segunda-feira, 25 de julho de 2011

As Voltas da Vida

Veja só, como são engraçadas as pessoas, elas simplesmente somem de nossas vidas, e do nada ressurgem como a fênix... E o quanto isso me fez alegre. Ontem, o dia começou cinza, e só haviam palavras mordazes, mas com uma boa conversa com muitos risos, com Natasha e o Pau do Índio, este último traficado pelo frater Joannem Petrus, um pianinho, uns narguiles e um filme para fechar com chave de ouro uma noite coroada de alegrias para todos. Quase um final feliz, não para todos, claro, afinal há sempre quem fique em casa se mordendo em uma síncope lancinante. Ah! Recadinhos, patético.

Enfim, voltando... Ontem pude ver um pouco mais por debaixo dos véus e conhecer um pouco mais de uma criatura até então insondável. Já sei, vai ter quem pense merda, errr, mas não vou me estressar não. Eles não valem a pena, afinal, nem amigos eles possuem.

Bem sei como a sociedade, o mundo e tudo mais pode fustigar uma alma e torná-la muito diferente do que ela sempre foi; como eu sempre disse, somos muito diferentes, e ao mesmo tempo totalmente idênticos. Por vezes até no pensar... Nós mesmos mudamos com os acontecimentos dos últimos anos.

Viu como não dói, e não custa nada? E ainda é muito bom, tranqüilo e o melhor de tudo é saudável por que não existem todos aqueles excessos. Desnecessário dizer o que quanto mais fores moderado mais aproveitarás.

Por fim, agradecer ao amigo desaparecido por ter se lembrado de mim. E para terminar, uma coisa que parece tola, mas creio que para nós não é: eu tenho muito o que aprender com você, e você têm muito o que aprender comigo. Você ensinou-me o que é pedir desculpas, e eu ensinei-lhe um pouco de moderação alla in media virtus est!

Nós assim vamos longe, e com jäger! Kkk.

Ósculos e amplexos fraternais,

Tio Deco

N.S.D., 25 de Julho de 2011.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Animarum in Pelvim

Tétricos dias, afinal, vejo naqueles que estimo tão somente hedonismo, concupiscência e o pior: falta de palavra. Não sou a forma mais virtuosa que caminha na terra, mas, ao menos tenho palavra e não sou nenhum biltre embusteiro. Por mais compaixão que podemos ter, fica muito complicado ter um pouco de tolerância diante das inópias que encontramos nas mentes com as quais convivemos. "Mentes" que convivemos por vontade própria, e por esperança de que um dia tome um rumo em sua miserável existência e assim sendo deixe de ser uma pedra de tropeço, e seja uma pedra lapidada, polida e construtiva.
Afrontas inultas me são desfraldadas quase que diariamente, e ao término de tudo, a quem rogarás paráclito? Fitar-me-ás como já fizeste com aquele olhar insondável e lacrimoso. Antes de estender-lhe a mão (segundo alguns, mão que se estende até ao inimigo, mas não é este o caso, que fique bem claro) vociferarei a seu ouvido apenas duas palavras: “bem feito!”. Depois, verei o que fazer para resgatá-lo da fogueira na qual se enfiaste por vontade própria.
Exorto-o para que reflitas, e assim percebas com a máxima urgência quem são os seus verdadeiros amigos. Já dizia Jó (Jó 10:2): “mostra-me por que razão me tratas assim”. E tenho mais uma exortação: ao confessar pecados àquela que supostamente amas, confesse-os por inteiro, e não tão somente aquilo que lhe convém para salvar sua pele.
N.S.D., 17, 20 e 22 de Julho de 2011.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

A Fervenças da Carne

Já escrevi sobre muitas coisas, mas não me recordo de já ter escrito algo que por muitas vezes anda de mãos dadas com o relacionamento amoroso entre as pessoas: a infidelidade. Quem sou/somos eu/nós para julgar? Bem, esta é uma pergunta retórica, embora para muitos eu tenha que desenhar . Mas voltando, mesmo não podendo e nem devendo julgar, isso não me impede de discorrer sobre este tema tão divertido por vezes, trágico sempre, e um tanto quanto perigoso. Esse mesmo tema aborda um outro tema, muito mais abrangente, e do qual deleito-me em minhas lucubrações noturnas: a ética.


Este ato totalmente despido de sentimentos , impudicado baseado e revestido em hediondez humana é lamentavelmente tão antigo quanto ela própria. Seguir o nono mandamento do decálogo (e olha que o próximo não estava tão próximo assim) tem se mostrado uma tarefa hercúlea ao longo de séculos , e desde a antigüidade o tema têm sido levado ao esgotamento. Se no período medieval e renascentista o amor (que é uma das três virtudes teologais – Amor ou Charitas) foi tratado como uma patologia, o que dizer então das fervenças da carne?

Exorto-o para que cortes do seu convívio esta jaca podre, e sempre reflita sobre o fruto da árvore envenenada.

Este é um doa grandes ardis do “demônio”, seduzir muitos com o simples intento causar-lhes dor e sofrimento, e é claro, obter alguns benefícios mundanos. Assim sendo, não entendo como abres tuas portas para isso.


Em local por mim ignorado, 24 de junho de 2011.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Um fato em foto

Uma nistura do aniversário do Marcelo com o meu no dias 3, 4 e 5 de Junho de 2011.

Na foto em sentido horário: Deco, Gabi, Neno e Splip.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

O que mais devia ter feito por ti e não o fiz?

Nesta fria noite me deparei com a seguinte frase: “O mais importante na vida - e acima de qualquer problema que tenhamos - é poder compartilhar uma alegria com aqueles que mais gostamos!” Então vou expor a você, meu caro leitor, a seguinte situação hipotética: seu afilhado é aprovado numa prova da mesma magnitude da prova de medicina da UFSC, e não fala nada para você, logo você é importante para ele?

Alegar falta de tempo em nossos dias, com tanta tecnologia é inaceitável, pois, com apenas um mísero minuto e a paupérrima quantia de cinqüenta centavos pode-se enviar um torpedo via celular e assim dividir um pouco as suas alegrias. Tão simples como um tolo cálculo de adição no primário. Durante o Popule Meus entoado na Paixão há um trecho que devo transcrever: “o que mais devia ter feito por ti e não o fiz, responde-me”.

A vida nos ensina a não esperar muito das pessoas que amamos. O grande dramaturgo inglês Shakespeare nos lembra “E aprende que não importa o quanto você se importe,
algumas pessoas simplesmente não se importam…
E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa,
ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso.
”

Ele mesmo nos adverte: “Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer
mesmo a longas distâncias... Aprende que não temos que mudar de amigos
se compreendemos que os amigos mudam,
percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa,
ou nada, e terem bons momentos juntos.”

O tempo é um personagem implacável, responsável por apagar tudo. Não sei o que por ventura ele possa ter apagado. Para mim, ele não apagou nada, mas só podemos falar por nós mesmos, jamais pelos outros.

N.S.D., 02 de Junho de 2011.


terça-feira, 31 de maio de 2011

Fondue e Rave

Na sexta-feira finalmente saiu o famigerado fondue. É engraçado quando nos reunimos para preparar algo para o jantar, porém por mais divertido que sejam os outros encontros, essas promiscuidades gastronômicas são de veras especiais. Lamentavelmente, que por uma série de fatores, tais encontros não podem ser tão freqüentes quanto nós gostaríamos. Com uma boa conversa, fomos lentamente revirando a panelinha e rindo muito, e se a minha memória não está me pregando peças, eis os presentes: Deco, Doug, Neno, Fê, Lu, Bruno PT (que não é petista), Marcelo, Gabi, Slip... Só faltou a Lady Laura Regina! Phoda né loira...

Já no outro dia, entramos um pouco no tema “festa junina”, pois resolvemos fazer cachorro-quente. Como uma ou outra alteração o grupo de sábado era igual ao de sexta-feira. O curioso desse grupo é que ele não para de crescer, sempre tem mais um chegando. Mas os melhores relatos seriam sobres às conversas da noite, que por vezes ocorrem no escritório, na sala, e no mais das vezes na cozinha mesmo. Nesses locais ouvimos das piadas copiosas e cômicas, ao choro sem par e medida oriundo de um relacionamento que findou. Voltando as piadinhas, bem, essas vão das clássicas (e por vezes chatas) até as mais específicas, tão específicas que são compreendidas apenas pelo grupo, ou menos, um bom exemplo disso é uma piada para três pessoas, Deco, Neno e Laura: Onde está meu vick?

No sábado também tivemos uma pequena rave graças ao nosso amigo Bruno PT, que trouxe-nos uma “pequena” caixa de som, pc, mesa de som, máquina de fumaça, luzes e strobo. Mesmo sem gostar muito do som “baixo”, mesmo assim foi incrível. Só depois que o Bruno PT se foi, que a conversa voltou.

Por isso identifiquei-me com esse grupo, ou seria eles comigo? Kkk. Não sei. Só sei que gosto muito deles, afinal, não são de baladas, e sim de um bom papo em casa com um jägermeister né Neno... wo ist mein bitter?

N.S.D., 30 de maio de 2.011.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Ninguém muda ninguém

Ninguém muda ninguém; ninguém muda sozinho; nós mudamos nos encontros. Simples, mas profundo, preciso. É nos relacionamentos que nos transformamos.
Somos transformados a partir dos encontros, desde que estejamos abertos e livres para sermos impactados pela idéia e sentimento do outro. Você já viu a diferença que há entre as pedras que estão na nascente de um rio, e as pedras que estão em sua foz? As pedras na nascente são toscas, pontiagudas, cheias de arestas.
À medida que elas vão sendo carregadas pelo rio sofrendo a ação da água e se atritando com as outras pedras, ao longo de muitos anos, elas vão sendo polidas, desbastadas. Assim também agem nossos contactos humanos. Sem eles, a vida seria monótona, árida.

A observação mais importante é constatar que não existem sentimentos, bons ou ruins, sem a existência do outro, sem o seu contacto. Passar pela vida sem se permitir um relacionamento próximo com o outro, é não crescer, não evoluir, não se transformar. É começar e terminar a existência com uma forma tosca, pontiaguda, amorfa.

Quando olho para trás, vejo que hoje carrego em meu ser várias marcas de pessoas extremamente importantes. Pessoas que, no contacto com elas, me permitiram ir dando forma ao que sou, eliminando arestas, transformando-me em alguém melhor, mais suave, mais harmônico, mais integrado.
Outras, sem dúvidas, com suas ações e palavras me criaram novas arestas, que precisaram ser desbastadas. Faz parte... Ninguém muda ninguém; ninguém muda sozinho; nós mudamos nos encontros. Simples, mas profundo, preciso. É nos relacionamentos que nos transformamos.

Somos transformados a partir dos encontros, desde que estejamos abertos e livres para sermos impactados pela idéia e sentimento do outro. Você já viu a diferença que há entre as pedras que estão na nascente de um rio, e as pedras que estão em sua foz? As pedras na nascente são toscas, pontiagudas, cheias de arestas. À medida que elas vão sendo carregadas pelo rio sofrendo a ação da água e se atritando com as outras pedras, ao longo de muitos anos, elas vão sendo polidas, desbastadas. Assim também agem nossos contactos humanos. Sem eles, a vida seria monótona, árida.

A observação mais importante é constatar que não existem sentimentos, bons ou ruins, sem a existência do outro, sem o seu contacto. Passar pela vida sem se permitir um relacionamento próximo com o outro, é não crescer, não evoluir, não se transformar. É começar e terminar a existência com uma forma tosca, pontiaguda, amorfa.

Quando olho para trás, vejo que hoje carrego em meu ser várias marcas de pessoas extremamente importantes. Pessoas que, no contacto com elas, me permitiram ir dando forma ao que sou, eliminando arestas, transformando-me em alguém melhor, mais suave, mais harmônico, mais integrado.
Outras, sem dúvidas, com suas ações e palavras me criaram novas arestas, que precisaram ser desbastadas. Faz parte...
Reveses momentâneos servem para o crescimento. A isso chamamos experiência. Penso que existe algo mais profundo, ainda nessa análise.
Começamos a jornada da vida como grandes pedras, cheia de excessos. Os seres de grande valor percebem que ao final da vida, foram perdendo todos os excessos que formavam suas arestas, se aproximando cada vez mais de sua essência, e ficando cada vez menores, menores, menores...
Quando finalmente aceitamos que somos pequenos, ínfimos, dada à compreensão da existência e importância do outro, é que finalmente nos tornamos grandes em valor. Reveses momentâneos servem para o crescimento. A isso chamamos experiência. Penso que existe algo mais profundo, ainda nessa análise. Começamos a jornada da vida como grandes pedras, cheia de excessos. Os seres de grande valor percebem que ao final da vida, foram perdendo todos os excessos que formavam suas arestas, se aproximando cada vez mais de sua essência, e ficando cada vez menores, menores, menores...
Quando finalmente aceitamos que somos pequenos, ínfimos, dada à compreensão da existência e importância do outro, é que finalmente nos tornamos grandes em valor.
Autor desconhecido

NSD, 19 de Maio de 2011.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

E alguém aprendeu a lição

Ao que parece sim, afinal, sempre encontramos aquele que faz às vezes de Cristo e carrega a cruz, e por vezes até a do próximo para dar uma mãozinha.

Porém, neste caso, nosso amigo JC não tinha um Simão Cirineu para lhe ajudar... E semana passada, Cirineu conversou com Jesus no Cachorro do Afonso, e sentou-lhe a lenha, pois amigo que se presa, divide o peso da cruz. A buta que bariu! Deixe, uma hora ele vai refletir sobre o tema, e quem sabe mudar de opinião.

Pensou, a coisa apertou, e ele soube nesse momento o que é ter Amigo-Irmão e com ele dividir as angústias , aflições e o lenho da cruz.. . Já não era sem tempo... srsrsr.

Ah, para o Jesus (que é avaiano) dessa historieta, em verdade vos digo, o trecho das Sag. Escrituras que lhe deu conforto e luz é da epistolo de SÃO PAULO, então chega de chacota! Kkk.

Falando sério, conte sempre comigo.


N.S.D. 13 de maio de 2011.

sábado, 7 de maio de 2011

Mais uma...

Tanto para escrever, e pouca memória para armazenar todos os fatos ocorridos num determinado período. Acho que vou começar a sair com um bloco de notas, afinal, ando ouvindo tantas tirinhas hilárias, a ponto de chorar de tanto rir.

Confesso que ainda estou confuso com os fatos, mas pelo que recordo, na sexta-feira dia 06/05 fomos a uma festa da agronomia, num dos campi da UFSC. Resolvido os problemas das pulseirinhas (nada como ter amigos, não é mesmo guris? kkk), entramos e lá no meio daquela selva, havia uma banda que tocava umas músicas que não sei por que me recordavam reggae e Bob Marley (Ao menos não tinha aquela marofa tão característica) e lá ficamos um bom tempo.

Não sei por que, mas acabou cedo, camba para a Lagoa, abastece a caixa, e para onde para onde? Trapiche! Tem, fotos, mas, o Fê ainda não mandou J srsrsr...

Isso que eu chamo de Via Sacra numa noite, de lugar em lugar vamos procurando um cantinho apropriado para nos reunir e rir um pouco.

N.S.D. 07 de Maio de 2011.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Mais Skavurska

Não consegui escrever sobre o Luau do dia 30/04 na Barra da Lagoa e o Trio Skavurska já se juntou e saiu novamente. Pois bem, seguindo a cronologia dos fatos, inicio com os do Luau. Sempre após a meia-noite, o Trio sai do centro para algum lugar, desta vez um luau na Barra, confesso que me perguntei ao chegar à praia: “Onde está a fogueira? E o violão?” Eu não encontrei uma coisa, tão pouco a outra. Encontrei algumas caixas que guardavam com toda a segurança possível o Precioso Líquido, este deve ser bem cuidado mesmo. Já pensou se vira ele na areia? Le fin du temps! Aí, só nos resta taxidermizar o infeliz que fez isso ainda vivo...

Lá pelas tantas o Nemo colocou seu carro na areia e o som foi rolando, e as caixas sendo esvaziadas... Entre um narguile e outro, o papo ia rolando hora com um, hora com outro, com o Nemo, com o Doug, com o Fê e mais uma penca que eu na lembro (afinal éramos em 15 pessoas). Por problemas pessoais, eu passei boa parte do tempo coma cabeça em outro local, imersa em meus problemas, assim sendo cheguei cedo em casa. Porém, mesmo saindo cedo do luau, certas conversas, cenas e piadas merecem seu lugar nestas poucas linhas.

Uma conversa que deve ser registrada aqui foi quando o Doug veio fumar um narguile... Ele me contou o comentário de uma amiga dele em relação a mim. Como o comentário foi deselegante, e ele não pestanejou e vociferou a sua interlocutora: “Ele é meu amigo, e se você não o respeita, você também não me respeita”. Confesso que não me recordo da lata da guria, tão pouco falei com ela, e muito menos perderei meu tempo. Quanto ao interlocutor, acho que ele ganhou um amigo para sempre. Outros dois fatos dignos de nota foram com o Fê. O primeiro deles foram as brincadeiras dele com uma cadela na praia (quadrúpede hein), ele arranjou um galho (só não tinha para a fogueira kkk) e o arremessava a distância, e ela mais educada que muitos, o buscava sempre. O segundo fato-hilário da noite foi “um tango no inferno” do Fê com o Nemo na praia. Indubitavelmente a coisa mais engraçada da noite. Fê valeu amigo, você me fez esquecer muitos problemas nesse dia.

Isso resume o Luau, porém ainda falta a noite de quinta-feira. Ontem passei no Doug e no Fê após um compromisso, depois de um narguile e um pouco de conversa jogada fora resolvemos ir até a beira mar, afinal, ao menos o prefeito conseguiu revitalizar um pouco a Av. Beira Mar. Depois do caso do famigerado Pinheirinho de Natal era o mínino a ser feito. Sob um gazebo desfrutamos dos ares da Arábia Saudita e é claro, poucas latinhas (afinal, era quinta-feira). Assim nesse clima agradável, a conversa estendeu-se por horas a fio, sem que ninguém sentisse o peso das horas da madrugada. Lá pelas tantas nem sei quem tirou do porta-malas uma bola; como eu não sei jogar esse tipo de coisa, fiquei sentado num dos bancos do gazebo assistindo. Eu deveria ter previsto no que isso poderia dar e cantado “Eu falei que isso ia dar merda”. E deu. A bola do Fê foi ofertada à Iemanjá dali mesmo. Ele correu até um pequeno píer, ia até mergulhar, mas devido ao frio acabou não fazendo. Tentamos então um escaler que havia ali, porém este estava preso... Pois é, tchau Bolinha...

Para a nossa sorte, o Japa chegou, e nem sei como ele nos encontrou, só sei que ele estava num outro plano, em muito diferente do nosso. Do mesmo do, não sei o porquê levei uma dentada do Fê... Acho que ele pesou ser o Ferdinand Cullen pra sair mordendo assim sem mais nem menos. E eu vou fazer corpo de delito, está roxo!

Quando puxei o relógio da algibeira constatei que já eram três da madrugada... Hora de ir.

Depois dessas experiências tão divertidas, desgastantes e antropofágicas, só me resta perguntar: “alguém tem aí um quartinho de lexotan pô?”

N.S.D., 06 de maio de 2011.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Frohe Ostern

Acordei tarde no Domingo da Ressurreição, deve ter sido o vinho, só pode. Depois de uns oito anos, ao despertar olhei para o lado e O vi. Mas segundo as Sagradas Escrituras Ele após sair andando do sepulcro de Arimatéia passou pouco tempo aqui nesse mundo, e logo se foi.

Sempre foi assim. Parece que a salvação plena e a glória do paraíso vai vir à prestação ao longo da vida.

Na missa catamos o salmo 117: “A mão direita do Senhor fez maravilhas, o mão direita do Senhor me levantou”.

N.D.S. 25 de abril de 2011.

domingo, 24 de abril de 2011

Sabbato Sancto

Neste Sábado santo, não malhei o Judas, acho que ele merece uma folga, afinal, até ele é filho de Deus. Foi um dia muito tranqüilo, reservado a meditação. Durante o dia a Elsa fez-me companhia, e ao anoitecer fui à Santa Missa, afinal, além de ser um dia Santo, é quando cantamos o Gloria da Missa Kaiser Jubiläumsmesse Op. 105, de Joseph Gruber. Durante o Sábado Santo o Gloria é cantado em coro misto, com órgão e com o dobrar de sinos cum jubilo. Neste mesmo dia é feita a Profissão de Fé ou Renovação das Promessas do batismo, constantes no Ritual de Exorcismos e Outras Súplicas.

Renunciei ao pecado para viver na liberdade dos filhos de Deus, renunciei ao demônio como princípio do pecado, as todas as suas obras, a todas as suas seduções, a tudo que pode nos desunir como irmãos e irmãs.

Durante essa pompa litúrgica do Gloria e toda essa profissão de Fé, meu telefone tocou (sorte que ele vive no silencioso), era meu amigo-irmão Diego (que veio me trazer uma proposta para sairmos). Como sua mãe havia sofrido um pouco com um mal-estar resolvi atender. Mas, não são apenas as más notícias que chegam rápido, durante a breve e inaudível ligação (devido ao órgão do coro e os sinos, eu o atendi na torre), consegui combinar que faríamos algo. Nesses momentos, não é o demônio, mas sim Deus, que deseja que intervimos e auxiliamos os amigos que necessitam de uma palavra de conforto.

Na verdade eu não tinha a menor idéia do que poderíamos fazer, porém o mais acertado foi ficar em casa, pedir uma pizza e tomar um vinho, ao menos essa foi a única opção que agradou a mim, ao Diego e a Elsa. Claro que a ocasião pedia um filme, então falei com os meninos da locadora e trouxe um filme que eu particularmente já tinha visto, porém muito divertido: A Proposta (fica aqui a dica rsrsrs).

O que mais posso dizer? Abra os olhos, siga em frente e lembre-se que estamos sempre aqui.

N.S.D., 23 de Abril de 2011.

sábado, 23 de abril de 2011

Relatos de uma Sexta-feira Santa

Como é tradição em minha casa, na Sexta-feira Santa convido sempre alguns amigos para o almoço. Neste ano fizeram-se presentes Elsa Nuñes, Caio Fabrício, Diego Martins, e posteriormente Raquel Martins. Confesso que para uma Sexta Santa, o almoço foi muito farto e muito aminado, mas, não há mal em confraternizar com os que amamos.

No cardápio, peixe como manda os antigos costumes, porém um toque há mais: salmão na manteiga negra, especialidade de Doña Elsa e bacalhau a Deco e Caio... srsrsr. Para beber, vinhos brancos e frisantes. São em momentos assim que podemos conversar com um pouco de decência, sem as futilidades e tolices do dia a dia, afinal, são pessoas que acrescentam sempre. Ora, quem gosta de uma conversa vazia? Creio que ninguém.

Após os cânticos próprios da Liturgia do Dia muito bem tocados pelo Caio, fomos à procissão, sempre o grupinho, André, Raquel e Caio, e neste ano com uma novidade, meu amigo Diego foi a Procissão do Senhor Morto. Confesso que foi uma gratíssima surpresa, porém como minha irmã Raquel é a Verônica, eu devo acompanhá-la a frente do esquife de N.S. Jesus Cristo, não pude fazer companhia ao nobre amigo, então fica aqui o meu pedido de desculpas por não poder lhe fazer companhia.

Minha irmã, como sempre, foi perfeita na sua interpretação no Cântico de Verônica, algo que orgulharia nosso amigo Nivaldo Goulart, que acredito piamente que nos fez companhia nos passos da procissão. Lembro também que eu disse ao Diego que a banda toca vários dobrados, e em especial Marchas Fúnebres. E acompanhando o Senhor rumo ao sepulcro, temos nesse tempo a visão de nossa vida diante de nós, em muito semelhante a aquela história de quem o filme de nossa vida passa para nós quando partimos. No fim da procissão, ele me confirmou isso. Amigo, espero que esta experiência tenha sido de grande valia para você!

Devo relatar aqui um fato curioso, algumas pessoas perceberam que eu rezava o terço durante o caminho, porém como músico, a banda mexe muito comigo (e eu gosto muito dessas músicas) então não consigo me concentrar para rezar, logo só há uma saída: o latim.

Como soprano e historiadora, a Raquel conhece bem os textos latinos, assim tive companhia para minhas orações diárias, feitas de uma forma hoje incomum. Mas o Bom e Eterno Deus aceita todo clamor, e em qualquer língua, desde que ele venha do coração.

Para terminar, a Raquel e o Caio foram ao Barzinho do Salvador, e eu com a Elsa fui no Guacamole para a despedida da minha querida amiga Ana Luisa. Estava tão bom quanto o Barzinho do Salvador de todos os anos, mas faltou uma coisa, o amigo Diego. Ano que vêm, na Sexta-santa se o Bom Deus permitir estaremos todos juntos para celebramos a Paixão do Senhor e o amor incondicional Dele para conosco e nosso para com os outros!

N.S.D., 22 de Abril de 2011 do Ano de NSJC.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Uma Comunidade...

Vagando pelo velho Orkut, encontrei uma comunidade, e resumindo seu nome e sua descrição, resultou em algo no mínimo curioso:

"E sou fluente em 3 idiomas: português, Sarcasmo e Palavrões. Só é lamentável que eu não possa colocar essa porra no meu currículo. ;)"

Sinais dos tempos! kkkk

N.S.D., 11 de Abril de 2011.

domingo, 10 de abril de 2011

Трио Skavurska - Trio Skavurska

Depois de ter sido arrastado para a mais profunda perdição pelos meus dois novos amigos, Fê e Doug, houve o Stammtisch, que mesmo sendo algo muito bom, acaba com qualquer cristão.

Meus zelosos amigos, incansáveis no que diz respeito à diversão não me pouparam – ainda bem! Kkk. Quando eles puderam ver o estrago causado pela stammtisch logo soltaram “tas com uma cara destruída.” E eu estava mesmo. Na mesma hora um deles: “vamos sair?”

Bem, mesmo mortificado, fui, e não me arrependi. Ainda mais quando eu posso rir das piadas feitas, e quem paga o pato , ou o galinho, é o pobre Chicken Little que está se valendo de uma tipóia por conta de um tendão problemático. Mas, penso eu que, não há um bom submarino não resolva...srsrsr.


O melhor de tudo, é poder conversar com mentes pensantes, é debater interagir. Isso não tem preço meus amigos. Quando não falamos de futebol, falamos de política, regimes, religião, que foi a último tema, e digo que temos que continuar essa prosa.

Caríssimos Companheiros, muitíssimo obrigado, e até a próxima!

N.S.D. 09 de Abril de 2011.


*Na foto: Um alvinegro e dois avaianos! kkk.

Stammtisch 2011

Como tradição de todos os anos, em abril, a Associação Cultural Deutsche Welt realizou uma extraordinária edição do tradicional Stammtisch na Rua Pe. Reus (Róis...rsrssr).

As confrarias e grupos folclóricos trataram de animar a festa juntamente com uma banda típica. Enquanto o velho bandoneon nos inebriava com os sons dos séculos passados, Frau Raquel tratou de nos encantar com sua bela voz e com seus deliciosos strudells.

Desta vez convidei alguns amigos como o Marcondes e Edson... E adoraram a Stammtisch, na verdade todos que vão, se encantam. Acaso ou não, encontrei lá alguns amigos que eu não esperava ver lá, como o Yader; foi realmente uma grata surpresa vê-lo.

Esta Stammtisch é muito peculiar pela forma lúdica que as brincadeiras ocorrem, sempre muito alegres, espontâneas e sadias. O clima é tão calmo que os pais levam seus filhos pequenos para a festa, como foi o caso do mano Edson que levou o Fernandinho que se deliciou com uma apfeltorten.

Abaixo uma foto para marcar o post.

No mais, teremos a 12ª Deutsches Fest (Jantar típico com baile) no dia 21 de maio no Clube Paula ramos.

Stammtisch über alles! Ein Prosit!

Algumas fotos: https://picasaweb.google.com/decoafc/Stammtisch#

domingo, 3 de abril de 2011

Skavurskadas

Pronto Fernando, conforme o prometido, mas ainda está muito cru. Logo eu arrumo.

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Há um certo tempo venho ampliando os horizontes, e no inicio deste ano conheci dois novos amigos, Douglas e Fernando. Na verdade não foram só eles, mas sim uma grande gama de pessoas, todas ímpares. E põe impares nisso... rsrs

No sábado de carnaval houve uma pequena narguilada, porém por motivos alheios a minha vontade, não pude ir no baiacu de sei lá quem (confesso que não me recordo do nome do bloco de St. Antônio). Mas o mundo dá sempre suas voltas, e assim sendo sempre temos uma reviravolta. Nada como um dia após o outro.

Dia 1º de abril do corrente meus novos amigos convidaram-me para uma festa da MTM na UFSC. Munidos de um narguile de alguns bons líquidos, o novo trio seguiu para a Freguesia da SS. Trindade, e lá tive um verdadeiro abapurú; porém foi um deveras agradável. Presenciei um sem número de palhaçadas e todo tipo de piadas, e a cada nova piada ia chegando um novo amigo na roda e a coisa vai ficando cada vez melhor... estava tudo indo muito bem, mas quando me dei por conta já se fazia tarde (04h00min), e era hora de ir para casa. Assim lamentavelmente acabou o que era doce.

Como se toda aquela skavurskada não fosse o bastante, no dia 2 encontrei novamente a dupla dinâmica e me convidaram para a segunda skavurskada, desta vez no TCT ou TCC ou CQC, sei lá... kkk. Mesmo podre da noite anterior, não tive a capacidade de declinar do convite, afinal amigos e skavurska! Não se nega!

Dois dias seguidos, muito bom. Valeu mesmo. Desculpem garotos, mas, melhor ainda foi a cara de vocês hoje depois que eu sai da missa e soube o resultado do jogo do Figueirense x Avaí que tinha acabado a poucos instantes. C'est la vie.

Já sei que alguns leitores estão estranhando o fato de que este bamba caseiro estar saindo da toca e divertindo-se na rua com os amigos. E respondo que são sinais dos tempos, Nibiru se alguém assim preferir...

Mas o mais interessante é que é que este grupo ao que parece não para de crescer, e sempre com qualidade, o que é fundamental. Ontem conheci muitas pessoas, mas lamentavelmente a minha memória me prega algumas peças no que diz respeito a nomes, e assim sendo não consegui recordar o nome de todos, mas me recordo de cada palhaçada feita no campus. Palhaçadas tão divertidas que acabei registrando-as em algumas fotografias. Lamento meus caros, mas eu não as postarei aqui. Depois envio o link restrito aos interessados.

Realmente, vendo essas fotos, me deu vontade de marcar uma roda de narguiles.

Aos velhos e agora também aos novos amigos, aguardem...

N.S.D., 3 de abril de 2011.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Divagações sobre alguns Princípios

Passei alguns dias pensando em como contar um causo que presenciei no dia 13 de março do corrente. Não sei por onde começar, acreditem. Mas acho que posso falar dos instintos humanos, e estes são inerentes a todos, fazem parte de nós e ponto.

No chamado estado de necessidade vale tudo, lá não se aplicam as nossas leis, mas sim as leis do instinto e da sobrevivência. Logo para um famélico não é ilícito ou imoral e tantos outros “is”, matar uma avis rara e fazer a passarinho lá nos cafundós da Amazônia, tão pouco seria pecado beber água benta, desde que se buscasse a manutenção da vida.

Mas, os humanos são dotados da culpa, tão bem incutida nas mentes pela religião de modo geral, que mesmo sabendo que por vezes o direito nos assiste, temos culpa depois de fazer ou não algo (como o ritual penitencial: pensamentos e palavras, atos e omissões). Isso me lembra o título de um livro (aqui só o título importa): “moral e dogma”. Ainda bem que temos esses dois freios para impor limites as nossas paixões malsãs, sem eles, onde iríamos parar? Junto à choldra ignóbil e a vil escumalha. Sim, Rousseau estava quase que totalmente certo o ao dizer que o homem nasce bom, mas a sociedade o corrompe. O homem nasce vazio. E cabe aos seus genitores e educadores incutir-lhes valores éticos e morais.

Mas, você leitor deve estar se perguntando que num estado de necessidade não há ética, moral, dogmas e sei lá mais que porra... Mas há a carga desses ensinamentos que não pode ser separada de nós. Aconselho a ler o “Mito dos Exploradores de Cavernas”, pois você sabe que não deve fazer, mas se não fizer vai se estripar, no fim das contas, faz sobrevive e carrega a culpa, mesmo não sendo condenado em juízo

Então, se na necessidade, há aquela pilha de excludentes, (NE. Como parto do principio que nem todos possuem conhecimento sobre o estado de necessidade, favor ler os artigos 23 e 24 co Código Penal e leia o Fernando Capez, por exemplo), por que ficamos com o pejo do ato praticado? Além da culpa que os sem-número de credos nos incutem, temos já a carga educacional e moral que trazemos de casa (essa eu não parto do principio que todos tenham), da educação, da vida em sociedade, da moral, dos bons costumes, do caráter em da busca pela retidão.

Digo que Rousseau estava quase que totalmente certo por isso: pela carga moral que temos entranhada em nós, por menor que seja, um dia isso acaba vindo à tona. Não somos totalmente bons ou maus, apenas somos, nós mesmos.

N.S.D., 24 de março de 2011.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Paucis Cineres

Hoje recebi notícias de alguém que há muito não vejo, e prefiro que continue assim. Ao que me parece, são boas notícias, sei que isso é bom, mas pouco me importo se são boas ou más; só sei que é melhor receber uma notícia por terceiro do que por ore propriae. Curiosamente hoje na solene liturgia de cinzas, nosso administrador apostólico e Arcebispo Primaz do Brasil, Ðom Murilo em sua homilia falou do arrependimento – as cinzas na fronte são um sinal disto – e de algo intimamente ligado ao arrependimento: o perdão.

Sim, essas duas coisas devem ser algo uno. Ðom Murilo falou do perdão como ele é (para nós, como ele deve ser), ou seja, um ato consciente e deliberado; já a memória é um fato temporal que não esquecemos. Pois mesmo não querendo notícias de alguém, não querendo ver este alguém, lembramos sempre do mal que nos foi feito. Mas quando conseguimos rezar por quem nos fez este mal, estamos na verdade perdoando, mesmo que jamais voltemos a ver esta pessoa.

Confesso que isso é um tanto quanto estranho para mim. Seria assim tão simples (e “fácil”) o ato de perdoar? Realmente, não faço a menor idéia...

O mais curioso, e acredite quem quiser: primeiro eu fui à missa de cinzas, e depois, por volta das 22 horas que eu recebi uma visita que me trouxe a tal notícia. Que vá em paz! Afinal, pela exegese bíblica, setenta vezes sete é sempre...

Nossa Senhora do Desterro, Quarta-feira de Cinzas de 2011.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Simulata?

A mágoa que sinto faz com que eu nem saiba bem por onde começar a história, ou parte dela que pretendo contar aqui. Mas, uma das pessoas que recordo agora é minha amiga Raquel Weiss, que sempre me diz: “nós sabemos como é ser filho único”. Com o passar dos anos, aprendemos a administrar a solidão do “filho único”, mas a vida não ensina como é estar sozinho num estádio de futebol lotado num dia de clássico. Sim, creio que eu deva começar assim, com a “solidão acompanhada”, afinal, ela é de longe a pior delas. Sobretudo, quando Deus nos dá uma asa que parece quebrada e indiferente. Ainda bem que só parece, esses são os maus entendidos que temos que passar. Isso é excruciante... Mas mesmo assim, gostei, e vou escrever sobre o tema.
Muitos querem amigos nas horas difíceis, e por vezes isso acontece, mas, quando a situação um dia se inverte, o fiel amigo desaparece como fumaça numa lufada de vento. Pensei que a amizade era uma virtude rara, acreditei piamente que sendo ela uma virtude, “porque só as obras em que a virtude põe a mão, disse um grande orador, são imortais; por elas passa a morte desarmada, o templo lhe inclina reverentemente a fronte encanecida pelo gelo dos séculos, e a posteridade as recebe como herança que lhe pertence, porque a posteridade só aceita o que escapa à lima do tempo e o que resiste aos golpes da morte” 1. Acreditar que uma amizade pode sobreviver à morte é tão somente um ledo engano, um dos vários que cometemos ao longo de nossas existências terrenas.
A amizade interesseira não é amizade, não é virtude e morre assim, sem sequer um farfalhar qualquer. Por isso que as pessoas pensam como um misantropo, também pudera, gato escaldado tem medo de água fria. Repito: “a qualidade que mais se espera em um amigo é um ouvido acessível”. Estes três parágrafos em uma palavra: mágoa. Sorte que temos a capacidade de reconhecer erros, e acertar muitas coisas. Só um recado, cuidado com as piadas por e-mail.
Um TEF, TBF e NHA.


N.S.D., 16 de Fevereiro de 2011.

1- Pe. Almeida Martins

domingo, 23 de janeiro de 2011

A Arte de ser Prolixo

Caríssimos, encontrei este site (http://www.gun.com.br/eufalodificil/?cat=11) onde pude rir bastante com as expressões mais diversas, e uma mais prolixa que a outra. Vale a pena conferir.

N.S.D., 23 de Janeiro de 2011.

Não é tolerado arrogar a si a autoridade de tornar pando o efeito da produção do humor líquido e límpido, segregado pelas glândulas lacrimais, acerca do líquido branco, fornecido pelas glândulas mamárias das fêmeas dos mamíferos, que foi prodigalizado.

(Não se deve chorar sobre o leite derramado).

Deveras interessante para um órgão sexual fálico masculino.
(Bom pra caralho).

No recinto em que reside o artesão o qual habilmente manipula ligas metálicas compostas principalmente de elemento ferroso, a ferramenta comprida e pontiaguda largamente utilizada em churrascos é, na verdade, composta de substância vegetal extraída das gimnospermas.
(Em casa de ferreiro, o espeto é de pau).

Herdeiro da Profissional Autônoma que Atua na Locação do Próprio Corpo por Tempo Determinadíssimo.
(Seu Filho da Puta!)

Uma relação sexual serve como exemplo para qualificar sua pessoa.
(Você é Foda).

Retornai à meretriz que vem a ser vossa genitora.
(Vai Pra Puta Que o Pariu).

Impulsionar a extremidade do membro inferior contra a região glútea de alguém.
(Dar um pé na bunda).

Derrubar, com a extremidade do membro inferior, o suporte sustentáculo de uma das unidades de acampamento.
(Chutar o pau da barraca).

Derrubar com intenções mortais.
(Cair matando).

Romper a face.
(Quebrar a cara).

Bucéfalo de oferendas não perquiris formação odôntica.
(Cavalo dado não se olha os dentes).

Sequer considerar a possibilidade de utilização de um longo pedaço de madeira.
(Nem a pau).

Aplicar a contravenção do Dr. João, deficiente físico de um dos membros superiores.
(Dar uma de João sem braço).

Deglutir o batráquio.
(Engolir o sapo).

Inflar o volume da bolsa escrotal.
(Encher o saco).

Creditar o primata.
(Pagar o mico).

Prosopopéia flácida para acalentar bovinos.
(Conversa mole pra boi dormir).

Derramar água pelo chão através do tombamento violento e premeditado de seu recipiente.
(Chutar o balde).

Retirar o filhote de eqüino da perturbação pluviométrica.
(Tirar o cavalinho da chuva).

Sequer considerar a possibilidade da fêmea bovina expirar fortes contrações laringo-bucais.
(Nem que a vaca tussa).

Em um lugar onde as pessoas tem deficiência visual total, aquele que possui um dos órgãos responsáveis pela visão é considerado o detentor do trono real e esposo da rainha.
(Em terra de cego, quem tem um olho é rei).

Artigo de vestuário que encontra-se destituído de higiene deve ter o seu processo de higienização feito dentro do domicílio.
(Roupa suja se lava em casa).

Não é costumeiro dos indivíduos, procederem deliberadamente a disponibilização de um dos mais caros materiais existentes no planeta, material este que possui coloração dourada, a indivíduo que possua folha corrida recheada de antecedentes criminais.
(Não se entrega ouro a bandido).

Orifício circular corrugado, localizado na região inferior lombar de um cidadão em alto estado etílico, deixa de estar em consonância conforme os ditames vigentes na sociedade e conforme as leis de propriedade vigente.
(Cu de bêbado não tem dono).

Qualquer indivíduo considerado um ser humano, homem ou mulher, que percebe pela visão a configuração exterior de alguém pela sua aparência, através de uma negação torna-se uma figura impossibilitada de tomar conhecimento com seu olhar do órgão muscular oco, na cavidade torácica, que recebe o sangue das veias e o impulsiona para dentro das artérias.
(Quem vê cara não vê coração).

Sentimento afetivo diretamente relacionado com o órgão humano localizado ao meio do tórax é intensamente fixado nas fêmeas após o primeiro contato com o aparelho reprodutor masculino.
(Amor de pica é que fica).

Substância inorgânica polar, composta por dois átomos de hidrogênio e um de oxigênio de estrutura não-rígida, ao chocar-se reiteradamente contra substância calcária de fortes ligações interatômicas no estado sólido, termina, após certo tempo, por conseguir com sucesso atravessar a complexa geometria molecular do segundo corpo em questão.
(Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura).

Uma afirmação que não explicita os acontecimentos como, de fato, ocorreram, apresenta membros inferiores pelo qual está compreendido entre a articulação do joelho e a do tornozelo, de dimensão reduzida.
(Mentira tem perna curta).

A parte do corpo humano onde se aloja grande quantidade dos órgãos dos sentidos, além do cérebro e da boca, quando encontra-se em duas unidades, consegue raciocinar e elocubrar de forma superior do que quando encontra-se de forma unitária.
(Duas cabeças pensam melhor do que uma).

Mamífero quadrúpede da ordem dos Carnívoros, da família dos Canídeos, que emite sons gritantes não utiliza sua mandíbula para comprimir os dentes.
(Cão que ladra não morde).

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Igreja x Maçonaria

Li nesses dias vários sites católicos e pude dar uma espiada num opúsculo dogmático de um frei que anda por ai. Não tive dúvidas em olhar o índice do livreto e procurar um assunto específico: Maçonaria.
Foi o mesmo blá-blá-blá de sempre e não disse um motivo pelo qual há esse parecer negativo da Santa Sé - e de uma penca que vai como Maria vai com as outras sem saber os motivos que levaram a primeira a repudiar a Ordem.
E esses dias navegando pela internet, encontrei uma gravura deveras interessante, ao que parece, dá uma boa resposta para essa questão. Vejam e tirem suas conclusões.

N.S.D., 29 de Dezembro de 2010.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Abapurú Paulistano

Segundo Narcisa Tamborindeguy viajar é uma aventura, uma loucura. E só me resta concordar, pois o abapurú começa no aeroporto quando eu fui despachar duas espadas, todos os meus amigos tinham uma espada exatamente igual, alguns conseguiram despachá-la na mala e outros embalaram no balcão e despacharam também. Mas como Deus é bom, Nossa Senhora uma baita, e me deram um pouco de paciência (acho que para não usar as espadas) e eu tive que fazer o procedimento de objetos retidos aqui no aeroporto Hercílio Luz. Essa parte foi tranqüila, mas chegando a São Paulo, a caixa com as minha espadas foi para na caixa-prego, fui até o departamento de “achados e perdidos” e esperei mais ou menos uma hora. No fim das contas eles ainda pedem desculpas, sendo que a última coisa que eu gostaria de ouvir era a voz de alguém da empresa aérea “Gol-Contra”. É sim, Gol-Contra, com uma vitória acachapante da ignorância e do descaso no trabalho.

Bem, ao menos cheguei ao hotel com minhas crianças de aço. Depois de deixar as malas no hotel, os meus colegas de viagem resolveram passear na Rua 25 de Março. Valha-me Deus! Mas como eu mesmo disse, em São Paulo tem que se viver como um paulistano, sentir a cidade (e ficar no meio da plebe ignota). Mas tamanho sacrifício para cruzar a Rua 25 de Março é recompensando no Mercadão (ou como chamamos aqui, Mercado Público), tem de tudo um pouco lá, e é claro, não tem como passar por lá e não comer bacalhau e presunto! Fora de sério. Outra coisa fora de sério foi a recepção calorosa que recebemos dos membros do Priorado, pela qual somos muito gratos.

Nesta ida ao Priorado, houve alguns fatos deveras interessantes como a união que pude notar entre todos, indubitavelmente algo incrível. Mas, como em todos os lugares existe a “ovelha” negra, desgarrada, tosca, burra, e sem noção. Não vou chamar de inútil, pois aprendi durante a minha instalação como KM... Aprendi que "todos ali são irmãos, porém nem todos são amigos". É lamentável, mas é a mais pura verdade! Acho que foi nesse mesmo diapasão, o da amizade verdadeira que tive a grata surpresa de ter um padrinho que eu não esperava: o Caju. Você é um irmão e amigo, coisa que muitos jamais serão. Muito obrigado Dindão! kkk.

Ah, antes que eu me esqueça, para a ovelha negra: vá cuidar da cloaca da galinha de sua mãe que o cagou neste mundo! Kkk. Os ingleses dizem: se você não tem nada de bom para falar de um irmão, então não fale nada. Como eu não sou inglês... toco o Phoda-se, symphônico obviamente.

Agora chega de KM. No outro dia, a turma debandou e ficaram os Irmãos (e amigos) Caio e Clóvis, quero registrar aqui o meu muito obrigado por me esperarem no hotel. Algum tempo depois, já no avião, algo sensacional e maravilhoso num avião: uma criança! Bem, em outra crônica eu disse que lugar de criança não é numa noite lírica num teatro, e sim num reformatório. No caso de um avião, o lugar dela não deveria ser no banco na frente do meu, e sim no porão com as malas. Enfant terrible! Passou a viajem tagarelando e falando em alto e bom som: o avião vai cair! Errr! Que vontade de dizer que se cair ela morre e ainda vai ficar sem TV, vídeo game e todas as porcarias que ela gosta! Quisera eu ter uma câmera fotográfica para registrar o momento em que essa peste ficava de pé no banco olhando para mim, ou quando ele colocou sua mão pela fenda dos bancos. Mais hilária foi a cara do Caio esquivando-se dessa peste.

Quando o teco-teco da Gol-Contra aterrissou no Hercílio Luz, havia alguns tratores na pista, e eu ouvi algo assim num tom de voz muito preocupado: “quantos tratores na pista, eles podem atropelar uma criança!” kkkkkkkkkkkkkk. Brincadeira e palhaças a parte, a Gol-Contra Linhas Aéreas fez mais uma das suas: reteram a minha caixa com minhas espadas. Buta que Bariu! Espadas sem ponta e sem fio, usadas somente para ritualística. A “bandejeira” me chamou pediu meus documentos, e ficou com a minha caixa. E eu já ralhando, pois essa bagaça não tem um procedimento padrão para esse tipo de coisa. E o que a bandejeira fez? Pegou o “raidinho” e perguntou para sei-lá-quem qual era o procedimento a ser adotado. E eu disse: te mostro o documento e você me dá a caixa. Pasmem, ela saiu correndo pelo HL e foi falar com outra badejeira que pediu meu RG e me entregou a caixa. Por isso que eu tenho que concordar com a Narcisa, viajar é uma aventura.

NªSªD. 10 de Dezembro de 2010.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Rindo com Música

Caríssimos leitores, ontem eu tive a graça de poder acompanhar ao vivo o programa online do pianista Gustavo Veríssimo no seu twitcam (e a anta aqui nem sabia que isso lá existia). A transmissão começou lá pela meia-noite e o repertório foi algo indescritível!

O repertório foi caprichado, ia desde Odeon de Nazareth, Velha Modinha de Lorenzo Fernandes, Bis du Bei Mir atribuída a Bach (essa foi pedido meu kkk), Clair de Lune, e pasmem: Bad Romance da Lady Gaga!

Algo muito curioso mesmo, Lady Gaga não era nem a última coisa que eu imaginava ouvir num piano, mas conhecendo meu amigo Gustavo, e recordando bem das nossas crises musicais no velho Essenfelder da escola... Bem, não é de todo estranho. Villa-Lobos sofreu muito naqueles saudosos anos, e a monitora do Laboratório do piano, a Ivonete também.

Sinceramente, mais estranho que Lady Gaga é ouvir o que eu acabo de ouvir enquanto escrevo esta crônica: meu pai cantando “la Donna è móbile, a outra é fixa”. Que Bach me ajude!

Enfim, Deus sabe o que faz! No mais, foi uma experiência impar, e lamento profundamente de não poder ter tido a oportunidade de dividir essa experiência com vocês. Quem sabe quando eu conseguir usar o twitcam... kkk.

Por fim, Gus, parabéns pela iniciativa e pelo repertório!

N.S.D. 05 de Dezembro de 2010.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Frase do dia

"Ligaram a porra do Sol no 220V!!! Quero o frio..."

L. S. Moldero.

São Paulo, 04/12/2010.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Uma Conversa com o Velho Speith

Hoje resolvi passar na catedral antes da missa para ver um amigo e conversar um pouco sobre um tema tão banal e ao mesmo tempo delicado: a vida. Muitos devem pensar que fui procurar o Pe. Luiz, meu confessor, mas não, eu procurava meu irmão. Como eu não o encontrei, e meu confessor está fazendo suas as palavras de Paulo (combati o bom combate, terminei a jornada, mantive a fé), resolvi conversar um pouco com o velho Speith Orgel.
Mesmo com seu teclado de marfim já marcado pelo tempo e seus velhos tubos de zinco, ele é um bom “ouvinte” e um excelente consolador. É isso que a música faz com o ouvindo, e mais ainda ela pode fazer pelo músico. Creio que o velho Speith tem o dom de nos confortar, e estabelecer a conexão que buscamos com o divino, ele é o nosso despertar para um mundo novo.
Pois é, duas palavras que estão marcadas em minha mente hoje: “conexão” e “despertar”. Assim como outra coisa não sai de minha mente, as palavras erradas ditas na hora errada! É, srsrsr, eu tenho esse “dom”, então acho que devo desculpas ao passarinho vermelho... Nessa busca pela conexão acabamos por fazer algumas besteiras no caminho. Coisas da vida. Afinal, é com os erros que aprendemos, e nos tornamos pessoas melhores, pessoas que percebem que nem tudo é o que parece. Fica aqui a reflexão, bem antiga, diga-se de passagem: as palavras valem prata, e o silêncio vale ouro.

Desterro, 29 de Novembro de 2010.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Hino de Sta. Cecília - 22/11


I - Que cantos, que luzes que festa, que deslumbrante animação!
A corte do céu manifesta a mais atraente união!

De quem vai celebrar a glória: o povo eleito do Senhor?
A quem seus hinos de vitória, as ovações de seu louvor?
Refr.: Cecília Triunfou, ganhou celeste palma
Catemos seus louvor! Peçamos que na vida
Amparo de nossa alma, nos seja seu favor!
II – O lírio da bela pureza prendeu teu nobre coração.
E deu-te a constância, a firmeza, o santo valor do cristão;
Cecília a nossa protetora: no pelejar da vida atroz,
Na tentação perseguidora roga do céu a Deus por nós.
III – A lira pulsava sublime sabias nela interpretar.
A fé que nossa alma redime, o amor dom de Deus singular.
Teu valimento nos aplica; Jesus ouvindo a tua voz.
A graça dê que santifica, oh, roga pois a Deus por nós!
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Entre as santas mais antigas e mais veneradas pela tradição popular Santa Cecília ocupa um lugar de primária importância.

Sua biografia, baseada nos dados de uma Paixão (ou seja, descrição do martírio) escrita no século VI, é uma das mais conhecidas e divulgadas.

Os dados principais dessa Paixão são os seguintes: Cecília é apresentada como uma jovem romana de família nobre, que é prometida, sem que seus pais soubessem, e tinha consagrada a Deus sua virgindade. No dia de núpcias, enquanto a música ressoava no salão de festas, ela entoava em seu coração um hino à virtude da castidade.

Na primeira noite do matrimônio declara ao seu jovem esposo que não ouse tocar o seu corpo com amor impuro, pois que ela tem ao seu lado um anjo encarregado por Deus para defender sua virtude.

Valeriano exprime desejos de poder também ele ver o anjo. Cecília apresenta-lhe como condição essencial a recepção do batismo. O esposo manifesta-lhe suas boas disposições e ela o envia ao bispo Urbano que se encontra refugiado na Via Ápia.

O nobre romano recebe as primeiras instruções na religião cristã e é batizado por Urbano. Ao regressar para casa, fica deslumbrado diante da visão celeste do anjo de Cecília.

O exemplo de Valeriano, é imitado posteriormente por seu irmão Tibúrcio. Ambos, juntamente com Máximo, convertido por eles, são martirizados em Roma sob o governo do prefeito Túrcio Almáquio.

Pouco depois também Cecília é citada ao tribunal de Almáquio, por ser cristã. A jovem e condenada à morte por asfixia no "calidarium" de sua própria casa. Não obtendo esta pena o efeito desejado, Almáquio ordena que a virgem seja decapitada ali mesmo. O algoz treme ao dar-lhe os golpes fatais e a deixa semi- viva. Sua agonia prolonga-se por três dias. Nesse tempo Cecília confirma seus familiares na fé cristã e faz doação de seus bens à Igreja.

O Papa Urbano mandou sepultar seu corpo virginal ao lado dos outros bispos, seus colegas. A casa do martírio foi transformada em igreja.

Tais são, em resumo, os dados da Paixão. Escrita num século em que reinava no Ocidente grande entusiasmo pela vida religiosa, reflete claramente a intenção do autor de compor uma prática exortação de renúncia aos prazeres do mundo e de consagração total a Deus.

A Igreja aproveitou-se largamente dessas notícias biográficas ao compor o Ofício litúrgico de Santa Cecília, cuja festa se celebra no dia 22 de novembro: é um dos ofícios mais antigos e mais belos do Breviário Romano. As lições do segundo noturno apresentam um resumo da vida da santa extraída da Paixão. As antífonas e os responsórios evocam frases e episódios dessa mesma fonte lendário. Desta forma o Ofício litúrgico do dia 22 de novembro constitui uma das mais belas e ricas apologias da virgindade cristã.


Desterro, 22 de Novembro de 2010.