segunda-feira, 29 de novembro de 2010
Uma Conversa com o Velho Speith
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Hino de Sta. Cecília - 22/11

Sua biografia, baseada nos dados de uma Paixão (ou seja, descrição do martírio) escrita no século VI, é uma das mais conhecidas e divulgadas.
Os dados principais dessa Paixão são os seguintes: Cecília é apresentada como uma jovem romana de família nobre, que é prometida, sem que seus pais soubessem, e tinha consagrada a Deus sua virgindade. No dia de núpcias, enquanto a música ressoava no salão de festas, ela entoava em seu coração um hino à virtude da castidade.
Na primeira noite do matrimônio declara ao seu jovem esposo que não ouse tocar o seu corpo com amor impuro, pois que ela tem ao seu lado um anjo encarregado por Deus para defender sua virtude.
Valeriano exprime desejos de poder também ele ver o anjo. Cecília apresenta-lhe como condição essencial a recepção do batismo. O esposo manifesta-lhe suas boas disposições e ela o envia ao bispo Urbano que se encontra refugiado na Via Ápia.
O nobre romano recebe as primeiras instruções na religião cristã e é batizado por Urbano. Ao regressar para casa, fica deslumbrado diante da visão celeste do anjo de Cecília.
O exemplo de Valeriano, é imitado posteriormente por seu irmão Tibúrcio. Ambos, juntamente com Máximo, convertido por eles, são martirizados em Roma sob o governo do prefeito Túrcio Almáquio.
Pouco depois também Cecília é citada ao tribunal de Almáquio, por ser cristã. A jovem e condenada à morte por asfixia no "calidarium" de sua própria casa. Não obtendo esta pena o efeito desejado, Almáquio ordena que a virgem seja decapitada ali mesmo. O algoz treme ao dar-lhe os golpes fatais e a deixa semi- viva. Sua agonia prolonga-se por três dias. Nesse tempo Cecília confirma seus familiares na fé cristã e faz doação de seus bens à Igreja.
O Papa Urbano mandou sepultar seu corpo virginal ao lado dos outros bispos, seus colegas. A casa do martírio foi transformada em igreja.
Tais são, em resumo, os dados da Paixão. Escrita num século em que reinava no Ocidente grande entusiasmo pela vida religiosa, reflete claramente a intenção do autor de compor uma prática exortação de renúncia aos prazeres do mundo e de consagração total a Deus.
A Igreja aproveitou-se largamente dessas notícias biográficas ao compor o Ofício litúrgico de Santa Cecília, cuja festa se celebra no dia 22 de novembro: é um dos ofícios mais antigos e mais belos do Breviário Romano. As lições do segundo noturno apresentam um resumo da vida da santa extraída da Paixão. As antífonas e os responsórios evocam frases e episódios dessa mesma fonte lendário. Desta forma o Ofício litúrgico do dia 22 de novembro constitui uma das mais belas e ricas apologias da virgindade cristã.
As Estrelinhas de Hollywood
Estou aqui, em frente a minha máquina de escrever de luxo, pensando sobre o que escrever.
Tenho sempre alguns bons temas para escrever. São bons pra mim, mas nunca para quem está nessas historietas. Esta que vou contar agora aconteceu comigo há uma semana creio eu, mas devo, antes de qualquer coisa, relatar um fato anterior... Então vamos lá.
No dia 14 de outubro do corrente, enviei a um grupo de e-mails que faço parte um pedido: se alguém tinha os trabalhos da aula tal que eu acabei faltando. Meu Deus, como naquela sala tem gente simpática! Eu nunca tinha notado! Ninguém me respondeu, e eu tive que me “phuder” para fazer o que me foi pedido.
E agora, no dia 19 de novembro veio o castigo da vil escumalha pusilânime, plebe ignota, enfim, a fina flor da chinelagem... Nesse dia, antes de uma avaliação, que valia 8,0 pontos e um trabalho valendo 2,0, a turma solicitou a nosso professor que a prova tivesse peso 10,0 e o trabalho 1,0. Como isso implica na mudança de plano de ensino, há a necessidade de se ter uma votação, e o projeto teria que ser aprovado por unanimidade.
Ai rodou a sala uma lista para quem concordasse com a mudança colocasse seu nome. Eu não coloquei o meu! Afinal, o trabalho tinha peso 2,0 e eu obtive 1,5 nele! Vou abrir mão de 0,5 ponto para ajudar uma horda de fominhas esganados?
Não! Não! E mais uma coisa, durante a prova o professor “discretamente” perguntou quem é o fulano de tal? E eu respondi, e ele me disse você não assinou a lista! Valeu por me jogar no meio da turba enfurecida!
Mas, por vezes acho que estou em Hollywood, por vejo muitas estelinhas! Ou ao menos pensam que são.
E a vida é assim, o castigo sempre vem! E digo o seguinte, isso me fez muito feliz! Eu apenas pedi um favor, mas as estrelinhas não se importam com alguém que não faça parte de panelinha deles.
Pra terminar, quando eu vejo caído no chão um cachorro que me mordeu, eu chuto sem dó! Afinal, não sou um santo, mártir, nem sou do exercito de salvação. Cutucou, sai cutucado.
N.S.D. 21 de Novembro de 2010.
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Um versículo
Desterro, 19 de Novembro de 2010.
domingo, 14 de novembro de 2010
Mein reich für ein bunker!
Sim meus amigos teutos, estou deveras necessitado de um bunker para me abrigar da plebe ignota com sua cultura rudimentar. Em outras palavras, esse Folianópolis está sendo algo excruciante! Axé? Misericórdia! Ao que parece ninguém tem pena dos meus pobres nervos, e é claro, meus ouvidos! Como se não bastasse o lixo que se toca em tal evento, a bagunça tem ido até uma 04:00hs, bem, todos sabem que o carnaval de rua vai até as 02:00hs. Então, rico pode extrapolar? É o que parece.
No mais, essa festa poderia ser onde é realizado o Planeta Atlântida (no fim do mundo mesmo!). Que falta me faz um acachapante Caterpillar desgovernado! Rsrs. Bem o mundo não é perfeito.
Não, não, o mais interessante disso tudo é quando você mora em um edifício que fica ao lado de um hotel, assim temos o desgosto de presenciar a vil escumalha se divertindo, da seguinte forma: berrando, eructando pela janela, bebendo de tudo, e ainda chamando a vizinha de gostosa (se bem que era outra coisa...). Garanto que Darwin não teve tal experiência, como tão pouco conseguir prever isso a sua teoria da evolução das espécies.
Ah... Esse tipo de dente selvagem, não me acrescenta em nada! Na mesma proporção, há um inglês muito desocupado que destruiu um piano de 115 anos para usar a madeira marchetada para fazer a cabeceira de uma cama. Pior mesmo, são os que queimam pianos... Acho que queimá-los não seria má idéia
E diante de tamanha pusilanimidade cultural do povo, só resta-me sentar ao meu piano e alimentar a minha alma.
N.S.D. 14 de Novembro de 2010.
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Ode an die Freude
Já faz alguns dias que ando com os dedos bem nervosos, e já percebi que o teclado de um piano não é o bastante para aplacar meus nervos. Bach me ajudou muito, mais ainda é pouco para minha inquieta alma, que almeja muito mais que qualquer fusa pode hoje me oferecer.
Mas como músico, desconheço outra linguagem a não ser a própria música e as peculiaridades dos instrumentos, por isso, hoje vou me valer de um órgão de tubos para tentar expor alguma coisa além de palavras lançadas ao vento. Um órgão munido de dois ou mais teclados manuais é dotado de um “registro de combinação”, que é puramente mecânico. Assim o organista pode programar cada teclado para uma registração (timbre) específica. Caso o executante acione a combinação e não abra os registros para aquele(s) teclado(s), ele se transforma em um anulador, muito útil durante uma missa, pois, não há necessidade de fechar todos os registros e assim perder o timbre escolhido. É um “ligar e desligar”, só mais simples e mais rápido.
Então podemos também anular um teclado inteiro; anula-se o primeiro, por conta do segundo. Do mesmo modo são as chances que nos são oferecidas ao longo de nossas vidas, as vezes uma segunda chance, pode anular a primeira, do novo teclado, recém instalado, reduzindo assim a gama de sons. E mais curioso dessa confusão que eu fiz aqui é a seguinte, com um botão silenciamos a alma do instrumento. As chances são assim, quando oferecidas fazem soar o registro liebesflöte; quando são ceifadas, acionam a combinação que é um anulador, um silenciador.
O órgão, que pela organologia é o rei, é o único instrumento que uma só pessoa pode executar, por assim dizer uma sinfonia. Mas que graça tem um instrumento com infindos recursos, quando somos solistas? Creio que é a mesma do órgão sem tubos, piano sem cordas...
Mas, sozinho e surdo, Beethoven escreveu “Ode an die Freude”, ou “Ode à Alegria”.
Agora chega do silêncio de anuladores e de pausas, é hora da sinfonia da vida, do belo, do viver e ser feliz.
NSD, 05 de Novembro de 2010.
sábado, 23 de outubro de 2010
Músicas
Por vezes fico pensando no que uma música pode fazer em nós; por vezes nos traz alegrias, ou nos deprime, nos conforta, nos exalta e nos eleva a um plano superior...
A música é realmente capaz de uma infinda gama de possibilidades, tanto sentimentais como propriamente as musicais; tendo em vista que as possibilidades das seqüências das notas é infinita. Assim sendo, há trabalho para uma vida inteira, ou melhor, para sempre. Porém é muito comum que as pessoas de um modo geral não dêem o devido valor ao músico e a um gênero musical, como o Barroco. O período barroco foi a sólida base onde muita coisa que conhecemos hoje foi feita, nesse período há uma filigrana muito rico no que diz respeito às variações de escala, coisa que lamentavelmente não há hoje em dia.
Nesses dias tenebrosos em que vivemos o povo gosta de ouvir cada porcaria sem precedentes! Muitos vão alegar moda, cultura, gosto... Já eu alego que é falta deste.
Antes que muitos resolvam me apedrejar, eu vou perguntar uma coisa, usando um exemplo muito simples: Onde está o grupo É o Tchan? E tanto outros? Simplesmente somem da mídia, e da memória das pessoas, já as verdadeiras obras, se perpetuam através dos tempos, vejamos as obras de Beethoven, Bach, Chopin... Todos conhecem alguma coisa desses compositores, muito embora não sabem seus nomes, nem quando e onde viveram .
Esses dias encontrei o Notenbüchlein der Anna Magdalena Bach, onde está registrado sob o número 25 do a ária “Bist du bei mir”, que é sem dúvida a mais conhecida do caderno. Nesses últimos dias tenho tocado muito essa ária... Realmente mexeu comigo.
Detalhe, a última alteração no Caderno de Anna Magdalena foi no ano de 1725, e ele ainda é gravado, tocado em récitas, peças de teatro, filmes... Já a turma do Tchan e do Rebolation está perdendo o rebolado até cair completamente na escuridão do esquecimento.
Bem como eu falei da ária 25 do caderno, ai vai um link e a letra, obviamente em alemão, claro! Rsrsrs.
Bist du bei mir, geh ich mit Freuden
Zum Sterben und zu meiner Ruh.
Ach, wie vergnügt wär so mein Ende,
Es drückten deine schönen Hände
Mir die getreuen Augen zu.
http://www.youtube.com/watch?v=-LJRvuZKNy4
N.S.D., 23 de outubro de 2010.
terça-feira, 19 de outubro de 2010
Sexóloga estressada!
3 - Tenho um amigo que quer fazer sexo comigo, mas ele tem um pênis de 20cm. Acho que vai ser doloroso, o que faço?R: Manda pra cá que eu testo pra você.
4 - Como faço para seduzir o rapaz que eu amo?R: Tire a roupa! Se ele não te agarrar, cai fora que é gay.
5 - Terminei com meu ex porque ele é muito galinha e agora estou com outro. Mas ainda gosto do ex e às vezes ainda fico com ele! O que devo fazer?R: Quem é mesmo galinha nesta história?
6 - Quero saber como enlouquecer meu namorado só nas preliminares.R: Diga no ouvidinho dele: 'minha menstruação está atrasada..'
7 - Sou feia, pobre e chata. O que devo fazer para alguém gostar de mim?R: Ficar bonita, rica e ser legal. Obviamente.
8 - O cara com quem estou saindo é muito legal, mas está dando sinais de ser alcoólatra. O que eu faço?R: Não deixe ele dirigir.
9 - Por que, na hora do sexo, quando a gente está no vai e vem, na hora em que o corpo entra em atrito e faz aquele barulho de quem está batendo palmas, a gente fica mais excitado?R: É porque parece que tem torcida, tá ligado? Da próxima vez grite pra galera.
10 - Apesar do meu tamanho, eu tenho apenas 15 anos de idade e não tenho cara propriamente linda. O que fazer para conseguir comer umas gatas?R: Nesta idade você tem que comer Sucrilhos, entende?
11 - Sou virgem e rolou, pela primeira vez de fazer sexo oral. Terminei engolindo o negócio e quero saber se corro o risco de ficar grávida. Estou desesperada!R: Claro que corre o risco de ficar grávida. E a criança vai sair pelo seu ouvido.
12 - A primeira vez dói? Tenho 21 anos e ainda não transei porque tenho medo de doer e não agüentar.R: Dói tanto que você vai ficar em coma e NUNCA mais vai levantar. Vê se deixa de ser fresca, e dá de uma vez, ô Cinderela!!!
13- Posso tomar anticoncepcional com diarréia?
R: Eu tomo com água, mas a opção é sua. Espero que use copo descartável.
domingo, 17 de outubro de 2010
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
O Homem no Espelho
Quando conseguir tudo o que quer na luta pela vida, e o mundo fizer de você rei por um dia, procure um espelho, olhe para si mesmo e ouça o que AQUELE homem tem a dizer.
E você terá superado os testes mais perigosos e difíceis se o homem no espelho puder chamá-lo de amigo.
*Blanchard, Kenneth. Peale, Norman Vincent. O Poder da Administração Ética. 2ª Ed. Rio de Janeiro: Editora Record, 1988.
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Barcelona
sábado, 4 de setembro de 2010
A Tirada do Dia
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
Nem eu entendi
É, eu sei, já protelei muito a escrita de algumas poucas e toscas linhas. Sim, toscas, e no mais, eu sei que nem todos que este texto lerem irão entender o que realmente se passou. Só vivendo este abapurú pra saber o que eu tentarei relatar.
O que posso fazer? Nada, apenas sentar e esperar que a preguiça e o ócio passe. Na verdade não passaram, porém tenho algumas coisas a seres contadas, mesmo que elas estejam indelevelmente gravadas em minha memória, sempre é bom escrever, e por conseqüência compartilhar isso com os outros.
Dia 1° de Setembro do, juntamente com alguns amigos, fui ao início dos festejos da Semana da Independência, e finda esta (que teve direito a “Vanusa com o João Bemol”, com o Hino Nacional. Saliento que não se faz arranjo no Hino, não se muda tom, se toca integralmente... Vide Lei n° 5.700), saímos caminhando pelo centro e comentando sobre o tempo.
Papo vai e vem, comentei que sempre gosto de caminhar pela manhã, ou início da tarde. Via de regra, ando pelo centro mesmo, assim posso contemplar esse jeito provinciano da cidade.
No dia seguinte, eu esta em uma dessas caminhadas, era mais ou menos 14h30min, e andando por uma movimentada rua, saíram de uma casa antiga três homens. Dois de vermelho e um de preto, carregando aos ombros algo grande, pesado, com uma forma semelhante a um losango. Infelizmente não pude ver o que era carregado aos risos, lágrimas e gargalhadas pelos três distintos homens. Mas confesso que dava (com uma boa imaginação alla Fantástico Mundo de Bob) pra saber o que era mesmo com todos aqueles mil panos negros que cobriam o objeto.
Muitas pessoas estranharam o Smurf da Zona Azul nem sei por que carga d’água fez o sinal da cruz, dois homens que iam a minha frente se cutucavam, comentavam e até agacharam para ver o motivo de tanta festa dos três homens. Tudo em vão. O estranho objeto foi posto com dificuldade em um carro e ocupou quase todo o seu interior...
Assim que aquilo, ou sei lá o que foi posto lá no carro, um dos três homens disse:
“- Senhor, receba-a com a mesma alegria com a qual eu te envio.”
Mas o que é isso? Assim em surdina! Desova! Corre! Como um latinista (dos piores, claro) ouvi numa pronúncia horrível um “libertas quæ sera tamen”.
E este é o relato de algo que sei lá o que foi. E a luz do dia, gente doida mesmo... Só pode ser coisa desse povo metido com o Lulú.
N.S.D., 03 de Setembro de 2010.
sábado, 21 de agosto de 2010
Tatoo
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
?
sábado, 31 de julho de 2010
Duas Noites no TAC
terça-feira, 27 de julho de 2010
Carpe Noctem
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Palermo - Onde os mortos nunca dormem...
Fila do banheiro em Palermo, e derrepente um deles grita: "lá vem o Vesúvio!" E olha que a lava vem de longe, mesmo assim o velho vulcão não perdeu a sua potência e eficiência em mumificá-los. Detalhe no mapa: a rota do vulcão! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk...
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Pensamentos Cristalinos de Oscar Wilde
Os imbecis nunca.
terça-feira, 6 de julho de 2010
Livros Emprestados
domingo, 4 de julho de 2010
Um diálogo inusitado
sexta-feira, 2 de julho de 2010
A Hecatombe de Viver sem Internet
Hoje parei em frente a minha máquina de escrever de luxo (meu PC capenga) com um bule de chá ao lado e pensei em escrever sobre algo muito empolgante: nada! Nada me vem à mente. Acho que estou diante de uma crise produtiva, só pode. E para ajudar estou completamente incomunicável, por isso meu PC capenga hoje é apenas uma máquina de escrever de luxo... Bem, acho que vou começar pelo o que fiz hoje.
Continuei a ler um livro Fé, Verdade, Tolerância, do então Cardeal J. Ratzinger, fumei uns bons narguiles, toquei piano, passei no livreiro, mas mesmo assim, sem internet, telefone e crédito para o meu telemóvel vitaminado não dá. Parece que a vida não “funca” sem as bênçãos do mundo moderno.
A coisa está tão feia que pensei em ler mais uma vez os Broquéis e Faróis de Cruz e Souza... Bem, ao menos Antífona eu já devo saber de cor...
Errrr... Esse apagão internetesco está me consumindo! Aliás, é isso que parece mesmo, um apagão, como o que vive uns anos atrás aqui em Notre-Dame d’Exil. Recordo-me que foi um verdadeiro abapurú, sem energia elétrica, sem telefone (dádivas da NET), um calor ad infernos, a minha sorte foi um piano e um gramofone com uns discos de baquelite.
Graças ao bom Deus que aqui não tem o tal de “Gospel Moderno” (sei lá o que raios é isso, acho que a Raquel pode nos esclarecer) rsrs. Como também não sei como a vil escumalha populacional consegue ouvir esse tipo de som, tão típico dos aborígines. Como diria Caio Barbosa: “meu lado brega escuta Salieri”.
Munido desses aparatos de tecnologia dos séculos XVIII e XIX (coisa de ultima geração) fiz quase uma rave, mas como não tinha eletricidade para a luz estroboscópica, tive então que me valer de alguns girandóles com velas. Tudo bem que nos habituamos com essas modernidades, mas fico pensando como as pessoas no passado faziam para se divertir. Literatura, saraus, música, jogos de todo tipo.
Desses jogos os meus favoritos são: o xadrez e aquele do papel colado na testa e tem que se adivinhar quem sou eu. Realmente não sei o nome desse jogo, mas sei que é bem antigo. Acho que qualquer hora dessas eu vou jogar brigde ou gamão, frente à impossibilidade ir até a Barra da Lagoa para jogar criket. Bem sei que seria uma tragi-tragédia britânica, mas ao menos posso passar o meu tempo com alguma dignidade e de uma forma um tanto quanto hedonista.
Acho que o tédio está grande mesmo, pois, pensei em por taxinhas na marteleira do piano, e na falta destas, pins de lapela me foram muito úteis. E de forma incauta, porém impávida acabei colocando... Nada como um cravo fake em casa, tendo em vista que trazer um neupert da Alemanha se custaria os tubos, aliás, as cordas, e para por no pescoço mesmo.
Assim a vida segue com seu ar vitoriano com um toque barroco, acompanhada pelo borbulhar dos narguiles e pelo conforto de uma xícara e outra de twinings.
Sem mais,
NDE, 1° de julho de 2010.
terça-feira, 29 de junho de 2010
Uma Sentença Inusitada e Sábia
domingo, 27 de junho de 2010
Vuvuzelas e Jabulanis
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Quod Est Veritas?
domingo, 13 de junho de 2010
Hãn? Hain?
sábado, 12 de junho de 2010
O Perdão

quarta-feira, 9 de junho de 2010
Uma Casa Portuguesa Com Certeza!
Como meu pai possui uma mentalidade de que todas as construções devem ser quadradas (ele descende de imigrantes da Ilha Terceira dos Açores), para que assim se aproveite todos os espaços. Isso me parece coisa de português... Só falta caiar as paredes e por um São José de azulejo.
E quando num papo animado comentávamos sobre algumas arquiteturas da Europa (em especial a italiana), notamos que muitas construções possuem um espaço interno, um jardim interno.
Obviamente ele acha isso um desperdício de espaço. Oras, qual o portuga que vai deixar de ter um espaço para guardar tralhas?
Resultado: eu não poderia perder a chance de apelidá-lo de “Niemeyer do Caixote”.
Eu devo ter colado chiclete no Santo Sovaco... só pode...
quinta-feira, 27 de maio de 2010
sábado, 22 de maio de 2010
Alguns Espíritos dos Natais
Já deveria ter escrito algo faz algum tempo, mas, por vezes é bom deixar as coisas acalmarem um pouco. Nada como um pouco de paciência para vencermos algumas paixões e submetermos algumas vontades. Não sei bem como começar, mas acho que curiosamente devo começar pelo espírito do natal presente, tendo em vista que sua última visita faz umas duas semanas.
Tudo iniciou nos fins de abril para o início de maio, confesso que eu tive uma série de preconceitos em relação a alguém, e igualmente por confissão digo contritamente que me arrependo. Mas diante de um preconceito, temos uma idéia errônea pré-concebida, mas a questão é quando essa idéia pré-concebida por conta de alguns temores é a mais pura verdade, sem um único laivo sequer. Então o que fazer? Não sei.
Apenas sei, que não sou uma pessoa fácil de se lidar, porém não briguei com os “irakitans”, nada como uma boa analogia musical para fazer uma identificação sem revelar as verdadeiras identidades.
Creio que uma das questões que me levam a divagar em algumas linhas escritas com mão rude é a pusilanimidade do caráter. Então o que adianta ter um pouco de cultura, quando há uma lacuna descomunal como um abismo? Há tão somente duas teorias quanto ao caráter de alguém, vamos a elas:
Prima – O caráter pode mudar com o passar do tempo, assim como alguns valores mudam no decorrer de nossas vidas;
Secunda – o caráter de alguém jamais muda ou se deteriora. É simples, há caráter ou não.
Reservo-me aqui ao direito de não revelar o que penso, porém aos que me conhecem fica indubitavelmente claro qual é a corrente moral-filosófica que sigo.
Quando ouvimos em dado momento “amo-te muito”, isso obriga a outra parte a algo?
Não! Isso e tantas outras coisas não obrigam ninguém a nada, lembro das minhas primeiras aulas de Introdução ao Estudo do Direito, magistralmente ministradas pela Professora Dilsa Mondardo. Ela dizia: “ninguém é obrigado a fazer ou deixar de fazer algo senão por força de lei”. E como não há e nunca haverá um codex para isso, jamais haverá essa obrigatoriedade.
Então já sabemos que nutrir e exteriorizar sentimentos em a outrem não obriga a uma recíproca, mas, como fica isso em um “flerte” continuado? Algumas coisas indicavam que a coisa ia de vento em popa, já outras tantas não... Porém, dias depois esta criatura de Deus está namorando. Então o que pensar disso? Que no mínimo andava com dois ao mesmo tempo, tendo em vista que não se inicia um namoro da noite para o dia.
Isso demonstra claramente a falta do caráter, vejam bem, é a falta que eu me refiro, e não um simples desvio. Para ter-se o desvio deve-se, antes de mais nada, ter caráter.
Já disse aqui que sinto um enorme pejo do meu preconceito quando a conheci, porém, as conjeturas que fiz eram na verdade fatos que a vida se encarregou de ensinar-me com extrema perfeição. Naquele tempo, resolvi deixar isso de lado, pois comecei a individualizar os indivíduos invés de generalizá-los em uma fossa comum.
Não quero aqui fazer uma apologia aos preconceitos, mas, devemos sempre levar em conta as experiências que já tivemos, e através de uma analogia estudar cada caso.
Se houver entre nossas experiências algo que nos recorde a música “Eu falei que isso ia dar merda” de Cris Nicolotti, é bom abstrair e cantar outra música da mesma cantora...
“♫Vai tomar no cú...♪”.
Não tenho nada contras os “irakitans”, e não vejo nada que empeça o cultivo de uma verdadeira amizade com todos. Mas, fico impressionado com o fato de que quando era conveniente conversavam até madrugada adentro comigo. Realmente curioso.
Recordo-me de um filósofo incompreendido, Arthur Schopenhauer, que na obra “O Mundo como vontade e representação” há no capítulo XLIV, que é a “Metafísica do Amor”, lá consta o seguinte: “Assim que o gozo é obtido, o amante experimenta uma estranha decepção; espanta-se que aquilo que desejou com tanto ardor apenas lhe proporcione um prazer fugaz, seguido de um rápido desencanto, e nada mais”.
Esse gozo é simplesmente um objetivo que por vezes não é uma conjunção carnal. Esse gozo pode ser a obtenção de uma massagem no ego de indivíduo com pouca auto-estima. Sugiro apenas terapia e um pouco de decência.
Já sobre o espírito do natal passado, ele sempre volta de alguma forma para nos assombrar e nos impor mais uns bons passos de nossa via crucis.
Nunca entendi muito bem esses retornos repentinos, e muito menos quando escuto a palavra “saudade”. Só posso dizer que nada impede de se matar as saudades entre duas pessoas em moram na mesma ilha, por isso que essa palavra foi como um punhal enterrado em meus ouvidos. Lamento, mas não sou uma bengala para que alguém se apóie nos momentos de carência. Fico imaginando como isso deve fazer bem ao espírito do natal passado, pois é muito bom desprezar alguém e partir para outra. E esta outra empreitada não dando certo, volta-se como um filho pródigo em busca de apoio, pois saber que alguém lhe estima muito a ponto de tudo perdoar é muito cômodo.
Então quebra a cara e pensa: “ele ainda está lá”. Então um pouco de vergonha na cara e maturidade é o que falta ao espírito no natal passado.
Não podemos jamais dizer que desta água não beberei, mas alguns são como espermatozóides, têm a chance de um em um milhão de um dia tornarem-se seres humanos. Se este momento um dia chegar, poderemos enfim conversar, e apenas isso.
Sem mais.
N.S.D. aos 22 de Maio de 2010.


