Pensei em escrever sobre o ontem, mas não tenho nada para relatar, contudo revirando muita coisa por ai, encontrei algo do Caio Fernando Abreu que achei muito interessante; eis a transcrição:
“Do que adianta namorar, se for pra trair? Do que adianta aparência, se não houver caráter? Do que adianta um sorriso se for falso?”
Simplesmente sensacional! Essas duas míseras linhas sintetizam bem como é o ser humano hoje: leal como uma serpente, carinhoso como um rinoceronte, bondoso como um demônio e mais caráter e retidão, dos políticos, claro.
Esperado por muitos, e odiado por uma horda de solteiros. Uma coisa eu tenho que admitir no que diz respeito ao 12 de junho: “é muito casal fingindo que se ama, e muito solteiro apaixonado”. Essa pérola eu devo ter lido em alguma rede social, porém, é a mais pura verdade. Hoje as pessoas não querem nada mais sério, hoje se quer ser feliz a todo pano, porém, ninguém, há muito mesmo, que não pensa mais em fazer alguém feliz e assim ser feliz. Será que dentre os escassos leitores desse blog alguém consegue mensurar o que é isso? Pois eu já me sinto como o último humano da terra.
Pessoas são complicadas demais, e ao que parece gostam mesmo de complicar. Fita-me descaradamente quando conversa com outra pessoa... Fico me perguntando o real motivo disso. Outra, fica com um sorriso lindo quando estou por perto, mas, ao que parece prefere viver nas trevas.
Ao longo dos anos tive algumas ideias quanto a isso tudo: sempre vi o amor como minha religião, o corpo o altar, e a fidelidade um dogma; contudo hoje só tenho nostalgia ao recordar o velho passado. Em nome desta nostalgia acabei por cunhar a seguinte frase: “Sabe quando você é feliz quando ninguém notou que você existe?”
Hoje, diante de tamanho farisaísmo das pessoas temos que aprender a nos esquivar dos inescrupulosos e saber discernir entre um sentimento impoluto e as morbígeras concupiscências que pelejam contra a humanidade.
E assim a vida segue... em mais um 12/06, onde pergunto: "é você satanás?".
Desterro, 13 de Junho de 2012.

Depressivamente lúcida. Objetivamente cruel e realística. A futilidade humana e a velocidade com que as relações se fazem e se desfazem é cada vez mais patente. Enquanto isso, a vida transcorre silenciosa, tal qual uma cimitarra impiedosa e veloz, na direção dos que não amam e não se permitem amar. E não há mais volta...
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