Pois! Passei muito tempo sem escrever no meu terapêutico
bloguinho... mas desejo ir retomando o hábito da escrita para o blog. Nunca
deixei de escrever, e sempre à mão, mas nada digno de nota. Vamos ao que
importa: divagar!
Esses dias eu estava divagando sobre vários assuntos, como
sempre faço, e me veio uma triste realidade a mente: mesmo detestando o direito
e a faculdade, tenho um lado de advogado bem marcante na minha personalidade,
pois gosto de convencer as pessoas daquilo que eu não acredito. Não faço isso
com credos, pois já acho o meu muito complicado, e a bíblia por si só já é uma
caixinha de surpresas “pandorísticas”.
Outra divagação se deu depois de uma olhada em um livro de
1873, do Excelentíssimo e Reverendíssimo Senhor Arcebispo da Bahia e Conde de
S. Salvador, juntamente com o Reverendíssimo Senhor Bispo do Pará (quanta
pompa!) discorrendo sobre a questão religiosa no Segundo Reinado. Quem estudou
história sabe do que falo, sabe de toda a confusão que houve na época. Mas a
questão religiosa aqui só serve de pano de fundo...
Eu disse: “quem estudou história...”, e eu pergunto agora:
quem estudou isso na escola? Não é de hoje que o governo se preocupa mais com
brigas do que com a educação... a saúde... e o bem-estar do povo.
E a escola tem uma estrutura confusa no que diz respeito ao
ensino. Na história é um desastre, estuda-se tudo por alto! Sei que não se tem
tempo para tudo, mas por exemplo: eu não tive nada sobre a Guerra do Contestado
na escola, e esse tema tem tudo a ver com a terra onde nasci e onde eu estudei.
Na geografia Brasil é por alto também, fico pensando quantos sabem dizer os
nomes de todas as Unidades Federativas. Mas se fala da savana e ai tem quem se
lembre do Pumba!
Na física, não digo que é inútil, mas pensa na praticidade
de se saber tudo sobre movimento retilíneo ou força centrípeta. Na educação
física é só dar a bola para os alunos. Na química, recordo uma ocasião em que
eu conversava com um professor, e eu disse que deveríamos reduzir um pouco as
exatas e focar em humanas. Pra quê eu fui dizer isso? Para ele esbravejar e me
perguntar: “tu nunca fez um pão e usou fermento?” Mas, nem sabe esse douto
catedrático que o pão usa fermento biológico, e não químico.
Na matemática são os cálculos estranhos, como progressões aritméticas
e geometria espacial! Nada como saber quanto de água cabe num cilindro, cone, icosaedro,
dodecaedro, cubo, incubo e súcubo... só pra phoder com você.
O que eu quero dizer é que tem que se dar mais atenção ao
aluno. Não estou por outro lado dizendo que não teremos mais matemática,
química e física, mas deveríamos ter noções gerais sobre essas três matérias, e
o aluno que demonstrar mais interesse pode complementar seus estudos nessa
área. Não conhecemos a própria terra,
não sabemos cantar seu hino, somos desleixados com a própria língua.
No fim das contas, das nossas escolas, saem doutores em
matemática, física e química, todos fluentes em inglês... A culpa não é do professor,
mas o governo e do povo.
Mas, na República de Bananas é tudo uma zona.
N.D.E., 12 de Agosto de 2013.
N.D.E., 12 de Agosto de 2013.

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