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segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Um filme, e uma felicidade

Nossa Senhora do Desterro, 04 de agosto de 2014.

Hoje vi um filme, e depois de muito tempo sem escrever nada, senti uma súbita vontade de fazer a velha pena percorrer mais uma vez o alvo papel.

É desta maneira que deixo os sentimentos mais felizes fluírem plenamente, e desta mesma maneira que os mais nefastos também vêm à tona.

O filme? Importa? Título? Ao leitor importa que assisti um filme que me tirou da casinha (ou me pôs lá, é o mais certo) por alguns momentos deixei o tártaro passando pelo érebo, e depois cheguei ao mundo dos vivos bem en passant para chegar no paraíso (penso eu que era lá). Enfim, pouco importa, mas me era bem melhor que o tal Salão de Odim (Valhalla?), Nivana, Campos Elíseos, e o que mais tiver... Todos juntos!!

Sentir-me novamente vivo e com esperanças novamente, mesmo ante minhas desventuras. Por alguns momentos esqueci-me da sacolinha com um quilo de trufas que comprei para manter a serotonina em níveis decentes.

Afinal, sabemos bem que o chocolate é o que tem umas “ínas” da vida, mas uma tola “incapacidade” não que ajuda a encontrar outros meios que ter minhas serotoninas...

Phoda-se! Se tenho ou não, phoda-se! Consegui sair um pouco do mundo onde todos querem e sempre exigem algo de mim! Saí por alguns momentos do mundo de falsos que de auto intitulam de amigos, de inimigos “justos” (ai é querer demais também né?) e de onde parece que o diabo tem mais a perder do que Deus tem a ganhar. Eis meu mundinho, de dois ou três cantos.

Por quase quinze anos busquei das mais variadas formas essa tal felicidade, mas quando ela estava na minha frente, a poucos passos, ela simplesmente desaparecia, sempre me pregando uma peça. O tempo foi passando, e eu fui experimentando outros golpes do destino, até que eu resolvi por em pratica também as minhas artimanhas, e me parece, até hoje, algo bem simples: deixar a vida encarregada de tudo, que aconteça... É deixar a felicidade chegar quando ela quiser, e não procura-la incansavelmente como uma fera busca sua presa.

Acho que vou ficar mais um pouco aqui, divagando comigo mesmo sobre a minha felicidade, mesmo que nada mude, mesmo que eu continue a me decepcionar com os amigos (que terão muitos limites e restrições de hoje em diante), mesmo que a vida pare... Sonhar, mesmo que acordado é bom.

Não importa, vou ser feliz, mesmo que muitos não queiram.

Cansei dos esquemas ardilosos da vil politicagem, dos falsos, creio que em especial me fartei dos que desmerecem minha amizade, meu amor e a pouca paciência que eu tenho.

Deixei um amigo que pensei que jamais pensei em deixar, e que jamais me deixou só: meu narguilé. Sempre estaremos juntos, mesmo que eu não fume mais. Mesmo sendo apenas um objeto qualquer para alguns, e é claro, um vício, mesmo assim, ele foi melhor que muitos amigos.

Então, hoje eu sou feliz. Escrevo, dedilho meu velho piano onde escrevo algumas notas, bebo meu chá (afinal, hoje me chamaram de “Duque de York”), afinal, o chá e o champagne têm que sem bom.
Serei feliz, sem oportunistas, sem aqueles que só pensam em seus próprios problemas, sem os imbecis que acham que sabem tudo, e os frouxos que só acham que eles são os “valentões”.

Serei feliz, em meu mundinho, feito de livros, chás, piano, música, e por vezes uma sabrage para “agregar” valor. Afinal, o Duque tem que ter um pouquinho de lazer.

Sejam, vocês, felizes, como num filme desconhecido, e phoda-se o mundo! Chegaremos ao padrão plenitude!
  


quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Amizades


Pensei em deixar essa crônica de lado, e deixar a vida seguir. Contudo, novos fatos ocorreram neste final de semana do feriado da Independência.
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Estava pensando em divagar sobre a amizade ou coisa do tipo.
Sábado anoite (01/09), e um narguile com o meu famigerado extrato da maldade. Ou seria verdade? Mein lieb schwarz cola já regou alguns dos meus laivos de sanidade, enquando isso a agulha de metal extrai do baquelite as notas de Lili Marleen. Sim, música da primeira Grande Guerra.  Guerra... Sempre tive a convicção de que isso é a maior estupidez humana. Mas a amizade também pode ser. Segundo o adagiário popular: "Deus me defenda dos amigos, pois dos inimigos me defendo eu". Detalhe: como a coca é zero, nada de álcool. Logo estou estupidamente sóbrio. Assim sendo, já vou diantando que sou adepto da filosofia de Deus: ou você me ama (no sentido ágape), ou vai por inferno!

Está a cada dia mais excruciante aturar esse tormento chamado amigos. Já que o tema pode ser amplo, resolvi consultar um dicionário lusitano, afinal, portuguezes sabem bem ser literais. Amizade: n. f. 1 - afeição, afeto, bem-querer, benquerança, dileção, estima, dedidação, desvelo, ternura, carinho, amor, favor, graça, apego, simpatia, predileção, atração, inclinação, benevolência. 2 - acordo, aliança, ligação, união. 3 - camaradagem, companheirismo, cumplicidade, comadrio. 4 - cordialidade, familiaridade.

Será que muitos, que figuram resplancecentes no meu rol de amizades do facebook são mesmo amigos verdadeiros? Ousaria fazer uma lista com dez, só não os numerarei para não correr o risco de ser eventualmente injusto. Agora, se você não está bem, e um amigo se importa, você deve prontamente atende-lo, caso contrário não passa de drama, charme, pirraça mesmo. Fazer o que, as pessoas gostam mesmo de teatro e incenso.

Outras, simplismente, somem, sem dar satisfação, afinal, você não é útil para elas naquele momento. Mas tenha meu leitor, certeza de uma coisa, quando elas necessitarem de algo bem específico, elas vão lembrar que você existe e vão reaparecer como um passe de mágica no seu talk, no seu celular, email, mural do facebook... ou mesmo na sua porta. Tudo isso para ir logo pedindo um favor.

É nessas horas que me falta presença de espírito para tocar um "phoda-se symphônico sem dó em cima de si" e vociferar entre os dentes "que diabos você quer de mim agora?" Ou aquele velho bolero que cantava uma personagem de Caio Fernando Abreu: "que queres tu de mim?"

Tenho esse defeito incorrigível de ser coração mole mesmo sendo um mal-humorado nato, e acabo acolhendo a "infeliz" criatura, quando na verdade deveria enxotá-la feito um cão leproso de minha porta. Uma pessoa assim é um nojo. Hoje, falando sozinho sobre isso, soltei em alto e bom som algo que fiquei rindo comigo mesmo: "Pai, matai-as, pois elas sabem o que fazem." Sim, as pessoas para mim tem a mais plena e divina consciência de que só aparecem novamente quando querem algo. Como cantaria Cris Nicolotti "vai tomar no c*!"

Outra muito interessante vem do adagiário popular (livro que não me farto de ler), é o seguinte: "amigo de mesa, não é firmeza." E quantos são assim? Desses ao longo dos anos fui conhecendo o âmago de cada um. Uma horda de imprestáveis mesmo. Aláis, fiat justitia, esses, dotados de um farisianismo ímpar servem mesmo é de mau exemplo e são muito caras de pau. Se ralar a cara de uns, vai sair um excelente lote de óleo de peroba!

Parece até uma lei do universo, quando você está bem, há muitos amigos a sua volta! Já quando você não esté bem,  parece que eles o evitam de propósito. Propósito... Alguns definitivamente não compreendem que na vida tudo em sua razão, seu propósito.

Mas tudo isso meremete à Parábola do Filho Pródigo. Enquanto ele tinha dinheiro oriundo da antecipação de sua legítima, ele vivia rodeado de infindos amigos; contudo, quando ele viu-se completamente desprovido do vil metal, todos sumiram. Com o passar dos séculos, alguma coisa nessa história mudou, ou melhor, foi acrescentada. Hoje, os amigos somem por não te acharem mais interessante, ou por terem coisas melhores para fazer. Bem, coisas da vida e do nosso globalizado e capitalista planeta. Mas quando necessitarem...

Porém, amigo que se preza não vai lembrar de você somente naquele momento que necessita de algo. Foi o que me ocorreu semana passada. Eu estava um dia  anoite conversando com uma amiga e comentando o então rascunho do que vos escrevo, e fiquei pensando nessas amizades. Curiosamente no dia seguinte, meu telefone toca pela manhã, olho para o identificador, penso dez vezes, mas, resolvi atender. E advinhem o que era? Afinal, como já tive que ouvir "as pessoas desmerecem sua amizade", mas são elas que desmerecem, e não eu. O que vale lembrar aqui é que há muito essa pessoa não falava mais comigo.

Vou continuar tratando como sempre tratei (ou não tão bem para não ficar abusando da minha quase inexistente paciência), mas vou ser como todos os membros dessa vil sociedade. Porém, com um diferêncial, não vou ser falso tão pouco hipócrita, mas vou me afastando e se perguntar o que não deve, vai ouvir o que não quer.

No fundo, quem fica chateado sou eu, afinal, ninguém mais se importa com ninguém hoje. Tão pouco com uma amizade que parecia prosperar.

Ah, mais uma coisa que me deixa profundamente irritado é: marque um compromisso comigo e não apareça e tão pouco dê explicações.  Mas, em breve farei isso. Deve ser tão bom quanto brincar com as pessoas, com os sentimentos, dos outros. Bem, veja meu caro leitor! Deve mesmo ser algo muito saboroso, um néctar que não encontramos nem no Nivana, Céu, Campos Elíseos, Valhalla ou Olimpo. Caso não fosse, então alguém me responda o motivo pelo qual uma pessoa brinca com a outra? Só pode ser bom mesmo! Assim como não compreendo o motivo pelo qual um juiz sempre ganhou absurdamente bem! Afinal, tem tanta gente julgando de graça por aí.

Ao que consta, Ernesto Rafael Guevara de la Serna também discorreu, mesmo que brevemente sobre tais amizades. Quem quiser, que procure.

N.D.E. 12 de setembro de 2.012.


Post Scriptum: Como li em uma rede social, não adianta o mundo se ofender com uma indireta. Se ofendeu? Sim? Então o barrete lhe serviu muito bem. E não é um barrete qualquer, é aquele infame, vermelho e frígio barrete. Ná próxima, serei direto com a qualificação completa: Nome, naturalidade, estado civil, residente e domiciliado(a) a rua, inscrito(a) no Cadastro de Pessoas Físicas sob o número, portador(a) do RG número... Para alguns só desenhando mesmo! Kkk.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Avaliação Crítica – EMA

Avaliar a si mesmo sempre foi um grande problema para qualquer pessoa, afinal, elogio em boca própria nada mais é que um vitupério próprio dos tolos. Pensamos que não se trata bem disso, uma vez que, não há uma só pessoa que passe pelo Escritório Modelo de Advocacia de qualquer faculdade, sem aprender algo extraordinário com a prática jurídica tão protelada ao longo do curso, ou que não se sensibilize com os casos que nos são apresentados semanalmente. De certo modo, compartilhamos as dores de nossos clientes, tentamos viver as suas tristes vidas, e por vezes acumulamos juntamente com a função de advogado para o auxilio nos meios legais, o papel de sacerdote para a alma angustiada e psicólogo para acalmar e oferecer conforto.

Conforto este que é oferecido a pessoas humildes, cada uma com sua história, temos desde problemas trabalhistas, passando por inventários e a dor da perda, e chegando finalmente na mãe aflita por si e, sobretudo, seu filho e os pedidos de alimentos no delicado momento em que ela se vê sozinha no mundo.

Com o passar do semestre, aos poucos começamos a entender e nos habituar com a rotina do EMA, bem como a rotina de um advogado, ou seja, problemas dos clientes, petições a serem redigidas, pesquisar a serem feitas, audiências a serem marcadas e assistidas. Confessamos que essa é uma rotina puxada, e por muitas vezes entediante, porém, no fim das contas notamos que é gratificante. Gratificante, pois não interpretamos a lei de forma puramente seca, mas sim pensando e analisando através de um prisma social, uma vez que o direito é uma ciência social e por conseqüência deve ser humanista.

Acreditamos que o EMA tem desempenhado um papel de escola no sentido aristotélico do termo, pois ali tem sido um ambiente onde aprendemos de tudo um pouco, como tolerância, companheirismo e uma nova visão do mundo jurídico bem como o mundo humano como um todo. Com o passar do tempo, aprendemos também que devemos mudar o nosso tolo pensamento de que todo cliente é um problema, um chato que vem roubar-nos a paz e a tranqüilidade, aprendemos que devemos em nosso papel de futuros operadores jurídicos, contribuir cada um com sua parcela para um mundo mais justo e até menos beligerante.

Por fim, e não por isso menos importante, devemos agradecer a oportunidade que só se faz possível através de nossos pais, e nossos professores, em especial a nossa orientadora, Profª Emiko Liz Pessoa Ferreira que com sua paciência e carisma nos cativou para desempenharmos essa nobre profissão.

Deixemos então o esplim, descruzemos os nossos braços e lutemos por uma sociedade mais justa, isso é o direito, isso é ser advogado.

N.S.D., 25 de novembro de 2.011.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

As Voltas da Vida

Veja só, como são engraçadas as pessoas, elas simplesmente somem de nossas vidas, e do nada ressurgem como a fênix... E o quanto isso me fez alegre. Ontem, o dia começou cinza, e só haviam palavras mordazes, mas com uma boa conversa com muitos risos, com Natasha e o Pau do Índio, este último traficado pelo frater Joannem Petrus, um pianinho, uns narguiles e um filme para fechar com chave de ouro uma noite coroada de alegrias para todos. Quase um final feliz, não para todos, claro, afinal há sempre quem fique em casa se mordendo em uma síncope lancinante. Ah! Recadinhos, patético.

Enfim, voltando... Ontem pude ver um pouco mais por debaixo dos véus e conhecer um pouco mais de uma criatura até então insondável. Já sei, vai ter quem pense merda, errr, mas não vou me estressar não. Eles não valem a pena, afinal, nem amigos eles possuem.

Bem sei como a sociedade, o mundo e tudo mais pode fustigar uma alma e torná-la muito diferente do que ela sempre foi; como eu sempre disse, somos muito diferentes, e ao mesmo tempo totalmente idênticos. Por vezes até no pensar... Nós mesmos mudamos com os acontecimentos dos últimos anos.

Viu como não dói, e não custa nada? E ainda é muito bom, tranqüilo e o melhor de tudo é saudável por que não existem todos aqueles excessos. Desnecessário dizer o que quanto mais fores moderado mais aproveitarás.

Por fim, agradecer ao amigo desaparecido por ter se lembrado de mim. E para terminar, uma coisa que parece tola, mas creio que para nós não é: eu tenho muito o que aprender com você, e você têm muito o que aprender comigo. Você ensinou-me o que é pedir desculpas, e eu ensinei-lhe um pouco de moderação alla in media virtus est!

Nós assim vamos longe, e com jäger! Kkk.

Ósculos e amplexos fraternais,

Tio Deco

N.S.D., 25 de Julho de 2011.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Ninguém muda ninguém

Ninguém muda ninguém; ninguém muda sozinho; nós mudamos nos encontros. Simples, mas profundo, preciso. É nos relacionamentos que nos transformamos.
Somos transformados a partir dos encontros, desde que estejamos abertos e livres para sermos impactados pela idéia e sentimento do outro. Você já viu a diferença que há entre as pedras que estão na nascente de um rio, e as pedras que estão em sua foz? As pedras na nascente são toscas, pontiagudas, cheias de arestas.
À medida que elas vão sendo carregadas pelo rio sofrendo a ação da água e se atritando com as outras pedras, ao longo de muitos anos, elas vão sendo polidas, desbastadas. Assim também agem nossos contactos humanos. Sem eles, a vida seria monótona, árida.

A observação mais importante é constatar que não existem sentimentos, bons ou ruins, sem a existência do outro, sem o seu contacto. Passar pela vida sem se permitir um relacionamento próximo com o outro, é não crescer, não evoluir, não se transformar. É começar e terminar a existência com uma forma tosca, pontiaguda, amorfa.

Quando olho para trás, vejo que hoje carrego em meu ser várias marcas de pessoas extremamente importantes. Pessoas que, no contacto com elas, me permitiram ir dando forma ao que sou, eliminando arestas, transformando-me em alguém melhor, mais suave, mais harmônico, mais integrado.
Outras, sem dúvidas, com suas ações e palavras me criaram novas arestas, que precisaram ser desbastadas. Faz parte... Ninguém muda ninguém; ninguém muda sozinho; nós mudamos nos encontros. Simples, mas profundo, preciso. É nos relacionamentos que nos transformamos.

Somos transformados a partir dos encontros, desde que estejamos abertos e livres para sermos impactados pela idéia e sentimento do outro. Você já viu a diferença que há entre as pedras que estão na nascente de um rio, e as pedras que estão em sua foz? As pedras na nascente são toscas, pontiagudas, cheias de arestas. À medida que elas vão sendo carregadas pelo rio sofrendo a ação da água e se atritando com as outras pedras, ao longo de muitos anos, elas vão sendo polidas, desbastadas. Assim também agem nossos contactos humanos. Sem eles, a vida seria monótona, árida.

A observação mais importante é constatar que não existem sentimentos, bons ou ruins, sem a existência do outro, sem o seu contacto. Passar pela vida sem se permitir um relacionamento próximo com o outro, é não crescer, não evoluir, não se transformar. É começar e terminar a existência com uma forma tosca, pontiaguda, amorfa.

Quando olho para trás, vejo que hoje carrego em meu ser várias marcas de pessoas extremamente importantes. Pessoas que, no contacto com elas, me permitiram ir dando forma ao que sou, eliminando arestas, transformando-me em alguém melhor, mais suave, mais harmônico, mais integrado.
Outras, sem dúvidas, com suas ações e palavras me criaram novas arestas, que precisaram ser desbastadas. Faz parte...
Reveses momentâneos servem para o crescimento. A isso chamamos experiência. Penso que existe algo mais profundo, ainda nessa análise.
Começamos a jornada da vida como grandes pedras, cheia de excessos. Os seres de grande valor percebem que ao final da vida, foram perdendo todos os excessos que formavam suas arestas, se aproximando cada vez mais de sua essência, e ficando cada vez menores, menores, menores...
Quando finalmente aceitamos que somos pequenos, ínfimos, dada à compreensão da existência e importância do outro, é que finalmente nos tornamos grandes em valor. Reveses momentâneos servem para o crescimento. A isso chamamos experiência. Penso que existe algo mais profundo, ainda nessa análise. Começamos a jornada da vida como grandes pedras, cheia de excessos. Os seres de grande valor percebem que ao final da vida, foram perdendo todos os excessos que formavam suas arestas, se aproximando cada vez mais de sua essência, e ficando cada vez menores, menores, menores...
Quando finalmente aceitamos que somos pequenos, ínfimos, dada à compreensão da existência e importância do outro, é que finalmente nos tornamos grandes em valor.
Autor desconhecido

NSD, 19 de Maio de 2011.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

E alguém aprendeu a lição

Ao que parece sim, afinal, sempre encontramos aquele que faz às vezes de Cristo e carrega a cruz, e por vezes até a do próximo para dar uma mãozinha.

Porém, neste caso, nosso amigo JC não tinha um Simão Cirineu para lhe ajudar... E semana passada, Cirineu conversou com Jesus no Cachorro do Afonso, e sentou-lhe a lenha, pois amigo que se presa, divide o peso da cruz. A buta que bariu! Deixe, uma hora ele vai refletir sobre o tema, e quem sabe mudar de opinião.

Pensou, a coisa apertou, e ele soube nesse momento o que é ter Amigo-Irmão e com ele dividir as angústias , aflições e o lenho da cruz.. . Já não era sem tempo... srsrsr.

Ah, para o Jesus (que é avaiano) dessa historieta, em verdade vos digo, o trecho das Sag. Escrituras que lhe deu conforto e luz é da epistolo de SÃO PAULO, então chega de chacota! Kkk.

Falando sério, conte sempre comigo.


N.S.D. 13 de maio de 2011.

sábado, 7 de maio de 2011

Mais uma...

Tanto para escrever, e pouca memória para armazenar todos os fatos ocorridos num determinado período. Acho que vou começar a sair com um bloco de notas, afinal, ando ouvindo tantas tirinhas hilárias, a ponto de chorar de tanto rir.

Confesso que ainda estou confuso com os fatos, mas pelo que recordo, na sexta-feira dia 06/05 fomos a uma festa da agronomia, num dos campi da UFSC. Resolvido os problemas das pulseirinhas (nada como ter amigos, não é mesmo guris? kkk), entramos e lá no meio daquela selva, havia uma banda que tocava umas músicas que não sei por que me recordavam reggae e Bob Marley (Ao menos não tinha aquela marofa tão característica) e lá ficamos um bom tempo.

Não sei por que, mas acabou cedo, camba para a Lagoa, abastece a caixa, e para onde para onde? Trapiche! Tem, fotos, mas, o Fê ainda não mandou J srsrsr...

Isso que eu chamo de Via Sacra numa noite, de lugar em lugar vamos procurando um cantinho apropriado para nos reunir e rir um pouco.

N.S.D. 07 de Maio de 2011.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Mais Skavurska

Não consegui escrever sobre o Luau do dia 30/04 na Barra da Lagoa e o Trio Skavurska já se juntou e saiu novamente. Pois bem, seguindo a cronologia dos fatos, inicio com os do Luau. Sempre após a meia-noite, o Trio sai do centro para algum lugar, desta vez um luau na Barra, confesso que me perguntei ao chegar à praia: “Onde está a fogueira? E o violão?” Eu não encontrei uma coisa, tão pouco a outra. Encontrei algumas caixas que guardavam com toda a segurança possível o Precioso Líquido, este deve ser bem cuidado mesmo. Já pensou se vira ele na areia? Le fin du temps! Aí, só nos resta taxidermizar o infeliz que fez isso ainda vivo...

Lá pelas tantas o Nemo colocou seu carro na areia e o som foi rolando, e as caixas sendo esvaziadas... Entre um narguile e outro, o papo ia rolando hora com um, hora com outro, com o Nemo, com o Doug, com o Fê e mais uma penca que eu na lembro (afinal éramos em 15 pessoas). Por problemas pessoais, eu passei boa parte do tempo coma cabeça em outro local, imersa em meus problemas, assim sendo cheguei cedo em casa. Porém, mesmo saindo cedo do luau, certas conversas, cenas e piadas merecem seu lugar nestas poucas linhas.

Uma conversa que deve ser registrada aqui foi quando o Doug veio fumar um narguile... Ele me contou o comentário de uma amiga dele em relação a mim. Como o comentário foi deselegante, e ele não pestanejou e vociferou a sua interlocutora: “Ele é meu amigo, e se você não o respeita, você também não me respeita”. Confesso que não me recordo da lata da guria, tão pouco falei com ela, e muito menos perderei meu tempo. Quanto ao interlocutor, acho que ele ganhou um amigo para sempre. Outros dois fatos dignos de nota foram com o Fê. O primeiro deles foram as brincadeiras dele com uma cadela na praia (quadrúpede hein), ele arranjou um galho (só não tinha para a fogueira kkk) e o arremessava a distância, e ela mais educada que muitos, o buscava sempre. O segundo fato-hilário da noite foi “um tango no inferno” do Fê com o Nemo na praia. Indubitavelmente a coisa mais engraçada da noite. Fê valeu amigo, você me fez esquecer muitos problemas nesse dia.

Isso resume o Luau, porém ainda falta a noite de quinta-feira. Ontem passei no Doug e no Fê após um compromisso, depois de um narguile e um pouco de conversa jogada fora resolvemos ir até a beira mar, afinal, ao menos o prefeito conseguiu revitalizar um pouco a Av. Beira Mar. Depois do caso do famigerado Pinheirinho de Natal era o mínino a ser feito. Sob um gazebo desfrutamos dos ares da Arábia Saudita e é claro, poucas latinhas (afinal, era quinta-feira). Assim nesse clima agradável, a conversa estendeu-se por horas a fio, sem que ninguém sentisse o peso das horas da madrugada. Lá pelas tantas nem sei quem tirou do porta-malas uma bola; como eu não sei jogar esse tipo de coisa, fiquei sentado num dos bancos do gazebo assistindo. Eu deveria ter previsto no que isso poderia dar e cantado “Eu falei que isso ia dar merda”. E deu. A bola do Fê foi ofertada à Iemanjá dali mesmo. Ele correu até um pequeno píer, ia até mergulhar, mas devido ao frio acabou não fazendo. Tentamos então um escaler que havia ali, porém este estava preso... Pois é, tchau Bolinha...

Para a nossa sorte, o Japa chegou, e nem sei como ele nos encontrou, só sei que ele estava num outro plano, em muito diferente do nosso. Do mesmo do, não sei o porquê levei uma dentada do Fê... Acho que ele pesou ser o Ferdinand Cullen pra sair mordendo assim sem mais nem menos. E eu vou fazer corpo de delito, está roxo!

Quando puxei o relógio da algibeira constatei que já eram três da madrugada... Hora de ir.

Depois dessas experiências tão divertidas, desgastantes e antropofágicas, só me resta perguntar: “alguém tem aí um quartinho de lexotan pô?”

N.S.D., 06 de maio de 2011.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Frohe Ostern

Acordei tarde no Domingo da Ressurreição, deve ter sido o vinho, só pode. Depois de uns oito anos, ao despertar olhei para o lado e O vi. Mas segundo as Sagradas Escrituras Ele após sair andando do sepulcro de Arimatéia passou pouco tempo aqui nesse mundo, e logo se foi.

Sempre foi assim. Parece que a salvação plena e a glória do paraíso vai vir à prestação ao longo da vida.

Na missa catamos o salmo 117: “A mão direita do Senhor fez maravilhas, o mão direita do Senhor me levantou”.

N.D.S. 25 de abril de 2011.

domingo, 24 de abril de 2011

Sabbato Sancto

Neste Sábado santo, não malhei o Judas, acho que ele merece uma folga, afinal, até ele é filho de Deus. Foi um dia muito tranqüilo, reservado a meditação. Durante o dia a Elsa fez-me companhia, e ao anoitecer fui à Santa Missa, afinal, além de ser um dia Santo, é quando cantamos o Gloria da Missa Kaiser Jubiläumsmesse Op. 105, de Joseph Gruber. Durante o Sábado Santo o Gloria é cantado em coro misto, com órgão e com o dobrar de sinos cum jubilo. Neste mesmo dia é feita a Profissão de Fé ou Renovação das Promessas do batismo, constantes no Ritual de Exorcismos e Outras Súplicas.

Renunciei ao pecado para viver na liberdade dos filhos de Deus, renunciei ao demônio como princípio do pecado, as todas as suas obras, a todas as suas seduções, a tudo que pode nos desunir como irmãos e irmãs.

Durante essa pompa litúrgica do Gloria e toda essa profissão de Fé, meu telefone tocou (sorte que ele vive no silencioso), era meu amigo-irmão Diego (que veio me trazer uma proposta para sairmos). Como sua mãe havia sofrido um pouco com um mal-estar resolvi atender. Mas, não são apenas as más notícias que chegam rápido, durante a breve e inaudível ligação (devido ao órgão do coro e os sinos, eu o atendi na torre), consegui combinar que faríamos algo. Nesses momentos, não é o demônio, mas sim Deus, que deseja que intervimos e auxiliamos os amigos que necessitam de uma palavra de conforto.

Na verdade eu não tinha a menor idéia do que poderíamos fazer, porém o mais acertado foi ficar em casa, pedir uma pizza e tomar um vinho, ao menos essa foi a única opção que agradou a mim, ao Diego e a Elsa. Claro que a ocasião pedia um filme, então falei com os meninos da locadora e trouxe um filme que eu particularmente já tinha visto, porém muito divertido: A Proposta (fica aqui a dica rsrsrs).

O que mais posso dizer? Abra os olhos, siga em frente e lembre-se que estamos sempre aqui.

N.S.D., 23 de Abril de 2011.

sábado, 23 de abril de 2011

Relatos de uma Sexta-feira Santa

Como é tradição em minha casa, na Sexta-feira Santa convido sempre alguns amigos para o almoço. Neste ano fizeram-se presentes Elsa Nuñes, Caio Fabrício, Diego Martins, e posteriormente Raquel Martins. Confesso que para uma Sexta Santa, o almoço foi muito farto e muito aminado, mas, não há mal em confraternizar com os que amamos.

No cardápio, peixe como manda os antigos costumes, porém um toque há mais: salmão na manteiga negra, especialidade de Doña Elsa e bacalhau a Deco e Caio... srsrsr. Para beber, vinhos brancos e frisantes. São em momentos assim que podemos conversar com um pouco de decência, sem as futilidades e tolices do dia a dia, afinal, são pessoas que acrescentam sempre. Ora, quem gosta de uma conversa vazia? Creio que ninguém.

Após os cânticos próprios da Liturgia do Dia muito bem tocados pelo Caio, fomos à procissão, sempre o grupinho, André, Raquel e Caio, e neste ano com uma novidade, meu amigo Diego foi a Procissão do Senhor Morto. Confesso que foi uma gratíssima surpresa, porém como minha irmã Raquel é a Verônica, eu devo acompanhá-la a frente do esquife de N.S. Jesus Cristo, não pude fazer companhia ao nobre amigo, então fica aqui o meu pedido de desculpas por não poder lhe fazer companhia.

Minha irmã, como sempre, foi perfeita na sua interpretação no Cântico de Verônica, algo que orgulharia nosso amigo Nivaldo Goulart, que acredito piamente que nos fez companhia nos passos da procissão. Lembro também que eu disse ao Diego que a banda toca vários dobrados, e em especial Marchas Fúnebres. E acompanhando o Senhor rumo ao sepulcro, temos nesse tempo a visão de nossa vida diante de nós, em muito semelhante a aquela história de quem o filme de nossa vida passa para nós quando partimos. No fim da procissão, ele me confirmou isso. Amigo, espero que esta experiência tenha sido de grande valia para você!

Devo relatar aqui um fato curioso, algumas pessoas perceberam que eu rezava o terço durante o caminho, porém como músico, a banda mexe muito comigo (e eu gosto muito dessas músicas) então não consigo me concentrar para rezar, logo só há uma saída: o latim.

Como soprano e historiadora, a Raquel conhece bem os textos latinos, assim tive companhia para minhas orações diárias, feitas de uma forma hoje incomum. Mas o Bom e Eterno Deus aceita todo clamor, e em qualquer língua, desde que ele venha do coração.

Para terminar, a Raquel e o Caio foram ao Barzinho do Salvador, e eu com a Elsa fui no Guacamole para a despedida da minha querida amiga Ana Luisa. Estava tão bom quanto o Barzinho do Salvador de todos os anos, mas faltou uma coisa, o amigo Diego. Ano que vêm, na Sexta-santa se o Bom Deus permitir estaremos todos juntos para celebramos a Paixão do Senhor e o amor incondicional Dele para conosco e nosso para com os outros!

N.S.D., 22 de Abril de 2011 do Ano de NSJC.

domingo, 10 de abril de 2011

Трио Skavurska - Trio Skavurska

Depois de ter sido arrastado para a mais profunda perdição pelos meus dois novos amigos, Fê e Doug, houve o Stammtisch, que mesmo sendo algo muito bom, acaba com qualquer cristão.

Meus zelosos amigos, incansáveis no que diz respeito à diversão não me pouparam – ainda bem! Kkk. Quando eles puderam ver o estrago causado pela stammtisch logo soltaram “tas com uma cara destruída.” E eu estava mesmo. Na mesma hora um deles: “vamos sair?”

Bem, mesmo mortificado, fui, e não me arrependi. Ainda mais quando eu posso rir das piadas feitas, e quem paga o pato , ou o galinho, é o pobre Chicken Little que está se valendo de uma tipóia por conta de um tendão problemático. Mas, penso eu que, não há um bom submarino não resolva...srsrsr.


O melhor de tudo, é poder conversar com mentes pensantes, é debater interagir. Isso não tem preço meus amigos. Quando não falamos de futebol, falamos de política, regimes, religião, que foi a último tema, e digo que temos que continuar essa prosa.

Caríssimos Companheiros, muitíssimo obrigado, e até a próxima!

N.S.D. 09 de Abril de 2011.


*Na foto: Um alvinegro e dois avaianos! kkk.

domingo, 3 de abril de 2011

Skavurskadas

Pronto Fernando, conforme o prometido, mas ainda está muito cru. Logo eu arrumo.

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Há um certo tempo venho ampliando os horizontes, e no inicio deste ano conheci dois novos amigos, Douglas e Fernando. Na verdade não foram só eles, mas sim uma grande gama de pessoas, todas ímpares. E põe impares nisso... rsrs

No sábado de carnaval houve uma pequena narguilada, porém por motivos alheios a minha vontade, não pude ir no baiacu de sei lá quem (confesso que não me recordo do nome do bloco de St. Antônio). Mas o mundo dá sempre suas voltas, e assim sendo sempre temos uma reviravolta. Nada como um dia após o outro.

Dia 1º de abril do corrente meus novos amigos convidaram-me para uma festa da MTM na UFSC. Munidos de um narguile de alguns bons líquidos, o novo trio seguiu para a Freguesia da SS. Trindade, e lá tive um verdadeiro abapurú; porém foi um deveras agradável. Presenciei um sem número de palhaçadas e todo tipo de piadas, e a cada nova piada ia chegando um novo amigo na roda e a coisa vai ficando cada vez melhor... estava tudo indo muito bem, mas quando me dei por conta já se fazia tarde (04h00min), e era hora de ir para casa. Assim lamentavelmente acabou o que era doce.

Como se toda aquela skavurskada não fosse o bastante, no dia 2 encontrei novamente a dupla dinâmica e me convidaram para a segunda skavurskada, desta vez no TCT ou TCC ou CQC, sei lá... kkk. Mesmo podre da noite anterior, não tive a capacidade de declinar do convite, afinal amigos e skavurska! Não se nega!

Dois dias seguidos, muito bom. Valeu mesmo. Desculpem garotos, mas, melhor ainda foi a cara de vocês hoje depois que eu sai da missa e soube o resultado do jogo do Figueirense x Avaí que tinha acabado a poucos instantes. C'est la vie.

Já sei que alguns leitores estão estranhando o fato de que este bamba caseiro estar saindo da toca e divertindo-se na rua com os amigos. E respondo que são sinais dos tempos, Nibiru se alguém assim preferir...

Mas o mais interessante é que é que este grupo ao que parece não para de crescer, e sempre com qualidade, o que é fundamental. Ontem conheci muitas pessoas, mas lamentavelmente a minha memória me prega algumas peças no que diz respeito a nomes, e assim sendo não consegui recordar o nome de todos, mas me recordo de cada palhaçada feita no campus. Palhaçadas tão divertidas que acabei registrando-as em algumas fotografias. Lamento meus caros, mas eu não as postarei aqui. Depois envio o link restrito aos interessados.

Realmente, vendo essas fotos, me deu vontade de marcar uma roda de narguiles.

Aos velhos e agora também aos novos amigos, aguardem...

N.S.D., 3 de abril de 2011.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Simulata?

A mágoa que sinto faz com que eu nem saiba bem por onde começar a história, ou parte dela que pretendo contar aqui. Mas, uma das pessoas que recordo agora é minha amiga Raquel Weiss, que sempre me diz: “nós sabemos como é ser filho único”. Com o passar dos anos, aprendemos a administrar a solidão do “filho único”, mas a vida não ensina como é estar sozinho num estádio de futebol lotado num dia de clássico. Sim, creio que eu deva começar assim, com a “solidão acompanhada”, afinal, ela é de longe a pior delas. Sobretudo, quando Deus nos dá uma asa que parece quebrada e indiferente. Ainda bem que só parece, esses são os maus entendidos que temos que passar. Isso é excruciante... Mas mesmo assim, gostei, e vou escrever sobre o tema.
Muitos querem amigos nas horas difíceis, e por vezes isso acontece, mas, quando a situação um dia se inverte, o fiel amigo desaparece como fumaça numa lufada de vento. Pensei que a amizade era uma virtude rara, acreditei piamente que sendo ela uma virtude, “porque só as obras em que a virtude põe a mão, disse um grande orador, são imortais; por elas passa a morte desarmada, o templo lhe inclina reverentemente a fronte encanecida pelo gelo dos séculos, e a posteridade as recebe como herança que lhe pertence, porque a posteridade só aceita o que escapa à lima do tempo e o que resiste aos golpes da morte” 1. Acreditar que uma amizade pode sobreviver à morte é tão somente um ledo engano, um dos vários que cometemos ao longo de nossas existências terrenas.
A amizade interesseira não é amizade, não é virtude e morre assim, sem sequer um farfalhar qualquer. Por isso que as pessoas pensam como um misantropo, também pudera, gato escaldado tem medo de água fria. Repito: “a qualidade que mais se espera em um amigo é um ouvido acessível”. Estes três parágrafos em uma palavra: mágoa. Sorte que temos a capacidade de reconhecer erros, e acertar muitas coisas. Só um recado, cuidado com as piadas por e-mail.
Um TEF, TBF e NHA.


N.S.D., 16 de Fevereiro de 2011.

1- Pe. Almeida Martins

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Abapurú Paulistano

Segundo Narcisa Tamborindeguy viajar é uma aventura, uma loucura. E só me resta concordar, pois o abapurú começa no aeroporto quando eu fui despachar duas espadas, todos os meus amigos tinham uma espada exatamente igual, alguns conseguiram despachá-la na mala e outros embalaram no balcão e despacharam também. Mas como Deus é bom, Nossa Senhora uma baita, e me deram um pouco de paciência (acho que para não usar as espadas) e eu tive que fazer o procedimento de objetos retidos aqui no aeroporto Hercílio Luz. Essa parte foi tranqüila, mas chegando a São Paulo, a caixa com as minha espadas foi para na caixa-prego, fui até o departamento de “achados e perdidos” e esperei mais ou menos uma hora. No fim das contas eles ainda pedem desculpas, sendo que a última coisa que eu gostaria de ouvir era a voz de alguém da empresa aérea “Gol-Contra”. É sim, Gol-Contra, com uma vitória acachapante da ignorância e do descaso no trabalho.

Bem, ao menos cheguei ao hotel com minhas crianças de aço. Depois de deixar as malas no hotel, os meus colegas de viagem resolveram passear na Rua 25 de Março. Valha-me Deus! Mas como eu mesmo disse, em São Paulo tem que se viver como um paulistano, sentir a cidade (e ficar no meio da plebe ignota). Mas tamanho sacrifício para cruzar a Rua 25 de Março é recompensando no Mercadão (ou como chamamos aqui, Mercado Público), tem de tudo um pouco lá, e é claro, não tem como passar por lá e não comer bacalhau e presunto! Fora de sério. Outra coisa fora de sério foi a recepção calorosa que recebemos dos membros do Priorado, pela qual somos muito gratos.

Nesta ida ao Priorado, houve alguns fatos deveras interessantes como a união que pude notar entre todos, indubitavelmente algo incrível. Mas, como em todos os lugares existe a “ovelha” negra, desgarrada, tosca, burra, e sem noção. Não vou chamar de inútil, pois aprendi durante a minha instalação como KM... Aprendi que "todos ali são irmãos, porém nem todos são amigos". É lamentável, mas é a mais pura verdade! Acho que foi nesse mesmo diapasão, o da amizade verdadeira que tive a grata surpresa de ter um padrinho que eu não esperava: o Caju. Você é um irmão e amigo, coisa que muitos jamais serão. Muito obrigado Dindão! kkk.

Ah, antes que eu me esqueça, para a ovelha negra: vá cuidar da cloaca da galinha de sua mãe que o cagou neste mundo! Kkk. Os ingleses dizem: se você não tem nada de bom para falar de um irmão, então não fale nada. Como eu não sou inglês... toco o Phoda-se, symphônico obviamente.

Agora chega de KM. No outro dia, a turma debandou e ficaram os Irmãos (e amigos) Caio e Clóvis, quero registrar aqui o meu muito obrigado por me esperarem no hotel. Algum tempo depois, já no avião, algo sensacional e maravilhoso num avião: uma criança! Bem, em outra crônica eu disse que lugar de criança não é numa noite lírica num teatro, e sim num reformatório. No caso de um avião, o lugar dela não deveria ser no banco na frente do meu, e sim no porão com as malas. Enfant terrible! Passou a viajem tagarelando e falando em alto e bom som: o avião vai cair! Errr! Que vontade de dizer que se cair ela morre e ainda vai ficar sem TV, vídeo game e todas as porcarias que ela gosta! Quisera eu ter uma câmera fotográfica para registrar o momento em que essa peste ficava de pé no banco olhando para mim, ou quando ele colocou sua mão pela fenda dos bancos. Mais hilária foi a cara do Caio esquivando-se dessa peste.

Quando o teco-teco da Gol-Contra aterrissou no Hercílio Luz, havia alguns tratores na pista, e eu ouvi algo assim num tom de voz muito preocupado: “quantos tratores na pista, eles podem atropelar uma criança!” kkkkkkkkkkkkkk. Brincadeira e palhaças a parte, a Gol-Contra Linhas Aéreas fez mais uma das suas: reteram a minha caixa com minhas espadas. Buta que Bariu! Espadas sem ponta e sem fio, usadas somente para ritualística. A “bandejeira” me chamou pediu meus documentos, e ficou com a minha caixa. E eu já ralhando, pois essa bagaça não tem um procedimento padrão para esse tipo de coisa. E o que a bandejeira fez? Pegou o “raidinho” e perguntou para sei-lá-quem qual era o procedimento a ser adotado. E eu disse: te mostro o documento e você me dá a caixa. Pasmem, ela saiu correndo pelo HL e foi falar com outra badejeira que pediu meu RG e me entregou a caixa. Por isso que eu tenho que concordar com a Narcisa, viajar é uma aventura.

NªSªD. 10 de Dezembro de 2010.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Rindo com Música

Caríssimos leitores, ontem eu tive a graça de poder acompanhar ao vivo o programa online do pianista Gustavo Veríssimo no seu twitcam (e a anta aqui nem sabia que isso lá existia). A transmissão começou lá pela meia-noite e o repertório foi algo indescritível!

O repertório foi caprichado, ia desde Odeon de Nazareth, Velha Modinha de Lorenzo Fernandes, Bis du Bei Mir atribuída a Bach (essa foi pedido meu kkk), Clair de Lune, e pasmem: Bad Romance da Lady Gaga!

Algo muito curioso mesmo, Lady Gaga não era nem a última coisa que eu imaginava ouvir num piano, mas conhecendo meu amigo Gustavo, e recordando bem das nossas crises musicais no velho Essenfelder da escola... Bem, não é de todo estranho. Villa-Lobos sofreu muito naqueles saudosos anos, e a monitora do Laboratório do piano, a Ivonete também.

Sinceramente, mais estranho que Lady Gaga é ouvir o que eu acabo de ouvir enquanto escrevo esta crônica: meu pai cantando “la Donna è móbile, a outra é fixa”. Que Bach me ajude!

Enfim, Deus sabe o que faz! No mais, foi uma experiência impar, e lamento profundamente de não poder ter tido a oportunidade de dividir essa experiência com vocês. Quem sabe quando eu conseguir usar o twitcam... kkk.

Por fim, Gus, parabéns pela iniciativa e pelo repertório!

N.S.D. 05 de Dezembro de 2010.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Ode an die Freude

Já faz alguns dias que ando com os dedos bem nervosos, e já percebi que o teclado de um piano não é o bastante para aplacar meus nervos. Bach me ajudou muito, mais ainda é pouco para minha inquieta alma, que almeja muito mais que qualquer fusa pode hoje me oferecer.

Mas como músico, desconheço outra linguagem a não ser a própria música e as peculiaridades dos instrumentos, por isso, hoje vou me valer de um órgão de tubos para tentar expor alguma coisa além de palavras lançadas ao vento. Um órgão munido de dois ou mais teclados manuais é dotado de um “registro de combinação”, que é puramente mecânico. Assim o organista pode programar cada teclado para uma registração (timbre) específica. Caso o executante acione a combinação e não abra os registros para aquele(s) teclado(s), ele se transforma em um anulador, muito útil durante uma missa, pois, não há necessidade de fechar todos os registros e assim perder o timbre escolhido. É um “ligar e desligar”, só mais simples e mais rápido.

Então podemos também anular um teclado inteiro; anula-se o primeiro, por conta do segundo. Do mesmo modo são as chances que nos são oferecidas ao longo de nossas vidas, as vezes uma segunda chance, pode anular a primeira, do novo teclado, recém instalado, reduzindo assim a gama de sons. E mais curioso dessa confusão que eu fiz aqui é a seguinte, com um botão silenciamos a alma do instrumento. As chances são assim, quando oferecidas fazem soar o registro liebesflöte; quando são ceifadas, acionam a combinação que é um anulador, um silenciador.

O órgão, que pela organologia é o rei, é o único instrumento que uma só pessoa pode executar, por assim dizer uma sinfonia. Mas que graça tem um instrumento com infindos recursos, quando somos solistas? Creio que é a mesma do órgão sem tubos, piano sem cordas...

Mas, sozinho e surdo, Beethoven escreveu “Ode an die Freude”, ou “Ode à Alegria”.

Agora chega do silêncio de anuladores e de pausas, é hora da sinfonia da vida, do belo, do viver e ser feliz.

NSD, 05 de Novembro de 2010.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

O que o Coração Pensa

Quem pudera entender os intentos do Supremo Supervisor dos Mundos...

Qual seria o motivo de certas coisas? Qual seria o tão falado “propósito maior?”.

Por vezes O vemos como o Misericordioso, Complacente, que faz branco até o pecado de sangue. Em outros momentos há o Deus que Vida e misericórdia nos concederam, e seu cuidado guardou nosso espírito. Embora escondas estas coisas no teu coração, sei que as andavas remoendo em tua mente: Se eu pecar, estarás me observando e não consentirás que eu seja livre da minha iniqüidade.

Não quero aqui discutir a Misericórdia Divina, pois nela creio, mas o que eu estou pensando é justamente nas coisas opostas que sempre estão mudando como a roda da fortuna. Em dado momento temos algo palpável como concreto, depois a coisa se desfaz como fumaça ao vento, e depois se materializa como concreto novamente.

Como isso é irritante! (acho que aquele onhnnnnnnn pra aclamar é pior!) Não podemos fazer nada quanto a isso... Somente nos resta esperar, e deixar que Ele faça o que lhe aprouver, o que for melhor.

Mas, determinadas coisas são relativamente simples, e mesmo assim se tornam complicadas ao extremo, e por vezes parece que alguém lá no alto está dormindo, mas quando resolve acordar do seu cochilo secular, ajuda a acertar certas coisas que vão e vem como um pêndulo. Acho que alguém lá encima deve abrir bem os olhos, e alguém aqui embaixo, deve ir se habituando com algumas atitudes. Sei que o santo é de terracota, e há inúmeros remendos, mas nem por isso esse andor deve ir seguir como os vigorosos e invejáveis passos de uma tartaruga.

Vamos que vamos. Não tenhas mais medo. Nada é cedo demais. Nada é tarde.

Prefiro viver aquele final de semana tal, como se fosse acabar e não ter mais outro...

Sinto que não vai acabar assim, se que tem muito pra acontecer, porém gosto de viver

(quando vivo rss) de forma intensa e plena.

Acho que isso não depende mais de mim... A única coisa que depende de mim é te amar incondicionalmente.

N.S.D. 26 de Abril de 2010.

*Texto iniciado em 21/04.

domingo, 18 de abril de 2010

Um diazinho Hilário

Depois de dar uma breve passada pelo Empório Mineiro com alguns amigos, juntamos o povo para ver um filminho. Filminho mesmo, a Michelle Pfeiffer fez um lixo chamado “Cherry”. Tosco, pobre, fraco.

Após desse abapurú cinematográfico, eu, Dai, Giow e Neto ficamos jogando conversa fora por um tempo até Morpheus nos chamar. Enquanto isso não acontecia, e o povo ia caindo (a Giow foi a primeira como sempre kkk), fiquei conversando sobre música com o Neto. Até que enfim alguém que não acha meu gosto musical apurado demais (e minhas piadas intelectuais demais, coisa de gente disléxica mesmo).

Depois do narguile(s) da aurora, resolvemos sair e levar a Mel na Lagoa, e depois aproveitar a carona com a Giow para voltar a Vila do Desterro. No meio do caminho reiniciamos uma brincadeira da Mel: contar fuscas. A brincadeira consiste em toda vez que ver um fusca dizer “fusca-fusca”, e contar um ponto. E se for um New-Beetle, diz-se “biru-biru”, e conta-se 2 pontos a cada.

Oh coisa neurótica, mas divertida ao extremo. O problema que eu fico com isso no mínimo por uma semana na cabeça. Fusca-fusca, Fusca-fusca, Fusca-fusca, Fusca-fusca, e Fusca-fusca. Complicado e neurótico, mas divertido.

Na quarta-feira irei à roda de narguiles na Giow e contar mais uns bons “Fusca-fusca” em agradável companhia, a saber, Giow, Dai e Neto.

NSD, 18 de Abril de 2010.

domingo, 11 de abril de 2010

Stammtisch in allem, auch regen!


Ontem na Ponta de Baixo ocorreu a VI Stammtisch de São José. Por volta das 11h a Rua Pe. Réus foi tomada por várias barracas de gastronomia típica como strudel, tortas, bitter, spritzwurst e muito chopp do Opa.
As confrarias e grupos folclóricos trataram de animar a festa juntamente com uma banda típica. Enquanto o velho bandoneon nos inebriava com os sons dos séculos passados, a soprano Raquel Weiss tratou de nos encantar com sua bela voz.
Agora um pouco de história: Stammtisch é a junção de duas palavras (como tudo em alemão pode ter umas penca de letras srsr) onde Stamm é tronco e tishc é mesa, pontanto a mesa de tronco, onde as pessoas de origem germânica se reúnem para reservar as suas tradições, tais como, música, gastronomia, trajar, e idioma.
Com esse intuito de preservação da cultura alemã a Associação Cultural Deutsche Welt vem organizando e divulgando os eventos dessa natureza. Tais eventos sempre concentram grande número de pessoas de diversas partes do estado e sempre são muito animados desfazendo a visão popular que o povo germânico é naturalmente carrancudo.
Alias, alemão é que sabe saber festa, olha só a Oktober... bem melhor do que ficar comendo as tainhas gordas e sebentas. Então, Stammtisch über alles! Ein Prosit!

Desterro, 11 de Abril de 2010.