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quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Avaliação Crítica – EMA

Avaliar a si mesmo sempre foi um grande problema para qualquer pessoa, afinal, elogio em boca própria nada mais é que um vitupério próprio dos tolos. Pensamos que não se trata bem disso, uma vez que, não há uma só pessoa que passe pelo Escritório Modelo de Advocacia de qualquer faculdade, sem aprender algo extraordinário com a prática jurídica tão protelada ao longo do curso, ou que não se sensibilize com os casos que nos são apresentados semanalmente. De certo modo, compartilhamos as dores de nossos clientes, tentamos viver as suas tristes vidas, e por vezes acumulamos juntamente com a função de advogado para o auxilio nos meios legais, o papel de sacerdote para a alma angustiada e psicólogo para acalmar e oferecer conforto.

Conforto este que é oferecido a pessoas humildes, cada uma com sua história, temos desde problemas trabalhistas, passando por inventários e a dor da perda, e chegando finalmente na mãe aflita por si e, sobretudo, seu filho e os pedidos de alimentos no delicado momento em que ela se vê sozinha no mundo.

Com o passar do semestre, aos poucos começamos a entender e nos habituar com a rotina do EMA, bem como a rotina de um advogado, ou seja, problemas dos clientes, petições a serem redigidas, pesquisar a serem feitas, audiências a serem marcadas e assistidas. Confessamos que essa é uma rotina puxada, e por muitas vezes entediante, porém, no fim das contas notamos que é gratificante. Gratificante, pois não interpretamos a lei de forma puramente seca, mas sim pensando e analisando através de um prisma social, uma vez que o direito é uma ciência social e por conseqüência deve ser humanista.

Acreditamos que o EMA tem desempenhado um papel de escola no sentido aristotélico do termo, pois ali tem sido um ambiente onde aprendemos de tudo um pouco, como tolerância, companheirismo e uma nova visão do mundo jurídico bem como o mundo humano como um todo. Com o passar do tempo, aprendemos também que devemos mudar o nosso tolo pensamento de que todo cliente é um problema, um chato que vem roubar-nos a paz e a tranqüilidade, aprendemos que devemos em nosso papel de futuros operadores jurídicos, contribuir cada um com sua parcela para um mundo mais justo e até menos beligerante.

Por fim, e não por isso menos importante, devemos agradecer a oportunidade que só se faz possível através de nossos pais, e nossos professores, em especial a nossa orientadora, Profª Emiko Liz Pessoa Ferreira que com sua paciência e carisma nos cativou para desempenharmos essa nobre profissão.

Deixemos então o esplim, descruzemos os nossos braços e lutemos por uma sociedade mais justa, isso é o direito, isso é ser advogado.

N.S.D., 25 de novembro de 2.011.

sábado, 19 de novembro de 2011

Provas de todas as naturezas

Hoje resolvi tentar compreender o destino, ou melhor, as coincidências que a vida nos traz. Nos dias 16 e 17 do corrente mês resolvi de modo muito prático e célere chutar literalmente o pau da barraca, afinal, até onde alguém vale à pena? Como uma amiga me convidou para ir até as fortalezas de barco, nada melhor que fazer algumas analogias com a nobre arte naval. Depois que eu embarquei em um escaler imundo, furado e com um rudimentar maquinário a vapor resolvi mudar um pouco os ares e deixar esse barquinho de “estivador” que consumia muitas “pedras” de carvão, e partir para algo mais moderno, no mínino um iate que há algum tempo tem me chamado a atenção.

No dia 18, sexta-feira, fui como sempre para o escritório modelo da faculdade para o atendimento ao público, sim, fazemos a caridade, mas com o chapéu da instituição que leva a fama de instituição cidadã... Chegando lá com uma lancinante enxaqueca e louco para dilacerar uma jugular como pescoço de galinha em dia de molho pardo, me vem a minha orientadora e pede para corrigir algumas provas da graduação. Acho divertido, porém, mesmo com dor de cabeça era melhor que ouvir as mesmas histórias de sempre no atendimento. Aceitei, afinal, não custa ajudar a minha orientadora, pela qual nutro muita estima e prece.

Com quarenta e sete avaliações a serem corrigidas, lá fui eu para minha mesa, munido com uma caneta vermelha, impávido para distribuir algumas notas, até umas vermelhas se fosse o caso, afinal, gabarito é gabarito. E a orientadora diz: “não seja cruel!”. E eu disse: “e essa prova aqui, ele rasurou, mas acertou e a nota dele não vai ser boa, considero a questão como certa (mesmo querendo considerar, as provas não eram minhas)”? Ela afirmou que sim, que eu poderia considerar, e assim fui, corrigindo prova a prova. Lá pelas tantas, resolvi ler o conteúdo da avaliação. Era uma prova de civil da sexta fase, coisa pela qual já passei faz um ano mais ou menos, depois de um tempo, reparei que a prova tivera sido aplicada naquela manhã, até então tudo normal. Até o momento em que me deparei com uma avaliação em específico, uma cujo nome fora escrito com letras de forma, de modo que não havia de se duvidar da identidade de quem a fez, ao contrário de outras que mais pareciam cartas de Chico Xavier. Para essas últimas, recorri ao meu copo de café que eu havia conseguido na copa, dava sempre uma espiada na borra do café pra ter uma luz quanto ao nome na prova.

A prova diante dos meus olhos e pronta para um canetaço de 7,5 era da lavra da segunda “embarcação”, a qual, no início desta crônica eu rotulei como um iate mais moderno. A grande questão é que como eu disse, nos dias 16 e 17 eu havia me interpelado até onde esse passeio marítimo pudesse ser interessante e válido; e eu havia constatado que seria muito interessante ampliar os horizontes e buscar novos mares. Porém, dia 18 lá estava ela, a bendita prova! Seria apenas uma infeliz (ou feliz) coincidência? Confesso que fiquei e ainda estou muito confuso com isso tudo. Será que ainda merece uma primeira chance? Sim, pois depois das pedras de carvão, quero deixar as navegações para quem realmente queria se arriscar demais nos mares.

Todo esse papo naval e marítimo me lembrou uma canção do Pe. Zezinho: “... junto a Ti, buscarei outro mar”. E essa prova, viria a provar alguma coisa? Viria a mudar meu pensamento?

N.D.E., 19 de Nov. de 2011.

domingo, 3 de abril de 2011

Skavurskadas

Pronto Fernando, conforme o prometido, mas ainda está muito cru. Logo eu arrumo.

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Há um certo tempo venho ampliando os horizontes, e no inicio deste ano conheci dois novos amigos, Douglas e Fernando. Na verdade não foram só eles, mas sim uma grande gama de pessoas, todas ímpares. E põe impares nisso... rsrs

No sábado de carnaval houve uma pequena narguilada, porém por motivos alheios a minha vontade, não pude ir no baiacu de sei lá quem (confesso que não me recordo do nome do bloco de St. Antônio). Mas o mundo dá sempre suas voltas, e assim sendo sempre temos uma reviravolta. Nada como um dia após o outro.

Dia 1º de abril do corrente meus novos amigos convidaram-me para uma festa da MTM na UFSC. Munidos de um narguile de alguns bons líquidos, o novo trio seguiu para a Freguesia da SS. Trindade, e lá tive um verdadeiro abapurú; porém foi um deveras agradável. Presenciei um sem número de palhaçadas e todo tipo de piadas, e a cada nova piada ia chegando um novo amigo na roda e a coisa vai ficando cada vez melhor... estava tudo indo muito bem, mas quando me dei por conta já se fazia tarde (04h00min), e era hora de ir para casa. Assim lamentavelmente acabou o que era doce.

Como se toda aquela skavurskada não fosse o bastante, no dia 2 encontrei novamente a dupla dinâmica e me convidaram para a segunda skavurskada, desta vez no TCT ou TCC ou CQC, sei lá... kkk. Mesmo podre da noite anterior, não tive a capacidade de declinar do convite, afinal amigos e skavurska! Não se nega!

Dois dias seguidos, muito bom. Valeu mesmo. Desculpem garotos, mas, melhor ainda foi a cara de vocês hoje depois que eu sai da missa e soube o resultado do jogo do Figueirense x Avaí que tinha acabado a poucos instantes. C'est la vie.

Já sei que alguns leitores estão estranhando o fato de que este bamba caseiro estar saindo da toca e divertindo-se na rua com os amigos. E respondo que são sinais dos tempos, Nibiru se alguém assim preferir...

Mas o mais interessante é que é que este grupo ao que parece não para de crescer, e sempre com qualidade, o que é fundamental. Ontem conheci muitas pessoas, mas lamentavelmente a minha memória me prega algumas peças no que diz respeito a nomes, e assim sendo não consegui recordar o nome de todos, mas me recordo de cada palhaçada feita no campus. Palhaçadas tão divertidas que acabei registrando-as em algumas fotografias. Lamento meus caros, mas eu não as postarei aqui. Depois envio o link restrito aos interessados.

Realmente, vendo essas fotos, me deu vontade de marcar uma roda de narguiles.

Aos velhos e agora também aos novos amigos, aguardem...

N.S.D., 3 de abril de 2011.

terça-feira, 5 de maio de 2009

As Pérolas de um Jurista

Desterro, 05 de Maio de 2009.

Hoje estava eu “organizando” os meus livros e alguns papéis que mais parecem colunas salomônicas de tão altas. E dentre tão grande quantidade de papéis e documentos de toda a espécie encontrei algo curioso do meu primeiro ano de faculdade. São pequenas pérolas, porém creio eu que sejam de Maiorca (Maiorca é a maior ilha do arquipélago das Ilhas Baleares localizado a leste da Espanha, esta ilha é famosa pelas suas pérolas negras), devido à qualidade de algumas. Sei perfeitamente que não sou em exegeta em português, mas assim também não. Eis as pérolas com alguns comentários:

“Se o falecido morre...”.
Ué... já não estava morto não? Tens certeza?
“Viúvo é mais chique”.
Essa foi podre!
“Ele é de menor”
Um clássico “probrema”

“Analizamos o caso da exprosão lá em Criciúma”.
Eu acho que deverias ir em um analista... da divisão anti-bombas! Pois isso sim é uma bomba!

“Lesões corporais gravíssima”.
Tamanha era a fome e o pobre “s” foi devorado.

“Atropelação”.
Essa fica boa assim: “Se o falecido morre por atropelação há uma lambança no asfalto”.

“Não foi os pais da menina que cometeram o crime”. (caso Nardoni)
Foram o quem mesmu??

“Não é admissível que tenha um elevador desses... a vigilância sanitária deveria interditá-lo”.
Nossa! Tinha um barzinho lá e eu nem sabia...

“Se eu passar em uma loja, e na vitrine tiver um objeto sem preço, eu posso entrar pegar e levar?”
Essa além de loira é uma porta! Se fizer isso ela nunca mais vai esquecer o que é furto!

“Enquanto a vítima estiver de posse do seqüestrador, o crime está se consumando”.
A vítima seqüestrou o seqüestrador!!!

“Lei n. 8213, trata da aposentadoria por morte”.
É por isso que a previdência vive falida! Ela paga aposentadoria até para os mortos. Vou me matar e pedir aposentadoria também!

"Foi ele que tentou primeiro me atirar com a arma".
Com uma catapulta?

segunda-feira, 16 de março de 2009

O ESTUDANTE DE DIREITO

Este texto eu recebi por email advinha de quem? Leo Moldero, só podia srsrs...E decidi compartilhar com os amigos acadêmicos...



Estudante de Direito não copia: Compila.

Estudante de Direito não fala: Defende idéias.

Estudante de Direito não tem professores: Tem colega que aplica a matéria.

Estudante de Direito não dorme: Concentra-se.

Estudante de Direito não faz sexo: Pratica conjunção carnal.

Estudante de Direito não se distrai: Analisa a inter-relação simbiôntica dos insetos a sua volta.

Estudante de Direito não falta à faculdade: É solicitado em outros lugares.

Estudante de Direito não faz putaria: Pratica ato libidinoso.

Estudante de Direito não cola: Tem código comentado por ele próprio.

Estudante de Direito não diz besteiras: Defende uma outra corrente.

Estudante de Direito não fica lendo seu e-mail em serviço: Pesquisa jurisprudência.

Estudante de Direito não lê revistas em sala de aula: Informa-se sobre acontecimentos da sociedade.

Estudante de Direito não fica bêbado no bar da faculdade: Socializa-se com a comunidade.

N.S.D., 16 de Março de 2009.