
Não é fácil, fácil é dizer, e quando dito por dizer, é um vitupério.
O perdão nada mais é que um exercício, que deve ser diário. Ele é um grande degrau na escalada da iluminação de cada um de nós. Há os ditos “pecados mortais”, e quanto a estes não sei bem como fica. Em I João 5:16 há o alerta de que devemos orar, e o versículo seguinte nos diz: “toda a injustiça é um pecado”.
A Igreja já percebeu o erro com os Templários, e assim sendo se redime do pecado através do reconhecimento e arrependimento por esse mesmo erro.
E hoje o Romano Pontífice pediu perdão pelos padres pedófilos (http://g1.globo.com/mundo/noticia/2010/06/papa-pede-perdao-pela-primeira-vez-pelos-padres-pedofilos.html).
Se a Igreja Católica com sua mentalidade medieval sabe perdoar e pedir perdão, cabe a nós seguir tão nobre exemplo.
O verdadeiro perdão se reconhece por atos, e não palavras. E por fim, o perdão foi feito para ser concedido e não pedido.
Desterro, 12 de Junho de 2010.
* Obra no post: "O Retorno do Filho Pródigo", do pintor holandês Renbrandt (1606-1669).

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