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quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Insanæ Et Vanæ Curæ


Nas palavras de Ney Brasil: “É um pensamento sem dúvida salutar!”
Nas correspondências trocadas com o pe Ney, eu fui um pouco mais além: “uma verdade inquestionável e salutar.”

Insanæ et vanæ curæ invadunt mentes nostras.
Sæpe furore replent corda, privata spe.
Quid prodest, O mortalis, conari pro mundanis, si cœlos negligas?
Sunt fausta tibi cuncta, si Deus est pro te.

Insanas e vãs preocupações invadem nossas mentes, muitas vezes a loucura toma conta dos nossos corações, que são destituídos de esperança. Que aproveitará a você, ó mortal, a luta pelas coisas terrenas, se você negligenciar as do céu? Todas as coisas lhe são favoráveis, se Deus está com você.
O texto latino acima foi musicado por Joseph Haydn em uma data entre 1805 e sua morte em 1809. Deleitem-se: http://www.youtube.com/watch?v=PSYK5JHgRnA.

Desterro, 26 de Janeiro de 2012.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Frohe Ostern

Acordei tarde no Domingo da Ressurreição, deve ter sido o vinho, só pode. Depois de uns oito anos, ao despertar olhei para o lado e O vi. Mas segundo as Sagradas Escrituras Ele após sair andando do sepulcro de Arimatéia passou pouco tempo aqui nesse mundo, e logo se foi.

Sempre foi assim. Parece que a salvação plena e a glória do paraíso vai vir à prestação ao longo da vida.

Na missa catamos o salmo 117: “A mão direita do Senhor fez maravilhas, o mão direita do Senhor me levantou”.

N.D.S. 25 de abril de 2011.

sábado, 23 de abril de 2011

Relatos de uma Sexta-feira Santa

Como é tradição em minha casa, na Sexta-feira Santa convido sempre alguns amigos para o almoço. Neste ano fizeram-se presentes Elsa Nuñes, Caio Fabrício, Diego Martins, e posteriormente Raquel Martins. Confesso que para uma Sexta Santa, o almoço foi muito farto e muito aminado, mas, não há mal em confraternizar com os que amamos.

No cardápio, peixe como manda os antigos costumes, porém um toque há mais: salmão na manteiga negra, especialidade de Doña Elsa e bacalhau a Deco e Caio... srsrsr. Para beber, vinhos brancos e frisantes. São em momentos assim que podemos conversar com um pouco de decência, sem as futilidades e tolices do dia a dia, afinal, são pessoas que acrescentam sempre. Ora, quem gosta de uma conversa vazia? Creio que ninguém.

Após os cânticos próprios da Liturgia do Dia muito bem tocados pelo Caio, fomos à procissão, sempre o grupinho, André, Raquel e Caio, e neste ano com uma novidade, meu amigo Diego foi a Procissão do Senhor Morto. Confesso que foi uma gratíssima surpresa, porém como minha irmã Raquel é a Verônica, eu devo acompanhá-la a frente do esquife de N.S. Jesus Cristo, não pude fazer companhia ao nobre amigo, então fica aqui o meu pedido de desculpas por não poder lhe fazer companhia.

Minha irmã, como sempre, foi perfeita na sua interpretação no Cântico de Verônica, algo que orgulharia nosso amigo Nivaldo Goulart, que acredito piamente que nos fez companhia nos passos da procissão. Lembro também que eu disse ao Diego que a banda toca vários dobrados, e em especial Marchas Fúnebres. E acompanhando o Senhor rumo ao sepulcro, temos nesse tempo a visão de nossa vida diante de nós, em muito semelhante a aquela história de quem o filme de nossa vida passa para nós quando partimos. No fim da procissão, ele me confirmou isso. Amigo, espero que esta experiência tenha sido de grande valia para você!

Devo relatar aqui um fato curioso, algumas pessoas perceberam que eu rezava o terço durante o caminho, porém como músico, a banda mexe muito comigo (e eu gosto muito dessas músicas) então não consigo me concentrar para rezar, logo só há uma saída: o latim.

Como soprano e historiadora, a Raquel conhece bem os textos latinos, assim tive companhia para minhas orações diárias, feitas de uma forma hoje incomum. Mas o Bom e Eterno Deus aceita todo clamor, e em qualquer língua, desde que ele venha do coração.

Para terminar, a Raquel e o Caio foram ao Barzinho do Salvador, e eu com a Elsa fui no Guacamole para a despedida da minha querida amiga Ana Luisa. Estava tão bom quanto o Barzinho do Salvador de todos os anos, mas faltou uma coisa, o amigo Diego. Ano que vêm, na Sexta-santa se o Bom Deus permitir estaremos todos juntos para celebramos a Paixão do Senhor e o amor incondicional Dele para conosco e nosso para com os outros!

N.S.D., 22 de Abril de 2011 do Ano de NSJC.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Paucis Cineres

Hoje recebi notícias de alguém que há muito não vejo, e prefiro que continue assim. Ao que me parece, são boas notícias, sei que isso é bom, mas pouco me importo se são boas ou más; só sei que é melhor receber uma notícia por terceiro do que por ore propriae. Curiosamente hoje na solene liturgia de cinzas, nosso administrador apostólico e Arcebispo Primaz do Brasil, Ðom Murilo em sua homilia falou do arrependimento – as cinzas na fronte são um sinal disto – e de algo intimamente ligado ao arrependimento: o perdão.

Sim, essas duas coisas devem ser algo uno. Ðom Murilo falou do perdão como ele é (para nós, como ele deve ser), ou seja, um ato consciente e deliberado; já a memória é um fato temporal que não esquecemos. Pois mesmo não querendo notícias de alguém, não querendo ver este alguém, lembramos sempre do mal que nos foi feito. Mas quando conseguimos rezar por quem nos fez este mal, estamos na verdade perdoando, mesmo que jamais voltemos a ver esta pessoa.

Confesso que isso é um tanto quanto estranho para mim. Seria assim tão simples (e “fácil”) o ato de perdoar? Realmente, não faço a menor idéia...

O mais curioso, e acredite quem quiser: primeiro eu fui à missa de cinzas, e depois, por volta das 22 horas que eu recebi uma visita que me trouxe a tal notícia. Que vá em paz! Afinal, pela exegese bíblica, setenta vezes sete é sempre...

Nossa Senhora do Desterro, Quarta-feira de Cinzas de 2011.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

O que o Coração Pensa

Quem pudera entender os intentos do Supremo Supervisor dos Mundos...

Qual seria o motivo de certas coisas? Qual seria o tão falado “propósito maior?”.

Por vezes O vemos como o Misericordioso, Complacente, que faz branco até o pecado de sangue. Em outros momentos há o Deus que Vida e misericórdia nos concederam, e seu cuidado guardou nosso espírito. Embora escondas estas coisas no teu coração, sei que as andavas remoendo em tua mente: Se eu pecar, estarás me observando e não consentirás que eu seja livre da minha iniqüidade.

Não quero aqui discutir a Misericórdia Divina, pois nela creio, mas o que eu estou pensando é justamente nas coisas opostas que sempre estão mudando como a roda da fortuna. Em dado momento temos algo palpável como concreto, depois a coisa se desfaz como fumaça ao vento, e depois se materializa como concreto novamente.

Como isso é irritante! (acho que aquele onhnnnnnnn pra aclamar é pior!) Não podemos fazer nada quanto a isso... Somente nos resta esperar, e deixar que Ele faça o que lhe aprouver, o que for melhor.

Mas, determinadas coisas são relativamente simples, e mesmo assim se tornam complicadas ao extremo, e por vezes parece que alguém lá no alto está dormindo, mas quando resolve acordar do seu cochilo secular, ajuda a acertar certas coisas que vão e vem como um pêndulo. Acho que alguém lá encima deve abrir bem os olhos, e alguém aqui embaixo, deve ir se habituando com algumas atitudes. Sei que o santo é de terracota, e há inúmeros remendos, mas nem por isso esse andor deve ir seguir como os vigorosos e invejáveis passos de uma tartaruga.

Vamos que vamos. Não tenhas mais medo. Nada é cedo demais. Nada é tarde.

Prefiro viver aquele final de semana tal, como se fosse acabar e não ter mais outro...

Sinto que não vai acabar assim, se que tem muito pra acontecer, porém gosto de viver

(quando vivo rss) de forma intensa e plena.

Acho que isso não depende mais de mim... A única coisa que depende de mim é te amar incondicionalmente.

N.S.D. 26 de Abril de 2010.

*Texto iniciado em 21/04.

sábado, 3 de abril de 2010

Alguns Relatos de uma Sexta Santa

Acordei cedo hoje, 07:56. Achei que dormiria por mais tempo devido à procissão do de ontem. A Procissão do Senhor Morto é sempre pesada, cheia de orações particulares, e mal organizada. Não sei como isso é possível... Aliás, em verdade vos digo, eu sei. E o motivo para tanto é que “““faltam pessoas para auxiliar””” (com aspas tripas, itálico e grifo).

Como já disse nesta semana santa: “se esta é minha cruz, só me resta abraçá-la de bom grado”, então ao “““organizador””” da procissão só posso dizer: Já que escorraçastes todos que lhe ajudam por pura vaidade, então tome essa cruz a costas e caminhe calado! Afinal, você desejou e causou isso.

Ontem nosso Arcebispo, Đom Murilo, proferiu o tradicional Sermão da Soledade, no qual ele disse ao seu rebanho o exemplo de vida cristã nas mulheres, em especial às avós que tem via de regra ao seu encargo o ensino religioso aos netos, e outros membros da família. Đom Murilo também falou do perdão. Perdão para mim é uma coisa divina, e como não sou divino e estou muito distante disso, fica complicado mesmo.

Na última Sexta-feira Santa, em face a um desentendimento com o “““organizador””” fui ter com ele uma prosa com o seguinte teor: “procissão é sempre assim, estamos todos estressados e peço desculpas, embora você não tenha me entendi muito bem”. E essa criatura “““exemplo de vida cristã””” o que fez? Se quer me olhou na cara, portanto falo sem medo e remorso em meu coração: hipócrita vaidoso! E como diria Vovó Panzer em relação ao seu trabalho na procissão: “dienst von schw.” (pra quem fala alemão fica fácil entender a abreviação).

Até quem no outro ano achou que eu estava errado, esse ano obteve a graça de ver quem é o malfeitor. Contra fatos tão concretos não há argumentos.

Outra coisa que me causou espanto, e não só a mim, foi um sujeito, que sei lá quem era que estava na Rua Deodoro na frente da procissão ralhando palavras incompreensíveis e atentando contra os direitos resguardados pelo Código Penal em art. 208 combinado com o art. 233 do mesmo Codex. Só me pergunto: e o longo braço do Estado? Motivos de piada, claro.

Outra coisa me que ocorreu muito ontem foi a primeira Semana Santa sem o nosso Queiki. É Caco, você faz muita falta meu amigo. Requiescat in pace.

NªSªD, 3 de Abril de 2010.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Pôncio PILATES


Hilário! kkkk, pode conferir no site: http://msn.onne.com.br/cultura/materia/12723/paix-o-de-cristo

Eu reconheço que eu não tenho sequer condições de ficar apontando o erros, mas, achei muito divertido!

N.S.D., 1 de Abril de 2010.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Sacrilégio e Falta de Educação.


O primeiro dos motivos que me levam a escrever hoje é algo que eu deveria escrever ontem, mas devido ao processo de mortificação da carne oriundo da Procissão de Passos não pude sentar na frente do PC e escrever algumas poucas linhas. Porém hoje posso fazê-lo em dobro...

Pois bem, seguindo o título ai vai a primeira.

No retorno da imagem do Senhor Jesus dos Passos (é não tem “BOM” no nome do Senhor dos Passos do IHC padre, aconselho a utilizar um aparelho auditivo ou procurar a APAE, o que é mais indicado no seu caso), ao IHC no meio da procissão, pude notar algo que de fez “sapatear” um pouco: um tapete na Rua Tiradentes.

Mas, não era um tapete qualquer, e sim um cálice. Normalmente se utiliza um cálice com uma hóstia, e só isso. Mas o “brasão” do Avaí F.C. no cálice já é demais.

Como diria Boris Casoy: “Isso é uma vergonha!” Ahhh! Errrr! Não contei tempo, meti o pé e acabei com o horrendo tapete no meio da procissão. No mais solicitarei um parecer da Congregação para a Doutrina da Fé (hahaha).

Não cabe um time de futebol em uma procissão, pouco importa se é o Figueirense F.C. ou o Avaí F.C.. Tomem vergonha nessas caras! Em tempo, dia 21 de março, dia da procissão, o Avaí perdeu para o Imbituba por 1 a 0! Est fantastique!

Segundo tema:

Sabe quando comentamos com alguém algo que fizemos em casa, ou qualquer outra coisa? E esse alguém solta: “por que não me convidou?”

Francamente, eu não digo isso a ninguém. Se não convidei, foi por que não deu, ou por vezes não pude, em virtude da companhia (por vezes não quis convidar ninguém). Ou será que tenho que convidar os amigos para segurar vela? Tenho direito a privacidade de vez em quando. Um pouco de vergonha na cara faz bem, tanto aos fazedores de tapetes para procissões bem como para os amigos sem noção.

Sem mais,

Nª.Sª.D. 22 de março de 2010.

domingo, 21 de março de 2010

Senhor dos Passos – 2010


Pronto! A imagem do Senhor dos “Spassu” e a da Nª Sª “das Dô” já estão na Catedral Metropolitana para que amanhã haja a Procissão do Encontro. Momento realmente tocante para os que acompanham tal cerimônia, e por tantas vezes o Sermão do Encontro foi algo que realmente podemos refletir. Realmente, não dá para assistir a Santa Missa quando não se entende uma única palavra proferida pelo sacerdote.

Tive, ou melhor, tenho a maravilhosa oportunidade de conviver com o Pe. Ney Brasil Pereira¹, e perguntei o que ele entendeu de uma determinada homilia, e ele disse: nada.

De engodos a face da terra está cheia, mas, não estou aqui para escrever sobre o sacerdote falastrão, mas sim sobre algo que ocorreu na última Procissão de Passos (2009). Certo “jornalista” disse: “tantas mil pessoas se fizeram presentes procissão, e os irmãos do IHC todos roxos de fé”.

Fico aqui pensando, “roxo”, bem ele gosta de “branco”, por assim dizer. Ou seria como a valsa escrita por Zequinha de Abreu? Não sei. Se for, AMÉM, pois não vai muito longe. Comentário infeliz por comentário infeliz esse é o meu.

Deixe então de fazer comentários inúteis e seja um jornalista de verdade e não ofenda um ato de uma irmandade fundada em 1765.



¹ http://arquifln.org.br/lenoticia.php?codigo=885

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Ecce Lignum Crucis! – Eis o lenho da cruz!



Hoje é um dia santo, especial. Pois neste fatídico dia celebramos a paixão e morte de Nosso Salvador. Cristo se humilhou e tornou-se obediente até a morte na cruz (Fl. 2:8).
Neste dia, luto e consternação se fazem presentes em nossos corações. Mas há ainda na parte mais insondável de nossos corações, onde habita a esperança da ressurreição do Senhor. Esperança esta que devemos mesmo com o peso da dura cruz ter todos os dias dentro de nós. Quem dentre nós não tem o seu lenho, seu fardo a carregar dentre caminhos escuros e tortuosos? Creio que seja a fé a chave disto tudo. Pois penso que sem ela não vamos a lugar algum, nada sabemos e nem nada somos. Devemos hoje meditar sobre as XIV Estações do Caminho do Calvário, aliás, para mim são XV Estações na Via Crucis, sendo esta décima quita a ressurreição de Xto. A ressurreição que todos nós esperamos, a vida que tanto buscamos junto à luz da face do Criador. Por isso meus irmãos em Cristo, hoje é o dia de refletirmos sobre a paixão do Senhor, hoje é o dia também de fazermos uma minuciosa reflexão sobre nós mesmos, sobre o que somos e o que devemos ser.

Com mão rude e um coração repleto de infindas esperanças aguardando a vinda do Senhor.
S.D.G.
Desterro, Sexta-Feira Santa de 10 de Abril de 2009. A.D.

*Obra: El Cristo crucificado, ca. 1632, por Diego Velázquez (1599-60), pintor espanhol.