Como é tradição em minha casa, na Sexta-feira Santa convido sempre alguns amigos para o almoço. Neste ano fizeram-se presentes Elsa Nuñes, Caio Fabrício, Diego Martins, e posteriormente Raquel Martins. Confesso que para uma Sexta Santa, o almoço foi muito farto e muito aminado, mas, não há mal em confraternizar com os que amamos.
No cardápio, peixe como manda os antigos costumes, porém um toque há mais: salmão na manteiga negra, especialidade de Doña Elsa e bacalhau a Deco e Caio... srsrsr. Para beber, vinhos brancos e frisantes. São em momentos assim que podemos conversar com um pouco de decência, sem as futilidades e tolices do dia a dia, afinal, são pessoas que acrescentam sempre. Ora, quem gosta de uma conversa vazia? Creio que ninguém.
Após os cânticos próprios da Liturgia do Dia muito bem tocados pelo Caio, fomos à procissão, sempre o grupinho, André, Raquel e Caio, e neste ano com uma novidade, meu amigo Diego foi a Procissão do Senhor Morto. Confesso que foi uma gratíssima surpresa, porém como minha irmã Raquel é a Verônica, eu devo acompanhá-la a frente do esquife de N.S. Jesus Cristo, não pude fazer companhia ao nobre amigo, então fica aqui o meu pedido de desculpas por não poder lhe fazer companhia.
Minha irmã, como sempre, foi perfeita na sua interpretação no Cântico de Verônica, algo que orgulharia nosso amigo Nivaldo Goulart, que acredito piamente que nos fez companhia nos passos da procissão. Lembro também que eu disse ao Diego que a banda toca vários dobrados, e em especial Marchas Fúnebres. E acompanhando o Senhor rumo ao sepulcro, temos nesse tempo a visão de nossa vida diante de nós, em muito semelhante a aquela história de quem o filme de nossa vida passa para nós quando partimos. No fim da procissão, ele me confirmou isso. Amigo, espero que esta experiência tenha sido de grande valia para você!
Devo relatar aqui um fato curioso, algumas pessoas perceberam que eu rezava o terço durante o caminho, porém como músico, a banda mexe muito comigo (e eu gosto muito dessas músicas) então não consigo me concentrar para rezar, logo só há uma saída: o latim.
Como soprano e historiadora, a Raquel conhece bem os textos latinos, assim tive companhia para minhas orações diárias, feitas de uma forma hoje incomum. Mas o Bom e Eterno Deus aceita todo clamor, e em qualquer língua, desde que ele venha do coração.
Para terminar, a Raquel e o Caio foram ao Barzinho do Salvador, e eu com a Elsa fui no Guacamole para a despedida da minha querida amiga Ana Luisa. Estava tão bom quanto o Barzinho do Salvador de todos os anos, mas faltou uma coisa, o amigo Diego. Ano que vêm, na Sexta-santa se o Bom Deus permitir estaremos todos juntos para celebramos a Paixão do Senhor e o amor incondicional Dele para conosco e nosso para com os outros!
N.S.D., 22 de Abril de 2011 do Ano de NSJC.