segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Voltando ao Blog e Divagando

Pois! Passei muito tempo sem escrever no meu terapêutico bloguinho... mas desejo ir retomando o hábito da escrita para o blog. Nunca deixei de escrever, e sempre à mão, mas nada digno de nota. Vamos ao que importa: divagar!

Esses dias eu estava divagando sobre vários assuntos, como sempre faço, e me veio uma triste realidade a mente: mesmo detestando o direito e a faculdade, tenho um lado de advogado bem marcante na minha personalidade, pois gosto de convencer as pessoas daquilo que eu não acredito. Não faço isso com credos, pois já acho o meu muito complicado, e a bíblia por si só já é uma caixinha de surpresas “pandorísticas”.

Outra divagação se deu depois de uma olhada em um livro de 1873, do Excelentíssimo e Reverendíssimo Senhor Arcebispo da Bahia e Conde de S. Salvador, juntamente com o Reverendíssimo Senhor Bispo do Pará (quanta pompa!) discorrendo sobre a questão religiosa no Segundo Reinado. Quem estudou história sabe do que falo, sabe de toda a confusão que houve na época. Mas a questão religiosa aqui só serve de pano de fundo...

Eu disse: “quem estudou história...”, e eu pergunto agora: quem estudou isso na escola? Não é de hoje que o governo se preocupa mais com brigas do que com a educação... a saúde... e o bem-estar do povo.

E a escola tem uma estrutura confusa no que diz respeito ao ensino. Na história é um desastre, estuda-se tudo por alto! Sei que não se tem tempo para tudo, mas por exemplo: eu não tive nada sobre a Guerra do Contestado na escola, e esse tema tem tudo a ver com a terra onde nasci e onde eu estudei. Na geografia Brasil é por alto também, fico pensando quantos sabem dizer os nomes de todas as Unidades Federativas. Mas se fala da savana e ai tem quem se lembre do Pumba!

Na física, não digo que é inútil, mas pensa na praticidade de se saber tudo sobre movimento retilíneo ou força centrípeta. Na educação física é só dar a bola para os alunos. Na química, recordo uma ocasião em que eu conversava com um professor, e eu disse que deveríamos reduzir um pouco as exatas e focar em humanas. Pra quê eu fui dizer isso? Para ele esbravejar e me perguntar: “tu nunca fez um pão e usou fermento?” Mas, nem sabe esse douto catedrático que o pão usa fermento biológico, e não químico.

Na matemática são os cálculos estranhos, como progressões aritméticas e geometria espacial! Nada como saber quanto de água cabe num cilindro, cone, icosaedro, dodecaedro, cubo, incubo e súcubo... só pra phoder com você.

O que eu quero dizer é que tem que se dar mais atenção ao aluno. Não estou por outro lado dizendo que não teremos mais matemática, química e física, mas deveríamos ter noções gerais sobre essas três matérias, e o aluno que demonstrar mais interesse pode complementar seus estudos nessa área.  Não conhecemos a própria terra, não sabemos cantar seu hino, somos desleixados com a própria língua.

No fim das contas, das nossas escolas, saem doutores em matemática, física e química, todos fluentes em inglês... A culpa não é do professor, mas o governo e do povo.


Mas, na República de Bananas é tudo uma zona. 


N.D.E., 12 de Agosto de 2013.

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