sexta-feira, 17 de novembro de 2017

É cada uma...

Desculpe-me os “educadinhos”, mas grosseria é fundamental. Não, não falo de uma grosseria pedreirão (embora hoje eu escreva sobre alguns desses pedreiros, em especial os liberi muratoris), mas uma grosseria na hora certa, sagaz, viva, ácida, cáustica mesmo. Não tenho muitas papas na língua, mas garanto que faço muito bem a linha sincero, mais que muitas pedras primorosamente lavradas e buriladas. Enfim, certas coisas devem ser ditas, na hora certa.

Ontem, a grande brincadeira foi uma vela, na verdade, um círio. Círios são sempre grandes em diâmetro, e logo ao acendê-lo com um fósforo, não se deve deixar o palito queimado dentro do círio, próximo ao pavio.  O palito, mesmo todo queimado quando se junta com a parafina continua queimando (já que a vela está acesa) e esse palito em combustão vai derreter uma das laterais da vela, deixando-a torta e fazendo-a queimar depressa. Ora, por que um círio? Simples, como seu diâmetro é maior, a cera não escorre, e sim evapora lentamente, por isso que círios levam mais tempo para chegar ao fim.   Por isso que eu não me preocupo mais com cagança de velas.

Deixar palitos dentro da vela é a mesma coisa que secar as mãos com papel toalha no banheiro e não se dar o trabalho de abrir a lixeira para jogar lá dentro o papel usado. O que fazem os meine geliebten brüder? Jogam o papel usado sobre a tampa da lixeira, fechada mesmo. Até então, numa precavida visão a distância só tenho notado papel toalha.  

Fico me perguntando se a cunhada fica catando papel cagado de merda pela casa. Ah, lembro que geralmente que faz coisa assim é cachorro. Vai entender.

Ainda sobre ontem, um papo estranho surgiu à mesa durante o jantar, tive que fazer “aquela piadinha”, não de graça, claro, mas foi bom ver a expressão de cada um, e nenhum fez cara de surpresa.  Eis a verdade que me afilhado pedira minutos antes, a verdade que todos falam as minhas coisas e omitem na minha presença. Por que não fazer o mesmo já que não tenho que provar que sou melhor que ninguém...

Outra coisa curiosa de ontem foi uma história paralela, recebi uma mensagem que dizia “meu nível de egoísmo é mais de 8000”. Bem ao menos houve um reconhecimento.

A história é a seguinte: eu estou feliz, e compartilho uma boa-nova com alguém, e este não quer saber, e ainda dá pequenos surtos. Não tenho culpa da infelicidade ou mediocridade dos outros.


Queres saber se é teu amigo, teu irmão? Diga que você está muito bem, que está no melhor momento da sua vida. Observe atentamente a reação. 

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