terça-feira, 3 de novembro de 2015
Das cinzas as cinzas do pó ao pó
segunda-feira, 4 de agosto de 2014
Um filme, e uma felicidade
sexta-feira, 11 de abril de 2014
Sou eu que vou ser seu colega...
Sofrer também nas provas bimestrais
Junto a você
Serei sempre seu confidente fiel
Se seu pranto molhar meu papel.”
Comigo ficará guardado
Se lhe dá prazer
A vida segue sempre em frente
O que se há de fazer?”
terça-feira, 25 de março de 2014
Uma Música para a Justiça Divina
Sempre tem aquele que cria uma situação desagradável... E fico pensando que aquele que teve que muito aturar poderia cantar algo assim (tradução bem livre):
terça-feira, 10 de dezembro de 2013
O Ensaio da Pedra
segunda-feira, 12 de agosto de 2013
Voltando ao Blog e Divagando
N.D.E., 12 de Agosto de 2013.
sexta-feira, 4 de janeiro de 2013
Exorcismo e Limpeza
Desterro, 04 de Janeiro de 2014.
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
Mais uma por ai...
Hoje em uma esplêndida aula da décima fase da direito, acabei por divagar mentalmente sobre os suicídios de Émile Durkheim. Suicídio é realmente algo fascinante uma vez que a prima vista, temos um corpo que pode ser detalhadamente estudado, (por vezes um pouco de tanatopraxia se fazer necessária) e em um segundo momento o que levou a morte em si.
Enquanto divagava comigo mesmo, acabei passando por algumas páginas da internet e acabei caindo em uma página onde li o seguinte: "Quando Deus pensou em criar a humanidade, disse: vou ali cagar e já volto". Então, resolvi mudar o foco desta postagem.
Após esta publicação, houve uma intensa chuva torrencial nos comentários condenando das mais variadas formas. Bem, tudo bem, é um tanto pesado, mas, cada um tem suas preferências e ao que parece aquela frase quem dizem que é de autoria de Luiz Fernando Veríssimo é uma grande verdade. Eis a frase: "As pessoas que querem compartilhar as visões religiosas delas com você, quase nunca querem que você compartilhe as suas com elas".
Tenho inúmeras opiniões sobre os mais diversos temas, e procuro sempre ponderar e não argumentar dizendo isso ou aquilo, muito menos dizendo que é pecado. Se Deus nos criou a sua imagem e semelhança, como estava escrito em um comentário, então, semelhante é é apenas parecidos. E isso na visão religiosa, só isso. Claro que se alguém não gostou, tem sim o direito de se manisfestar, mas não ficar empurrando goela abaixo que é pecado, que sente pena de quem postou a tal frase.
Nosso Estado é laico, ou ao menos se auto-denomina assim, mesmo quando a Suprema Carta é promulgada sob a proteção de Deus, ou quando o STF ou outros órgãos governamentais ostentam em suas paredes um magnífico crucifixo.
Sempre fui contra, não por que a cruz é cristã, mas pelo fato de que entre os cristãos ela é tira como sagrada, e assim sendo, creio que não é lugar para ela. O Santo Ofício muito matou em nome Dele, então, acho que é hipocrisia pregar o não-matar, por exemplo.
Porém, a hipocrisia não é minha, mesmo sendo católico, não sou assim. Ninguém deve ter pensado que quem pode ter escrito isso era um ateu, ou alguém que estava desgostoso com alguma coisa. Também não passa pelas cabeças pequenas que isso é humor, negro, mas humor. Quem não gostou da piada pode gostar de uma piada contra os ateus, ou contra os argentinos... e então, como fica isso? Não fica, pois, ma deturpada mente de alguns, eles são sempre, mas sempre certos. Será que alguns são detentores da verdade absoluta?
Outra postagem que me chamou a atenção em uma rede social era mais ou menos assim: "o que você acharia se ao invés de uma bancada evangélica, fosse uma bancada umbandista tentando aprovar as leis do ponto de vista deles?" Cada um que tire suas conclusões. Mas, vejo que uns são mais tolerantes com as diferenças do que outros que vivem pregando uma coisa, e fazendo e dizendo outras.
Tolerância é a chave.
N.S.D., 10 de Outubro de 2012.
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
Amizades
Pensei em deixar essa crônica de lado, e deixar a vida seguir. Contudo, novos fatos ocorreram neste final de semana do feriado da Independência.
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Estava pensando em divagar sobre a amizade ou coisa do tipo.
Sábado anoite (01/09), e um narguile com o meu famigerado extrato da maldade. Ou seria verdade? Mein lieb schwarz cola já regou alguns dos meus laivos de sanidade, enquando isso a agulha de metal extrai do baquelite as notas de Lili Marleen. Sim, música da primeira Grande Guerra. Guerra... Sempre tive a convicção de que isso é a maior estupidez humana. Mas a amizade também pode ser. Segundo o adagiário popular: "Deus me defenda dos amigos, pois dos inimigos me defendo eu". Detalhe: como a coca é zero, nada de álcool. Logo estou estupidamente sóbrio. Assim sendo, já vou diantando que sou adepto da filosofia de Deus: ou você me ama (no sentido ágape), ou vai por inferno!
Está a cada dia mais excruciante aturar esse tormento chamado amigos. Já que o tema pode ser amplo, resolvi consultar um dicionário lusitano, afinal, portuguezes sabem bem ser literais. Amizade: n. f. 1 - afeição, afeto, bem-querer, benquerança, dileção, estima, dedidação, desvelo, ternura, carinho, amor, favor, graça, apego, simpatia, predileção, atração, inclinação, benevolência. 2 - acordo, aliança, ligação, união. 3 - camaradagem, companheirismo, cumplicidade, comadrio. 4 - cordialidade, familiaridade.
Será que muitos, que figuram resplancecentes no meu rol de amizades do facebook são mesmo amigos verdadeiros? Ousaria fazer uma lista com dez, só não os numerarei para não correr o risco de ser eventualmente injusto. Agora, se você não está bem, e um amigo se importa, você deve prontamente atende-lo, caso contrário não passa de drama, charme, pirraça mesmo. Fazer o que, as pessoas gostam mesmo de teatro e incenso.
Outras, simplismente, somem, sem dar satisfação, afinal, você não é útil para elas naquele momento. Mas tenha meu leitor, certeza de uma coisa, quando elas necessitarem de algo bem específico, elas vão lembrar que você existe e vão reaparecer como um passe de mágica no seu talk, no seu celular, email, mural do facebook... ou mesmo na sua porta. Tudo isso para ir logo pedindo um favor.
É nessas horas que me falta presença de espírito para tocar um "phoda-se symphônico sem dó em cima de si" e vociferar entre os dentes "que diabos você quer de mim agora?" Ou aquele velho bolero que cantava uma personagem de Caio Fernando Abreu: "que queres tu de mim?"
Tenho esse defeito incorrigível de ser coração mole mesmo sendo um mal-humorado nato, e acabo acolhendo a "infeliz" criatura, quando na verdade deveria enxotá-la feito um cão leproso de minha porta. Uma pessoa assim é um nojo. Hoje, falando sozinho sobre isso, soltei em alto e bom som algo que fiquei rindo comigo mesmo: "Pai, matai-as, pois elas sabem o que fazem." Sim, as pessoas para mim tem a mais plena e divina consciência de que só aparecem novamente quando querem algo. Como cantaria Cris Nicolotti "vai tomar no c*!"
Outra muito interessante vem do adagiário popular (livro que não me farto de ler), é o seguinte: "amigo de mesa, não é firmeza." E quantos são assim? Desses ao longo dos anos fui conhecendo o âmago de cada um. Uma horda de imprestáveis mesmo. Aláis, fiat justitia, esses, dotados de um farisianismo ímpar servem mesmo é de mau exemplo e são muito caras de pau. Se ralar a cara de uns, vai sair um excelente lote de óleo de peroba!
Parece até uma lei do universo, quando você está bem, há muitos amigos a sua volta! Já quando você não esté bem, parece que eles o evitam de propósito. Propósito... Alguns definitivamente não compreendem que na vida tudo em sua razão, seu propósito.
Mas tudo isso meremete à Parábola do Filho Pródigo. Enquanto ele tinha dinheiro oriundo da antecipação de sua legítima, ele vivia rodeado de infindos amigos; contudo, quando ele viu-se completamente desprovido do vil metal, todos sumiram. Com o passar dos séculos, alguma coisa nessa história mudou, ou melhor, foi acrescentada. Hoje, os amigos somem por não te acharem mais interessante, ou por terem coisas melhores para fazer. Bem, coisas da vida e do nosso globalizado e capitalista planeta. Mas quando necessitarem...
Porém, amigo que se preza não vai lembrar de você somente naquele momento que necessita de algo. Foi o que me ocorreu semana passada. Eu estava um dia anoite conversando com uma amiga e comentando o então rascunho do que vos escrevo, e fiquei pensando nessas amizades. Curiosamente no dia seguinte, meu telefone toca pela manhã, olho para o identificador, penso dez vezes, mas, resolvi atender. E advinhem o que era? Afinal, como já tive que ouvir "as pessoas desmerecem sua amizade", mas são elas que desmerecem, e não eu. O que vale lembrar aqui é que há muito essa pessoa não falava mais comigo.
Vou continuar tratando como sempre tratei (ou não tão bem para não ficar abusando da minha quase inexistente paciência), mas vou ser como todos os membros dessa vil sociedade. Porém, com um diferêncial, não vou ser falso tão pouco hipócrita, mas vou me afastando e se perguntar o que não deve, vai ouvir o que não quer.
No fundo, quem fica chateado sou eu, afinal, ninguém mais se importa com ninguém hoje. Tão pouco com uma amizade que parecia prosperar.
Ah, mais uma coisa que me deixa profundamente irritado é: marque um compromisso comigo e não apareça e tão pouco dê explicações. Mas, em breve farei isso. Deve ser tão bom quanto brincar com as pessoas, com os sentimentos, dos outros. Bem, veja meu caro leitor! Deve mesmo ser algo muito saboroso, um néctar que não encontramos nem no Nivana, Céu, Campos Elíseos, Valhalla ou Olimpo. Caso não fosse, então alguém me responda o motivo pelo qual uma pessoa brinca com a outra? Só pode ser bom mesmo! Assim como não compreendo o motivo pelo qual um juiz sempre ganhou absurdamente bem! Afinal, tem tanta gente julgando de graça por aí.
Ao que consta, Ernesto Rafael Guevara de la Serna também discorreu, mesmo que brevemente sobre tais amizades. Quem quiser, que procure.
N.D.E. 12 de setembro de 2.012.
Post Scriptum: Como li em uma rede social, não adianta o mundo se ofender com uma indireta. Se ofendeu? Sim? Então o barrete lhe serviu muito bem. E não é um barrete qualquer, é aquele infame, vermelho e frígio barrete. Ná próxima, serei direto com a qualificação completa: Nome, naturalidade, estado civil, residente e domiciliado(a) a rua, inscrito(a) no Cadastro de Pessoas Físicas sob o número, portador(a) do RG número... Para alguns só desenhando mesmo! Kkk.
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
Um Sonho
Muito complicado. Ainda não sei bem o que estou sentindo. Muita coisa está escapando com muita facilidade à minha percepção... A ficha não caiu ainda.
Nesta noite, sonhei com minha primeira sogra. Sempre me dei muito bem com ela, e com todas diga-se de passagem. Por vezes falei que eu deveria ter casado com a sogra, isso sim.
Nunca a vi como uma hábil serpente, repleta de ardis e outras tantas insídias que tanto ouvimos por ai de acordo com a vox populi. Mas ao que parece, ela também erra.
Hoje, na primeira oportunidade que o dia me deu, consegui falar com a minha ex, e comentei do tal sonho estranho e perguntei por sua mãe. Soube que estava muito bem diga-se de passagem, porém, nesta noite, enquanto eu sonhava, fazia sete dias que meu sogro tinha se passado.
Quem me conhece, sabe que não sou de inventar algo assim, tão pouco para escrever isso, sou um péssimo escritor. Como mesmo digo: "sou músico, não escritor".
Ainda estou perplexo, sem entender nada, assim como minha mãe, que é muito espiritualizada e imagino que ela saiba o que eu estou passando. Mesmo depois de anos, só posso pensar numa coisa: que estranho vínculo é esse que persiste ao tempo?
Por fim, requiescant in pace homo. Pois sem você, eu não saberia, mesmo que efemeramente o que é a felicidade plena.
Sem mais.
Nossa Senhora do Desterro, 05 de Setembro de 2012.
quarta-feira, 13 de junho de 2012
12 de Junho
Pensei em escrever sobre o ontem, mas não tenho nada para relatar, contudo revirando muita coisa por ai, encontrei algo do Caio Fernando Abreu que achei muito interessante; eis a transcrição:
“Do que adianta namorar, se for pra trair? Do que adianta aparência, se não houver caráter? Do que adianta um sorriso se for falso?”
Simplesmente sensacional! Essas duas míseras linhas sintetizam bem como é o ser humano hoje: leal como uma serpente, carinhoso como um rinoceronte, bondoso como um demônio e mais caráter e retidão, dos políticos, claro.
Esperado por muitos, e odiado por uma horda de solteiros. Uma coisa eu tenho que admitir no que diz respeito ao 12 de junho: “é muito casal fingindo que se ama, e muito solteiro apaixonado”. Essa pérola eu devo ter lido em alguma rede social, porém, é a mais pura verdade. Hoje as pessoas não querem nada mais sério, hoje se quer ser feliz a todo pano, porém, ninguém, há muito mesmo, que não pensa mais em fazer alguém feliz e assim ser feliz. Será que dentre os escassos leitores desse blog alguém consegue mensurar o que é isso? Pois eu já me sinto como o último humano da terra.
Pessoas são complicadas demais, e ao que parece gostam mesmo de complicar. Fita-me descaradamente quando conversa com outra pessoa... Fico me perguntando o real motivo disso. Outra, fica com um sorriso lindo quando estou por perto, mas, ao que parece prefere viver nas trevas.
Ao longo dos anos tive algumas ideias quanto a isso tudo: sempre vi o amor como minha religião, o corpo o altar, e a fidelidade um dogma; contudo hoje só tenho nostalgia ao recordar o velho passado. Em nome desta nostalgia acabei por cunhar a seguinte frase: “Sabe quando você é feliz quando ninguém notou que você existe?”
Hoje, diante de tamanho farisaísmo das pessoas temos que aprender a nos esquivar dos inescrupulosos e saber discernir entre um sentimento impoluto e as morbígeras concupiscências que pelejam contra a humanidade.
E assim a vida segue... em mais um 12/06, onde pergunto: "é você satanás?".
Desterro, 13 de Junho de 2012.
quinta-feira, 24 de maio de 2012
A Educação nas Terras de Vera Cruz
domingo, 8 de abril de 2012
O Eu Lírico
quarta-feira, 14 de março de 2012
Tédio e Chuva
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
A Disparidade no Carnaval - O Cultural e o Povão
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
Cor Privata Spe
domingo, 29 de janeiro de 2012
Do Fundo do Baú do Tio
NSD, 29 de Janeiro de 2012.
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
Insanæ Et Vanæ Curæ
sábado, 10 de dezembro de 2011
Estado de Graça
Estou em de um modo que eu classifico como estado de graça. Afinal, descobri que as pessoas são descartáveis, sim, li isso em 2009 no blog não meu irmão Caju e só agora que a porcaria da ficha caiu. Talvez dentre os meus poucos leitores, alguém se interpele “por que são as pessoas descartáveis”, ou “qual o motivo pelo qual ele escreveu isso?” A reposta por deveras simplória, são as masmorras do vício, sempre revestidas de hediondez e leviandade e em que nada acrescentam a nada e tão pouco a alguém.
Sendo assim, quando pomos de lado o escudo, quando baixamos as máscaras, abrimos o véu, finalmente damos margem a quem realmente prova seu valor; o mundo gira, nada como um dia após o outro, estas são as verdadeiras vicissitudes da nossa vida.
Vicissitudes estas que nos mostram que sempre se pode caminhar para frente, e assim sendo, nada melhor que se libertar dos laços dos vermes vis e cair nos braços do redentor. Só para constar, um velho adágio: “os canalhas envelhecem e os vermes também procriam”, creio que isso está colaborando e em muito para o meu estado de graça. Pois, creio que não há nada de mais gratificante em ver os tolos caírem na mais profunda desgraça quando conduzidos pela cegueira da própria ignorância... Sobretudo quando foi devidamente admoestado não só por mim sobre seu tragicômico fim.
Mas voltando à graça que me alça aos Campos Elísios, como foi bom poder sentir novamente o doce néctar da liberdade mais uma vez, depois de tantos anos. Confesso que espero um bis e muito mais daqueles olhos azuis. Saberei mais alguma coisa hoje após o poente.
Nª.Sª.D., 10 de dezembro de 2011.
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
Avaliação Crítica – EMA
Avaliar a si mesmo sempre foi um grande problema para qualquer pessoa, afinal, elogio em boca própria nada mais é que um vitupério próprio dos tolos. Pensamos que não se trata bem disso, uma vez que, não há uma só pessoa que passe pelo Escritório Modelo de Advocacia de qualquer faculdade, sem aprender algo extraordinário com a prática jurídica tão protelada ao longo do curso, ou que não se sensibilize com os casos que nos são apresentados semanalmente. De certo modo, compartilhamos as dores de nossos clientes, tentamos viver as suas tristes vidas, e por vezes acumulamos juntamente com a função de advogado para o auxilio nos meios legais, o papel de sacerdote para a alma angustiada e psicólogo para acalmar e oferecer conforto.
Conforto este que é oferecido a pessoas humildes, cada uma com sua história, temos desde problemas trabalhistas, passando por inventários e a dor da perda, e chegando finalmente na mãe aflita por si e, sobretudo, seu filho e os pedidos de alimentos no delicado momento em que ela se vê sozinha no mundo.
Com o passar do semestre, aos poucos começamos a entender e nos habituar com a rotina do EMA, bem como a rotina de um advogado, ou seja, problemas dos clientes, petições a serem redigidas, pesquisar a serem feitas, audiências a serem marcadas e assistidas. Confessamos que essa é uma rotina puxada, e por muitas vezes entediante, porém, no fim das contas notamos que é gratificante. Gratificante, pois não interpretamos a lei de forma puramente seca, mas sim pensando e analisando através de um prisma social, uma vez que o direito é uma ciência social e por conseqüência deve ser humanista.
Acreditamos que o EMA tem desempenhado um papel de escola no sentido aristotélico do termo, pois ali tem sido um ambiente onde aprendemos de tudo um pouco, como tolerância, companheirismo e uma nova visão do mundo jurídico bem como o mundo humano como um todo. Com o passar do tempo, aprendemos também que devemos mudar o nosso tolo pensamento de que todo cliente é um problema, um chato que vem roubar-nos a paz e a tranqüilidade, aprendemos que devemos em nosso papel de futuros operadores jurídicos, contribuir cada um com sua parcela para um mundo mais justo e até menos beligerante.
Por fim, e não por isso menos importante, devemos agradecer a oportunidade que só se faz possível através de nossos pais, e nossos professores, em especial a nossa orientadora, Profª Emiko Liz Pessoa Ferreira que com sua paciência e carisma nos cativou para desempenharmos essa nobre profissão.
Deixemos então o esplim, descruzemos os nossos braços e lutemos por uma sociedade mais justa, isso é o direito, isso é ser advogado.
N.S.D., 25 de novembro de 2.011.
sábado, 19 de novembro de 2011
Provas de todas as naturezas
Hoje resolvi tentar compreender o destino, ou melhor, as coincidências que a vida nos traz. Nos dias 16 e 17 do corrente mês resolvi de modo muito prático e célere chutar literalmente o pau da barraca, afinal, até onde alguém vale à pena? Como uma amiga me convidou para ir até as fortalezas de barco, nada melhor que fazer algumas analogias com a nobre arte naval. Depois que eu embarquei em um escaler imundo, furado e com um rudimentar maquinário a vapor resolvi mudar um pouco os ares e deixar esse barquinho de “estivador” que consumia muitas “pedras” de carvão, e partir para algo mais moderno, no mínino um iate que há algum tempo tem me chamado a atenção.
No dia 18, sexta-feira, fui como sempre para o escritório modelo da faculdade para o atendimento ao público, sim, fazemos a caridade, mas com o chapéu da instituição que leva a fama de instituição cidadã... Chegando lá com uma lancinante enxaqueca e louco para dilacerar uma jugular como pescoço de galinha em dia de molho pardo, me vem a minha orientadora e pede para corrigir algumas provas da graduação. Acho divertido, porém, mesmo com dor de cabeça era melhor que ouvir as mesmas histórias de sempre no atendimento. Aceitei, afinal, não custa ajudar a minha orientadora, pela qual nutro muita estima e prece.
Com quarenta e sete avaliações a serem corrigidas, lá fui eu para minha mesa, munido com uma caneta vermelha, impávido para distribuir algumas notas, até umas vermelhas se fosse o caso, afinal, gabarito é gabarito. E a orientadora diz: “não seja cruel!”. E eu disse: “e essa prova aqui, ele rasurou, mas acertou e a nota dele não vai ser boa, considero a questão como certa (mesmo querendo considerar, as provas não eram minhas)”? Ela afirmou que sim, que eu poderia considerar, e assim fui, corrigindo prova a prova. Lá pelas tantas, resolvi ler o conteúdo da avaliação. Era uma prova de civil da sexta fase, coisa pela qual já passei faz um ano mais ou menos, depois de um tempo, reparei que a prova tivera sido aplicada naquela manhã, até então tudo normal. Até o momento em que me deparei com uma avaliação em específico, uma cujo nome fora escrito com letras de forma, de modo que não havia de se duvidar da identidade de quem a fez, ao contrário de outras que mais pareciam cartas de Chico Xavier. Para essas últimas, recorri ao meu copo de café que eu havia conseguido na copa, dava sempre uma espiada na borra do café pra ter uma luz quanto ao nome na prova.
A prova diante dos meus olhos e pronta para um canetaço de 7,5 era da lavra da segunda “embarcação”, a qual, no início desta crônica eu rotulei como um iate mais moderno. A grande questão é que como eu disse, nos dias 16 e 17 eu havia me interpelado até onde esse passeio marítimo pudesse ser interessante e válido; e eu havia constatado que seria muito interessante ampliar os horizontes e buscar novos mares. Porém, dia 18 lá estava ela, a bendita prova! Seria apenas uma infeliz (ou feliz) coincidência? Confesso que fiquei e ainda estou muito confuso com isso tudo. Será que ainda merece uma primeira chance? Sim, pois depois das pedras de carvão, quero deixar as navegações para quem realmente queria se arriscar demais nos mares.
Todo esse papo naval e marítimo me lembrou uma canção do Pe. Zezinho: “... junto a Ti, buscarei outro mar”. E essa prova, viria a provar alguma coisa? Viria a mudar meu pensamento?
N.D.E., 19 de Nov. de 2011.
terça-feira, 1 de novembro de 2011
Resenha Crítica sobre o texto "As Uniões Homoafetivas no STF" - EMA
terça-feira, 6 de setembro de 2011
Pensamento do Dia
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
Ampulheta
Há sempre quem acrescenta, e sempre há e haverá quem apenas subtrai. Parece até uma máxima, não? Muito embora soe como um bordão, essa frase é de minha lavra, afinal eu ainda penso. Comodismo não pode ser a base de nada, a não ser do próprio comodismo. Em nome deste se tem feito verdadeiras atrocidades e burrices desmedidas. E o lamentável desta situação é que podemos usar um outro bordão, bem oportuno aqui: “quem ama, cuida”. Creio que é absolutamente incompatível o “cuidar” e “amar” se você sufoca e não deixa a pessoa “amada” trabalhar e estudar.
E diante do fracasso latu sensu – lalu talvez de latindo mesmo, gritando – o amor sempre acaba na geladeira vazia. Pessoas deslumbradas e sonhadoras têm esse problema: o amor basta... até a fatídica briga oriunda de uma situação inevitável que se originou lá no início de uma vida profissional medíocre. Quem ama como o “amor de moela – eu amo ela, eu amo ela, eu a‘moela’” não acrescenta nada, muito pelo contrário, suga tudo o que pode como um parasita imundo que destrói completamente o hospedeiro.
Então, não vejo como um relacionamento cômodo e parasitário pode ser benéfico. Muito pelo contrário, é um fardo para ambos que se deixar levar por essa tolice. E outra coisa que me intriga, como se pode viver com alguém que vive em função de outra pessoa? Sim, pois uma das partes não tem vida própria, vive em função da outra (como parasita); o que acontece quando o ser intruso põe termo ao hospedeiro? No caso dos “humanos”, o parasita descarta o hospedeiro como um lenço pustulento. E para as chagas decorrentes desta lancinante dor não há bálsamos nem ungüentos que reparem o mal que foi impiedosamente desfraldado outrora.
Meu pai, no auge de sua maturidade nos traz um pensamento cristalino: “só é usado quem se permite”. É isso que o uso demasiado de máscaras pode fazer com o indivíduo que não assume sua verdadeira condição de ser pensante, estudioso e trabalhador. A vida é deveras efêmera, a juventude é breve e a beleza se esvai como os grãos de areia em uma ampulheta.
N.S.D., 17 de agosto de 2011.
segunda-feira, 25 de julho de 2011
As Voltas da Vida
Veja só, como são engraçadas as pessoas, elas simplesmente somem de nossas vidas, e do nada ressurgem como a fênix... E o quanto isso me fez alegre. Ontem, o dia começou cinza, e só haviam palavras mordazes, mas com uma boa conversa com muitos risos, com Natasha e o Pau do Índio, este último traficado pelo frater Joannem Petrus, um pianinho, uns narguiles e um filme para fechar com chave de ouro uma noite coroada de alegrias para todos. Quase um final feliz, não para todos, claro, afinal há sempre quem fique em casa se mordendo em uma síncope lancinante. Ah! Recadinhos, patético.
Enfim, voltando... Ontem pude ver um pouco mais por debaixo dos véus e conhecer um pouco mais de uma criatura até então insondável. Já sei, vai ter quem pense merda, errr, mas não vou me estressar não. Eles não valem a pena, afinal, nem amigos eles possuem.
Bem sei como a sociedade, o mundo e tudo mais pode fustigar uma alma e torná-la muito diferente do que ela sempre foi; como eu sempre disse, somos muito diferentes, e ao mesmo tempo totalmente idênticos. Por vezes até no pensar... Nós mesmos mudamos com os acontecimentos dos últimos anos.
Viu como não dói, e não custa nada? E ainda é muito bom, tranqüilo e o melhor de tudo é saudável por que não existem todos aqueles excessos. Desnecessário dizer o que quanto mais fores moderado mais aproveitarás.
Por fim, agradecer ao amigo desaparecido por ter se lembrado de mim. E para terminar, uma coisa que parece tola, mas creio que para nós não é: eu tenho muito o que aprender com você, e você têm muito o que aprender comigo. Você ensinou-me o que é pedir desculpas, e eu ensinei-lhe um pouco de moderação alla in media virtus est!
Nós assim vamos longe, e com jäger! Kkk.
Ósculos e amplexos fraternais,
Tio Deco
N.S.D., 25 de Julho de 2011.
sexta-feira, 22 de julho de 2011
Animarum in Pelvim
sexta-feira, 24 de junho de 2011
A Fervenças da Carne
Já escrevi sobre muitas coisas, mas não me recordo de já ter escrito algo que por muitas vezes anda de mãos dadas com o relacionamento amoroso entre as pessoas: a infidelidade. Quem sou/somos eu/nós para julgar? Bem, esta é uma pergunta retórica, embora para muitos eu tenha que desenhar . Mas voltando, mesmo não podendo e nem devendo julgar, isso não me impede de discorrer sobre este tema tão divertido por vezes, trágico sempre, e um tanto quanto perigoso. Esse mesmo tema aborda um outro tema, muito mais abrangente, e do qual deleito-me em minhas lucubrações noturnas: a ética.
Este ato totalmente despido de sentimentos , impudicado baseado e revestido em hediondez humana é lamentavelmente tão antigo quanto ela própria. Seguir o nono mandamento do decálogo (e olha que o próximo não estava tão próximo assim) tem se mostrado uma tarefa hercúlea ao longo de séculos , e desde a antigüidade o tema têm sido levado ao esgotamento. Se no período medieval e renascentista o amor (que é uma das três virtudes teologais – Amor ou Charitas) foi tratado como uma patologia, o que dizer então das fervenças da carne?
Exorto-o para que cortes do seu convívio esta jaca podre, e sempre reflita sobre o fruto da árvore envenenada.
Este é um doa grandes ardis do “demônio”, seduzir muitos com o simples intento causar-lhes dor e sofrimento, e é claro, obter alguns benefícios mundanos. Assim sendo, não entendo como abres tuas portas para isso.
Em local por mim ignorado, 24 de junho de 2011.
segunda-feira, 6 de junho de 2011
quinta-feira, 2 de junho de 2011
O que mais devia ter feito por ti e não o fiz?
Nesta fria noite me deparei com a seguinte frase: “O mais importante na vida - e acima de qualquer problema que tenhamos - é poder compartilhar uma alegria com aqueles que mais gostamos!” Então vou expor a você, meu caro leitor, a seguinte situação hipotética: seu afilhado é aprovado numa prova da mesma magnitude da prova de medicina da UFSC, e não fala nada para você, logo você é importante para ele?
Alegar falta de tempo em nossos dias, com tanta tecnologia é inaceitável, pois, com apenas um mísero minuto e a paupérrima quantia de cinqüenta centavos pode-se enviar um torpedo via celular e assim dividir um pouco as suas alegrias. Tão simples como um tolo cálculo de adição no primário. Durante o Popule Meus entoado na Paixão há um trecho que devo transcrever: “o que mais devia ter feito por ti e não o fiz, responde-me”.
A vida nos ensina a não esperar muito das pessoas que amamos. O grande dramaturgo inglês Shakespeare nos lembra “E aprende que não importa o quanto você se importe,
algumas pessoas simplesmente não se importam…
E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa,
ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso.”
Ele mesmo nos adverte: “Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer
mesmo a longas distâncias... Aprende que não temos que mudar de amigos
se compreendemos que os amigos mudam,
percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa,
ou nada, e terem bons momentos juntos.”
O tempo é um personagem implacável, responsável por apagar tudo. Não sei o que por ventura ele possa ter apagado. Para mim, ele não apagou nada, mas só podemos falar por nós mesmos, jamais pelos outros.
N.S.D., 02 de Junho de 2011.


