Tétricos dias, afinal, vejo naqueles que estimo tão somente hedonismo, concupiscência e o pior: falta de palavra. Não sou a forma mais virtuosa que caminha na terra, mas, ao menos tenho palavra e não sou nenhum biltre embusteiro. Por mais compaixão que podemos ter, fica muito complicado ter um pouco de tolerância diante das inópias que encontramos nas mentes com as quais convivemos. "Mentes" que convivemos por vontade própria, e por esperança de que um dia tome um rumo em sua miserável existência e assim sendo deixe de ser uma pedra de tropeço, e seja uma pedra lapidada, polida e construtiva.
Afrontas inultas me são desfraldadas quase que diariamente, e ao término de tudo, a quem rogarás paráclito? Fitar-me-ás como já fizeste com aquele olhar insondável e lacrimoso. Antes de estender-lhe a mão (segundo alguns, mão que se estende até ao inimigo, mas não é este o caso, que fique bem claro) vociferarei a seu ouvido apenas duas palavras: “bem feito!”. Depois, verei o que fazer para resgatá-lo da fogueira na qual se enfiaste por vontade própria.
Exorto-o para que reflitas, e assim percebas com a máxima urgência quem são os seus verdadeiros amigos. Já dizia Jó (Jó 10:2): “mostra-me por que razão me tratas assim”. E tenho mais uma exortação: ao confessar pecados àquela que supostamente amas, confesse-os por inteiro, e não tão somente aquilo que lhe convém para salvar sua pele.
N.S.D., 17, 20 e 22 de Julho de 2011.

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