terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Os Sepulcros Caiados da Vida

De tempos em tempos os mortos ressurgem para nos importunar, assim como o espírito no natal passado... ou seja, nada de bom.
Não importa o que foi, não importa se foi bom, ou se por tantas vezes não foi.
São Mateus foi muito feliz em uma parte específica de seu evangelho (23:27), e quem quer um sepulcro caiado? Pergunto-me. Por que esses espíritos imundos retornam de tempos em tempos? Não devemos dar brechas para esses bastardos inglórios, por assim dizer...
Criaturas assim acham muito cômodo usar as pessoas. Mas devido à natureza da situação, o jeito é manter distancia e fazer cara de Monalisa. O tempo se foi, o cristal se quebrou. Finis est.

N.S.D., 23 de Fevereiro de 2010.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Frase do Dia

Eu costumava comer somente comida natural, até que aprendi que a maioria das pessoas morrem de causas naturais.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

A Festa da Carne

E como já é tradição de muitos e muitos anos, em fevereiro temos a Festa da Carne.

Por conta dos tempos litúrgicos conhecidos como Quaresma e Semana Santa na Igreja Católica, marcados pelas privações e os processos de mortificação da carne, foi criado um festival que teria fim na chamada terça-feira gorda, imediatamente anterior a quarta-feira de cinzas. A terça-feira é chamada de “gorda”, pois em contraste com os tempos já citados, nos dias de carnaval os prazeres eram os mais mundanos. Nesses dias tudo era “permitido”, a festa era praticamente sem medida. A quarta-feira de cinzas é o dia em que se iniciam os jejuns e meditações em preparação para a Paixão de Cristo.

Em suma: O carnaval é só para encher a barriga para se passar as privações da quaresma. No Islamismo é mais ou menos a mesma coisa no Ramadã, onde se jejua somente da aurora ao poente.

No mais é aproveitar um pouco a folia nesses dias... FUI!

Nª. Sª. D. 12 de fevereiro de 2010.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Furie Terribili!!!

Agora sei o que Armida cantava no atto primo da ópera Rinaldo de Handel (Londres, 1711).

O calor de quase 40 graus de hoje está me levando à beira da loucura, e vai piorar com o carnaval, pois com o calor a cidade vai parecer um urinol gigante. E pra ajudar, ainda não chove! Argh!

Falando em Londres, o clima lá está mais que agradável 46 Fahrenheit (aproximadamente 8 graus da escala do astrônomo sueco Anders Celsius). Essa é a temperatura ideal para um bom vinho branco ou um champagne, para lííítros de vinho como diria AA Campos. Para mim qualquer coisa acima de 14 ºC é quente, e como diria a Sheila do Terça Insana, “esse país é um verdadeiro matadouro pra uma pessoa fina”.

Suar como um condenado em sua marcha ao suplício é tão desagradável quanto ouvir os grandes hits de Angola; ou como presenciar um grande farofada na Lagoa do Peri(go).

Realmente, não me dou com calor, mas como não posso manipular o clima o jeito é se resignar e juntar dinheiro para o conserto do ar condicionado que fez a gentileza de falecer hoje. Prantear-lhe-ei em sua eça, juntamente com meu bolso! Ser pobre é phoda!

Chega de calor excruciante! Agora é a hora do resfriamento global! Onde está a Era do Gelo? rsrsrsrs. Falando em gelo, vou por umas boas pedras na banheira, e espero que ninguém leve meus rins. kkk

Saudações suadas,

Narguileiro.

Nª.S.ªD. 4 de fevereiro de 2010.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

O Humor Britânico de Sir Churchill


Quando Sir Winston Churchill completou 80 anos, um repórter com menos de 30 anos foi fotografá-lo e disse:
- Sir Winston, espero fotografá-lo novamente nos seus 90 anos.
Resposta de Churchill:
- Por que não? Você parece-me bastante saudável.

—
Convite de Bernard Shaw a Winston Churchill:
“Tenho o prazer e a honra de convidar Sua Excelência Primeiro-Ministro para apresentação da minha peça “Pigmaleão”. Venha e traga um amigo,
se tiver.”
Bernard Shaw.

Resposta de Churchill a Bernard Shaw:
“Agradeço ilustre escritor honroso convite. Infelizmente não poderei
comparecer à primeira apresentação. Irei à segunda,
se houver.”
Winston Churchill
—

General Montgomery estava a ser homenageado, depois de vencer Rommel numa batalha em África, na IIª Guerra Mundial.
Discurso do General Montgomery:

“Não fumo, não bebo, não prevarico e sou herói”
Churchill ouviu o discurso e com ciúmes, retorquiu:
“Eu fumo, bebo, prevarico e sou chefe dele.”
—
Winston Churchill discursava na Câmara dos Comuns. Nancy Astor, a primeira mulher eleita para fazer parte daquela casa, levantou-se e interronpeu furiosa. Ora, todos sabiam que Churchill não gostava de ser interrompido. Mas foi dada a palavra à senhora Astor e ela disse, alto e em bom som:

-”Wiston, se você fosse o meu marido, poria veneno no seu chá!”

Churchill não pestanejou:
-”E se eu fosse o seu marido, eu tomaria o chá.”

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Frase do Dia

"Tendes feito um bom trabalho; vós e vossos homens de avental." Willian Shakespeare, Coriolano, Ato 4, cena VI

Nª.Sª.D. 19 de janeiro de 2010

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

ARLS Osmar Romão da Silva Nº 3.765 - IV Aniversário


Hoje dia 14 de janeiro, nossa Oficina comemora seu quarto ano de história.

Tivemos muitas alegrias nesse anos, tantas que não sei como iniciar a lista. Mas como tudo na vida não é um mar de rosas,

tivemos também momentos eclipsados, onde havia dor, tristeza e luto. Mas como diz o adágio popular, "o que é difícil de passar, é bom de lembrar".

Depois de 4 anos, pondo tudo em uma balança, vejo claramente que ela pende para o "plus", pois com irmãos assim não há como a convivência não ser harmoniosa e o trabalho sempre profícuo.

Olhando para o futuro, vejo o brilho ofuscar minhas vistas.

Nosso futuro assim será, todos sempre juntos, com aquele sorriso beatífico nos rostos, típico da Osmar Romão, que é uma Oficina sempre querida por todos.


Parabéns aos IIr. que tornaram esse sonho possível, parabéns a todos nós.

Esse é o caminho, só devemos segui-lo.

SFU, Sempre,


Carpes.

Nª.Sª.D. 14 de janeiro de 2010

Reflexão do dia


Mors omnia solvit

N.S.D., 14 de Janeiro de 2010.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

A Lagoa do Peri(go)

Nª.Sª.D. 10 de janeiro de 2010
Hoje resolvi relatar uma experiência que eu não vivenciava há pelo menos uma década. Ir à Lagoa do Peri! Tudo bem que com o passar de dez anos as coisas com certeza iriam mudar, mas eu não imaginei como isso mudaria. O lugar físico mudou diversas árvores cortadas, faixa de areia ampliada, vendedores ambulantes, inclusive com uma máquina de moer cana-de-açúcar.
Mas essa não foi a principal mudança. Não mesmo, os freqüentadores não são mais os de outrora, a coisa caiu ao nível de “piscinão de ramos”. Quando parei por alguns instantes em um banco semelhante ao de uma praça, olhei ao meu redor, e o que vi foi mais que suficiente para me deixar completamente absorto em meus pensamentos. Perguntava-me “o que é isso?”, “o que houve com esse lugar?”, “Que gente é essa?”. Cansei das perguntas retóricas e olhei para mim e meus amigos, parecíamos mais um trio de lordes ingleses em um safári ou uma expedição. Arfei algumas vezes, e pensei comigo mesmo: “C'est la vie”. Hora do narguile! Era uma boa maneira de me distrair de uma forma em meio aquele cenário da Comédia de Dante.
Flanqueado por meus amigos no banco, começamos a recordar as mais hilárias piadas de acreanos (e tantas outras), incomuns, porém muito divertidas. Esse era o único modo de sobreviver na Savana do Peri. Tentei por algumas vezes fitar a bela paisagem, porém não deu muito certo, uma vez que vez por outra um torpor excruciante tomava conta de mim. Tamanha era a antítese da elegância que resolvi ir para o Caldeirão do Diabo, uma praia bem próxima de onde estávamos.
Chegando ao Caldeirão, tudo foi mais tranqüilo, uma vez que eu consegui me sentir uma pessoa comum novamente, muito embora esta praia não tenha grandes multidões. O velho Confúcio já dizia, não tenha amigos diferentes de você. Mesmo não tendo amizades naqueles lados, me sentir melhor por não ser tão diferente. Fazia algum tempo que eu não ia a uma praia de mar grosso, mas gostei de recordar o passado. Lembrei-me dos caldos e resolvi ficar em um locar seguro, só na quebrada das ondas. Não sei por que o mar puxa tanto lá, Yemanjá não ia querer nada disso...
Ao entardecer regressamos e fiquei em silencio com um sorriso torto nos lábios enquanto eu recordava a Lagoa do Peri(go). Cuidado nunca é o bastante!

sábado, 2 de janeiro de 2010

Primeiro de Janeiro de 2010

Fim de ano, eu diria mais um srsr. Pular ondinhas, comer lentilhas, uvas e nada de animais que cisque para traz. Superstições todos têm, mas nessa virada fiz diferente, não desejei isso ou aquilo para ninguém (salvo um ou outro que mereceram), e não fiz promessa alguma! Alguns dias depois resolvi mudar um hábito em mim e estou mudando. Acho que isso é mais válido e do que ficar anunciando “ano novo vida nova, em 2010 eu vou emagrecer, para de fumar, deixar de implicar com a sogra...” Francamente, res, non verba!
No mais quero deixar essa reflexão e espero que desfrutem do feria do de hoje: A Confraternização Universal. Dia de lembrar-mos que somos todos irmãos.
Hei, eu disse lembrar, e não ser hipócrita! kkk Se não gosta do seu irmão esqueça, há só por que é Natal, ou 1º do ano eu tenho que... blá blá blá.
Já vi muita gente fazer as pazes no natal e antes do réveillon estar sem se falar novamente. Então, faço isso se for de sua vontade, e não por que é a época do ano para isso. Pode-se fazer isso em qualquer tempo...
Feliz 2010

N.S.D. 02 de Janeiro de 2010.

domingo, 29 de novembro de 2009

O Miau - LSM

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Tantus labor non sit cassus. Requiem aeternum! Domine, suscipe deprecationem meam...

Creio que somos cegos, ou melhor, que queremos ver algo que já não existe, ou que nunca existiu. Indícios não são nada, mesmo as palavra mais certas nunca foram.

A vida é um interminável “ensaio sobre a cegueira”, onde não sabemos onde pisamos.

O que parecia, veja bem, parecia certo se tornou definitivamente incerto e duvidoso.

O que um dia fora apalpável, dissolveu-se como um feixe de fumaça em um golpe de ar. Da mesma forma são os castelos na areia... Não saber olhar além do físico, ao meu ver é um pecado mortal, que vai mais além da ignorância e dos desejos mundanos. Porém cada um evolui em seu devido tempo. Mas quero que saibas que a recíproca é verdadeira, e creio que não vai desaparecer como fumaça. Ela vai ao menos por mim, perdurar até o fim de minha vida.

Concordo com Sir Laurence Oliver, “tenho uma opinião singela sobre a vida: mantenha os olhos abertos e siga em frente.” O caminho até as colinas de Gólgota é amargo e árduo... Mas é pra isso que viemos a este mundo.

Labor meum sit cassus, finis est.


Exilium, 26 ex November ex 2009 Anno Domine.

sábado, 14 de novembro de 2009

Finalmente um dia decente!

Hoje estou me sentindo em Londres, só falta o chá! A temperatura está bem mais agradável, e tendo em vista os últimos dias, dos quais posso dizer sem sofismas que eu me senti dentro da boca do diabo. Que saudades do inverno, pois este país é um verdadeiro matadouro! Em todos os sentidos, pois além das temperaturas estarem bem elevadas, tem os transtornos do calor, a saber, engarrafamento, impaciência e irritabilidade (nessas duas eu sou um verdadeiro douto), falta de energia e água.

Ah, claro e os problemas de saúde, que não são poucos. É muito frustrante acordar e olhar pela janela e ver aquela “lua” com todo seu esplendor! Está na hora de para com o aquecimento global, e iniciarmos “o resfriamento global” rssrrs. Chego a pensar que as repartições públicas na África estão certas, uma vez que lá existe o terno de verão, e não o padrão europeu que temos aqui. Outra coisa que passa por minha cabeça, natal...

É complicado ver um papai Noel com toda aquela roupa pesada com pele de arminho, e mais a ceia, digna de um dia na Sibéria. Depois haja engov, olina e sei lá mais o que para amenizar os estragos das promiscuidades gastronômicas do natal.

Já que aqui as coisas são sempre aos avessos, não seria ruim se o natal fosse em julho. Como não é, fico com o peru e a olina... Vinhos com essas temperaturas só em uma câmara frigorífica, panetone então só se vier com recheio de soverte! Bem ao menos os biscoitos com sal amoníaco não são tão pesados quanto as outras receitas da Vovó Panzer. Esses eu como sem o medo de ficar empanzinado...

Nª.Sª.D. 14 de novembro de 2009

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Um dia desses...

Por vezes é bom

deixar este mundo e ir para outro. O mundo de que falo é um mundo muito pequeno, com pouco de 4.000 habitantes; São Pedro de Alcântara. E neste finado como é um hábito antigo meu de ir ao cemitério, e acabei aproveitando o dia nestas plagas abençoadas por Deus. Nada que boas companhias, narguile e uma majestosa cachoeira em um locar que nem sinal de celular tem.

Só tenho uma palavra para descrever tão belo dia: perfeito. No mais só posso dizer a vocês, lamento por serem preguiçosos e não quererem ir junto. Por fim, deixo uma pe

rgunta no ar, o que é melhor, um dia desses ao ar livre, ou ficar em casa com o vídeo-game? Acho que você leitor, sabe bem a resposta. Neste dia adorável, conheci uma nova amiga... a Su, foi muito bom te conhecer menina! Bjs.

Nª.Sª.D., 03 de novembro de 2009.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Viagem à vista

Depois de muitos preparativos fomos a São Paulo a trabalho (tio em visita oficial kkk). Parecia um verdadeiro arrastão pelo bairro da Liberdade... sempre em bando corremos São Paulo no tempo livre que tínhamos. Liberdade, 25 de Março, Sé, MASP (com a feira de domingo), São Bento, Brás. E ainda teve lugares onde eu não conseguir chegar, uma pena mesmo. Mas mesmo não conseguindo tempo pra esses lugares, reservei algum tempo para três amigos muito especiais lá da terra dos bandeirantes: Léo, Mari e Caju. O povinho divertido.

No Tatuapé, tratei de ir a uma pizzaria com o Léo, a Mari e o Caju que estava em Santa Cecília. Meu pai amantíssimo! Quanta besteira eu escutei e disse naquela noite! Risadas até ficar sem ar e com dor de cabeça. Divertido também foi conhecer o pai da Mari, e seu aquário. Eu quero agora ter um desses em casa também! Assim como o hamburger gigante que tinha em uma estação pro Brás, digno de Itú.

Depois, indo pela radial senti o aroma de uma maravilha da natureza (humana), o Tietê. Realmente, não é nada semelhante ao batedor de merda que temos aqui no Desterro (Não é Léo?!). Que sonho mesmo! O mais estranho é que os paulistas acham graça de tudo que eu falo (porque será não é mesmo? kkk).

Visitas oficiais são assim, dá pra fazer muitas coisas, mas temos que deixar de fazer outras que por vezes são mais importantes. E no mais fico muito contente em ter a graça de rever os amigos.

Por vezes fico rindo comigo mesmo de quando estava no metrô, muito divertido mesmo. Afinal, turista é turista. For fim, ao trio citado, obrigado por tudo.

Sem mais,

Nª.Sª.D. 28 de setembro de 2009.


*Na fotografia: Caio, Silvana, João, Pedro, Rejane, Marcos, Deco e Caju.

domingo, 20 de setembro de 2009

Sai da freeeente!

Neste final de semana resolvi justificar a existência de meu porte de arma (CNH), afinal, desde que o DETRAN me deu a carteira eu não havia usado.

Com uma amiga no carro (que não sabe dirigir) eu fui até a Carvoeira, alguns me perguntaram por que logo uma que não sabe dirigir... E eu digo dirigir nem eu sei, mas é só pra dar apoio moral mesmo.

Ser motorista de direito e não de fato é bastante complicado, mas Deus sabe como consegui chegar ao meu destino, e numa BMV 1975 (Brasília Muito Velha) a coisa não é fácil não. E ainda pra ajudar ela é amarela como a que os Mamonas tinham, ou seja, um barbeiro num carro desses é a atração do dia. Depois de rezarmos e ela manifestar seu último pedido em uma mensagem no MSN para uma amiga fomos. Para conseguir tirar o carro da garagem foi um parto daqueles, quase uma cesariana com eclampsia e tudo mais que se tinha direito, só faltou fórceps pra arrancar a “brasuca” do lugar.

Foi tudo tranqüilo até lá no Saco dos Limões um infeliz sair na contramão, pois queria todo o custo ultrapassar um ônibus que parou. E agora? Um barbeiro num carro velho que tem uma baita folga no volante... Como não vi ninguém na calçada fui oras, dos males o menor. Pois a brasuca é herança do vovô, se quebrar fu... Entre mortes e ressuscitações do carrinho consegui chegar incólume. A volta foi um tanto mais fácil, mas mesmo assim complicada, pois na Rua Romualdo de Barros eu estava procurando uma placa de limite de velocidade quando notei que o velocímetro marcava o zero km/h. Mas com o jeitinho brasileiro, sou seja, batendo ele volta a marcar direitinho. Nem me arrisquei em pegar o túnel Antonieta de Barros, vim pela Prainha mesmo, menos trânsito.


Definitivamente, o coisinha complicada! É mais fácil tocar Bach no piano que andar por aí. Por fim agora eu posso dizer que eu sei dirigir Brasília, mas o Lula não sabe...


NSD, 19 e 20 de setembro de 2009.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

07 de Setembro - Hino Nacional


Estou pensando muito sobre uma das últimas execuções do Hino Nacional, sobretudo sobre como a cantora Vanusa o interpretou. Nosso Hino foi executado, literalmente. Na noite de 20 de janeiro 1890, o então Presidente da República proferiu as seguintes palavras: “prefiro o Velho!” Faço minhas as palavras de Deodoro.
Deodoro referia-se ao Hino do Império que deveria permanecer o mesmo, uma vez que o concurso para escolha de um novo hino foi um verdadeiro fracasso.
Vanusa conseguiu uma proeza de proporções homéricas, porém não é algo que devemos aplaudir, e sim censurar com veemência. Alguns dizem que essa “coisa” (não tenho outra palavra a não ser coisa mesmo) que deu na cantora Vanusa foi decorrente de uma labirintite.
Sendo bem franco, ouvi dizer que era outra coisa...
Para a nossa grande estrela: EIN PROSIT!
Desterro, 15 de Setembro de 2009.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Antes que a luz se apague...

Lendo algumas coisas e ouvindo tantas outras, refleti muito, sobretudo nesta madrugada... Afinal, acho que Morfeu está de greve, só pode. A débil luz que esparge dos faroletes não se apagará, não permitiremos que se apague, no mais há sempre um rochedo que misteriosamente acompanha vossos passos, um rochedo que está disposto a ir a Gólgota se assim for. Mas creio que isto não será necessário, e talvez impossível; afinal o rochedo é grudento e não será fácil desvencilhar dele.
Confesso que ser um “Cirineu” não é fácil, tão pouco agradável, porém faço isso por vontade própria, pois vejo um leproso como um ser humano que necessita de amparo. E é sempre assim, naquele em que esperamos algo, um ouvido ao menos para podemos falar nossas angústias... de repente vemos que esta pessoa não era quem pensávamos ser. E por tantas vezes, vemos naquele em quem não esperaríamos nada ser o mais leal amigo.
Quanto aos cristais quando se quebram, por vezes podemos fundi-lo novamente, mas a questão é como fazê-lo. Mas a disposição para tanto já ajuda muito, pode ser 50% da questão.
Por fim lhe espero hoje, como amanhã esperarei, e depois e depois...
“...Plagas, sicut Thomas, non intueor
Deus tamen meum te confiteor
Fac me tibi semper magis credere
In te spem habere, te diligere...”

Desterro, 04 de Setembro de 2009.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Ecce Sacerdos

Fico me perguntando por que as pessoas me falam tantas coisas, na verdade, por que elas me “confessam” tanto. Terei eu cara de padre? Hoje mesmo, na escadaria do coro da catedral, do qual faço parte uma coralista perguntou-me: “já estais quase padre?” Donde raios ela tirou isso? Em outro momento outra coralista, já falecida pôs a mão em meu ombro e disse o seguinte: “Será que tu não serás um sacerdote?” Respondi que não sabia ao certo a resposta àquela pergunta. E ela retrucou: “Pergunte à sua Mãe Maria, ela lhe saberá responder.” Bem, o fato de ser filho único esta idéia não agradou de forma alguma a meu pai. Resumo do libretto: estou em uma faculdade de direito e o mundo não é perfeito. Modéstia às favas, eu seria um bom padre, porém o mais doido e polêmico de todos eles, a ponto de deixar o arcebispo de cabelos brancos.
As pessoas me procuram para contar suas histórias, chorar suas mazelas, confessar seus “pecados” a mim que já ouvi cada "coisa do arco da velha" como diria a minha avó. Meu MSN tornou-se um confessionário de casos cabeludos, um mais que o outro. E nesses casos há de tudo um poço, como por exemplo: problemas econômicos, casamentos que afundam, namoros que uma das partes não sabe o quer, abortos, ciúmes, doenças, brigas, enfim tantos tipos de angústias que é bom não pensar muito, pois a lista é grande.
E o grande campeão de angustias qual é? O amor. E dentro do amor estão os relacionamentos, e um pior que o outro. O que mais me espanta é um amigo que entrava várias vezes no MSN para queixar-se de sua namorada e perguntava o que deveria fazer (logo pra mim que não namoro? risos). Detalhe, a criatura mora em São Paulo! No fim do mundo! Agora como sou jovem e religioso da forma tradicional, gosto até da missa em latim (coisa rara esses dias), o povo deve achar que sou padre mesmo, ou ao menos seminarista. E assim sendo desabafam muito. É bom que o façam sempre, não só comigo, mas com quem julgarem aptos para ouvi-los.
Depois da tempestade vem a calmaria, e pondo os problemas pra fora é mais fácil de se chegar em tal calmaria. Assim ela fica de bem consigo e com o mundo ao seu redor.
Por fim devo dizer o seguinte: a característica que mais se espera de um amigo é um ouvido acessível (Maya Angelou).

Desterro, 26 de Agosto de 2009.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Livros e mais livros


Tenho tanto espaço para escrever e estou sem idéias (publicáveis), e é claro, também confesso que há um pouco de preguiça. Ultimamente tenho passado meu tempo livre em casa, quando não estou na internet estou com um livro, o último que li, ou melhor, devorei é “Papisa Joana”, de autoria da americana Donna Woolfolk Cross. Este é um livro que prende o leito a cada pagina, com suas infindas intrigas, maquinações, brigas, amores, desamores, conspirações e batalhas sangrentas (lógico que tem que ter sangue, caso contrário não há muita graça srsr). Embora seja uma ficção, esta é uma história que mostra de forma muitíssimo clara de como era a vida no longínquo século IX.
A idade das trevas não é nada agradável, mas sempre é bom sabermos como foi o passado para sabermos como nossas vidas são boas, e o quanto reclamamos. No livro há uma série de costumes tais como a ignorância imposta às mulheres, coisa que não é tão estranha para nós hoje. Outra coisa que me chamou a atenção foi uma lei que não proibia a agressão física por parte do marido, mas sim regulamentava o tamanho do porrete que o marido usava pra espancar sua esposa. São apenas alguns horrores medievais.
Atualmente estou lendo “Memórias” de Lorenzo da Ponte, o libretista do compositor Wolfgang Amadeus Mozart. Suas aventuras estão sendo interessantes, pois é uma figura que só se metia em confusões, como em uma ocasião que ele queria despojar duas irmãs ao mesmo tempo. Assim que terminar de ler eu contarei mais alguma coisa.
N.S.D., aos 21 de Agosto de 2009.

sábado, 1 de agosto de 2009

Os Palhaços da R. Felipe Schmidt

São 05:04, horário de Brasília. Estou passando a noite a rua Felipe Schmidt em Florianópolis, e não consigo dormir devido a uma turba de pândegos e ainda por cima bêbados que estão saindo de uma formatura no Lira Tênis Clube (espero que seja uma formatura de radiologia, pois assim ao menos alguns morrerão de câncer). Aliás, esses idiotas resolveram devido à chuva ficar em frente ao clube (um clube mercenário que não toma atitude alguma frente essa barbárie que é deixar que eles perturbem a vizinhança).
Berram, urram, utilizam um linguajar de tarimba, buzinam, e por aí vai. Ligar para a polícia não adianta muito, uma vez que os políticos estão soltos, e assim sendo não darão importância alguma para um bando de ébrios. E quanto a esses jovens, já que estão bêbados, poderiam bem pegar seus carros e sair passeando pela Av. Beira Mar, e de preferência com o pé no fundo.
Muitos fazem isso, e estes deveriam fazer e se matarem! Invés de meter a mão na buzina, metam na po. da mãe deles!! Desculpem o palavreado, mas é isso que penso. Minha paciência bem como educação têm limites, e ambas em relação aos babacas da formatura já acabou. Bando de delinqüentes, transviados. Acham que é muito sábio tomar todas e gritar no meio da rua assim sem mais nem menos. Eles que vão fazer isso na casa do capeta! E não na minha janela.

Desterro, 01 de Agosto de 2009.

terça-feira, 14 de julho de 2009

14 de Junho - A Queda da Bastilha

Hoje a França comemora o “dia da pátria”, ou a “queda da bastilha”. Há exatos 220 anos os franceses derrubaram a monarquia, instauraram um novo regime com base do famigerado lema “Liberté, Egalité, Fraternité”. Após este fato muitos outros fatos ocorreram, tais como a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão. Agora fico pensando no que mudou (não só na França) desde o absolutismo até os nossos dias.
Ontem lembrei-me de um amigo francês e de pais portugueses, os franceses não o consideram francês, e os portugueses idem. Então supostamente ele seria um apátrida.

E assim sendo onde está os princípios da revolução? Dois séculos depois e o primeiro estado conseguiu acabar com alguma coisa. Sempre no 14 de julho há inúmeras manifestações nos subúrbios de Paris, onde os imigrantes das antigas colônias da França querem seu reconhecimento como cidadãos. Durante anos a França, e não somente ela colonizou e explorou outras povos, outras nações. E hoje esses imigrantes só querem ser reconhecidos, e é o mínimo que a França deveria fazer depois de colonizar e extrair o que lhe interessava. Esses “cidadãos” vivem hoje em uma espécie de bastilha onde não há muitos direitos, mas apenas deveres.

E isso seria igualdade? Iguais já não são e nunca foram. E a única liberdade que parece haver nesse contexto é a liberdade do governo francês (e demais governos) de fazer o que quer, ou seja, nada de direitos aos imigrantes. E quanto à fraternidade, certamente que não há, pois tendo em vista que eles se entendem superiores e assim sendo não são irmãos de ninguém. Meu amigo francês hoje se considera brasileiro e eu também o considero como tal. E no Brasil também temos a nossa “bastilha”, e muito mais ampla, contendo até um Senado, uma Câmara... Não será a hora de derrubar mais uma bastilha?

N.S.D., 14 de Julho de 2009.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Memórias em uma Segunda-feira

Que preguiça! Que tédio! Não sei o que é pior, se é o domingo (pois é o único dia de folga que tenho) ou se é a segunda-feira (o dia que começa tudo outra vez). Mas o pior é a música que vai tocar o dia todo! Isso sim é um martírio! Mas tirando a rave da era do gelo, o dia está agradável, gostoso. Foi muito bom sentir o sol quentinho em minha face outra vez.

Por isso gosto do inverno, as noites são frias, e as vezes temos dias como esse... Dias estes bons para irmos a um campo ou um parque, como eu fiz ontem. Fui até o Córrego com uns amigos, em meio a arguiles e chás o papo ia, e os namoricos também. Agora faça isso no verão, é sofrível! Bom mesmo é esse tempinho frio, no qual nos abraçamos no sofá com uma coberta para ver um filme. Dividimos a cama para espantar o frio, e outras coisas que não vou ficar escrevendo - meu blog é para todas as idades hauhauhau. Uma coisa que gosto de fazer o no trabalho nessas manhas de inverno, é ficar observando o sol que entra pela clarabóia... ver seu movimento pela loja, ver ele cobrindo lentamente planta por planta... é muito gostoso esse lado simples de viver.

Final da tarde, chegando o anoitecer passei na casa de minha avó materna no Estreito e comi uma pizza que estava uma coisa do outro mundo. A pizza da Vovó Panzer...é melhor para de falar em comida, ainda é cedo e nem tomei café. Aliás é o que eu daqui a pouco devo fazer, mas na oitava maravilha da SC401 não tem strudel de queijo! Nem nada decente para se comer... fazer o que... "é a vida moderna."

N.S.D., 13 de Julho de 2009.