Neste final de semana resolvi justificar a existência de meu porte de arma (CNH), afinal, desde que o DETRAN me deu a carteira eu não havia usado.
Com uma amiga no carro (que não sabe dirigir) eu fui até a Carvoeira, alguns me perguntaram por que logo uma que não sabe dirigir... E eu digo dirigir nem eu sei, mas é só pra dar apoio moral mesmo.
Ser motorista de direito e não de fato é bastante complicado, mas Deus sabe como consegui chegar ao meu destino, e numa BMV 1975 (Brasília Muito Velha) a coisa não é fácil não. E ainda pra ajudar ela é amarela como a que os Mamonas tinham, ou seja, um barbeiro num carro desses é a atração do dia. Depois de rezarmos e ela manifestar seu último pedido em uma mensagem no MSN para uma amiga fomos. Para conseguir tirar o carro da garagem foi um parto daqueles, quase uma cesariana com eclampsia e tudo mais que se tinha direito, só faltou fórceps pra arrancar a “brasuca” do lugar.
Foi tudo tranqüilo até lá no Saco dos Limões um infeliz sair na contramão, pois queria todo o custo ultrapassar um ônibus que parou. E agora? Um barbeiro num carro velho que tem uma baita folga no volante... Como não vi ninguém na calçada fui oras, dos males o menor. Pois a brasuca é herança do vovô, se quebrar fu... Entre mortes e ressuscitações do carrinho consegui chegar incólume. A volta foi um tanto mais fácil, mas mesmo assim complicada, pois na Rua Romualdo de Barros eu estava procurando uma placa de limite de velocidade quando notei que o velocímetro marcava o zero km/h. Mas com o jeitinho brasileiro, sou seja, batendo ele volta a marcar direitinho. Nem me arrisquei em pegar o túnel Antonieta de Barros, vim pela Prainha mesmo, menos trânsito.
Definitivamente, o coisinha complicada! É mais fácil tocar Bach no piano que andar por aí. Por fim agora eu posso dizer que eu sei dirigir Brasília, mas o Lula não sabe...
NSD, 19 e 20 de setembro de 2009.

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