domingo, 14 de novembro de 2010

Mein reich für ein bunker!

Sim meus amigos teutos, estou deveras necessitado de um bunker para me abrigar da plebe ignota com sua cultura rudimentar. Em outras palavras, esse Folianópolis está sendo algo excruciante! Axé? Misericórdia! Ao que parece ninguém tem pena dos meus pobres nervos, e é claro, meus ouvidos! Como se não bastasse o lixo que se toca em tal evento, a bagunça tem ido até uma 04:00hs, bem, todos sabem que o carnaval de rua vai até as 02:00hs. Então, rico pode extrapolar? É o que parece.

No mais, essa festa poderia ser onde é realizado o Planeta Atlântida (no fim do mundo mesmo!). Que falta me faz um acachapante Caterpillar desgovernado! Rsrs. Bem o mundo não é perfeito.

Não, não, o mais interessante disso tudo é quando você mora em um edifício que fica ao lado de um hotel, assim temos o desgosto de presenciar a vil escumalha se divertindo, da seguinte forma: berrando, eructando pela janela, bebendo de tudo, e ainda chamando a vizinha de gostosa (se bem que era outra coisa...). Garanto que Darwin não teve tal experiência, como tão pouco conseguir prever isso a sua teoria da evolução das espécies.

Ah... Esse tipo de dente selvagem, não me acrescenta em nada! Na mesma proporção, há um inglês muito desocupado que destruiu um piano de 115 anos para usar a madeira marchetada para fazer a cabeceira de uma cama. Pior mesmo, são os que queimam pianos... Acho que queimá-los não seria má idéia

E diante de tamanha pusilanimidade cultural do povo, só resta-me sentar ao meu piano e alimentar a minha alma.

N.S.D. 14 de Novembro de 2010.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Ode an die Freude

Já faz alguns dias que ando com os dedos bem nervosos, e já percebi que o teclado de um piano não é o bastante para aplacar meus nervos. Bach me ajudou muito, mais ainda é pouco para minha inquieta alma, que almeja muito mais que qualquer fusa pode hoje me oferecer.

Mas como músico, desconheço outra linguagem a não ser a própria música e as peculiaridades dos instrumentos, por isso, hoje vou me valer de um órgão de tubos para tentar expor alguma coisa além de palavras lançadas ao vento. Um órgão munido de dois ou mais teclados manuais é dotado de um “registro de combinação”, que é puramente mecânico. Assim o organista pode programar cada teclado para uma registração (timbre) específica. Caso o executante acione a combinação e não abra os registros para aquele(s) teclado(s), ele se transforma em um anulador, muito útil durante uma missa, pois, não há necessidade de fechar todos os registros e assim perder o timbre escolhido. É um “ligar e desligar”, só mais simples e mais rápido.

Então podemos também anular um teclado inteiro; anula-se o primeiro, por conta do segundo. Do mesmo modo são as chances que nos são oferecidas ao longo de nossas vidas, as vezes uma segunda chance, pode anular a primeira, do novo teclado, recém instalado, reduzindo assim a gama de sons. E mais curioso dessa confusão que eu fiz aqui é a seguinte, com um botão silenciamos a alma do instrumento. As chances são assim, quando oferecidas fazem soar o registro liebesflöte; quando são ceifadas, acionam a combinação que é um anulador, um silenciador.

O órgão, que pela organologia é o rei, é o único instrumento que uma só pessoa pode executar, por assim dizer uma sinfonia. Mas que graça tem um instrumento com infindos recursos, quando somos solistas? Creio que é a mesma do órgão sem tubos, piano sem cordas...

Mas, sozinho e surdo, Beethoven escreveu “Ode an die Freude”, ou “Ode à Alegria”.

Agora chega do silêncio de anuladores e de pausas, é hora da sinfonia da vida, do belo, do viver e ser feliz.

NSD, 05 de Novembro de 2010.

sábado, 23 de outubro de 2010

Músicas

Por vezes fico pensando no que uma música pode fazer em nós; por vezes nos traz alegrias, ou nos deprime, nos conforta, nos exalta e nos eleva a um plano superior...

A música é realmente capaz de uma infinda gama de possibilidades, tanto sentimentais como propriamente as musicais; tendo em vista que as possibilidades das seqüências das notas é infinita. Assim sendo, há trabalho para uma vida inteira, ou melhor, para sempre. Porém é muito comum que as pessoas de um modo geral não dêem o devido valor ao músico e a um gênero musical, como o Barroco. O período barroco foi a sólida base onde muita coisa que conhecemos hoje foi feita, nesse período há uma filigrana muito rico no que diz respeito às variações de escala, coisa que lamentavelmente não há hoje em dia.

Nesses dias tenebrosos em que vivemos o povo gosta de ouvir cada porcaria sem precedentes! Muitos vão alegar moda, cultura, gosto... Já eu alego que é falta deste.

Antes que muitos resolvam me apedrejar, eu vou perguntar uma coisa, usando um exemplo muito simples: Onde está o grupo É o Tchan? E tanto outros? Simplesmente somem da mídia, e da memória das pessoas, já as verdadeiras obras, se perpetuam através dos tempos, vejamos as obras de Beethoven, Bach, Chopin... Todos conhecem alguma coisa desses compositores, muito embora não sabem seus nomes, nem quando e onde viveram .

Esses dias encontrei o Notenbüchlein der Anna Magdalena Bach, onde está registrado sob o número 25 do a ária “Bist du bei mir”, que é sem dúvida a mais conhecida do caderno. Nesses últimos dias tenho tocado muito essa ária... Realmente mexeu comigo.

Detalhe, a última alteração no Caderno de Anna Magdalena foi no ano de 1725, e ele ainda é gravado, tocado em récitas, peças de teatro, filmes... Já a turma do Tchan e do Rebolation está perdendo o rebolado até cair completamente na escuridão do esquecimento.

Bem como eu falei da ária 25 do caderno, ai vai um link e a letra, obviamente em alemão, claro! Rsrsrs.

Bist du bei mir, geh ich mit Freuden
Zum Sterben und zu meiner Ruh.
Ach, wie vergnügt wär so mein Ende,
Es drückten deine schönen Hände
Mir die getreuen Augen zu.

http://www.youtube.com/watch?v=-LJRvuZKNy4

N.S.D., 23 de outubro de 2010.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Sexóloga estressada!



Desterro, 19 de Outubro de 2010.
Tolerância zero!!! Dicas de uma sexóloga radical e estressada, respondendo às perguntas dos ouvintes:
1 - Tenho 20 anos e não transei ainda porque gostaria que a 1ª vez fosse com um namorado fixo.O que você acha? R: Vai ser difícil, todos eles se movem na hora H.
2 - O que fazer para surpreender meu marido que é meio tímido?R: Apareça com um amante.

3 - Tenho um amigo que quer fazer sexo comigo, mas ele tem um pênis de 20cm. Acho que vai ser doloroso, o que faço?
R: Manda pra cá que eu testo pra você.

4 - Como faço para seduzir o rapaz que eu amo?
R: Tire a roupa! Se ele não te agarrar, cai fora que é gay.

5 - Terminei com meu ex porque ele é muito galinha e agora estou com outro. Mas ainda gosto do ex e às vezes ainda fico com ele! O que devo fazer?
R: Quem é mesmo galinha nesta história?
6 - Quero saber como enlouquecer meu namorado só nas preliminares.
R: Diga no ouvidinho dele: 'minha menstruação está atrasada..'

7 - Sou feia, pobre e chata. O que devo fazer para alguém gostar de mim?
R: Ficar bonita, rica e ser legal. Obviamente.

8 - O cara com quem estou saindo é muito legal, mas está dando sinais de ser alcoólatra. O que eu faço?
R: Não deixe ele dirigir.

9 - Por que, na hora do sexo, quando a gente está no vai e vem, na hora em que o corpo entra em atrito e faz aquele barulho de quem está batendo palmas, a gente fica mais excitado?
R: É porque parece que tem torcida, tá ligado? Da próxima vez grite pra galera.

10 - Apesar do meu tamanho, eu tenho apenas 15 anos de idade e não tenho cara propriamente linda. O que fazer para conseguir comer umas gatas?
R: Nesta idade você tem que comer Sucrilhos, entende?
11 - Sou virgem e rolou, pela primeira vez de fazer sexo oral. Terminei engolindo o negócio e quero saber se corro o risco de ficar grávida. Estou desesperada!
R: Claro que corre o risco de ficar grávida. E a criança vai sair pelo seu ouvido.
12 - A primeira vez dói? Tenho 21 anos e ainda não transei porque tenho medo de doer e não agüentar.
R: Dói tanto que você vai ficar em coma e NUNCA mais vai levantar. Vê se deixa de ser fresca, e dá de uma vez, ô Cinderela!!!

13- Posso tomar anticoncepcional com diarréia?
R:
Eu tomo com água, mas a opção é sua. Espero que use copo descartável.

domingo, 17 de outubro de 2010

Nem tudo é o que aparenta.

Mala,

malinha,

maleta...



Bolsa,


bolsinha


e porta níqueis.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

O Homem no Espelho


Há certas coisas que nos parecem inexplicáveis. Por que as pessoas se iludem tanto com o poder? É possível que nossa falta de compreensão com respeito a este assunto se deva ao fato de sermos reles mortais, destituídos da aura que parece circundar os rostos daqueles que se acham embevecidos pelo poder de que dispõem de modo efêmero... Sim, efêmero! Por mais que nos pareça vitalício, todo poder é efêmero. Os grandes Faraós, os Césares, imperadores como Alexandre Magno, Luis XV, Napoleão Bonaparte, ou ditadores como Hitler, Ceaucescu, Saddam Hussein ou Fidel Castro... Todos se acharam semideuses, indestrutíveis, eternos e senhores da história, mas, são agora apenas história.

Como escreveu o jornalista Paulo Saab, no Diário do Comércio de 23 de abril de 2008: “Sofre quem recebeu as graças do prestígio de um cargo importante ao deixá-lo se não entender que o poder é efêmero, e tudo que gira em torno dele é o mero interesse”.

Você já se perguntou como o receberiam em sua empresa ou organização se você ali voltasse depois de não ter mais poder sobre os outros? A maior parte daqueles que detêm o poder, mas, se esquecem de ver o ser humano por trás daqueles que o servem e obedecem, são pessoas solitárias.

Paulo Saab ainda diz, em seu curto e excelente artigo que: “os governantes, nomeados, impostos ou eleitos, sentados nos cargos importantes, cercaram-se de pompa, circunstância e muitos, muitos, muitos amigos e admiradores. Sem falar nas demais autoridades que gravitam em torno de si mesmas e de quem mais está no poder. O poder deslumbra. Fascina. Faz quem o detém flutuar alguns centímetros (ou metros) acima do chão e, geralmente, acima também do bom senso”.

Tenho pena destas pessoas, porque elas não terão como fugir de si mesmas. Terão que mirar seu rosto destituído dos efeitos cosméticos do poder, ressentidos pela solidão, sem amigos, porque os que deles se acercaram quando estavam no poder, não eram amigos, eram interesseiros ávidos das benesses do poder. Estes, agora tentam saciar sua sede de favores na fonte provida por outro incauto que se julga um semideus, ou sorvem também, sua dose no cálice do triste ocaso de um tempo que passou.

Eu penso nestas pessoas e como elas se miram no espelho da vida, quando não há ninguém por perto e tão somente lhes assedia a solidão e o vazio existencial.

Homens de poder, em qualquer esfera de ação, em qualquer intensidade, em qualquer jurisdição. Lembrem-se de que a Palavra de Deus diz: “Eu repreendo e disciplino a quantos amo. Sê, pois, zeloso e arrepende-te."Apocalipse 3:19

Dedico esta excelente meditação de Dale Wimbrow* como reflexão para aqueles que detêm alguma forma de poder.

O HOMEM NO ESPELHO

Quando conseguir tudo o que quer na luta pela vida, e o mundo fizer de você rei por um dia, procure um espelho, olhe para si mesmo e ouça o que AQUELE homem tem a dizer.

Porque não será de seu pai, mãe ou mulher o julgamento que terá que absolvê-lo. O veredicto mais importante em sua vida será o do homem que o olha do espelho.

Alguns podem julgá-lo um modelo, considerá-lo um ser maravilhoso, mas ele dirá que você é apenas um impostor, se não puder fitá-lo dentro dos olhos.

É a ele que deve agradar, pouco importam os demais, pois será ele quem ficará ao seu lado até o fim.

E você terá superado os testes mais perigosos e difíceis se o homem no espelho puder chamá-lo de amigo.

Na estrada da vida, você pode enganar o mundo inteiro e receber palmadinhas no ombro ao longo do caminho, mas, seu último salário será de dores e lágrimas, se enganou o homem que o fita do espelho.

*Blanchard, Kenneth. Peale, Norman Vincent. O Poder da Administração Ética. 2ª Ed. Rio de Janeiro: Editora Record, 1988.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Barcelona

Pois é, aos que leram a reportagem da revista “Isto É” datada de 1º de setembro do corrente, viram no que se transformou a cidade de Barcelona, Espanha.
Não sei o que leva as pessoas a procurar esta cidade para seus devaneios... Talvez a fama dos espanhóis, ou talvez, das espanholas. Afinal, Don Giovanni, ou Juan se preferirem a versão espanhola. Joannes Chrysostomus Wolfgangus Theophilus Mozart escreveu no ano de 1787 a ópera “Don Giovanni”, em dois atos, retratando a libertinagem do personagem-título.
Não sei se fama dos espanhóis (descritas na ópera, e relatadas cerca de 172 anos antes dela) levam as pessoas até a “Sodoma da Europa”. Mesmo com o alto número de pessoas que vão à Europa para se prostituir, muitas mesmo não sendo, assim são taxadas. Creio eu que eles não tem muito o que reclamar.
Porém, é mais que necessária uma revisão de valores. E no mais, as histórias de sangue quente repercutiram... Agora que agüentem e reeduquem a população. A mesma Barcelona que reclama dessas atitudes é a mesma que muito explora o filão desse tipo de turismo desregrado. Educar e se necessário punir, eis a solução.

N.S.D., 06 de Setembro de 2010.

sábado, 4 de setembro de 2010

A Tirada do Dia

"Se meus críticos me vissem andando sobre as águas do rio Tâmisa, diriam que é porque eu não sei nadar."
Margaret Thatcher

Desterro, 4 de Setembro de 2010. 

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Nem eu entendi

É, eu sei, já protelei muito a escrita de algumas poucas e toscas linhas. Sim, toscas, e no mais, eu sei que nem todos que este texto lerem irão entender o que realmente se passou. Só vivendo este abapurú pra saber o que eu tentarei relatar.

O que posso fazer? Nada, apenas sentar e esperar que a preguiça e o ócio passe. Na verdade não passaram, porém tenho algumas coisas a seres contadas, mesmo que elas estejam indelevelmente gravadas em minha memória, sempre é bom escrever, e por conseqüência compartilhar isso com os outros.

Dia 1° de Setembro do, juntamente com alguns amigos, fui ao início dos festejos da Semana da Independência, e finda esta (que teve direito a “Vanusa com o João Bemol”, com o Hino Nacional. Saliento que não se faz arranjo no Hino, não se muda tom, se toca integralmente... Vide Lei n° 5.700), saímos caminhando pelo centro e comentando sobre o tempo.

Papo vai e vem, comentei que sempre gosto de caminhar pela manhã, ou início da tarde. Via de regra, ando pelo centro mesmo, assim posso contemplar esse jeito provinciano da cidade.

No dia seguinte, eu esta em uma dessas caminhadas, era mais ou menos 14h30min, e andando por uma movimentada rua, saíram de uma casa antiga três homens. Dois de vermelho e um de preto, carregando aos ombros algo grande, pesado, com uma forma semelhante a um losango. Infelizmente não pude ver o que era carregado aos risos, lágrimas e gargalhadas pelos três distintos homens. Mas confesso que dava (com uma boa imaginação alla Fantástico Mundo de Bob) pra saber o que era mesmo com todos aqueles mil panos negros que cobriam o objeto.

Muitas pessoas estranharam o Smurf da Zona Azul nem sei por que carga d’água fez o sinal da cruz, dois homens que iam a minha frente se cutucavam, comentavam e até agacharam para ver o motivo de tanta festa dos três homens. Tudo em vão. O estranho objeto foi posto com dificuldade em um carro e ocupou quase todo o seu interior...

Assim que aquilo, ou sei lá o que foi posto lá no carro, um dos três homens disse:

“- Senhor, receba-a com a mesma alegria com a qual eu te envio.”

Mas o que é isso? Assim em surdina! Desova! Corre! Como um latinista (dos piores, claro) ouvi numa pronúncia horrível um “libertas quæ sera tamen”.

E este é o relato de algo que sei lá o que foi. E a luz do dia, gente doida mesmo... Só pode ser coisa desse povo metido com o Lulú.

N.S.D., 03 de Setembro de 2010.

sábado, 21 de agosto de 2010

Tatoo

Como a vida é estranha mesmo, aí vai uma boa tatoo para um diabético:Desterro, 21 de Agosto de 2010.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

?

Enviei um convite para alguns amigos por e-mail...E eis que um dos que receberam me chamou por msn...

Desterro, 12 de Agosto de 2010.



sábado, 31 de julho de 2010

Duas Noites no TAC

Depois da fila do banheiro nas catacumbas, e ainda em meio ao tédio plus ultra, resolvi ir ao Teatro Álvaro de Carvalho (TAC). Em duas noites assisti a Orquestra Sinfônica de Santa Catarina a Abertura Egmont, Opus 84; Concerto para Piano e Orquestra Nº 5 Opus 73 (Imperador), e a 8ª Sinfonia em Fá, Opus 93.
A Abertura Egmont nos mostra bem o estilo Beethoviano pode fazer com o ouvinte: passar inúmeras sensações, seus primeiros acordes nos remetem a um compositor irascível, colérico e ao mesmo tempo brincalhão.
O Concerto Imperador e a Sinfonia seguem a mesma linha, do schzero ao explosivo.
Mas o que mais impressiona é a falta de cultura e má educação de alguns expectadores, vídeos, fotos, aplausos fora de hora e é claro, sempre tem alguém descascando uma balinha.
Bem, lamentável, é só o que posso dizer, além do desrespeito aos músicos bem como aos outros expectadores.
No dia seguinte, 29 de julho, foi a noite de Gala Lírica com um repertório muito variado, indo do popular “’Balaio” de Villa Lobos e “Aquarela do Brasil” de Ary Barroso e as líricas como os coros das grandes óperas como “Nabuco” e “Il Trovatore” ambas de Verdi.
Nessa noite além de uma expectadora ficar acenando insistentemente ao maestro, eu tive meu programa comido por uma criança, cai na besteira de deixá-lo na cadeira ao lado que estava vaga e ela o comeu. Acho que isso se chama “fóliofagia”, ou seria “papirofagia”, bem não sei. Ai quando eu resmungo e digo que lugar de criança não é num teatro numa noite lírica, e sim num reformatório, eu sou chamado misantropo pra baixo. Para não dizerem que sou ruim, espero que a tinta do programa não seja tóxica.
Outra coisa que me chamou a atenção foram as pessoas sentadas no chão, mesmo sendo um pouco selvagens elas sabem que a música bem como uma orquestra possuem grande valor. Já é um começo...
Por fim, devo parabenizar o Maestro José Nilo Valle pelo seu brilhante trabalho na OSSCA o no Coro Lírico, realmente formidável.

N.S.D., 31 de Julho de 2010.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Carpe Noctem

Em meio ao tédio descomunal, passo mais uma noite em claro, a coisa só não é pior, pois desta vez não escrevo sobre os mortos na fila do banheiro em Palermo... Nesse clima tétrico fiquei absorto em algumas conversas e em alguns livros. Folheando um livro cujo título prefiro ignorar (ou não comentar) deparo-me com a seguinte história:
Uma vila em Avignon onde havia um convento carmelita denominado Saint-Hilaire, assentado no cimo de uma montanha, onde mesmo para as cabras era difícil de pastar; esse pequeno sítio onde se localizava tal convento de carmelitas, segundo o livro era como a cloaca de todas as comunidades vizinhas. De imediato junto as gargalhadas (que somente são possíveis lendo o texto integral) lembrei-me do aglomerado de vilarejos de Susan Boyle o que me faz rir mais ainda pela madrugada afora.
Como estava lendo em voz alta ouvi o seguinte comentário:
“Qual será a comunidade-cloaca da região? Biguaçú ou Palhoça? Sim, pois decidir isso vai ser um pário que vo ti pariu”. Kkkkkkkk
Tal comentário não saiu da caixa de Pandora, e sim da cloaca de Pandora... O que não faz a velha Quilmes, se bem que eu achei que a Quilmes era mais leve que a Diabólica 6,66.
Imagino eu, que muitos não hão de encontrar graça neste desdito comentário, porém, às 4 da manhã foi realmente impagável, nem máster card paga algo destas proporções.
Outro comentário pra lá de hilariante foi quando remexíamos em uma das pilhas de livros que estava a cair:
“Ahhh! Esta desmoronando! Parece o Morro do Bumba”. Kkkk
E para fechar a noite, nada como ver Jean Baptiste Lully acertando o próprio pé com o rolo de condução durante a execução do Te Deum Du Roi. Vejam o trecho do filme: http://www.youtube.com/watch?v=mkMMNq7r2Zo
Enfim, são essas pequenas coisas que deixam a vida menos desditosa.

Desterro, 27 de Julho de 2010.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Palermo - Onde os mortos nunca dormem...

E o que não faz o tédio aliado com o ócio com um Çay e uns narguiles, claro...
Duas fotos muito curiosas, tiradas nas Catacumbas de Palermo. Com as fotos seguem os comentários segundo Karla Sommariva e Narguileiro.
Fila do banheiro em Palermo, e derrepente um deles grita: "lá vem o Vesúvio!" E olha que a lava vem de longe, mesmo assim o velho vulcão não perdeu a sua potência e eficiência em mumificá-los. Detalhe no mapa: a rota do vulcão! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk...
No mais, vejam o que o Google recomenda: ir de Nápolis até Palermo a nado, como é excruciante sem calçadas! kkkkkkkkk... Vou iniciar um abaixo-assinado para aterrar e calçar a rota do Vesúvio mar a fora. Pois não dá, demora muito fazer esse pequeno percurso em 7h e 21 min.

Por fim, a última foto:

Uma múmia pergunta a outra: "Heiiin?! De quem ele estava falando mal? Sabe como é a idade, ficamos meio surdos...".
No mais, use o campo "comentar" para dar a sua opinião de como eles morreram.
:p

NB.: O objetivo aqui é a pura descontração, e não o desrespeito. Caso alguém se sinta ofendido, peço desculpas. 

Desterro, 22 de Julho de 2010.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Pensamentos Cristalinos de Oscar Wilde

Não há outro pecado além da estupidez.
Quando um homem ama verdadeiramente, é porque é a primeira vez que ama.
Não deixe de perdoar os seus inimigos - nada os aborrece tanto.
Há sempre algo de ridículo nas emoções da pessoa que se deixou de amar.
As nossas tragédias são sempre de uma profunda banalidade para os outros.
Viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existe.
Nunca viajo sem o meu diário. É preciso ter sempre algo extraordinário para ler no comboio.
O amor é quando começamos por nos enganar a nós próprios e acabamos por enganar a outra pessoa.
Os pequenos atos de cada dia fazem ou desfazem o caráter.
É absurdo dividir as pessoas em boas e más. As pessoas ou são encantadoras ou são aborrecidas.
O mundo pode ser um palco. Mas o elenco é um horror.
Não peca quem peca por amor.
Os loucos as vezes se curam,
Os imbecis nunca.
Tenho gostos extremamente simples: somente o melhor me satisfaz.
Devem-se escolher os inimigos pela inteligência.
O diabo é muito otimista se pensa que pode piorar os homens.
Escolho os meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta.

Desterro, 21 de Julho de 2010.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Livros Emprestados


Lendo o livro "Coração de Tinta" me deparei com uma curiosa inscrição em uma biblioteca:
“Que aquele que rouba livros ou não devolve livros emprestados tenha o livro em sua mão transformado numa serpente voraz. Que ele sofra um ataque apopléctico que paralise todos os seus membros. Que, aos gritos e gemidos, implore por piedade, e seu tormento não seja mitigado até que entre em estado de putrefação. Que as traças corroam suas entranhas como o verme que nunca morre. E que no dia do juízo final seja condenado a arder para sempre no fogo do inferno.” Inscrição na biblioteca do Mosteiro de São Pedro, em Barcelona, citada por Alberto Manguel.

Livros são importantes, e devemos ter respeito por eles, e pelos donos também.

N.S.D., 06 de Julho de 2010.

domingo, 4 de julho de 2010

Um diálogo inusitado

Ontem em uma festa junina do Coral S. Cecília fiquei conversando com dois amigos.
Papo vai e vem e chegamos ao seguinte tema: bebidas. E um deles (sei lá por que cargas d’água) disse:
- Eu já tomei um litro de Absolut e fiquei em pezinho
E meu outro amigo ouvindo tal declaração não pestanejou em dizer:
- Estaquiado, né nego! Se desse em peteleco tu tombava!
Rsrsrs... Realmente, nada como uma resposta espirituosa, e no mais, depois de um litro de vodka não há como ficar “em pezinho”.
Com essa ganhei o dia, vou guardar essa para as minhas pérolas.

N.S.D., 04 de Julho de 2010.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

A Hecatombe de Viver sem Internet

Hoje parei em frente a minha máquina de escrever de luxo (meu PC capenga) com um bule de chá ao lado e pensei em escrever sobre algo muito empolgante: nada! Nada me vem à mente. Acho que estou diante de uma crise produtiva, só pode. E para ajudar estou completamente incomunicável, por isso meu PC capenga hoje é apenas uma máquina de escrever de luxo... Bem, acho que vou começar pelo o que fiz hoje.

Continuei a ler um livro Fé, Verdade, Tolerância, do então Cardeal J. Ratzinger, fumei uns bons narguiles, toquei piano, passei no livreiro, mas mesmo assim, sem internet, telefone e crédito para o meu telemóvel vitaminado não dá. Parece que a vida não “funca” sem as bênçãos do mundo moderno.

A coisa está tão feia que pensei em ler mais uma vez os Broquéis e Faróis de Cruz e Souza... Bem, ao menos Antífona eu já devo saber de cor...

Errrr... Esse apagão internetesco está me consumindo! Aliás, é isso que parece mesmo, um apagão, como o que vive uns anos atrás aqui em Notre-Dame d’Exil. Recordo-me que foi um verdadeiro abapurú, sem energia elétrica, sem telefone (dádivas da NET), um calor ad infernos, a minha sorte foi um piano e um gramofone com uns discos de baquelite.

Graças ao bom Deus que aqui não tem o tal de “Gospel Moderno” (sei lá o que raios é isso, acho que a Raquel pode nos esclarecer) rsrs. Como também não sei como a vil escumalha populacional consegue ouvir esse tipo de som, tão típico dos aborígines. Como diria Caio Barbosa: “meu lado brega escuta Salieri”.

Munido desses aparatos de tecnologia dos séculos XVIII e XIX (coisa de ultima geração) fiz quase uma rave, mas como não tinha eletricidade para a luz estroboscópica, tive então que me valer de alguns girandóles com velas. Tudo bem que nos habituamos com essas modernidades, mas fico pensando como as pessoas no passado faziam para se divertir. Literatura, saraus, música, jogos de todo tipo.

Desses jogos os meus favoritos são: o xadrez e aquele do papel colado na testa e tem que se adivinhar quem sou eu. Realmente não sei o nome desse jogo, mas sei que é bem antigo. Acho que qualquer hora dessas eu vou jogar brigde ou gamão, frente à impossibilidade ir até a Barra da Lagoa para jogar criket. Bem sei que seria uma tragi-tragédia britânica, mas ao menos posso passar o meu tempo com alguma dignidade e de uma forma um tanto quanto hedonista.

Acho que o tédio está grande mesmo, pois, pensei em por taxinhas na marteleira do piano, e na falta destas, pins de lapela me foram muito úteis. E de forma incauta, porém impávida acabei colocando... Nada como um cravo fake em casa, tendo em vista que trazer um neupert da Alemanha se custaria os tubos, aliás, as cordas, e para por no pescoço mesmo.

Assim a vida segue com seu ar vitoriano com um toque barroco, acompanhada pelo borbulhar dos narguiles e pelo conforto de uma xícara e outra de twinings.

Sem mais,

NDE, 1° de julho de 2010.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Uma Sentença Inusitada e Sábia

A Escola Nacional de Magistratura incluiu em seu banco de sentenças, o despacho pouco comum do juiz Rafael Gonçalves de Paula, da 3ª Vara Criminal da Comarca de Palmas, em Tocantins. A entidade considerou de bom senso a decisão de seu associado, mandando soltar Saul Rodrigues Rocha e Hagamenon Rodrigues Rocha, detidos sob
acusação de furtarem duas melancias

DESPACHO JUDICIAL...
DECISÃO PROFERIDA PELO JUIZ RAFAEL GONÇALVES DE PAULA NOS AUTOS DO PROC Nº 124/03 - 3ª Vara Criminal da Comarca de Palmas/TO:


DECISÃO

Trata-se de auto de prisão em flagrante de Saul Rodrigues Rocha e Hagamenon Rodrigues Rocha, que foram detidos em virtude do suposto furto de duas (2) melancias. Instado a se manifestar, o Sr. Promotor de Justiça opinou pela manutenção dos indiciados na prisão.
Para conceder a liberdade aos indiciados, eu poderia invocar inúmeros fundamentos: os ensinamentos de Jesus Cristo, Buda e Ghandi, o Direito Natural, o princípio da insignificância ou bagatela, o princípio da intervenção mínima, os princípios do chamado Direito alternativo, o furto famélico, a injustiça da prisão de um lavrador e de um auxiliar de serviços gerais em contraposição à liberdade dos
engravatados e dos políticos do mensalão deste governo, que sonegam milhões dos cofres públicos, o risco de se colocar os indiciados na Universidade do Crime (o sistema penitenciário nacional)...
Poderia sustentar que duas melancias não enriquecem nem empobrecem ninguém. Poderia aproveitar para fazer um discurso contra a situação econômica brasileira, que mantém 95% da população sobrevivendo com o mínimo necessário apesar da promessa deste presidente que muito fala, nada sabe e pouco faz.
Poderia brandir minha ira contra os neo-liberais, o consenso de Washington, a cartilha demagógica da esquerda, a utopia do socialismo, a colonização européia....
Poderia dizer que George Bush joga bilhões de dólares em bombas na cabeça dos iraquianos, enquanto
bilhões de seres humanos passam fome pela Terra - e aí, cadê a Justiça nesse mundo?
Poderia mesmo admitir minha mediocridade por não saber argumentar diante de tamanha obviedade.
Tantas são as possibilidades que ousarei agir em total desprezo às normas técnicas: não vou apontar nenhum desses fundamentos como razão de decidir.
Simplesmente mandarei soltar os indiciados.
Quem quiser que escolha o motivo.
Expeçam-se os alvarás.
Intimem-se.

Rafael Gonçalves de Paula
Juiz de Direito

domingo, 27 de junho de 2010

Vuvuzelas e Jabulanis

Quem me conhece bem sabe que não sou dado a assistir televisão, salvo quando alguém está assistindo e eu escuto uma chamada de algo que me interessa, como uma reportagem.
Com o advento da Copa (leia-se desperdício de tempo e dinheiro), tive a oportunidade de conhecer duas palavras muito curiosas, tais como: vuvuzela e jabulani (leia-se trombeta apocalíptica e bola murcha).
Refletindo um pouco sobre esses nomes pra lá de estranhos, imagino que logo logo os nossos cartorários se defrontarão com a seguinte cena:
Um pai com o registro da maternidade em mãos se dirigindo a um cartório e querendo registrar suas filhas gêmeas com o nome de Jabulani e Vuvuzela Silva.
Ao menos a pobre Jabulani Silva poderá ser chamada por seus amigos de “Lani”, já sua menos afortunada irmã poderá ser chamada de outra coisa se, suprimirmos e invertermos algumas letras... Vul...
Coisas da Vida...

Desterro, 27 de Junho de 2010.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Quod Est Veritas?

Revirando alguns papéis antigos, encontrei algo que me remete ao ano de 2004.
Recordo que é um trecho de um filme, porém, não faço idéia de qual, eis o trecho:
“Em um mundo perfeito a lei é objetiva, a justiça é absoluta, e a verdade é incontestável. Mas na realidade, no mundo real, a lei é política, a justiça é emocional, e a verdade que você não pode confiar em ninguém”.
Duras, porém sábias palavras.
Sem mais,
Narguileiro.

Desterro, 17 de Junho de 2010.

domingo, 13 de junho de 2010

Hãn? Hain?


Queria poder entender por que raios alguém que chega lá pelas três da manhã em casa põe dinheiro na frente da porta de casa (no lado de dentro).
A explicação que ouvi é a seguinte:
“Pagar pros perturbados não entrarem”.
Isso é claro, é uma explicação do próprio, que inclusive tirou fotos e tudo.
Nada como um belo registro para a posteridade...
Por fim, viva a tecnologia... E o delirium nocturnum tremens...

Desterro, 13 de Junho de 2010.

sábado, 12 de junho de 2010

O Perdão


Não é fácil, fácil é dizer, e quando dito por dizer, é um vitupério.
O perdão nada mais é que um exercício, que deve ser diário. Ele é um grande degrau na escalada da iluminação de cada um de nós. Há os ditos “pecados mortais”, e quanto a estes não sei bem como fica. Em I João 5:16 há o alerta de que devemos orar, e o versículo seguinte nos diz: “toda a injustiça é um pecado”.
A Igreja já percebeu o erro com os Templários, e assim sendo se redime do pecado através do reconhecimento e arrependimento por esse mesmo erro.
Se a Igreja Católica com sua mentalidade medieval sabe perdoar e pedir perdão, cabe a nós seguir tão nobre exemplo.
O verdadeiro perdão se reconhece por atos, e não palavras. E por fim, o perdão foi feito para ser concedido e não pedido.


Desterro, 12 de Junho de 2010.
* Obra no post: "O Retorno do Filho Pródigo", do pintor holandês Renbrandt (1606-1669).

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Uma Casa Portuguesa Com Certeza!

Como meu pai possui uma mentalidade de que todas as construções devem ser quadradas (ele descende de imigrantes da Ilha Terceira dos Açores), para que assim se aproveite todos os espaços. Isso me parece coisa de português... Só falta caiar as paredes e por um São José de azulejo.

E quando num papo animado comentávamos sobre algumas arquiteturas da Europa (em especial a italiana), notamos que muitas construções possuem um espaço interno, um jardim interno.

Obviamente ele acha isso um desperdício de espaço. Oras, qual o portuga que vai deixar de ter um espaço para guardar tralhas?

Resultado: eu não poderia perder a chance de apelidá-lo de “Niemeyer do Caixote”.

Eu devo ter colado chiclete no Santo Sovaco... só pode...

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Memórias


Por vezes lembramos do Espírito do natal passado...Que por vezes é presente...;)

sábado, 22 de maio de 2010

Alguns Espíritos dos Natais

Já deveria ter escrito algo faz algum tempo, mas, por vezes é bom deixar as coisas acalmarem um pouco. Nada como um pouco de paciência para vencermos algumas paixões e submetermos algumas vontades. Não sei bem como começar, mas acho que curiosamente devo começar pelo espírito do natal presente, tendo em vista que sua última visita faz umas duas semanas.

Tudo iniciou nos fins de abril para o início de maio, confesso que eu tive uma série de preconceitos em relação a alguém, e igualmente por confissão digo contritamente que me arrependo. Mas diante de um preconceito, temos uma idéia errônea pré-concebida, mas a questão é quando essa idéia pré-concebida por conta de alguns temores é a mais pura verdade, sem um único laivo sequer. Então o que fazer? Não sei.

Apenas sei, que não sou uma pessoa fácil de se lidar, porém não briguei com os “irakitans”, nada como uma boa analogia musical para fazer uma identificação sem revelar as verdadeiras identidades.

Creio que uma das questões que me levam a divagar em algumas linhas escritas com mão rude é a pusilanimidade do caráter. Então o que adianta ter um pouco de cultura, quando há uma lacuna descomunal como um abismo? Há tão somente duas teorias quanto ao caráter de alguém, vamos a elas:

Prima – O caráter pode mudar com o passar do tempo, assim como alguns valores mudam no decorrer de nossas vidas;

Secunda – o caráter de alguém jamais muda ou se deteriora. É simples, há caráter ou não.

Reservo-me aqui ao direito de não revelar o que penso, porém aos que me conhecem fica indubitavelmente claro qual é a corrente moral-filosófica que sigo.

Quando ouvimos em dado momento “amo-te muito”, isso obriga a outra parte a algo?

Não! Isso e tantas outras coisas não obrigam ninguém a nada, lembro das minhas primeiras aulas de Introdução ao Estudo do Direito, magistralmente ministradas pela Professora Dilsa Mondardo. Ela dizia: “ninguém é obrigado a fazer ou deixar de fazer algo senão por força de lei”. E como não há e nunca haverá um codex para isso, jamais haverá essa obrigatoriedade.

Então já sabemos que nutrir e exteriorizar sentimentos em a outrem não obriga a uma recíproca, mas, como fica isso em um “flerte” continuado? Algumas coisas indicavam que a coisa ia de vento em popa, já outras tantas não... Porém, dias depois esta criatura de Deus está namorando. Então o que pensar disso? Que no mínimo andava com dois ao mesmo tempo, tendo em vista que não se inicia um namoro da noite para o dia.

Isso demonstra claramente a falta do caráter, vejam bem, é a falta que eu me refiro, e não um simples desvio. Para ter-se o desvio deve-se, antes de mais nada, ter caráter.

Já disse aqui que sinto um enorme pejo do meu preconceito quando a conheci, porém, as conjeturas que fiz eram na verdade fatos que a vida se encarregou de ensinar-me com extrema perfeição. Naquele tempo, resolvi deixar isso de lado, pois comecei a individualizar os indivíduos invés de generalizá-los em uma fossa comum.

Não quero aqui fazer uma apologia aos preconceitos, mas, devemos sempre levar em conta as experiências que já tivemos, e através de uma analogia estudar cada caso.

Se houver entre nossas experiências algo que nos recorde a música “Eu falei que isso ia dar merda” de Cris Nicolotti, é bom abstrair e cantar outra música da mesma cantora...

“♫Vai tomar no cú...♪”.

Não tenho nada contras os “irakitans”, e não vejo nada que empeça o cultivo de uma verdadeira amizade com todos. Mas, fico impressionado com o fato de que quando era conveniente conversavam até madrugada adentro comigo. Realmente curioso.

Recordo-me de um filósofo incompreendido, Arthur Schopenhauer, que na obra “O Mundo como vontade e representação” há no capítulo XLIV, que é a “Metafísica do Amor”, lá consta o seguinte: “Assim que o gozo é obtido, o amante experimenta uma estranha decepção; espanta-se que aquilo que desejou com tanto ardor apenas lhe proporcione um prazer fugaz, seguido de um rápido desencanto, e nada mais”.

Esse gozo é simplesmente um objetivo que por vezes não é uma conjunção carnal. Esse gozo pode ser a obtenção de uma massagem no ego de indivíduo com pouca auto-estima. Sugiro apenas terapia e um pouco de decência.

Já sobre o espírito do natal passado, ele sempre volta de alguma forma para nos assombrar e nos impor mais uns bons passos de nossa via crucis.

Nunca entendi muito bem esses retornos repentinos, e muito menos quando escuto a palavra “saudade”. Só posso dizer que nada impede de se matar as saudades entre duas pessoas em moram na mesma ilha, por isso que essa palavra foi como um punhal enterrado em meus ouvidos. Lamento, mas não sou uma bengala para que alguém se apóie nos momentos de carência. Fico imaginando como isso deve fazer bem ao espírito do natal passado, pois é muito bom desprezar alguém e partir para outra. E esta outra empreitada não dando certo, volta-se como um filho pródigo em busca de apoio, pois saber que alguém lhe estima muito a ponto de tudo perdoar é muito cômodo.

Então quebra a cara e pensa: “ele ainda está lá”. Então um pouco de vergonha na cara e maturidade é o que falta ao espírito no natal passado.

Não podemos jamais dizer que desta água não beberei, mas alguns são como espermatozóides, têm a chance de um em um milhão de um dia tornarem-se seres humanos. Se este momento um dia chegar, poderemos enfim conversar, e apenas isso.

Sem mais.

N.S.D. aos 22 de Maio de 2010.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Os Mandamentos de Schopenhauer


Sempre é bom lembrar...
-Não conte a um amigo o que seu inimigo não pode saber
-Considere todos os assuntos pessoais como segredos, e mantenha-se distante até de amigos próximos. Se os fatos mudarem, e eles souberem de algo, por mais inofensivo, a seu respeito será desvantagem para você.
-Metade da sabedoria consiste em não gostar nem odiar, Ficar calado e não acreditar em nada é a outra metade.
-A segurança é a mãe da desconfiança (provérbio francês, que ele endossava).
-Esquecer os defeitos de um homem é como jogar fora dinheiro que se custou a ganhar. Devemos nos proteger da familiaridade e da amizade idiotas.
-A única forma de um homem se manter superior aos demais é mostrar que não depende deles
-Desconsiderar é ganhar consideração
-Se temos alguém em alta consideração, devemos esconder tal fato como se fosse um crime.
-Melhor deixar que os homens sejam como são do que acreditar no que não são
-Jamais devemos demonstrar raiva e ódio, a não ser nas ações. Os animais de sangue frio são os mais venenosos.

N.S.D., 19 de Maio de 2010. 

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Tenebrae Fact Sunt

Já que esses dias eu estava escrevendo analogias com a Seqüência do Dies Irae, hoje neste cinzento dia, penso em outra parte: O Confutatis, e uma determinada parte dele me chama a atenção:

Oro supplex et acclinis, cor contritum quasi cinis: gere curam mei finis.

Algumas coisas, mesmo sendo ruins e desagradáveis, podem ser benéficas. Há males que vem para o bem reza o adagiário popular. Vivi nesses meses uma alternância de trevas e luz, e hoje cedo encontrava-me nas trevas do abismo. Mas creio que essa estadia no abismo profundo fez-se necessária, pois quando estamos nas trevas buscamos a luz.

É nas trevas das dificuldades, provações e demonstrações de falta de caráter que paramos para uma reflexão: a de como chegar até à luz.

Estando nessa luz, ficamos estagnamos, e nada mais fazemos. Por isso por vezes prefiro as trevas das provações. Quando estamos com a dura cruz às costas nos concentramos no caminho à Gólgota, pois queremos que logo acabe, e o único modo de se ver esse fim do caminho, é chegar até lá.

Na nossa Via Crucis, ou melhor Vita Crucis, encontramos de tudo um pouco, desde os membros da guarda pretoriana, até um Simão Cirineu. Hoje cedo cruzei com dois pretores implacáveis, o do desgosto, e o do mau caratismo, porém já encontrei um Simão Cirineu, e este me disse: "não vale a pena".

William Shakespeare escreveu que há mais mistérios entre o Céu e a Terra do que sonha a nossa vã filosofia. E é a mais pura e nua verdade, sendo que os nossos corações detém muitos desses mistérios que só Deus conhece. Depois de chegar no “Oro supplex et acclinis” num misto com o Antíphona de N. Senhora, onde lá pelas tantas nos deparamos com “ad te suspiramus, gementes et flentes in hac lacrimarum valle,” chego na Lux Perpetua! e já sei que vou fazer tudo novamente...

Não há mal que sempre dure, nem bem que seja eterno. Mas por hora meditarei o Sl. 129 (130).

Por fim, duas coisas.

Primeira:

"Lembrar é fácil para quem tem memória. Esquecer é difícil para quem tem coração." William Shakespeare.

Segunda:

Compus-lhe uma bela música, num andamento alla marcia, chamada Phoda-se Symphonico em cima de Si e sem Dó.

N.S.D. 10 de Maio de 2010.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

2012 e a Definição de Hecatombe

Ontem resolvi assistir o tão comentado filme 2012. Não o assisti antes, pois tenho alguns problemas com cinemas. Em especial que, para mim ficar muito tempo sentado sem movimento me causa muitas dores nas pernas, e sempre termino o filme me arrastando para fora como o Quasímodo de Notre Dame de Paris, de Victor Hugo.

No mais uma pequena definição proferida por mim ontem no meio do filme:

“Hecatombe: Uma tragi-tragédia de proporções desproporcionais no planeta.”

Essa foi sem noção mesmo, mas sem noção foi o suspiro no meio do Cannon de Pachelbel. Quem assistiu o filme Amadeus, sabe da cena onde Mozart toca Salieri e suspira pela facilidade da música. Coisas do Tio Deco mesmo... rsrssr

N.S.D., 05 de Maio de 2010.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Fusca-Fusca!

Socorro Giow! Não agüento mais contar fusca-fusca! Essa brincadeira da Mel é phod... srsrsr, essas brincadeiras de criança pegam mesmo!

E toda vez que vejo um fico lembrando de umas coisas, de um alguém, e de uns bons momentos.
E para ajudar essa cidade é um antro de fusquinha, só hoje foram oito, até no Diário Catarinense de hoje tinha um...

Assim não dá, assim não pode! Nem conto mais carneirinhos, e sim fusquinhas pra dormir - por motivos dignos do óbvio ululante! :P

Mas mesmo com esse TOC a brincadeira é divertida e conforta um pouco...

Um dia desses temos que nos juntar e contar mais uns, fumar uns narguiles e rir muito!


NSD, 27 de Abril de 2010.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

O que o Coração Pensa

Quem pudera entender os intentos do Supremo Supervisor dos Mundos...

Qual seria o motivo de certas coisas? Qual seria o tão falado “propósito maior?”.

Por vezes O vemos como o Misericordioso, Complacente, que faz branco até o pecado de sangue. Em outros momentos há o Deus que Vida e misericórdia nos concederam, e seu cuidado guardou nosso espírito. Embora escondas estas coisas no teu coração, sei que as andavas remoendo em tua mente: Se eu pecar, estarás me observando e não consentirás que eu seja livre da minha iniqüidade.

Não quero aqui discutir a Misericórdia Divina, pois nela creio, mas o que eu estou pensando é justamente nas coisas opostas que sempre estão mudando como a roda da fortuna. Em dado momento temos algo palpável como concreto, depois a coisa se desfaz como fumaça ao vento, e depois se materializa como concreto novamente.

Como isso é irritante! (acho que aquele onhnnnnnnn pra aclamar é pior!) Não podemos fazer nada quanto a isso... Somente nos resta esperar, e deixar que Ele faça o que lhe aprouver, o que for melhor.

Mas, determinadas coisas são relativamente simples, e mesmo assim se tornam complicadas ao extremo, e por vezes parece que alguém lá no alto está dormindo, mas quando resolve acordar do seu cochilo secular, ajuda a acertar certas coisas que vão e vem como um pêndulo. Acho que alguém lá encima deve abrir bem os olhos, e alguém aqui embaixo, deve ir se habituando com algumas atitudes. Sei que o santo é de terracota, e há inúmeros remendos, mas nem por isso esse andor deve ir seguir como os vigorosos e invejáveis passos de uma tartaruga.

Vamos que vamos. Não tenhas mais medo. Nada é cedo demais. Nada é tarde.

Prefiro viver aquele final de semana tal, como se fosse acabar e não ter mais outro...

Sinto que não vai acabar assim, se que tem muito pra acontecer, porém gosto de viver

(quando vivo rss) de forma intensa e plena.

Acho que isso não depende mais de mim... A única coisa que depende de mim é te amar incondicionalmente.

N.S.D. 26 de Abril de 2010.

*Texto iniciado em 21/04.

domingo, 25 de abril de 2010

Uma Noite Perfeita!



Um pouco sobre...

Um pouco sobre gosto musical:

"Meu lado brega escuta Salieri."
Caio F. Barbosa

N.S.D., 25 de Abril de 2010.

domingo, 18 de abril de 2010

Um diazinho Hilário

Depois de dar uma breve passada pelo Empório Mineiro com alguns amigos, juntamos o povo para ver um filminho. Filminho mesmo, a Michelle Pfeiffer fez um lixo chamado “Cherry”. Tosco, pobre, fraco.

Após desse abapurú cinematográfico, eu, Dai, Giow e Neto ficamos jogando conversa fora por um tempo até Morpheus nos chamar. Enquanto isso não acontecia, e o povo ia caindo (a Giow foi a primeira como sempre kkk), fiquei conversando sobre música com o Neto. Até que enfim alguém que não acha meu gosto musical apurado demais (e minhas piadas intelectuais demais, coisa de gente disléxica mesmo).

Depois do narguile(s) da aurora, resolvemos sair e levar a Mel na Lagoa, e depois aproveitar a carona com a Giow para voltar a Vila do Desterro. No meio do caminho reiniciamos uma brincadeira da Mel: contar fuscas. A brincadeira consiste em toda vez que ver um fusca dizer “fusca-fusca”, e contar um ponto. E se for um New-Beetle, diz-se “biru-biru”, e conta-se 2 pontos a cada.

Oh coisa neurótica, mas divertida ao extremo. O problema que eu fico com isso no mínimo por uma semana na cabeça. Fusca-fusca, Fusca-fusca, Fusca-fusca, Fusca-fusca, e Fusca-fusca. Complicado e neurótico, mas divertido.

Na quarta-feira irei à roda de narguiles na Giow e contar mais uns bons “Fusca-fusca” em agradável companhia, a saber, Giow, Dai e Neto.

NSD, 18 de Abril de 2010.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Sandro e o seu Violão

Nesta jocunda noite o Sandro veio da sua aula de violão falando que no violão com cordas feitas de nylon, os acordes menores são extremamente semelhantes aos maiores.

Já utilizando cordas de aço, a diferença é ululante.

Logo após ele me dizer isso, sentei ao piano e toquei alguns acordes, maiores e menores. Isso só pra saber se ele consegue perceber a diferença entre um e outro.

Toquei um “Dm” (ré menor) e ele me disse: “MAIOR”.

Como a resposta soou de forma dissonante aos meus pobres ouvidos eu toquei em seguida o “D” (Ré Maior). E ele respondeu o seguinte: “ESSE É MAIOR AINDA”.

Ai, como eu sofro.

Não, não, pior é ele cantando na frente de um diapasão digital pra saber que nota é... quando for possível postarei essa pérola no youtube.com.

Aguardem as próximas notas dessa música, antes que eu resolva tocar um phoda-se symphônico dando em cima de sí, sem dó.

NSD. 14 de Abril de 2010, data do naufrágio do RMS Titanic, o que explica muita coisa.