantar típico com baile) no dia 21 de maio no Clube Paula ramos.

Stammtisch über alles! Ein Prosit!

Algumas fotos: https://picasaweb.google.com/decoafc/Stammtisch#

domingo, 3 de abril de 2011

Skavurskadas

Pronto Fernando, conforme o prometido, mas ainda está muito cru. Logo eu arrumo.

----------

Há um certo tempo venho ampliando os horizontes, e no inicio deste ano conheci dois novos amigos, Douglas e Fernando. Na verdade não foram só eles, mas sim uma grande gama de pessoas, todas ímpares. E põe impares nisso... rsrs

No sábado de carnaval houve uma pequena narguilada, porém por motivos alheios a minha vontade, não pude ir no baiacu de sei lá quem (confesso que não me recordo do nome do bloco de St. Antônio). Mas o mundo dá sempre suas voltas, e assim sendo sempre temos uma reviravolta. Nada como um dia após o outro.

Dia 1º de abril do corrente meus novos amigos convidaram-me para uma festa da MTM na UFSC. Munidos de um narguile de alguns bons líquidos, o novo trio seguiu para a Freguesia da SS. Trindade, e lá tive um verdadeiro abapurú; porém foi um deveras agradável. Presenciei um sem número de palhaçadas e todo tipo de piadas, e a cada nova piada ia chegando um novo amigo na roda e a coisa vai ficando cada vez melhor... estava tudo indo muito bem, mas quando me dei por conta já se fazia tarde (04h00min), e era hora de ir para casa. Assim lamentavelmente acabou o que era doce.

Como se toda aquela skavurskada não fosse o bastante, no dia 2 encontrei novamente a dupla dinâmica e me convidaram para a segunda skavurskada, desta vez no TCT ou TCC ou CQC, sei lá... kkk. Mesmo podre da noite anterior, não tive a capacidade de declinar do convite, afinal amigos e skavurska! Não se nega!

Dois dias seguidos, muito bom. Valeu mesmo. Desculpem garotos, mas, melhor ainda foi a cara de vocês hoje depois que eu sai da missa e soube o resultado do jogo do Figueirense x Avaí que tinha acabado a poucos instantes. C'est la vie.

Já sei que alguns leitores estão estranhando o fato de que este bamba caseiro estar saindo da toca e divertindo-se na rua com os amigos. E respondo que são sinais dos tempos, Nibiru se alguém assim preferir...

Mas o mais interessante é que é que este grupo ao que parece não para de crescer, e sempre com qualidade, o que é fundamental. Ontem conheci muitas pessoas, mas lamentavelmente a minha memória me prega algumas peças no que diz respeito a nomes, e assim sendo não consegui recordar o nome de todos, mas me recordo de cada palhaçada feita no campus. Palhaçadas tão divertidas que acabei registrando-as em algumas fotografias. Lamento meus caros, mas eu não as postarei aqui. Depois envio o link restrito aos interessados.

Realmente, vendo essas fotos, me deu vontade de marcar uma roda de narguiles.

Aos velhos e agora também aos novos amigos, aguardem...

N.S.D., 3 de abril de 2011.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Divagações sobre alguns Princípios

Passei alguns dias pensando em como contar um causo que presenciei no dia 13 de março do corrente. Não sei por onde começar, acreditem. Mas acho que posso falar dos instintos humanos, e estes são inerentes a todos, fazem parte de nós e ponto.

No chamado estado de necessidade vale tudo, lá não se aplicam as nossas leis, mas sim as leis do instinto e da sobrevivência. Logo para um famélico não é ilícito ou imoral e tantos outros “is”, matar uma avis rara e fazer a passarinho lá nos cafundós da Amazônia, tão pouco seria pecado beber água benta, desde que se buscasse a manutenção da vida.

Mas, os humanos são dotados da culpa, tão bem incutida nas mentes pela religião de modo geral, que mesmo sabendo que por vezes o direito nos assiste, temos culpa depois de fazer ou não algo (como o ritual penitencial: pensamentos e palavras, atos e omissões). Isso me lembra o título de um livro (aqui só o título importa): “moral e dogma”. Ainda bem que temos esses dois freios para impor limites as nossas paixões malsãs, sem eles, onde iríamos parar? Junto à choldra ignóbil e a vil escumalha. Sim, Rousseau estava quase que totalmente certo o ao dizer que o homem nasce bom, mas a sociedade o corrompe. O homem nasce vazio. E cabe aos seus genitores e educadores incutir-lhes valores éticos e morais.

Mas, você leitor deve estar se perguntando que num estado de necessidade não há ética, moral, dogmas e sei lá mais que porra... Mas há a carga desses ensinamentos que não pode ser separada de nós. Aconselho a ler o “Mito dos Exploradores de Cavernas”, pois você sabe que não deve fazer, mas se não fizer vai se estripar, no fim das contas, faz sobrevive e carrega a culpa, mesmo não sendo condenado em juízo

Então, se na necessidade, há aquela pilha de excludentes, (NE. Como parto do principio que nem todos possuem conhecimento sobre o estado de necessidade, favor ler os artigos 23 e 24 co Código Penal e leia o Fernando Capez, por exemplo), por que ficamos com o pejo do ato praticado? Além da culpa que os sem-número de credos nos incutem, temos já a carga educacional e moral que trazemos de casa (essa eu não parto do principio que todos tenham), da educação, da vida em sociedade, da moral, dos bons costumes, do caráter em da busca pela retidão.

Digo que Rousseau estava quase que totalmente certo por isso: pela carga moral que temos entranhada em nós, por menor que seja, um dia isso acaba vindo à tona. Não somos totalmente bons ou maus, apenas somos, nós mesmos.

N.S.D., 24 de março de 2011.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Paucis Cineres

Hoje recebi notícias de alguém que há muito não vejo, e prefiro que continue assim. Ao que me parece, são boas notícias, sei que isso é bom, mas pouco me importo se são boas ou más; só sei que é melhor receber uma notícia por terceiro do que por ore propriae. Curiosamente hoje na solene liturgia de cinzas, nosso administrador apostólico e Arcebispo Primaz do Brasil, Ðom Murilo em sua homilia falou do arrependimento – as cinzas na fronte são um sinal disto – e de algo intimamente ligado ao arrependimento: o perdão.

Sim, essas duas coisas devem ser algo uno. Ðom Murilo falou do perdão como ele é (para nós, como ele deve ser), ou seja, um ato consciente e deliberado; já a memória é um fato temporal que não esquecemos. Pois mesmo não querendo notícias de alguém, não querendo ver este alguém, lembramos sempre do mal que nos foi feito. Mas quando conseguimos rezar por quem nos fez este mal, estamos na verdade perdoando, mesmo que jamais voltemos a ver esta pessoa.

Confesso que isso é um tanto quanto estranho para mim. Seria assim tão simples (e “fácil”) o ato de perdoar? Realmente, não faço a menor idéia...

O mais curioso, e acredite quem quiser: primeiro eu fui à missa de cinzas, e depois, por volta das 22 horas que eu recebi uma visita que me trouxe a tal notícia. Que vá em paz! Afinal, pela exegese bíblica, setenta vezes sete é sempre...

Nossa Senhora do Desterro, Quarta-feira de Cinzas de 2011.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Simulata?

A mágoa que sinto faz com que eu nem saiba bem por onde começar a história, ou parte dela que pretendo contar aqui. Mas, uma das pessoas que recordo agora é minha amiga Raquel Weiss, que sempre me diz: “nós sabemos como é ser filho único”. Com o passar dos anos, aprendemos a administrar a solidão do “filho único”, mas a vida não ensina como é estar sozinho num estádio de futebol lotado num dia de clássico. Sim, creio que eu deva começar assim, com a “solidão acompanhada”, afinal, ela é de longe a pior delas. Sobretudo, quando Deus nos dá uma asa que parece quebrada e indiferente. Ainda bem que só parece, esses são os maus entendidos que temos que passar. Isso é excruciante... Mas mesmo assim, gostei, e vou escrever sobre o tema.

Muitos querem amigos nas horas difíceis, e por vezes isso acontece, mas, quando a situação um dia se inverte, o fiel amigo desaparece como fumaça numa lufada de vento. Pensei que a amizade era uma virtude rara, acreditei piamente que sendo ela uma virtude, “porque só as obras em que a virtude põe a mão, disse um grande orador, são imortais; por elas passa a morte desarmada, o templo lhe inclina reverentemente a fronte encanecida pelo gelo dos séculos, e a posteridade as recebe como herança que lhe pertence, porque a posteridade só aceita o que escapa à lima do tempo e o que resiste aos golpes da morte” 1. Acreditar que uma amizade pode sobreviver à morte é tão somente um ledo engano, um dos vários que cometemos ao longo de nossas existências terrenas.

A amizade interesseira não é amizade, não é virtude e morre assim, sem sequer um farfalhar qualquer. Por isso que as pessoas pensam como um misantropo, também pudera, gato escaldado tem medo de água fria. Repito: “a qualidade que mais se espera em um amigo é um ouvido acessível”. Estes três parágrafos em uma palavra: mágoa. Sorte que temos a capacidade de reconhecer erros, e acertar muitas coisas. Só um recado, cuidado com as piadas por e-mail.

Um TEF, TBF e NHA.


1- Pe. Almeida Martins

domingo, 23 de janeiro de 2011

A Arte de ser Prolixo

Caríssimos, encontrei este site (http://www.gun.com.br/eufalodificil/?cat=11) onde pude rir bastante com as expressões mais diversas, e uma mais prolixa que a outra. Vale a pena conferir.

Não é tolerado arrogar a si a autoridade de tornar pando o efeito da produção do humor líquido e límpido, segregado pelas glândulas lacrimais, acerca do líquido branco, fornecido pelas glândulas mamárias das fêmeas dos mamíferos, que foi prodigalizado.


(Não se deve chorar sobre o leite derramado).


Deveras interessante para um órgão sexual fálico masculino.

(Bom pra caralho).


No recinto em que reside o artesão o qual habilmente manipula ligas metálicas compostas principalmente de elemento ferroso, a ferramenta comprida e pontiaguda largamente utilizada em churrascos é, na verdade, composta de substância vegetal extraída das gimnospermas.

(Em casa de ferreiro, o espeto é de pau).


Herdeiro da Profissional Autônoma que Atua na Locação do Próprio Corpo por Tempo Determinadíssimo.

(Seu Filho da Puta!)


Uma relação sexual serve como exemplo para qualificar sua pessoa.

(Você é Foda).


Retornai à meretriz que vem a ser vossa genitora.

(Vai Pra Puta Que o Pariu).


Impulsionar a extremidade do membro inferior contra a região glútea de alguém.

(Dar um pé na bunda).


Derrubar, com a extremidade do membro inferior, o suporte sustentáculo de uma das unidades de acampamento.

(Chutar o pau da barraca).


Derrubar com intenções mortais.

(Cair matando).


Romper a face.

(Quebrar a cara).


Bucéfalo de oferendas não perquiris formação odôntica.

(Cavalo dado não se olha os dentes).


Sequer considerar a possibilidade de utilização de um longo pedaço de madeira.

(Nem a pau).


Aplicar a contravenção do Dr. João, deficiente físico de um dos membros superiores.

(Dar uma de João sem braço).


Deglutir o batráquio.

(Engolir o sapo).


Inflar o volume da bolsa escrotal.

(Encher o saco).


Creditar o primata.

(Pagar o mico).


Prosopopéia flácida para acalentar bovinos.

(Conversa mole pra boi dormir).


Derramar água pelo chão através do tombamento violento e premeditado de seu recipiente.

(Chutar o balde).


Retirar o filhote de eqüino da perturbação pluviométrica.

(Tirar o cavalinho da chuva).


Sequer considerar a possibilidade da fêmea bovina expirar fortes contrações laringo-bucais.

(Nem que a vaca tussa).


Em um lugar onde as pessoas tem deficiência visual total, aquele que possui um dos órgãos responsáveis pela visão é considerado o detentor do trono real e esposo da rainha.

(Em terra de cego, quem tem um olho é rei).


Artigo de vestuário que encontra-se destituído de higiene deve ter o seu processo de higienização feito dentro do domicílio.

(Roupa suja se lava em casa).


Não é costumeiro dos indivíduos, procederem deliberadamente a disponibilização de um dos mais caros materiais existentes no planeta, material este que possui coloração dourada, a indivíduo que possua folha corrida recheada de antecedentes criminais.

(Não se entrega ouro a bandido).


Orifício circular corrugado, localizado na região inferior lombar de um cidadão em alto estado etílico, deixa de estar em consonância conforme os ditames vigentes na sociedade e conforme as leis de propriedade vigente.

(Cu de bêbado não tem dono).


Qualquer indivíduo considerado um ser humano, homem ou mulher, que percebe pela visão a configuração exterior de alguém pela sua aparência, através de uma negação torna-se uma figura impossibilitada de tomar conhecimento com seu olhar do órgão muscular oco, na cavidade torácica, que recebe o sangue das veias e o impulsiona para dentro das artérias.

(Quem vê cara não vê coração).


Sentimento afetivo diretamente relacionado com o órgão humano localizado ao meio do tórax é intensamente fixado nas fêmeas após o primeiro contato com o aparelho reprodutor masculino.

(Amor de pica é que fica).


Substância inorgânica polar, composta por dois átomos de hidrogênio e um de oxigênio de estrutura não-rígida, ao chocar-se reiteradamente contra substância calcária de fortes ligações interatômicas no estado sólido, termina, após certo tempo, por conseguir com sucesso atravessar a complexa geometria molecular do segundo corpo em questão.

(Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura).


Uma afirmação que não explicita os acontecimentos como, de fato, ocorreram, apresenta membros inferiores pelo qual está compreendido entre a articulação do joelho e a do tornozelo, de dimensão reduzida.

(Mentira tem perna curta).


A parte do corpo humano onde se aloja grande quantidade dos órgãos dos sentidos, além do cérebro e da boca, quando encontra-se em duas unidades, consegue raciocinar e elocubrar de forma superior do que quando encontra-se de forma unitária.

(Duas cabeças pensam melhor do que uma).


Mamífero quadrúpede da ordem dos Carnívoros, da família dos Canídeos, que emite sons gritantes não utiliza sua mandíbula para comprimir os dentes.

(Cão que ladra não morde).