domingo, 3 de abril de 2011

Skavurskadas

Pronto Fernando, conforme o prometido, mas ainda está muito cru. Logo eu arrumo.

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Há um certo tempo venho ampliando os horizontes, e no inicio deste ano conheci dois novos amigos, Douglas e Fernando. Na verdade não foram só eles, mas sim uma grande gama de pessoas, todas ímpares. E põe impares nisso... rsrs

No sábado de carnaval houve uma pequena narguilada, porém por motivos alheios a minha vontade, não pude ir no baiacu de sei lá quem (confesso que não me recordo do nome do bloco de St. Antônio). Mas o mundo dá sempre suas voltas, e assim sendo sempre temos uma reviravolta. Nada como um dia após o outro.

Dia 1º de abril do corrente meus novos amigos convidaram-me para uma festa da MTM na UFSC. Munidos de um narguile de alguns bons líquidos, o novo trio seguiu para a Freguesia da SS. Trindade, e lá tive um verdadeiro abapurú; porém foi um deveras agradável. Presenciei um sem número de palhaçadas e todo tipo de piadas, e a cada nova piada ia chegando um novo amigo na roda e a coisa vai ficando cada vez melhor... estava tudo indo muito bem, mas quando me dei por conta já se fazia tarde (04h00min), e era hora de ir para casa. Assim lamentavelmente acabou o que era doce.

Como se toda aquela skavurskada não fosse o bastante, no dia 2 encontrei novamente a dupla dinâmica e me convidaram para a segunda skavurskada, desta vez no TCT ou TCC ou CQC, sei lá... kkk. Mesmo podre da noite anterior, não tive a capacidade de declinar do convite, afinal amigos e skavurska! Não se nega!

Dois dias seguidos, muito bom. Valeu mesmo. Desculpem garotos, mas, melhor ainda foi a cara de vocês hoje depois que eu sai da missa e soube o resultado do jogo do Figueirense x Avaí que tinha acabado a poucos instantes. C'est la vie.

Já sei que alguns leitores estão estranhando o fato de que este bamba caseiro estar saindo da toca e divertindo-se na rua com os amigos. E respondo que são sinais dos tempos, Nibiru se alguém assim preferir...

Mas o mais interessante é que é que este grupo ao que parece não para de crescer, e sempre com qualidade, o que é fundamental. Ontem conheci muitas pessoas, mas lamentavelmente a minha memória me prega algumas peças no que diz respeito a nomes, e assim sendo não consegui recordar o nome de todos, mas me recordo de cada palhaçada feita no campus. Palhaçadas tão divertidas que acabei registrando-as em algumas fotografias. Lamento meus caros, mas eu não as postarei aqui. Depois envio o link restrito aos interessados.

Realmente, vendo essas fotos, me deu vontade de marcar uma roda de narguiles.

Aos velhos e agora também aos novos amigos, aguardem...

N.S.D., 3 de abril de 2011.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Divagações sobre alguns Princípios

Passei alguns dias pensando em como contar um causo que presenciei no dia 13 de março do corrente. Não sei por onde começar, acreditem. Mas acho que posso falar dos instintos humanos, e estes são inerentes a todos, fazem parte de nós e ponto.

No chamado estado de necessidade vale tudo, lá não se aplicam as nossas leis, mas sim as leis do instinto e da sobrevivência. Logo para um famélico não é ilícito ou imoral e tantos outros “is”, matar uma avis rara e fazer a passarinho lá nos cafundós da Amazônia, tão pouco seria pecado beber água benta, desde que se buscasse a manutenção da vida.

Mas, os humanos são dotados da culpa, tão bem incutida nas mentes pela religião de modo geral, que mesmo sabendo que por vezes o direito nos assiste, temos culpa depois de fazer ou não algo (como o ritual penitencial: pensamentos e palavras, atos e omissões). Isso me lembra o título de um livro (aqui só o título importa): “moral e dogma”. Ainda bem que temos esses dois freios para impor limites as nossas paixões malsãs, sem eles, onde iríamos parar? Junto à choldra ignóbil e a vil escumalha. Sim, Rousseau estava quase que totalmente certo o ao dizer que o homem nasce bom, mas a sociedade o corrompe. O homem nasce vazio. E cabe aos seus genitores e educadores incutir-lhes valores éticos e morais.

Mas, você leitor deve estar se perguntando que num estado de necessidade não há ética, moral, dogmas e sei lá mais que porra... Mas há a carga desses ensinamentos que não pode ser separada de nós. Aconselho a ler o “Mito dos Exploradores de Cavernas”, pois você sabe que não deve fazer, mas se não fizer vai se estripar, no fim das contas, faz sobrevive e carrega a culpa, mesmo não sendo condenado em juízo

Então, se na necessidade, há aquela pilha de excludentes, (NE. Como parto do principio que nem todos possuem conhecimento sobre o estado de necessidade, favor ler os artigos 23 e 24 co Código Penal e leia o Fernando Capez, por exemplo), por que ficamos com o pejo do ato praticado? Além da culpa que os sem-número de credos nos incutem, temos já a carga educacional e moral que trazemos de casa (essa eu não parto do principio que todos tenham), da educação, da vida em sociedade, da moral, dos bons costumes, do caráter em da busca pela retidão.

Digo que Rousseau estava quase que totalmente certo por isso: pela carga moral que temos entranhada em nós, por menor que seja, um dia isso acaba vindo à tona. Não somos totalmente bons ou maus, apenas somos, nós mesmos.

N.S.D., 24 de março de 2011.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Paucis Cineres

Hoje recebi notícias de alguém que há muito não vejo, e prefiro que continue assim. Ao que me parece, são boas notícias, sei que isso é bom, mas pouco me importo se são boas ou más; só sei que é melhor receber uma notícia por terceiro do que por ore propriae. Curiosamente hoje na solene liturgia de cinzas, nosso administrador apostólico e Arcebispo Primaz do Brasil, Ðom Murilo em sua homilia falou do arrependimento – as cinzas na fronte são um sinal disto – e de algo intimamente ligado ao arrependimento: o perdão.

Sim, essas duas coisas devem ser algo uno. Ðom Murilo falou do perdão como ele é (para nós, como ele deve ser), ou seja, um ato consciente e deliberado; já a memória é um fato temporal que não esquecemos. Pois mesmo não querendo notícias de alguém, não querendo ver este alguém, lembramos sempre do mal que nos foi feito. Mas quando conseguimos rezar por quem nos fez este mal, estamos na verdade perdoando, mesmo que jamais voltemos a ver esta pessoa.

Confesso que isso é um tanto quanto estranho para mim. Seria assim tão simples (e “fácil”) o ato de perdoar? Realmente, não faço a menor idéia...

O mais curioso, e acredite quem quiser: primeiro eu fui à missa de cinzas, e depois, por volta das 22 horas que eu recebi uma visita que me trouxe a tal notícia. Que vá em paz! Afinal, pela exegese bíblica, setenta vezes sete é sempre...

Nossa Senhora do Desterro, Quarta-feira de Cinzas de 2011.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Simulata?

A mágoa que sinto faz com que eu nem saiba bem por onde começar a história, ou parte dela que pretendo contar aqui. Mas, uma das pessoas que recordo agora é minha amiga Raquel Weiss, que sempre me diz: “nós sabemos como é ser filho único”. Com o passar dos anos, aprendemos a administrar a solidão do “filho único”, mas a vida não ensina como é estar sozinho num estádio de futebol lotado num dia de clássico. Sim, creio que eu deva começar assim, com a “solidão acompanhada”, afinal, ela é de longe a pior delas. Sobretudo, quando Deus nos dá uma asa que parece quebrada e indiferente. Ainda bem que só parece, esses são os maus entendidos que temos que passar. Isso é excruciante... Mas mesmo assim, gostei, e vou escrever sobre o tema.
Muitos querem amigos nas horas difíceis, e por vezes isso acontece, mas, quando a situação um dia se inverte, o fiel amigo desaparece como fumaça numa lufada de vento. Pensei que a amizade era uma virtude rara, acreditei piamente que sendo ela uma virtude, “porque só as obras em que a virtude põe a mão, disse um grande orador, são imortais; por elas passa a morte desarmada, o templo lhe inclina reverentemente a fronte encanecida pelo gelo dos séculos, e a posteridade as recebe como herança que lhe pertence, porque a posteridade só aceita o que escapa à lima do tempo e o que resiste aos golpes da morte” 1. Acreditar que uma amizade pode sobreviver à morte é tão somente um ledo engano, um dos vários que cometemos ao longo de nossas existências terrenas.
A amizade interesseira não é amizade, não é virtude e morre assim, sem sequer um farfalhar qualquer. Por isso que as pessoas pensam como um misantropo, também pudera, gato escaldado tem medo de água fria. Repito: “a qualidade que mais se espera em um amigo é um ouvido acessível”. Estes três parágrafos em uma palavra: mágoa. Sorte que temos a capacidade de reconhecer erros, e acertar muitas coisas. Só um recado, cuidado com as piadas por e-mail.
Um TEF, TBF e NHA.


N.S.D., 16 de Fevereiro de 2011.

1- Pe. Almeida Martins

domingo, 23 de janeiro de 2011

A Arte de ser Prolixo

Caríssimos, encontrei este site (http://www.gun.com.br/eufalodificil/?cat=11) onde pude rir bastante com as expressões mais diversas, e uma mais prolixa que a outra. Vale a pena conferir.

N.S.D., 23 de Janeiro de 2011.

Não é tolerado arrogar a si a autoridade de tornar pando o efeito da produção do humor líquido e límpido, segregado pelas glândulas lacrimais, acerca do líquido branco, fornecido pelas glândulas mamárias das fêmeas dos mamíferos, que foi prodigalizado.

(Não se deve chorar sobre o leite derramado).

Deveras interessante para um órgão sexual fálico masculino.
(Bom pra caralho).

No recinto em que reside o artesão o qual habilmente manipula ligas metálicas compostas principalmente de elemento ferroso, a ferramenta comprida e pontiaguda largamente utilizada em churrascos é, na verdade, composta de substância vegetal extraída das gimnospermas.
(Em casa de ferreiro, o espeto é de pau).

Herdeiro da Profissional Autônoma que Atua na Locação do Próprio Corpo por Tempo Determinadíssimo.
(Seu Filho da Puta!)

Uma relação sexual serve como exemplo para qualificar sua pessoa.
(Você é Foda).

Retornai à meretriz que vem a ser vossa genitora.
(Vai Pra Puta Que o Pariu).

Impulsionar a extremidade do membro inferior contra a região glútea de alguém.
(Dar um pé na bunda).

Derrubar, com a extremidade do membro inferior, o suporte sustentáculo de uma das unidades de acampamento.
(Chutar o pau da barraca).

Derrubar com intenções mortais.
(Cair matando).

Romper a face.
(Quebrar a cara).

Bucéfalo de oferendas não perquiris formação odôntica.
(Cavalo dado não se olha os dentes).

Sequer considerar a possibilidade de utilização de um longo pedaço de madeira.
(Nem a pau).

Aplicar a contravenção do Dr. João, deficiente físico de um dos membros superiores.
(Dar uma de João sem braço).

Deglutir o batráquio.
(Engolir o sapo).

Inflar o volume da bolsa escrotal.
(Encher o saco).

Creditar o primata.
(Pagar o mico).

Prosopopéia flácida para acalentar bovinos.
(Conversa mole pra boi dormir).

Derramar água pelo chão através do tombamento violento e premeditado de seu recipiente.
(Chutar o balde).

Retirar o filhote de eqüino da perturbação pluviométrica.
(Tirar o cavalinho da chuva).

Sequer considerar a possibilidade da fêmea bovina expirar fortes contrações laringo-bucais.
(Nem que a vaca tussa).

Em um lugar onde as pessoas tem deficiência visual total, aquele que possui um dos órgãos responsáveis pela visão é considerado o detentor do trono real e esposo da rainha.
(Em terra de cego, quem tem um olho é rei).

Artigo de vestuário que encontra-se destituído de higiene deve ter o seu processo de higienização feito dentro do domicílio.
(Roupa suja se lava em casa).

Não é costumeiro dos indivíduos, procederem deliberadamente a disponibilização de um dos mais caros materiais existentes no planeta, material este que possui coloração dourada, a indivíduo que possua folha corrida recheada de antecedentes criminais.
(Não se entrega ouro a bandido).

Orifício circular corrugado, localizado na região inferior lombar de um cidadão em alto estado etílico, deixa de estar em consonância conforme os ditames vigentes na sociedade e conforme as leis de propriedade vigente.
(Cu de bêbado não tem dono).

Qualquer indivíduo considerado um ser humano, homem ou mulher, que percebe pela visão a configuração exterior de alguém pela sua aparência, através de uma negação torna-se uma figura impossibilitada de tomar conhecimento com seu olhar do órgão muscular oco, na cavidade torácica, que recebe o sangue das veias e o impulsiona para dentro das artérias.
(Quem vê cara não vê coração).

Sentimento afetivo diretamente relacionado com o órgão humano localizado ao meio do tórax é intensamente fixado nas fêmeas após o primeiro contato com o aparelho reprodutor masculino.
(Amor de pica é que fica).

Substância inorgânica polar, composta por dois átomos de hidrogênio e um de oxigênio de estrutura não-rígida, ao chocar-se reiteradamente contra substância calcária de fortes ligações interatômicas no estado sólido, termina, após certo tempo, por conseguir com sucesso atravessar a complexa geometria molecular do segundo corpo em questão.
(Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura).

Uma afirmação que não explicita os acontecimentos como, de fato, ocorreram, apresenta membros inferiores pelo qual está compreendido entre a articulação do joelho e a do tornozelo, de dimensão reduzida.
(Mentira tem perna curta).

A parte do corpo humano onde se aloja grande quantidade dos órgãos dos sentidos, além do cérebro e da boca, quando encontra-se em duas unidades, consegue raciocinar e elocubrar de forma superior do que quando encontra-se de forma unitária.
(Duas cabeças pensam melhor do que uma).

Mamífero quadrúpede da ordem dos Carnívoros, da família dos Canídeos, que emite sons gritantes não utiliza sua mandíbula para comprimir os dentes.
(Cão que ladra não morde).

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Igreja x Maçonaria

Li nesses dias vários sites católicos e pude dar uma espiada num opúsculo dogmático de um frei que anda por ai. Não tive dúvidas em olhar o índice do livreto e procurar um assunto específico: Maçonaria.
Foi o mesmo blá-blá-blá de sempre e não disse um motivo pelo qual há esse parecer negativo da Santa Sé - e de uma penca que vai como Maria vai com as outras sem saber os motivos que levaram a primeira a repudiar a Ordem.
E esses dias navegando pela internet, encontrei uma gravura deveras interessante, ao que parece, dá uma boa resposta para essa questão. Vejam e tirem suas conclusões.

N.S.D., 29 de Dezembro de 2010.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Abapurú Paulistano

Segundo Narcisa Tamborindeguy viajar é uma aventura, uma loucura. E só me resta concordar, pois o abapurú começa no aeroporto quando eu fui despachar duas espadas, todos os meus amigos tinham uma espada exatamente igual, alguns conseguiram despachá-la na mala e outros embalaram no balcão e despacharam também. Mas como Deus é bom, Nossa Senhora uma baita, e me deram um pouco de paciência (acho que para não usar as espadas) e eu tive que fazer o procedimento de objetos retidos aqui no aeroporto Hercílio Luz. Essa parte foi tranqüila, mas chegando a São Paulo, a caixa com as minha espadas foi para na caixa-prego, fui até o departamento de “achados e perdidos” e esperei mais ou menos uma hora. No fim das contas eles ainda pedem desculpas, sendo que a última coisa que eu gostaria de ouvir era a voz de alguém da empresa aérea “Gol-Contra”. É sim, Gol-Contra, com uma vitória acachapante da ignorância e do descaso no trabalho.

Bem, ao menos cheguei ao hotel com minhas crianças de aço. Depois de deixar as malas no hotel, os meus colegas de viagem resolveram passear na Rua 25 de Março. Valha-me Deus! Mas como eu mesmo disse, em São Paulo tem que se viver como um paulistano, sentir a cidade (e ficar no meio da plebe ignota). Mas tamanho sacrifício para cruzar a Rua 25 de Março é recompensando no Mercadão (ou como chamamos aqui, Mercado Público), tem de tudo um pouco lá, e é claro, não tem como passar por lá e não comer bacalhau e presunto! Fora de sério. Outra coisa fora de sério foi a recepção calorosa que recebemos dos membros do Priorado, pela qual somos muito gratos.

Nesta ida ao Priorado, houve alguns fatos deveras interessantes como a união que pude notar entre todos, indubitavelmente algo incrível. Mas, como em todos os lugares existe a “ovelha” negra, desgarrada, tosca, burra, e sem noção. Não vou chamar de inútil, pois aprendi durante a minha instalação como KM... Aprendi que "todos ali são irmãos, porém nem todos são amigos". É lamentável, mas é a mais pura verdade! Acho que foi nesse mesmo diapasão, o da amizade verdadeira que tive a grata surpresa de ter um padrinho que eu não esperava: o Caju. Você é um irmão e amigo, coisa que muitos jamais serão. Muito obrigado Dindão! kkk.

Ah, antes que eu me esqueça, para a ovelha negra: vá cuidar da cloaca da galinha de sua mãe que o cagou neste mundo! Kkk. Os ingleses dizem: se você não tem nada de bom para falar de um irmão, então não fale nada. Como eu não sou inglês... toco o Phoda-se, symphônico obviamente.

Agora chega de KM. No outro dia, a turma debandou e ficaram os Irmãos (e amigos) Caio e Clóvis, quero registrar aqui o meu muito obrigado por me esperarem no hotel. Algum tempo depois, já no avião, algo sensacional e maravilhoso num avião: uma criança! Bem, em outra crônica eu disse que lugar de criança não é numa noite lírica num teatro, e sim num reformatório. No caso de um avião, o lugar dela não deveria ser no banco na frente do meu, e sim no porão com as malas. Enfant terrible! Passou a viajem tagarelando e falando em alto e bom som: o avião vai cair! Errr! Que vontade de dizer que se cair ela morre e ainda vai ficar sem TV, vídeo game e todas as porcarias que ela gosta! Quisera eu ter uma câmera fotográfica para registrar o momento em que essa peste ficava de pé no banco olhando para mim, ou quando ele colocou sua mão pela fenda dos bancos. Mais hilária foi a cara do Caio esquivando-se dessa peste.

Quando o teco-teco da Gol-Contra aterrissou no Hercílio Luz, havia alguns tratores na pista, e eu ouvi algo assim num tom de voz muito preocupado: “quantos tratores na pista, eles podem atropelar uma criança!” kkkkkkkkkkkkkk. Brincadeira e palhaças a parte, a Gol-Contra Linhas Aéreas fez mais uma das suas: reteram a minha caixa com minhas espadas. Buta que Bariu! Espadas sem ponta e sem fio, usadas somente para ritualística. A “bandejeira” me chamou pediu meus documentos, e ficou com a minha caixa. E eu já ralhando, pois essa bagaça não tem um procedimento padrão para esse tipo de coisa. E o que a bandejeira fez? Pegou o “raidinho” e perguntou para sei-lá-quem qual era o procedimento a ser adotado. E eu disse: te mostro o documento e você me dá a caixa. Pasmem, ela saiu correndo pelo HL e foi falar com outra badejeira que pediu meu RG e me entregou a caixa. Por isso que eu tenho que concordar com a Narcisa, viajar é uma aventura.

NªSªD. 10 de Dezembro de 2010.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Rindo com Música

Caríssimos leitores, ontem eu tive a graça de poder acompanhar ao vivo o programa online do pianista Gustavo Veríssimo no seu twitcam (e a anta aqui nem sabia que isso lá existia). A transmissão começou lá pela meia-noite e o repertório foi algo indescritível!

O repertório foi caprichado, ia desde Odeon de Nazareth, Velha Modinha de Lorenzo Fernandes, Bis du Bei Mir atribuída a Bach (essa foi pedido meu kkk), Clair de Lune, e pasmem: Bad Romance da Lady Gaga!

Algo muito curioso mesmo, Lady Gaga não era nem a última coisa que eu imaginava ouvir num piano, mas conhecendo meu amigo Gustavo, e recordando bem das nossas crises musicais no velho Essenfelder da escola... Bem, não é de todo estranho. Villa-Lobos sofreu muito naqueles saudosos anos, e a monitora do Laboratório do piano, a Ivonete também.

Sinceramente, mais estranho que Lady Gaga é ouvir o que eu acabo de ouvir enquanto escrevo esta crônica: meu pai cantando “la Donna è móbile, a outra é fixa”. Que Bach me ajude!

Enfim, Deus sabe o que faz! No mais, foi uma experiência impar, e lamento profundamente de não poder ter tido a oportunidade de dividir essa experiência com vocês. Quem sabe quando eu conseguir usar o twitcam... kkk.

Por fim, Gus, parabéns pela iniciativa e pelo repertório!

N.S.D. 05 de Dezembro de 2010.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Frase do dia

"Ligaram a porra do Sol no 220V!!! Quero o frio..."

L. S. Moldero.

São Paulo, 04/12/2010.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Uma Conversa com o Velho Speith

Hoje resolvi passar na catedral antes da missa para ver um amigo e conversar um pouco sobre um tema tão banal e ao mesmo tempo delicado: a vida. Muitos devem pensar que fui procurar o Pe. Luiz, meu confessor, mas não, eu procurava meu irmão. Como eu não o encontrei, e meu confessor está fazendo suas as palavras de Paulo (combati o bom combate, terminei a jornada, mantive a fé), resolvi conversar um pouco com o velho Speith Orgel.
Mesmo com seu teclado de marfim já marcado pelo tempo e seus velhos tubos de zinco, ele é um bom “ouvinte” e um excelente consolador. É isso que a música faz com o ouvindo, e mais ainda ela pode fazer pelo músico. Creio que o velho Speith tem o dom de nos confortar, e estabelecer a conexão que buscamos com o divino, ele é o nosso despertar para um mundo novo.
Pois é, duas palavras que estão marcadas em minha mente hoje: “conexão” e “despertar”. Assim como outra coisa não sai de minha mente, as palavras erradas ditas na hora errada! É, srsrsr, eu tenho esse “dom”, então acho que devo desculpas ao passarinho vermelho... Nessa busca pela conexão acabamos por fazer algumas besteiras no caminho. Coisas da vida. Afinal, é com os erros que aprendemos, e nos tornamos pessoas melhores, pessoas que percebem que nem tudo é o que parece. Fica aqui a reflexão, bem antiga, diga-se de passagem: as palavras valem prata, e o silêncio vale ouro.

Desterro, 29 de Novembro de 2010.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Hino de Sta. Cecília - 22/11


I - Que cantos, que luzes que festa, que deslumbrante animação!
A corte do céu manifesta a mais atraente união!

De quem vai celebrar a glória: o povo eleito do Senhor?
A quem seus hinos de vitória, as ovações de seu louvor?
Refr.: Cecília Triunfou, ganhou celeste palma
Catemos seus louvor! Peçamos que na vida
Amparo de nossa alma, nos seja seu favor!
II – O lírio da bela pureza prendeu teu nobre coração.
E deu-te a constância, a firmeza, o santo valor do cristão;
Cecília a nossa protetora: no pelejar da vida atroz,
Na tentação perseguidora roga do céu a Deus por nós.
III – A lira pulsava sublime sabias nela interpretar.
A fé que nossa alma redime, o amor dom de Deus singular.
Teu valimento nos aplica; Jesus ouvindo a tua voz.
A graça dê que santifica, oh, roga pois a Deus por nós!
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Entre as santas mais antigas e mais veneradas pela tradição popular Santa Cecília ocupa um lugar de primária importância.

Sua biografia, baseada nos dados de uma Paixão (ou seja, descrição do martírio) escrita no século VI, é uma das mais conhecidas e divulgadas.

Os dados principais dessa Paixão são os seguintes: Cecília é apresentada como uma jovem romana de família nobre, que é prometida, sem que seus pais soubessem, e tinha consagrada a Deus sua virgindade. No dia de núpcias, enquanto a música ressoava no salão de festas, ela entoava em seu coração um hino à virtude da castidade.

Na primeira noite do matrimônio declara ao seu jovem esposo que não ouse tocar o seu corpo com amor impuro, pois que ela tem ao seu lado um anjo encarregado por Deus para defender sua virtude.

Valeriano exprime desejos de poder também ele ver o anjo. Cecília apresenta-lhe como condição essencial a recepção do batismo. O esposo manifesta-lhe suas boas disposições e ela o envia ao bispo Urbano que se encontra refugiado na Via Ápia.

O nobre romano recebe as primeiras instruções na religião cristã e é batizado por Urbano. Ao regressar para casa, fica deslumbrado diante da visão celeste do anjo de Cecília.

O exemplo de Valeriano, é imitado posteriormente por seu irmão Tibúrcio. Ambos, juntamente com Máximo, convertido por eles, são martirizados em Roma sob o governo do prefeito Túrcio Almáquio.

Pouco depois também Cecília é citada ao tribunal de Almáquio, por ser cristã. A jovem e condenada à morte por asfixia no "calidarium" de sua própria casa. Não obtendo esta pena o efeito desejado, Almáquio ordena que a virgem seja decapitada ali mesmo. O algoz treme ao dar-lhe os golpes fatais e a deixa semi- viva. Sua agonia prolonga-se por três dias. Nesse tempo Cecília confirma seus familiares na fé cristã e faz doação de seus bens à Igreja.

O Papa Urbano mandou sepultar seu corpo virginal ao lado dos outros bispos, seus colegas. A casa do martírio foi transformada em igreja.

Tais são, em resumo, os dados da Paixão. Escrita num século em que reinava no Ocidente grande entusiasmo pela vida religiosa, reflete claramente a intenção do autor de compor uma prática exortação de renúncia aos prazeres do mundo e de consagração total a Deus.

A Igreja aproveitou-se largamente dessas notícias biográficas ao compor o Ofício litúrgico de Santa Cecília, cuja festa se celebra no dia 22 de novembro: é um dos ofícios mais antigos e mais belos do Breviário Romano. As lições do segundo noturno apresentam um resumo da vida da santa extraída da Paixão. As antífonas e os responsórios evocam frases e episódios dessa mesma fonte lendário. Desta forma o Ofício litúrgico do dia 22 de novembro constitui uma das mais belas e ricas apologias da virgindade cristã.


Desterro, 22 de Novembro de 2010.

As Estrelinhas de Hollywood

Estou aqui, em frente a minha máquina de escrever de luxo, pensando sobre o que escrever.

Tenho sempre alguns bons temas para escrever. São bons pra mim, mas nunca para quem está nessas historietas. Esta que vou contar agora aconteceu comigo há uma semana creio eu, mas devo, antes de qualquer coisa, relatar um fato anterior... Então vamos lá.

No dia 14 de outubro do corrente, enviei a um grupo de e-mails que faço parte um pedido: se alguém tinha os trabalhos da aula tal que eu acabei faltando. Meu Deus, como naquela sala tem gente simpática! Eu nunca tinha notado! Ninguém me respondeu, e eu tive que me “phuder” para fazer o que me foi pedido.

E agora, no dia 19 de novembro veio o castigo da vil escumalha pusilânime, plebe ignota, enfim, a fina flor da chinelagem... Nesse dia, antes de uma avaliação, que valia 8,0 pontos e um trabalho valendo 2,0, a turma solicitou a nosso professor que a prova tivesse peso 10,0 e o trabalho 1,0. Como isso implica na mudança de plano de ensino, há a necessidade de se ter uma votação, e o projeto teria que ser aprovado por unanimidade.

Ai rodou a sala uma lista para quem concordasse com a mudança colocasse seu nome. Eu não coloquei o meu! Afinal, o trabalho tinha peso 2,0 e eu obtive 1,5 nele! Vou abrir mão de 0,5 ponto para ajudar uma horda de fominhas esganados?

Não! Não! E mais uma coisa, durante a prova o professor “discretamente” perguntou quem é o fulano de tal? E eu respondi, e ele me disse você não assinou a lista! Valeu por me jogar no meio da turba enfurecida!

Mas, por vezes acho que estou em Hollywood, por vejo muitas estelinhas! Ou ao menos pensam que são.

E a vida é assim, o castigo sempre vem! E digo o seguinte, isso me fez muito feliz! Eu apenas pedi um favor, mas as estrelinhas não se importam com alguém que não faça parte de panelinha deles.

Pra terminar, quando eu vejo caído no chão um cachorro que me mordeu, eu chuto sem dó! Afinal, não sou um santo, mártir, nem sou do exercito de salvação. Cutucou, sai cutucado.


N.S.D. 21 de Novembro de 2010.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Um versículo

Eis um versículo que não encontramos por aqui:

Weeping may endure for a night, but joy cometh in the morning.

Ps.: 30:5 - Authorized King James Version

Desterro, 19 de Novembro de 2010.

domingo, 14 de novembro de 2010

Mein reich für ein bunker!

Sim meus amigos teutos, estou deveras necessitado de um bunker para me abrigar da plebe ignota com sua cultura rudimentar. Em outras palavras, esse Folianópolis está sendo algo excruciante! Axé? Misericórdia! Ao que parece ninguém tem pena dos meus pobres nervos, e é claro, meus ouvidos! Como se não bastasse o lixo que se toca em tal evento, a bagunça tem ido até uma 04:00hs, bem, todos sabem que o carnaval de rua vai até as 02:00hs. Então, rico pode extrapolar? É o que parece.

No mais, essa festa poderia ser onde é realizado o Planeta Atlântida (no fim do mundo mesmo!). Que falta me faz um acachapante Caterpillar desgovernado! Rsrs. Bem o mundo não é perfeito.

Não, não, o mais interessante disso tudo é quando você mora em um edifício que fica ao lado de um hotel, assim temos o desgosto de presenciar a vil escumalha se divertindo, da seguinte forma: berrando, eructando pela janela, bebendo de tudo, e ainda chamando a vizinha de gostosa (se bem que era outra coisa...). Garanto que Darwin não teve tal experiência, como tão pouco conseguir prever isso a sua teoria da evolução das espécies.

Ah... Esse tipo de dente selvagem, não me acrescenta em nada! Na mesma proporção, há um inglês muito desocupado que destruiu um piano de 115 anos para usar a madeira marchetada para fazer a cabeceira de uma cama. Pior mesmo, são os que queimam pianos... Acho que queimá-los não seria má idéia

E diante de tamanha pusilanimidade cultural do povo, só resta-me sentar ao meu piano e alimentar a minha alma.

N.S.D. 14 de Novembro de 2010.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Ode an die Freude

Já faz alguns dias que ando com os dedos bem nervosos, e já percebi que o teclado de um piano não é o bastante para aplacar meus nervos. Bach me ajudou muito, mais ainda é pouco para minha inquieta alma, que almeja muito mais que qualquer fusa pode hoje me oferecer.

Mas como músico, desconheço outra linguagem a não ser a própria música e as peculiaridades dos instrumentos, por isso, hoje vou me valer de um órgão de tubos para tentar expor alguma coisa além de palavras lançadas ao vento. Um órgão munido de dois ou mais teclados manuais é dotado de um “registro de combinação”, que é puramente mecânico. Assim o organista pode programar cada teclado para uma registração (timbre) específica. Caso o executante acione a combinação e não abra os registros para aquele(s) teclado(s), ele se transforma em um anulador, muito útil durante uma missa, pois, não há necessidade de fechar todos os registros e assim perder o timbre escolhido. É um “ligar e desligar”, só mais simples e mais rápido.

Então podemos também anular um teclado inteiro; anula-se o primeiro, por conta do segundo. Do mesmo modo são as chances que nos são oferecidas ao longo de nossas vidas, as vezes uma segunda chance, pode anular a primeira, do novo teclado, recém instalado, reduzindo assim a gama de sons. E mais curioso dessa confusão que eu fiz aqui é a seguinte, com um botão silenciamos a alma do instrumento. As chances são assim, quando oferecidas fazem soar o registro liebesflöte; quando são ceifadas, acionam a combinação que é um anulador, um silenciador.

O órgão, que pela organologia é o rei, é o único instrumento que uma só pessoa pode executar, por assim dizer uma sinfonia. Mas que graça tem um instrumento com infindos recursos, quando somos solistas? Creio que é a mesma do órgão sem tubos, piano sem cordas...

Mas, sozinho e surdo, Beethoven escreveu “Ode an die Freude”, ou “Ode à Alegria”.

Agora chega do silêncio de anuladores e de pausas, é hora da sinfonia da vida, do belo, do viver e ser feliz.

NSD, 05 de Novembro de 2010.

sábado, 23 de outubro de 2010

Músicas

Por vezes fico pensando no que uma música pode fazer em nós; por vezes nos traz alegrias, ou nos deprime, nos conforta, nos exalta e nos eleva a um plano superior...

A música é realmente capaz de uma infinda gama de possibilidades, tanto sentimentais como propriamente as musicais; tendo em vista que as possibilidades das seqüências das notas é infinita. Assim sendo, há trabalho para uma vida inteira, ou melhor, para sempre. Porém é muito comum que as pessoas de um modo geral não dêem o devido valor ao músico e a um gênero musical, como o Barroco. O período barroco foi a sólida base onde muita coisa que conhecemos hoje foi feita, nesse período há uma filigrana muito rico no que diz respeito às variações de escala, coisa que lamentavelmente não há hoje em dia.

Nesses dias tenebrosos em que vivemos o povo gosta de ouvir cada porcaria sem precedentes! Muitos vão alegar moda, cultura, gosto... Já eu alego que é falta deste.

Antes que muitos resolvam me apedrejar, eu vou perguntar uma coisa, usando um exemplo muito simples: Onde está o grupo É o Tchan? E tanto outros? Simplesmente somem da mídia, e da memória das pessoas, já as verdadeiras obras, se perpetuam através dos tempos, vejamos as obras de Beethoven, Bach, Chopin... Todos conhecem alguma coisa desses compositores, muito embora não sabem seus nomes, nem quando e onde viveram .

Esses dias encontrei o Notenbüchlein der Anna Magdalena Bach, onde está registrado sob o número 25 do a ária “Bist du bei mir”, que é sem dúvida a mais conhecida do caderno. Nesses últimos dias tenho tocado muito essa ária... Realmente mexeu comigo.

Detalhe, a última alteração no Caderno de Anna Magdalena foi no ano de 1725, e ele ainda é gravado, tocado em récitas, peças de teatro, filmes... Já a turma do Tchan e do Rebolation está perdendo o rebolado até cair completamente na escuridão do esquecimento.

Bem como eu falei da ária 25 do caderno, ai vai um link e a letra, obviamente em alemão, claro! Rsrsrs.

Bist du bei mir, geh ich mit Freuden
Zum Sterben und zu meiner Ruh.
Ach, wie vergnügt wär so mein Ende,
Es drückten deine schönen Hände
Mir die getreuen Augen zu.

http://www.youtube.com/watch?v=-LJRvuZKNy4

N.S.D., 23 de outubro de 2010.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Sexóloga estressada!



Desterro, 19 de Outubro de 2010.
Tolerância zero!!! Dicas de uma sexóloga radical e estressada, respondendo às perguntas dos ouvintes:
1 - Tenho 20 anos e não transei ainda porque gostaria que a 1ª vez fosse com um namorado fixo.O que você acha? R: Vai ser difícil, todos eles se movem na hora H.
2 - O que fazer para surpreender meu marido que é meio tímido?R: Apareça com um amante.

3 - Tenho um amigo que quer fazer sexo comigo, mas ele tem um pênis de 20cm. Acho que vai ser doloroso, o que faço?
R: Manda pra cá que eu testo pra você.

4 - Como faço para seduzir o rapaz que eu amo?
R: Tire a roupa! Se ele não te agarrar, cai fora que é gay.

5 - Terminei com meu ex porque ele é muito galinha e agora estou com outro. Mas ainda gosto do ex e às vezes ainda fico com ele! O que devo fazer?
R: Quem é mesmo galinha nesta história?
6 - Quero saber como enlouquecer meu namorado só nas preliminares.
R: Diga no ouvidinho dele: 'minha menstruação está atrasada..'

7 - Sou feia, pobre e chata. O que devo fazer para alguém gostar de mim?
R: Ficar bonita, rica e ser legal. Obviamente.

8 - O cara com quem estou saindo é muito legal, mas está dando sinais de ser alcoólatra. O que eu faço?
R: Não deixe ele dirigir.

9 - Por que, na hora do sexo, quando a gente está no vai e vem, na hora em que o corpo entra em atrito e faz aquele barulho de quem está batendo palmas, a gente fica mais excitado?
R: É porque parece que tem torcida, tá ligado? Da próxima vez grite pra galera.

10 - Apesar do meu tamanho, eu tenho apenas 15 anos de idade e não tenho cara propriamente linda. O que fazer para conseguir comer umas gatas?
R: Nesta idade você tem que comer Sucrilhos, entende?
11 - Sou virgem e rolou, pela primeira vez de fazer sexo oral. Terminei engolindo o negócio e quero saber se corro o risco de ficar grávida. Estou desesperada!
R: Claro que corre o risco de ficar grávida. E a criança vai sair pelo seu ouvido.
12 - A primeira vez dói? Tenho 21 anos e ainda não transei porque tenho medo de doer e não agüentar.
R: Dói tanto que você vai ficar em coma e NUNCA mais vai levantar. Vê se deixa de ser fresca, e dá de uma vez, ô Cinderela!!!

13- Posso tomar anticoncepcional com diarréia?
R:
Eu tomo com água, mas a opção é sua. Espero que use copo descartável.

domingo, 17 de outubro de 2010

Nem tudo é o que aparenta.

Mala,

malinha,

maleta...



Bolsa,


bolsinha


e porta níqueis.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

O Homem no Espelho


Há certas coisas que nos parecem inexplicáveis. Por que as pessoas se iludem tanto com o poder? É possível que nossa falta de compreensão com respeito a este assunto se deva ao fato de sermos reles mortais, destituídos da aura que parece circundar os rostos daqueles que se acham embevecidos pelo poder de que dispõem de modo efêmero... Sim, efêmero! Por mais que nos pareça vitalício, todo poder é efêmero. Os grandes Faraós, os Césares, imperadores como Alexandre Magno, Luis XV, Napoleão Bonaparte, ou ditadores como Hitler, Ceaucescu, Saddam Hussein ou Fidel Castro... Todos se acharam semideuses, indestrutíveis, eternos e senhores da história, mas, são agora apenas história.

Como escreveu o jornalista Paulo Saab, no Diário do Comércio de 23 de abril de 2008: “Sofre quem recebeu as graças do prestígio de um cargo importante ao deixá-lo se não entender que o poder é efêmero, e tudo que gira em torno dele é o mero interesse”.

Você já se perguntou como o receberiam em sua empresa ou organização se você ali voltasse depois de não ter mais poder sobre os outros? A maior parte daqueles que detêm o poder, mas, se esquecem de ver o ser humano por trás daqueles que o servem e obedecem, são pessoas solitárias.

Paulo Saab ainda diz, em seu curto e excelente artigo que: “os governantes, nomeados, impostos ou eleitos, sentados nos cargos importantes, cercaram-se de pompa, circunstância e muitos, muitos, muitos amigos e admiradores. Sem falar nas demais autoridades que gravitam em torno de si mesmas e de quem mais está no poder. O poder deslumbra. Fascina. Faz quem o detém flutuar alguns centímetros (ou metros) acima do chão e, geralmente, acima também do bom senso”.

Tenho pena destas pessoas, porque elas não terão como fugir de si mesmas. Terão que mirar seu rosto destituído dos efeitos cosméticos do poder, ressentidos pela solidão, sem amigos, porque os que deles se acercaram quando estavam no poder, não eram amigos, eram interesseiros ávidos das benesses do poder. Estes, agora tentam saciar sua sede de favores na fonte provida por outro incauto que se julga um semideus, ou sorvem também, sua dose no cálice do triste ocaso de um tempo que passou.

Eu penso nestas pessoas e como elas se miram no espelho da vida, quando não há ninguém por perto e tão somente lhes assedia a solidão e o vazio existencial.

Homens de poder, em qualquer esfera de ação, em qualquer intensidade, em qualquer jurisdição. Lembrem-se de que a Palavra de Deus diz: “Eu repreendo e disciplino a quantos amo. Sê, pois, zeloso e arrepende-te."Apocalipse 3:19

Dedico esta excelente meditação de Dale Wimbrow* como reflexão para aqueles que detêm alguma forma de poder.

O HOMEM NO ESPELHO

Quando conseguir tudo o que quer na luta pela vida, e o mundo fizer de você rei por um dia, procure um espelho, olhe para si mesmo e ouça o que AQUELE homem tem a dizer.

Porque não será de seu pai, mãe ou mulher o julgamento que terá que absolvê-lo. O veredicto mais importante em sua vida será o do homem que o olha do espelho.

Alguns podem julgá-lo um modelo, considerá-lo um ser maravilhoso, mas ele dirá que você é apenas um impostor, se não puder fitá-lo dentro dos olhos.

É a ele que deve agradar, pouco importam os demais, pois será ele quem ficará ao seu lado até o fim.

E você terá superado os testes mais perigosos e difíceis se o homem no espelho puder chamá-lo de amigo.

Na estrada da vida, você pode enganar o mundo inteiro e receber palmadinhas no ombro ao longo do caminho, mas, seu último salário será de dores e lágrimas, se enganou o homem que o fita do espelho.

*Blanchard, Kenneth. Peale, Norman Vincent. O Poder da Administração Ética. 2ª Ed. Rio de Janeiro: Editora Record, 1988.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Barcelona

Pois é, aos que leram a reportagem da revista “Isto É” datada de 1º de setembro do corrente, viram no que se transformou a cidade de Barcelona, Espanha.
Não sei o que leva as pessoas a procurar esta cidade para seus devaneios... Talvez a fama dos espanhóis, ou talvez, das espanholas. Afinal, Don Giovanni, ou Juan se preferirem a versão espanhola. Joannes Chrysostomus Wolfgangus Theophilus Mozart escreveu no ano de 1787 a ópera “Don Giovanni”, em dois atos, retratando a libertinagem do personagem-título.
Não sei se fama dos espanhóis (descritas na ópera, e relatadas cerca de 172 anos antes dela) levam as pessoas até a “Sodoma da Europa”. Mesmo com o alto número de pessoas que vão à Europa para se prostituir, muitas mesmo não sendo, assim são taxadas. Creio eu que eles não tem muito o que reclamar.
Porém, é mais que necessária uma revisão de valores. E no mais, as histórias de sangue quente repercutiram... Agora que agüentem e reeduquem a população. A mesma Barcelona que reclama dessas atitudes é a mesma que muito explora o filão desse tipo de turismo desregrado. Educar e se necessário punir, eis a solução.

N.S.D., 06 de Setembro de 2010.

sábado, 4 de setembro de 2010

A Tirada do Dia

"Se meus críticos me vissem andando sobre as águas do rio Tâmisa, diriam que é porque eu não sei nadar."
Margaret Thatcher

Desterro, 4 de Setembro de 2010. 

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Nem eu entendi

É, eu sei, já protelei muito a escrita de algumas poucas e toscas linhas. Sim, toscas, e no mais, eu sei que nem todos que este texto lerem irão entender o que realmente se passou. Só vivendo este abapurú pra saber o que eu tentarei relatar.

O que posso fazer? Nada, apenas sentar e esperar que a preguiça e o ócio passe. Na verdade não passaram, porém tenho algumas coisas a seres contadas, mesmo que elas estejam indelevelmente gravadas em minha memória, sempre é bom escrever, e por conseqüência compartilhar isso com os outros.

Dia 1° de Setembro do, juntamente com alguns amigos, fui ao início dos festejos da Semana da Independência, e finda esta (que teve direito a “Vanusa com o João Bemol”, com o Hino Nacional. Saliento que não se faz arranjo no Hino, não se muda tom, se toca integralmente... Vide Lei n° 5.700), saímos caminhando pelo centro e comentando sobre o tempo.

Papo vai e vem, comentei que sempre gosto de caminhar pela manhã, ou início da tarde. Via de regra, ando pelo centro mesmo, assim posso contemplar esse jeito provinciano da cidade.

No dia seguinte, eu esta em uma dessas caminhadas, era mais ou menos 14h30min, e andando por uma movimentada rua, saíram de uma casa antiga três homens. Dois de vermelho e um de preto, carregando aos ombros algo grande, pesado, com uma forma semelhante a um losango. Infelizmente não pude ver o que era carregado aos risos, lágrimas e gargalhadas pelos três distintos homens. Mas confesso que dava (com uma boa imaginação alla Fantástico Mundo de Bob) pra saber o que era mesmo com todos aqueles mil panos negros que cobriam o objeto.

Muitas pessoas estranharam o Smurf da Zona Azul nem sei por que carga d’água fez o sinal da cruz, dois homens que iam a minha frente se cutucavam, comentavam e até agacharam para ver o motivo de tanta festa dos três homens. Tudo em vão. O estranho objeto foi posto com dificuldade em um carro e ocupou quase todo o seu interior...

Assim que aquilo, ou sei lá o que foi posto lá no carro, um dos três homens disse:

“- Senhor, receba-a com a mesma alegria com a qual eu te envio.”

Mas o que é isso? Assim em surdina! Desova! Corre! Como um latinista (dos piores, claro) ouvi numa pronúncia horrível um “libertas quæ sera tamen”.

E este é o relato de algo que sei lá o que foi. E a luz do dia, gente doida mesmo... Só pode ser coisa desse povo metido com o Lulú.

N.S.D., 03 de Setembro de 2010.

sábado, 21 de agosto de 2010

Tatoo

Como a vida é estranha mesmo, aí vai uma boa tatoo para um diabético:Desterro, 21 de Agosto de 2010.