Desculpe-me os “educadinhos”, mas grosseria é fundamental.
Não, não falo de uma grosseria pedreirão (embora hoje eu escreva sobre alguns
desses pedreiros, em especial os liberi muratoris), mas uma grosseria na hora
certa, sagaz, viva, ácida, cáustica mesmo. Não tenho muitas papas na língua,
mas garanto que faço muito bem a linha sincero, mais que muitas pedras
primorosamente lavradas e buriladas. Enfim, certas coisas devem ser ditas, na hora
certa.
Ontem, a grande brincadeira foi uma vela, na verdade, um
círio. Círios são sempre grandes em diâmetro, e logo ao acendê-lo com um
fósforo, não se deve deixar o palito queimado dentro do círio, próximo ao
pavio. O palito, mesmo todo queimado
quando se junta com a parafina continua queimando (já que a vela está acesa) e
esse palito em combustão vai derreter uma das laterais da vela, deixando-a
torta e fazendo-a queimar depressa. Ora, por que um círio? Simples, como seu
diâmetro é maior, a cera não escorre, e sim evapora lentamente, por isso que
círios levam mais tempo para chegar ao fim. Por
isso que eu não me preocupo mais com cagança de velas.
Deixar palitos dentro da vela é a mesma coisa que secar as
mãos com papel toalha no banheiro e não se dar o trabalho de abrir a lixeira
para jogar lá dentro o papel usado. O que fazem os meine geliebten brüder? Jogam o papel usado sobre a tampa da lixeira,
fechada mesmo. Até então, numa precavida visão a distância só tenho notado
papel toalha.
Fico me perguntando se a cunhada fica catando papel cagado
de merda pela casa. Ah, lembro que geralmente que faz coisa assim é cachorro.
Vai entender.
Ainda sobre ontem, um papo estranho surgiu à mesa durante o
jantar, tive que fazer “aquela piadinha”, não de graça, claro, mas foi bom ver
a expressão de cada um, e nenhum fez cara de surpresa. Eis a verdade que me afilhado pedira minutos
antes, a verdade que todos falam as minhas coisas e omitem na minha presença. Por
que não fazer o mesmo já que não tenho que provar que sou melhor que ninguém...
Outra coisa curiosa de ontem foi uma história paralela,
recebi uma mensagem que dizia “meu nível de egoísmo é mais de 8000”. Bem ao
menos houve um reconhecimento.
A história é a seguinte: eu estou feliz, e compartilho uma
boa-nova com alguém, e este não quer saber, e ainda dá pequenos surtos. Não
tenho culpa da infelicidade ou mediocridade dos outros.
Queres saber se é teu amigo, teu irmão? Diga que você está
muito bem, que está no melhor momento da sua vida. Observe atentamente a
reação.

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