quinta-feira, 12 de agosto de 2010

?

Enviei um convite para alguns amigos por e-mail...E eis que um dos que receberam me chamou por msn...

Desterro, 12 de Agosto de 2010.



sábado, 31 de julho de 2010

Duas Noites no TAC

Depois da fila do banheiro nas catacumbas, e ainda em meio ao tédio plus ultra, resolvi ir ao Teatro Álvaro de Carvalho (TAC). Em duas noites assisti a Orquestra Sinfônica de Santa Catarina a Abertura Egmont, Opus 84; Concerto para Piano e Orquestra Nº 5 Opus 73 (Imperador), e a 8ª Sinfonia em Fá, Opus 93.
A Abertura Egmont nos mostra bem o estilo Beethoviano pode fazer com o ouvinte: passar inúmeras sensações, seus primeiros acordes nos remetem a um compositor irascível, colérico e ao mesmo tempo brincalhão.
O Concerto Imperador e a Sinfonia seguem a mesma linha, do schzero ao explosivo.
Mas o que mais impressiona é a falta de cultura e má educação de alguns expectadores, vídeos, fotos, aplausos fora de hora e é claro, sempre tem alguém descascando uma balinha.
Bem, lamentável, é só o que posso dizer, além do desrespeito aos músicos bem como aos outros expectadores.
No dia seguinte, 29 de julho, foi a noite de Gala Lírica com um repertório muito variado, indo do popular “’Balaio” de Villa Lobos e “Aquarela do Brasil” de Ary Barroso e as líricas como os coros das grandes óperas como “Nabuco” e “Il Trovatore” ambas de Verdi.
Nessa noite além de uma expectadora ficar acenando insistentemente ao maestro, eu tive meu programa comido por uma criança, cai na besteira de deixá-lo na cadeira ao lado que estava vaga e ela o comeu. Acho que isso se chama “fóliofagia”, ou seria “papirofagia”, bem não sei. Ai quando eu resmungo e digo que lugar de criança não é num teatro numa noite lírica, e sim num reformatório, eu sou chamado misantropo pra baixo. Para não dizerem que sou ruim, espero que a tinta do programa não seja tóxica.
Outra coisa que me chamou a atenção foram as pessoas sentadas no chão, mesmo sendo um pouco selvagens elas sabem que a música bem como uma orquestra possuem grande valor. Já é um começo...
Por fim, devo parabenizar o Maestro José Nilo Valle pelo seu brilhante trabalho na OSSCA o no Coro Lírico, realmente formidável.

N.S.D., 31 de Julho de 2010.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Carpe Noctem

Em meio ao tédio descomunal, passo mais uma noite em claro, a coisa só não é pior, pois desta vez não escrevo sobre os mortos na fila do banheiro em Palermo... Nesse clima tétrico fiquei absorto em algumas conversas e em alguns livros. Folheando um livro cujo título prefiro ignorar (ou não comentar) deparo-me com a seguinte história:
Uma vila em Avignon onde havia um convento carmelita denominado Saint-Hilaire, assentado no cimo de uma montanha, onde mesmo para as cabras era difícil de pastar; esse pequeno sítio onde se localizava tal convento de carmelitas, segundo o livro era como a cloaca de todas as comunidades vizinhas. De imediato junto as gargalhadas (que somente são possíveis lendo o texto integral) lembrei-me do aglomerado de vilarejos de Susan Boyle o que me faz rir mais ainda pela madrugada afora.
Como estava lendo em voz alta ouvi o seguinte comentário:
“Qual será a comunidade-cloaca da região? Biguaçú ou Palhoça? Sim, pois decidir isso vai ser um pário que vo ti pariu”. Kkkkkkkk
Tal comentário não saiu da caixa de Pandora, e sim da cloaca de Pandora... O que não faz a velha Quilmes, se bem que eu achei que a Quilmes era mais leve que a Diabólica 6,66.
Imagino eu, que muitos não hão de encontrar graça neste desdito comentário, porém, às 4 da manhã foi realmente impagável, nem máster card paga algo destas proporções.
Outro comentário pra lá de hilariante foi quando remexíamos em uma das pilhas de livros que estava a cair:
“Ahhh! Esta desmoronando! Parece o Morro do Bumba”. Kkkk
E para fechar a noite, nada como ver Jean Baptiste Lully acertando o próprio pé com o rolo de condução durante a execução do Te Deum Du Roi. Vejam o trecho do filme: http://www.youtube.com/watch?v=mkMMNq7r2Zo
Enfim, são essas pequenas coisas que deixam a vida menos desditosa.

Desterro, 27 de Julho de 2010.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Palermo - Onde os mortos nunca dormem...

E o que não faz o tédio aliado com o ócio com um Çay e uns narguiles, claro...
Duas fotos muito curiosas, tiradas nas Catacumbas de Palermo. Com as fotos seguem os comentários segundo Karla Sommariva e Narguileiro.
Fila do banheiro em Palermo, e derrepente um deles grita: "lá vem o Vesúvio!" E olha que a lava vem de longe, mesmo assim o velho vulcão não perdeu a sua potência e eficiência em mumificá-los. Detalhe no mapa: a rota do vulcão! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk...
No mais, vejam o que o Google recomenda: ir de Nápolis até Palermo a nado, como é excruciante sem calçadas! kkkkkkkkk... Vou iniciar um abaixo-assinado para aterrar e calçar a rota do Vesúvio mar a fora. Pois não dá, demora muito fazer esse pequeno percurso em 7h e 21 min.

Por fim, a última foto:

Uma múmia pergunta a outra: "Heiiin?! De quem ele estava falando mal? Sabe como é a idade, ficamos meio surdos...".
No mais, use o campo "comentar" para dar a sua opinião de como eles morreram.
:p

NB.: O objetivo aqui é a pura descontração, e não o desrespeito. Caso alguém se sinta ofendido, peço desculpas. 

Desterro, 22 de Julho de 2010.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Pensamentos Cristalinos de Oscar Wilde

Não há outro pecado além da estupidez.
Quando um homem ama verdadeiramente, é porque é a primeira vez que ama.
Não deixe de perdoar os seus inimigos - nada os aborrece tanto.
Há sempre algo de ridículo nas emoções da pessoa que se deixou de amar.
As nossas tragédias são sempre de uma profunda banalidade para os outros.
Viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existe.
Nunca viajo sem o meu diário. É preciso ter sempre algo extraordinário para ler no comboio.
O amor é quando começamos por nos enganar a nós próprios e acabamos por enganar a outra pessoa.
Os pequenos atos de cada dia fazem ou desfazem o caráter.
É absurdo dividir as pessoas em boas e más. As pessoas ou são encantadoras ou são aborrecidas.
O mundo pode ser um palco. Mas o elenco é um horror.
Não peca quem peca por amor.
Os loucos as vezes se curam,
Os imbecis nunca.
Tenho gostos extremamente simples: somente o melhor me satisfaz.
Devem-se escolher os inimigos pela inteligência.
O diabo é muito otimista se pensa que pode piorar os homens.
Escolho os meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta.

Desterro, 21 de Julho de 2010.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Livros Emprestados


Lendo o livro "Coração de Tinta" me deparei com uma curiosa inscrição em uma biblioteca:
“Que aquele que rouba livros ou não devolve livros emprestados tenha o livro em sua mão transformado numa serpente voraz. Que ele sofra um ataque apopléctico que paralise todos os seus membros. Que, aos gritos e gemidos, implore por piedade, e seu tormento não seja mitigado até que entre em estado de putrefação. Que as traças corroam suas entranhas como o verme que nunca morre. E que no dia do juízo final seja condenado a arder para sempre no fogo do inferno.” Inscrição na biblioteca do Mosteiro de São Pedro, em Barcelona, citada por Alberto Manguel.

Livros são importantes, e devemos ter respeito por eles, e pelos donos também.

N.S.D., 06 de Julho de 2010.

domingo, 4 de julho de 2010

Um diálogo inusitado

Ontem em uma festa junina do Coral S. Cecília fiquei conversando com dois amigos.
Papo vai e vem e chegamos ao seguinte tema: bebidas. E um deles (sei lá por que cargas d’água) disse:
- Eu já tomei um litro de Absolut e fiquei em pezinho
E meu outro amigo ouvindo tal declaração não pestanejou em dizer:
- Estaquiado, né nego! Se desse em peteleco tu tombava!
Rsrsrs... Realmente, nada como uma resposta espirituosa, e no mais, depois de um litro de vodka não há como ficar “em pezinho”.
Com essa ganhei o dia, vou guardar essa para as minhas pérolas.

N.S.D., 04 de Julho de 2010.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

A Hecatombe de Viver sem Internet

Hoje parei em frente a minha máquina de escrever de luxo (meu PC capenga) com um bule de chá ao lado e pensei em escrever sobre algo muito empolgante: nada! Nada me vem à mente. Acho que estou diante de uma crise produtiva, só pode. E para ajudar estou completamente incomunicável, por isso meu PC capenga hoje é apenas uma máquina de escrever de luxo... Bem, acho que vou começar pelo o que fiz hoje.

Continuei a ler um livro Fé, Verdade, Tolerância, do então Cardeal J. Ratzinger, fumei uns bons narguiles, toquei piano, passei no livreiro, mas mesmo assim, sem internet, telefone e crédito para o meu telemóvel vitaminado não dá. Parece que a vida não “funca” sem as bênçãos do mundo moderno.

A coisa está tão feia que pensei em ler mais uma vez os Broquéis e Faróis de Cruz e Souza... Bem, ao menos Antífona eu já devo saber de cor...

Errrr... Esse apagão internetesco está me consumindo! Aliás, é isso que parece mesmo, um apagão, como o que vive uns anos atrás aqui em Notre-Dame d’Exil. Recordo-me que foi um verdadeiro abapurú, sem energia elétrica, sem telefone (dádivas da NET), um calor ad infernos, a minha sorte foi um piano e um gramofone com uns discos de baquelite.

Graças ao bom Deus que aqui não tem o tal de “Gospel Moderno” (sei lá o que raios é isso, acho que a Raquel pode nos esclarecer) rsrs. Como também não sei como a vil escumalha populacional consegue ouvir esse tipo de som, tão típico dos aborígines. Como diria Caio Barbosa: “meu lado brega escuta Salieri”.

Munido desses aparatos de tecnologia dos séculos XVIII e XIX (coisa de ultima geração) fiz quase uma rave, mas como não tinha eletricidade para a luz estroboscópica, tive então que me valer de alguns girandóles com velas. Tudo bem que nos habituamos com essas modernidades, mas fico pensando como as pessoas no passado faziam para se divertir. Literatura, saraus, música, jogos de todo tipo.

Desses jogos os meus favoritos são: o xadrez e aquele do papel colado na testa e tem que se adivinhar quem sou eu. Realmente não sei o nome desse jogo, mas sei que é bem antigo. Acho que qualquer hora dessas eu vou jogar brigde ou gamão, frente à impossibilidade ir até a Barra da Lagoa para jogar criket. Bem sei que seria uma tragi-tragédia britânica, mas ao menos posso passar o meu tempo com alguma dignidade e de uma forma um tanto quanto hedonista.

Acho que o tédio está grande mesmo, pois, pensei em por taxinhas na marteleira do piano, e na falta destas, pins de lapela me foram muito úteis. E de forma incauta, porém impávida acabei colocando... Nada como um cravo fake em casa, tendo em vista que trazer um neupert da Alemanha se custaria os tubos, aliás, as cordas, e para por no pescoço mesmo.

Assim a vida segue com seu ar vitoriano com um toque barroco, acompanhada pelo borbulhar dos narguiles e pelo conforto de uma xícara e outra de twinings.

Sem mais,

NDE, 1° de julho de 2010.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Uma Sentença Inusitada e Sábia

A Escola Nacional de Magistratura incluiu em seu banco de sentenças, o despacho pouco comum do juiz Rafael Gonçalves de Paula, da 3ª Vara Criminal da Comarca de Palmas, em Tocantins. A entidade considerou de bom senso a decisão de seu associado, mandando soltar Saul Rodrigues Rocha e Hagamenon Rodrigues Rocha, detidos sob
acusação de furtarem duas melancias

DESPACHO JUDICIAL...
DECISÃO PROFERIDA PELO JUIZ RAFAEL GONÇALVES DE PAULA NOS AUTOS DO PROC Nº 124/03 - 3ª Vara Criminal da Comarca de Palmas/TO:


DECISÃO

Trata-se de auto de prisão em flagrante de Saul Rodrigues Rocha e Hagamenon Rodrigues Rocha, que foram detidos em virtude do suposto furto de duas (2) melancias. Instado a se manifestar, o Sr. Promotor de Justiça opinou pela manutenção dos indiciados na prisão.
Para conceder a liberdade aos indiciados, eu poderia invocar inúmeros fundamentos: os ensinamentos de Jesus Cristo, Buda e Ghandi, o Direito Natural, o princípio da insignificância ou bagatela, o princípio da intervenção mínima, os princípios do chamado Direito alternativo, o furto famélico, a injustiça da prisão de um lavrador e de um auxiliar de serviços gerais em contraposição à liberdade dos
engravatados e dos políticos do mensalão deste governo, que sonegam milhões dos cofres públicos, o risco de se colocar os indiciados na Universidade do Crime (o sistema penitenciário nacional)...
Poderia sustentar que duas melancias não enriquecem nem empobrecem ninguém. Poderia aproveitar para fazer um discurso contra a situação econômica brasileira, que mantém 95% da população sobrevivendo com o mínimo necessário apesar da promessa deste presidente que muito fala, nada sabe e pouco faz.
Poderia brandir minha ira contra os neo-liberais, o consenso de Washington, a cartilha demagógica da esquerda, a utopia do socialismo, a colonização européia....
Poderia dizer que George Bush joga bilhões de dólares em bombas na cabeça dos iraquianos, enquanto
bilhões de seres humanos passam fome pela Terra - e aí, cadê a Justiça nesse mundo?
Poderia mesmo admitir minha mediocridade por não saber argumentar diante de tamanha obviedade.
Tantas são as possibilidades que ousarei agir em total desprezo às normas técnicas: não vou apontar nenhum desses fundamentos como razão de decidir.
Simplesmente mandarei soltar os indiciados.
Quem quiser que escolha o motivo.
Expeçam-se os alvarás.
Intimem-se.

Rafael Gonçalves de Paula
Juiz de Direito

domingo, 27 de junho de 2010

Vuvuzelas e Jabulanis

Quem me conhece bem sabe que não sou dado a assistir televisão, salvo quando alguém está assistindo e eu escuto uma chamada de algo que me interessa, como uma reportagem.
Com o advento da Copa (leia-se desperdício de tempo e dinheiro), tive a oportunidade de conhecer duas palavras muito curiosas, tais como: vuvuzela e jabulani (leia-se trombeta apocalíptica e bola murcha).
Refletindo um pouco sobre esses nomes pra lá de estranhos, imagino que logo logo os nossos cartorários se defrontarão com a seguinte cena:
Um pai com o registro da maternidade em mãos se dirigindo a um cartório e querendo registrar suas filhas gêmeas com o nome de Jabulani e Vuvuzela Silva.
Ao menos a pobre Jabulani Silva poderá ser chamada por seus amigos de “Lani”, já sua menos afortunada irmã poderá ser chamada de outra coisa se, suprimirmos e invertermos algumas letras... Vul...
Coisas da Vida...

Desterro, 27 de Junho de 2010.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Quod Est Veritas?

Revirando alguns papéis antigos, encontrei algo que me remete ao ano de 2004.
Recordo que é um trecho de um filme, porém, não faço idéia de qual, eis o trecho:
“Em um mundo perfeito a lei é objetiva, a justiça é absoluta, e a verdade é incontestável. Mas na realidade, no mundo real, a lei é política, a justiça é emocional, e a verdade que você não pode confiar em ninguém”.
Duras, porém sábias palavras.
Sem mais,
Narguileiro.

Desterro, 17 de Junho de 2010.

domingo, 13 de junho de 2010

Hãn? Hain?


Queria poder entender por que raios alguém que chega lá pelas três da manhã em casa põe dinheiro na frente da porta de casa (no lado de dentro).
A explicação que ouvi é a seguinte:
“Pagar pros perturbados não entrarem”.
Isso é claro, é uma explicação do próprio, que inclusive tirou fotos e tudo.
Nada como um belo registro para a posteridade...
Por fim, viva a tecnologia... E o delirium nocturnum tremens...

Desterro, 13 de Junho de 2010.

sábado, 12 de junho de 2010

O Perdão


Não é fácil, fácil é dizer, e quando dito por dizer, é um vitupério.
O perdão nada mais é que um exercício, que deve ser diário. Ele é um grande degrau na escalada da iluminação de cada um de nós. Há os ditos “pecados mortais”, e quanto a estes não sei bem como fica. Em I João 5:16 há o alerta de que devemos orar, e o versículo seguinte nos diz: “toda a injustiça é um pecado”.
A Igreja já percebeu o erro com os Templários, e assim sendo se redime do pecado através do reconhecimento e arrependimento por esse mesmo erro.
Se a Igreja Católica com sua mentalidade medieval sabe perdoar e pedir perdão, cabe a nós seguir tão nobre exemplo.
O verdadeiro perdão se reconhece por atos, e não palavras. E por fim, o perdão foi feito para ser concedido e não pedido.


Desterro, 12 de Junho de 2010.
* Obra no post: "O Retorno do Filho Pródigo", do pintor holandês Renbrandt (1606-1669).

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Uma Casa Portuguesa Com Certeza!

Como meu pai possui uma mentalidade de que todas as construções devem ser quadradas (ele descende de imigrantes da Ilha Terceira dos Açores), para que assim se aproveite todos os espaços. Isso me parece coisa de português... Só falta caiar as paredes e por um São José de azulejo.

E quando num papo animado comentávamos sobre algumas arquiteturas da Europa (em especial a italiana), notamos que muitas construções possuem um espaço interno, um jardim interno.

Obviamente ele acha isso um desperdício de espaço. Oras, qual o portuga que vai deixar de ter um espaço para guardar tralhas?

Resultado: eu não poderia perder a chance de apelidá-lo de “Niemeyer do Caixote”.

Eu devo ter colado chiclete no Santo Sovaco... só pode...

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Memórias


Por vezes lembramos do Espírito do natal passado...Que por vezes é presente...;)

sábado, 22 de maio de 2010

Alguns Espíritos dos Natais

Já deveria ter escrito algo faz algum tempo, mas, por vezes é bom deixar as coisas acalmarem um pouco. Nada como um pouco de paciência para vencermos algumas paixões e submetermos algumas vontades. Não sei bem como começar, mas acho que curiosamente devo começar pelo espírito do natal presente, tendo em vista que sua última visita faz umas duas semanas.

Tudo iniciou nos fins de abril para o início de maio, confesso que eu tive uma série de preconceitos em relação a alguém, e igualmente por confissão digo contritamente que me arrependo. Mas diante de um preconceito, temos uma idéia errônea pré-concebida, mas a questão é quando essa idéia pré-concebida por conta de alguns temores é a mais pura verdade, sem um único laivo sequer. Então o que fazer? Não sei.

Apenas sei, que não sou uma pessoa fácil de se lidar, porém não briguei com os “irakitans”, nada como uma boa analogia musical para fazer uma identificação sem revelar as verdadeiras identidades.

Creio que uma das questões que me levam a divagar em algumas linhas escritas com mão rude é a pusilanimidade do caráter. Então o que adianta ter um pouco de cultura, quando há uma lacuna descomunal como um abismo? Há tão somente duas teorias quanto ao caráter de alguém, vamos a elas:

Prima – O caráter pode mudar com o passar do tempo, assim como alguns valores mudam no decorrer de nossas vidas;

Secunda – o caráter de alguém jamais muda ou se deteriora. É simples, há caráter ou não.

Reservo-me aqui ao direito de não revelar o que penso, porém aos que me conhecem fica indubitavelmente claro qual é a corrente moral-filosófica que sigo.

Quando ouvimos em dado momento “amo-te muito”, isso obriga a outra parte a algo?

Não! Isso e tantas outras coisas não obrigam ninguém a nada, lembro das minhas primeiras aulas de Introdução ao Estudo do Direito, magistralmente ministradas pela Professora Dilsa Mondardo. Ela dizia: “ninguém é obrigado a fazer ou deixar de fazer algo senão por força de lei”. E como não há e nunca haverá um codex para isso, jamais haverá essa obrigatoriedade.

Então já sabemos que nutrir e exteriorizar sentimentos em a outrem não obriga a uma recíproca, mas, como fica isso em um “flerte” continuado? Algumas coisas indicavam que a coisa ia de vento em popa, já outras tantas não... Porém, dias depois esta criatura de Deus está namorando. Então o que pensar disso? Que no mínimo andava com dois ao mesmo tempo, tendo em vista que não se inicia um namoro da noite para o dia.

Isso demonstra claramente a falta do caráter, vejam bem, é a falta que eu me refiro, e não um simples desvio. Para ter-se o desvio deve-se, antes de mais nada, ter caráter.

Já disse aqui que sinto um enorme pejo do meu preconceito quando a conheci, porém, as conjeturas que fiz eram na verdade fatos que a vida se encarregou de ensinar-me com extrema perfeição. Naquele tempo, resolvi deixar isso de lado, pois comecei a individualizar os indivíduos invés de generalizá-los em uma fossa comum.

Não quero aqui fazer uma apologia aos preconceitos, mas, devemos sempre levar em conta as experiências que já tivemos, e através de uma analogia estudar cada caso.

Se houver entre nossas experiências algo que nos recorde a música “Eu falei que isso ia dar merda” de Cris Nicolotti, é bom abstrair e cantar outra música da mesma cantora...

“♫Vai tomar no cú...♪”.

Não tenho nada contras os “irakitans”, e não vejo nada que empeça o cultivo de uma verdadeira amizade com todos. Mas, fico impressionado com o fato de que quando era conveniente conversavam até madrugada adentro comigo. Realmente curioso.

Recordo-me de um filósofo incompreendido, Arthur Schopenhauer, que na obra “O Mundo como vontade e representação” há no capítulo XLIV, que é a “Metafísica do Amor”, lá consta o seguinte: “Assim que o gozo é obtido, o amante experimenta uma estranha decepção; espanta-se que aquilo que desejou com tanto ardor apenas lhe proporcione um prazer fugaz, seguido de um rápido desencanto, e nada mais”.

Esse gozo é simplesmente um objetivo que por vezes não é uma conjunção carnal. Esse gozo pode ser a obtenção de uma massagem no ego de indivíduo com pouca auto-estima. Sugiro apenas terapia e um pouco de decência.

Já sobre o espírito do natal passado, ele sempre volta de alguma forma para nos assombrar e nos impor mais uns bons passos de nossa via crucis.

Nunca entendi muito bem esses retornos repentinos, e muito menos quando escuto a palavra “saudade”. Só posso dizer que nada impede de se matar as saudades entre duas pessoas em moram na mesma ilha, por isso que essa palavra foi como um punhal enterrado em meus ouvidos. Lamento, mas não sou uma bengala para que alguém se apóie nos momentos de carência. Fico imaginando como isso deve fazer bem ao espírito do natal passado, pois é muito bom desprezar alguém e partir para outra. E esta outra empreitada não dando certo, volta-se como um filho pródigo em busca de apoio, pois saber que alguém lhe estima muito a ponto de tudo perdoar é muito cômodo.

Então quebra a cara e pensa: “ele ainda está lá”. Então um pouco de vergonha na cara e maturidade é o que falta ao espírito no natal passado.

Não podemos jamais dizer que desta água não beberei, mas alguns são como espermatozóides, têm a chance de um em um milhão de um dia tornarem-se seres humanos. Se este momento um dia chegar, poderemos enfim conversar, e apenas isso.

Sem mais.

N.S.D. aos 22 de Maio de 2010.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Os Mandamentos de Schopenhauer


Sempre é bom lembrar...
-Não conte a um amigo o que seu inimigo não pode saber
-Considere todos os assuntos pessoais como segredos, e mantenha-se distante até de amigos próximos. Se os fatos mudarem, e eles souberem de algo, por mais inofensivo, a seu respeito será desvantagem para você.
-Metade da sabedoria consiste em não gostar nem odiar, Ficar calado e não acreditar em nada é a outra metade.
-A segurança é a mãe da desconfiança (provérbio francês, que ele endossava).
-Esquecer os defeitos de um homem é como jogar fora dinheiro que se custou a ganhar. Devemos nos proteger da familiaridade e da amizade idiotas.
-A única forma de um homem se manter superior aos demais é mostrar que não depende deles
-Desconsiderar é ganhar consideração
-Se temos alguém em alta consideração, devemos esconder tal fato como se fosse um crime.
-Melhor deixar que os homens sejam como são do que acreditar no que não são
-Jamais devemos demonstrar raiva e ódio, a não ser nas ações. Os animais de sangue frio são os mais venenosos.

N.S.D., 19 de Maio de 2010. 

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Tenebrae Fact Sunt

Já que esses dias eu estava escrevendo analogias com a Seqüência do Dies Irae, hoje neste cinzento dia, penso em outra parte: O Confutatis, e uma determinada parte dele me chama a atenção:

Oro supplex et acclinis, cor contritum quasi cinis: gere curam mei finis.

Algumas coisas, mesmo sendo ruins e desagradáveis, podem ser benéficas. Há males que vem para o bem reza o adagiário popular. Vivi nesses meses uma alternância de trevas e luz, e hoje cedo encontrava-me nas trevas do abismo. Mas creio que essa estadia no abismo profundo fez-se necessária, pois quando estamos nas trevas buscamos a luz.

É nas trevas das dificuldades, provações e demonstrações de falta de caráter que paramos para uma reflexão: a de como chegar até à luz.

Estando nessa luz, ficamos estagnamos, e nada mais fazemos. Por isso por vezes prefiro as trevas das provações. Quando estamos com a dura cruz às costas nos concentramos no caminho à Gólgota, pois queremos que logo acabe, e o único modo de se ver esse fim do caminho, é chegar até lá.

Na nossa Via Crucis, ou melhor Vita Crucis, encontramos de tudo um pouco, desde os membros da guarda pretoriana, até um Simão Cirineu. Hoje cedo cruzei com dois pretores implacáveis, o do desgosto, e o do mau caratismo, porém já encontrei um Simão Cirineu, e este me disse: "não vale a pena".

William Shakespeare escreveu que há mais mistérios entre o Céu e a Terra do que sonha a nossa vã filosofia. E é a mais pura e nua verdade, sendo que os nossos corações detém muitos desses mistérios que só Deus conhece. Depois de chegar no “Oro supplex et acclinis” num misto com o Antíphona de N. Senhora, onde lá pelas tantas nos deparamos com “ad te suspiramus, gementes et flentes in hac lacrimarum valle,” chego na Lux Perpetua! e já sei que vou fazer tudo novamente...

Não há mal que sempre dure, nem bem que seja eterno. Mas por hora meditarei o Sl. 129 (130).

Por fim, duas coisas.

Primeira:

"Lembrar é fácil para quem tem memória. Esquecer é difícil para quem tem coração." William Shakespeare.

Segunda:

Compus-lhe uma bela música, num andamento alla marcia, chamada Phoda-se Symphonico em cima de Si e sem Dó.

N.S.D. 10 de Maio de 2010.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

2012 e a Definição de Hecatombe

Ontem resolvi assistir o tão comentado filme 2012. Não o assisti antes, pois tenho alguns problemas com cinemas. Em especial que, para mim ficar muito tempo sentado sem movimento me causa muitas dores nas pernas, e sempre termino o filme me arrastando para fora como o Quasímodo de Notre Dame de Paris, de Victor Hugo.

No mais uma pequena definição proferida por mim ontem no meio do filme:

“Hecatombe: Uma tragi-tragédia de proporções desproporcionais no planeta.”

Essa foi sem noção mesmo, mas sem noção foi o suspiro no meio do Cannon de Pachelbel. Quem assistiu o filme Amadeus, sabe da cena onde Mozart toca Salieri e suspira pela facilidade da música. Coisas do Tio Deco mesmo... rsrssr

N.S.D., 05 de Maio de 2010.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Fusca-Fusca!

Socorro Giow! Não agüento mais contar fusca-fusca! Essa brincadeira da Mel é phod... srsrsr, essas brincadeiras de criança pegam mesmo!

E toda vez que vejo um fico lembrando de umas coisas, de um alguém, e de uns bons momentos.
E para ajudar essa cidade é um antro de fusquinha, só hoje foram oito, até no Diário Catarinense de hoje tinha um...

Assim não dá, assim não pode! Nem conto mais carneirinhos, e sim fusquinhas pra dormir - por motivos dignos do óbvio ululante! :P

Mas mesmo com esse TOC a brincadeira é divertida e conforta um pouco...

Um dia desses temos que nos juntar e contar mais uns, fumar uns narguiles e rir muito!


NSD, 27 de Abril de 2010.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

O que o Coração Pensa

Quem pudera entender os intentos do Supremo Supervisor dos Mundos...

Qual seria o motivo de certas coisas? Qual seria o tão falado “propósito maior?”.

Por vezes O vemos como o Misericordioso, Complacente, que faz branco até o pecado de sangue. Em outros momentos há o Deus que Vida e misericórdia nos concederam, e seu cuidado guardou nosso espírito. Embora escondas estas coisas no teu coração, sei que as andavas remoendo em tua mente: Se eu pecar, estarás me observando e não consentirás que eu seja livre da minha iniqüidade.

Não quero aqui discutir a Misericórdia Divina, pois nela creio, mas o que eu estou pensando é justamente nas coisas opostas que sempre estão mudando como a roda da fortuna. Em dado momento temos algo palpável como concreto, depois a coisa se desfaz como fumaça ao vento, e depois se materializa como concreto novamente.

Como isso é irritante! (acho que aquele onhnnnnnnn pra aclamar é pior!) Não podemos fazer nada quanto a isso... Somente nos resta esperar, e deixar que Ele faça o que lhe aprouver, o que for melhor.

Mas, determinadas coisas são relativamente simples, e mesmo assim se tornam complicadas ao extremo, e por vezes parece que alguém lá no alto está dormindo, mas quando resolve acordar do seu cochilo secular, ajuda a acertar certas coisas que vão e vem como um pêndulo. Acho que alguém lá encima deve abrir bem os olhos, e alguém aqui embaixo, deve ir se habituando com algumas atitudes. Sei que o santo é de terracota, e há inúmeros remendos, mas nem por isso esse andor deve ir seguir como os vigorosos e invejáveis passos de uma tartaruga.

Vamos que vamos. Não tenhas mais medo. Nada é cedo demais. Nada é tarde.

Prefiro viver aquele final de semana tal, como se fosse acabar e não ter mais outro...

Sinto que não vai acabar assim, se que tem muito pra acontecer, porém gosto de viver

(quando vivo rss) de forma intensa e plena.

Acho que isso não depende mais de mim... A única coisa que depende de mim é te amar incondicionalmente.

N.S.D. 26 de Abril de 2010.

*Texto iniciado em 21/04.

domingo, 25 de abril de 2010

Uma Noite Perfeita!



Um pouco sobre...

Um pouco sobre gosto musical:

"Meu lado brega escuta Salieri."
Caio F. Barbosa

N.S.D., 25 de Abril de 2010.

domingo, 18 de abril de 2010

Um diazinho Hilário

Depois de dar uma breve passada pelo Empório Mineiro com alguns amigos, juntamos o povo para ver um filminho. Filminho mesmo, a Michelle Pfeiffer fez um lixo chamado “Cherry”. Tosco, pobre, fraco.

Após desse abapurú cinematográfico, eu, Dai, Giow e Neto ficamos jogando conversa fora por um tempo até Morpheus nos chamar. Enquanto isso não acontecia, e o povo ia caindo (a Giow foi a primeira como sempre kkk), fiquei conversando sobre música com o Neto. Até que enfim alguém que não acha meu gosto musical apurado demais (e minhas piadas intelectuais demais, coisa de gente disléxica mesmo).

Depois do narguile(s) da aurora, resolvemos sair e levar a Mel na Lagoa, e depois aproveitar a carona com a Giow para voltar a Vila do Desterro. No meio do caminho reiniciamos uma brincadeira da Mel: contar fuscas. A brincadeira consiste em toda vez que ver um fusca dizer “fusca-fusca”, e contar um ponto. E se for um New-Beetle, diz-se “biru-biru”, e conta-se 2 pontos a cada.

Oh coisa neurótica, mas divertida ao extremo. O problema que eu fico com isso no mínimo por uma semana na cabeça. Fusca-fusca, Fusca-fusca, Fusca-fusca, Fusca-fusca, e Fusca-fusca. Complicado e neurótico, mas divertido.

Na quarta-feira irei à roda de narguiles na Giow e contar mais uns bons “Fusca-fusca” em agradável companhia, a saber, Giow, Dai e Neto.

NSD, 18 de Abril de 2010.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Sandro e o seu Violão

Nesta jocunda noite o Sandro veio da sua aula de violão falando que no violão com cordas feitas de nylon, os acordes menores são extremamente semelhantes aos maiores.

Já utilizando cordas de aço, a diferença é ululante.

Logo após ele me dizer isso, sentei ao piano e toquei alguns acordes, maiores e menores. Isso só pra saber se ele consegue perceber a diferença entre um e outro.

Toquei um “Dm” (ré menor) e ele me disse: “MAIOR”.

Como a resposta soou de forma dissonante aos meus pobres ouvidos eu toquei em seguida o “D” (Ré Maior). E ele respondeu o seguinte: “ESSE É MAIOR AINDA”.

Ai, como eu sofro.

Não, não, pior é ele cantando na frente de um diapasão digital pra saber que nota é... quando for possível postarei essa pérola no youtube.com.

Aguardem as próximas notas dessa música, antes que eu resolva tocar um phoda-se symphônico dando em cima de sí, sem dó.

NSD. 14 de Abril de 2010, data do naufrágio do RMS Titanic, o que explica muita coisa.

O Afinador de Pianos


Nunca fui um exímio músico, já como Mestre de Harmonia, modéstia as favas sou sim.
Tenho no piano a minha grande paixão, a companhia nas alegrias e o consolo nas dores.
Estava aqui lembrando do Sr. X, que em dezembro passado afinou e regulou o mecanismo do meu piano. Cobrou-me 180,00 pela afinação e mais 120 pela regulagem do mecanismo, perfazendo o montante de 300,00, com garantia claro.
Em janeiro do corrente ano, uma tecla parava de funcionar, um “fá sustenido” tornara-se o “fá suspendido” do meu pobre Essenfelder. Liguei para o afinador o Sr. X, expliquei a situação, e ele me disse que no dia seguinte ele estaria na minha casa para ver o piano.
Bem, ele não veio, e nesse dia liguei para o seu celular que tocou até cair na caixa postal. Bem problemas e imprevistos ocorrem com todos nós... No outro dia, liguei novamente e o celular estava desligado e resolvi ligar para a loja da família que só trabalha com pianos. Nada, ninguém atendeu e como a loja funciona juntamente com a residência da família, liguei para lá e nada. Espero até hoje pelo Sr. X...
Minha sorte foi a minha teimosia e um pouco de conhecimento, pois nas aulas de piano, desmontávamos alguns de tempos em tempos para compreender seu funcionamento.
Éramos uma guerrilha para pianos, era hilário. Muita pecinha mesmo. Então com o auxílio do meu amigo e Organista-titular da Catedral Metropolitana de Florianópolis, Caio F. Barbosa, demos um jeito na marteleira com um tubo de cola.
Hoje tenho vontade de tocar outro instrumento de teclas, um positivo, ou uma organeta, portativ, todos esses são tipos de órgão, cada qual com sua peculiaridade. Mas o meu favorito é o que o sultão toca na história “As Aventuras do Barão de Münchhausen”. O órgão do sultão dispõe de uma caixa para os tubos como em todo órgão, porém esse instrumento não dispunha de tubos, palhetas nem relés, mas sim de pequenos espetos e no lugar dos tubos, na caixa havia uma série de prisioneiros. A cada tecla pressionada, uma lança espeta um determinado prisioneiro e este solta um “grito-nota”. Acho que o Sr. X deveria conhecer tal instrumento, digno de fazer parte das trilhas de filmes de terror.
Agora chega de brincadeira, para mim o mecanismo do piano esta bom, e meu amigo Caio, o organista, o toca com freqüência, e nunca notou nada de estranho naquele piano.
Portanto, acho que o Sr. X, além de me cobrar bem, conseguiu piorar bem o meu instrumento.
Como cada afinador após realizar o trabalho assina uma tecla na parte interior do piano, e ele me deu a garantia de seis meses, ele vai ter que me ressarcir de alguma forma.
Agora só posso dizer a mim mesmo, “quem mandou trocar de afinador”. Porém assim eu já sei que dos três que existem na cidade, só um é sério.

N.S.D., 14 de Abril de 2010.

*Obra: O Afinador de Pianos, por Norman Rockwell (1894-78) pintor e ilustrador americano. 

domingo, 11 de abril de 2010

Stammtisch in allem, auch regen!


Ontem na Ponta de Baixo ocorreu a VI Stammtisch de São José. Por volta das 11h a Rua Pe. Réus foi tomada por várias barracas de gastronomia típica como strudel, tortas, bitter, spritzwurst e muito chopp do Opa.
As confrarias e grupos folclóricos trataram de animar a festa juntamente com uma banda típica. Enquanto o velho bandoneon nos inebriava com os sons dos séculos passados, a soprano Raquel Weiss tratou de nos encantar com sua bela voz.
Agora um pouco de história: Stammtisch é a junção de duas palavras (como tudo em alemão pode ter umas penca de letras srsr) onde Stamm é tronco e tishc é mesa, pontanto a mesa de tronco, onde as pessoas de origem germânica se reúnem para reservar as suas tradições, tais como, música, gastronomia, trajar, e idioma.
Com esse intuito de preservação da cultura alemã a Associação Cultural Deutsche Welt vem organizando e divulgando os eventos dessa natureza. Tais eventos sempre concentram grande número de pessoas de diversas partes do estado e sempre são muito animados desfazendo a visão popular que o povo germânico é naturalmente carrancudo.
Alias, alemão é que sabe saber festa, olha só a Oktober... bem melhor do que ficar comendo as tainhas gordas e sebentas. Então, Stammtisch über alles! Ein Prosit!

Desterro, 11 de Abril de 2010.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Livre-Arbítrio



Existe para nós, membros de uma sociedade o livre-arbítrio? Há muitos que vão dizer que sim, que temos escolha, essa liberdade. Creio eu que todos os religiosos pregam a existência do livre-arbítrio exemplificada na escolha entre as trevas e a luz.
Livre-arbítrio é escolher livremente. Para mim quando algo ou alguém influencia na escolha de algo, não há livre-arbítrio, a exemplo de Eva com a vil serpente no Gênesis.
Nós teríamos um arbítrio totalmente livre? Acredito e digo com veemência que um ser que viva sobre um codex qualquer não possui nada. Pois o indivíduo sabe que se o ato a ser praticado é tipificado (em leis ou costumes sociais) haverá uma sanção legal por parte do Estado ou da sociedade.
A justiça, sentada em seu trono, sem a balança e com a espada comodamente apoiada em suas pernas, “julgará” qualquer ato delituoso (Esta representação da deusa Themis é encontrada no Distrito Federal).
Quem pode então desfrutar do livre-arbítrio? Os selvagens? Aborígenes? Bem, até essas sociedades antropologicamente mais rudimentares possuem suas tradições, suas leis, suas normas de conduta. Então realmente podemos escolher? Será que para isso devemos voltar ao estado original ou de natureza, anterior ao Pacto Social retratado por Hobbes, Locke e Rousseau?
Recordo de Pedro I do Brasil e IV em Portugal que detinha o poder moderador. Mesmo detendo o poder moderador que controlava os outros poderes, ele vivia sobre um codex. Se não o legal, o moral, ou o religioso, e exemplo do decálogo católico, incutido em nossas mentes desde os mais tenros anos. E como estes valores são muito intrínsecos em nós refletimos muito antes de praticar um ato.
Por fim, havendo uma reflexão antes do ato a ser praticado, não há livre-arbítrio, pois tememos as penalidades oriundas das transgressões de nossos atos.

Desterro, 06 de Abril de 2010.

sábado, 3 de abril de 2010

Alguns Relatos de uma Sexta Santa

Acordei cedo hoje, 07:56. Achei que dormiria por mais tempo devido à procissão do de ontem. A Procissão do Senhor Morto é sempre pesada, cheia de orações particulares, e mal organizada. Não sei como isso é possível... Aliás, em verdade vos digo, eu sei. E o motivo para tanto é que “““faltam pessoas para auxiliar””” (com aspas tripas, itálico e grifo).

Como já disse nesta semana santa: “se esta é minha cruz, só me resta abraçá-la de bom grado”, então ao “““organizador””” da procissão só posso dizer: Já que escorraçastes todos que lhe ajudam por pura vaidade, então tome essa cruz a costas e caminhe calado! Afinal, você desejou e causou isso.

Ontem nosso Arcebispo, Đom Murilo, proferiu o tradicional Sermão da Soledade, no qual ele disse ao seu rebanho o exemplo de vida cristã nas mulheres, em especial às avós que tem via de regra ao seu encargo o ensino religioso aos netos, e outros membros da família. Đom Murilo também falou do perdão. Perdão para mim é uma coisa divina, e como não sou divino e estou muito distante disso, fica complicado mesmo.

Na última Sexta-feira Santa, em face a um desentendimento com o “““organizador””” fui ter com ele uma prosa com o seguinte teor: “procissão é sempre assim, estamos todos estressados e peço desculpas, embora você não tenha me entendi muito bem”. E essa criatura “““exemplo de vida cristã””” o que fez? Se quer me olhou na cara, portanto falo sem medo e remorso em meu coração: hipócrita vaidoso! E como diria Vovó Panzer em relação ao seu trabalho na procissão: “dienst von schw.” (pra quem fala alemão fica fácil entender a abreviação).

Até quem no outro ano achou que eu estava errado, esse ano obteve a graça de ver quem é o malfeitor. Contra fatos tão concretos não há argumentos.

Outra coisa que me causou espanto, e não só a mim, foi um sujeito, que sei lá quem era que estava na Rua Deodoro na frente da procissão ralhando palavras incompreensíveis e atentando contra os direitos resguardados pelo Código Penal em art. 208 combinado com o art. 233 do mesmo Codex. Só me pergunto: e o longo braço do Estado? Motivos de piada, claro.

Outra coisa me que ocorreu muito ontem foi a primeira Semana Santa sem o nosso Queiki. É Caco, você faz muita falta meu amigo. Requiescat in pace.

NªSªD, 3 de Abril de 2010.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Pôncio PILATES


Hilário! kkkk, pode conferir no site: http://msn.onne.com.br/cultura/materia/12723/paix-o-de-cristo

Eu reconheço que eu não tenho sequer condições de ficar apontando o erros, mas, achei muito divertido!

N.S.D., 1 de Abril de 2010.

Para Fora!


O Ministério da Fazenda está estudando retomar a produção de notas de plástico no Brasil.

O que se pretende, contudo não é colocar este tipo de cédula nas mãos da população. Mas sim exportar o dinheiro em polímero para diversos países da América Latina como a Venezuela, o Paraguai, o Uruguai e a Argentina (Fonte: IstoÉ edição de 31/03/2010).


Portanto, é um verdadeiro espanto aos olhos deste numismático e filatélico há mais de dez anos a informação de que o Brasil mande fazer suas moedas em outro país.

Este que vos escreve não consegue enteder o motivo que leva alguém a tentar versar sobre assuntos que não domina.


Desde a década de 1960 que a Casa da Moeda é auto-suficiente em sua produção, portanto não dependendo mais da American Bank Note de N.Y. e a Thomas De La Rue de Londres.

Hoje em dia, devido a alta qualidade de seus produtos, a Casa da Moeda do Brasil tem exportado seus produtos a muitos países da América Latina.

N.S.D., 1 de Abril de 2010.




domingo, 28 de março de 2010

E a Maldição do Tapete Continua!

Pois é, depois de perder no dia da procissão, outro dia empatou com o Figueirense, e ainda falavam que era só um timinho da série B.

Agora o Avaí perdei de 3 a 2 pro Jville... Só rindo! kkk


O texto da missa de Requiem é claro: "libera-me de ore leonis", portanto leão nunca prestou!!


Saudações


SND 28 de Março de 2010.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Sacrilégio e Falta de Educação.


O primeiro dos motivos que me levam a escrever hoje é algo que eu deveria escrever ontem, mas devido ao processo de mortificação da carne oriundo da Procissão de Passos não pude sentar na frente do PC e escrever algumas poucas linhas. Porém hoje posso fazê-lo em dobro...

Pois bem, seguindo o título ai vai a primeira.

No retorno da imagem do Senhor Jesus dos Passos (é não tem “BOM” no nome do Senhor dos Passos do IHC padre, aconselho a utilizar um aparelho auditivo ou procurar a APAE, o que é mais indicado no seu caso), ao IHC no meio da procissão, pude notar algo que de fez “sapatear” um pouco: um tapete na Rua Tiradentes.

Mas, não era um tapete qualquer, e sim um cálice. Normalmente se utiliza um cálice com uma hóstia, e só isso. Mas o “brasão” do Avaí F.C. no cálice já é demais.

Como diria Boris Casoy: “Isso é uma vergonha!” Ahhh! Errrr! Não contei tempo, meti o pé e acabei com o horrendo tapete no meio da procissão. No mais solicitarei um parecer da Congregação para a Doutrina da Fé (hahaha).

Não cabe um time de futebol em uma procissão, pouco importa se é o Figueirense F.C. ou o Avaí F.C.. Tomem vergonha nessas caras! Em tempo, dia 21 de março, dia da procissão, o Avaí perdeu para o Imbituba por 1 a 0! Est fantastique!

Segundo tema:

Sabe quando comentamos com alguém algo que fizemos em casa, ou qualquer outra coisa? E esse alguém solta: “por que não me convidou?”

Francamente, eu não digo isso a ninguém. Se não convidei, foi por que não deu, ou por vezes não pude, em virtude da companhia (por vezes não quis convidar ninguém). Ou será que tenho que convidar os amigos para segurar vela? Tenho direito a privacidade de vez em quando. Um pouco de vergonha na cara faz bem, tanto aos fazedores de tapetes para procissões bem como para os amigos sem noção.

Sem mais,

Nª.Sª.D. 22 de março de 2010.

domingo, 21 de março de 2010

Senhor dos Passos – 2010


Pronto! A imagem do Senhor dos “Spassu” e a da Nª Sª “das Dô” já estão na Catedral Metropolitana para que amanhã haja a Procissão do Encontro. Momento realmente tocante para os que acompanham tal cerimônia, e por tantas vezes o Sermão do Encontro foi algo que realmente podemos refletir. Realmente, não dá para assistir a Santa Missa quando não se entende uma única palavra proferida pelo sacerdote.

Tive, ou melhor, tenho a maravilhosa oportunidade de conviver com o Pe. Ney Brasil Pereira¹, e perguntei o que ele entendeu de uma determinada homilia, e ele disse: nada.

De engodos a face da terra está cheia, mas, não estou aqui para escrever sobre o sacerdote falastrão, mas sim sobre algo que ocorreu na última Procissão de Passos (2009). Certo “jornalista” disse: “tantas mil pessoas se fizeram presentes procissão, e os irmãos do IHC todos roxos de fé”.

Fico aqui pensando, “roxo”, bem ele gosta de “branco”, por assim dizer. Ou seria como a valsa escrita por Zequinha de Abreu? Não sei. Se for, AMÉM, pois não vai muito longe. Comentário infeliz por comentário infeliz esse é o meu.

Deixe então de fazer comentários inúteis e seja um jornalista de verdade e não ofenda um ato de uma irmandade fundada em 1765.



¹ http://arquifln.org.br/lenoticia.php?codigo=885

sexta-feira, 12 de março de 2010

Um Só Olhar

Sexta-feira, finalmente! Já não era sem tempo mesmo, ainda mais com esse clima desagradável. Mas não é apenas o descanso semanal que tanto almejamos, mas sim o período de descontração dessa parte da semana. Mas, aula sexta-feira bem cedo, é simplesmente o fim nas palavras do meu amigo Caju.
Esta manhã de sexta foi curiosamente diferente, certos olhares se cruzaram por alguns instantes, havia algo no ar. Algo indescritível. É raro estar em tal que com um olhar se diz muitas coisas, e conseguir compreender o que diz o outro olhar. Senti na pele a expressão “comer com os olhos”, e confesso que gostei, mas devo admitir uma coisa, não posso fazer tudo.
Já fiz minha parte, e não posso carregar o piano sozinho... Ah... falando em piano, você toca, e que tal a quatro mãos? srsr
Então até sexta-feira que vem.

N.S.D., 12 de Março de 2010.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Um Imortal

Há exatos dois séculos nascia na cidade de Żelazowa Wola, na Polônia o maior poeta do piano: Chopin.

Frédéric Chopin foi indubitavelmente foi o compositor mais expressivo do período romântico, seus prelúdios, valsas, mazurcas até hoje encantam o mundo e desafiam seus interpretes devido ao nível técnico exigido.

Suas obras são imortais, e nada se iguala a beleza e principalmente a emoção nelas contidas. Chopin parece até sinônimo de amor...

Hoje só nos resta pranteá-lo e admirar sua obra. Quem desejar pode ir ao Cimetiere du Pere Lachaise em Paris e visitar seu túmulo, ou ir a Polônia onde estão a sua máscara mortuária e o molde de suas duas mãos.

Um fato curioso, Chopin tinha medo de ser enterrado vivo, por isso seu coração foi extraído e depositado em uma urna de cristal lacrada que foi guardada em um dos pilares da Igreja da Santa Cruz, em Varsóvia.

Escreverei agora sobre algo que eu infelizmente presenciei. Recordo-me bem dos tempos que eu estava cursando o ensino médio no Instituto Estadual de Educação, e uma “colega” me disse o seguinte (incluindo a pronúncia utilizada por ela):

“Eu não gosto de Freddý Xôpim, pois ninguém canta, só tem ritmo.”

Minha vontade foi de demonstrar o que era ritmo a ela. Segurando por seus longos cabelos, eu deveria bater a cabeça dela contra um teclado de piano em um ritmo frenético de um presto agitato... Assim ela poderia compreender o que é ritmo e o que é uma harmonia celeste.

Nª. Sª. D. 1º de março de 2010.